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Após “retorno à alegria”, Maranhão volta à realidade

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Brincadeira de carnaval

Nesta semana o brasileiro viu como fato a possibilidade do senador José Sarney (PMDB) voltar à presidência da República.

Com a saída de José Alencar (PRB) para ser candidato ao Senado em Minas Gerais e da candidatura de Michel Temer (PMDB) a vice de Dilma Rousseff (PT) o sucessor direto de Lula, num possível afastamento do Presidente, seria o maranhense imortal (e imoral segundo comentarista da Globo, Kleber Machado) José Sarney.

Saudades inflacionadas

O brasileiro vivente no governo Sarney (1985-1990) deve lembrar com saudades a inflação que chegou a 1800%, nos idos de 1990, ao fim do mandato de José Sarney.

Carregando no lombo a égide de primeiro presidente civil após duas décadas de ditadura militar, José Sarney aturdiu-se em desastrosos planos econômicos. Exemplos do fracasso que foi o governo Sarney os planos Cruzado, Cruzado II, Bresser e Plano Verão deixaram alguns brasileiros com saudades dos militares, mesmo lembrando que Sarney os apoiava.

De volta à violência

Dez assassinatos somente na Região Metropolitana de São Luís é o saldo nefasto do carnaval maranhense “de volta à folia”. Enquanto o governo que voltou ao trabalho e cuida das pessoas torrava mais de R$ 40 milhões nos três dias de carnaval, Vicente Sodré Júnior , 26 anos, era assassinado por um policial com um tiro nas costas. Dessa forma, onde um policial executa sem dó um ser humano, fica difícil acreditar no chavão de que governar é cuidar das pessoas.

De volta à alegria (dos aliados, somente)

Numa espécie de confirmação dos discursos da última quarta-feira, 10, do deputado Rubens Júnior (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB), o deputado Edvaldo Holanda criticou na manhã desta quinta-feira, 18, a “queima” de R$ 47 milhões nos quatro dias de Carnaval no Maranhão, somente para aliados de Roseana Sarney.

Edivaldo Holanda (PTC) fez questão de comparar os gastos com o aparelhamento e capacitação do Corpo de Bombeiros do Maranhão, coisa em torno de R$ 200 mil, com os do Carnaval. Para a folia muitos milhões, para os Bombeiros poucos milhares.

Aparteando o discurso de Edivaldo Holanda, Rubens Júnior reforçou que enviará, na próxima sessão da Assembleia Legislativa, Requerimento solicitando informações de como esses milhões foram distribuídos nos municípios. Rubens Júnior disse que o mito da imparcialidade, que Roseana Sarney quis demonstrar, foi-se assim que as emendas foram liberadas somente para deputados/candidatos aliados da governadora.

Holanda finalizou dizendo que o Maranhão se transformou no Haiti. Milhares passam fome e a governado gere sem respeito e seriedade os recursos do estado, rasgando em quatro dias de festa R$ 47 milhões.

Quanto ao gasto, Edivaldo Holanda afirmou quem nem Bulcão, Secretário de Cultura, ou Gastão, Secretário de Planejamento e Orçamento, deixaram claro para onde exatamente foi o dinheiro. “Isto é uma incógnita, uma grande interrogação”, finalizou Holanda.

Alberto Franco mostra revolta com o Carnaval no início da Quaresma

O deputado Alberto Franco (PSDB), um dos primeiros aliados de Jackson Lago (PDT) a pular de mala, cuia e discurso na jardineira carnavalesca de Roseana Sarney, subiu nos tamancos em discurso na Assembleia Legislativa. Alberto Franco mostrou-se revoltado com a fome, segundo ele, de alguns secretários do governo Roseana.

Ao mesmo tempo em que elogiava a força de vontade da governadora em trazer ao Maranhão a alegria (sic), Franco chamou de famintos por recursos públicos os secretários que só pensam na reeleição e ainda disse ter sido um equívoco de Roseana colocar deputados/candidatos nas cadeiras de secretários.

Sendo mais enfático no discurso Alberto Franco condenou a postura do deputado e Secretário de Segurança Raimundo Cutrim (DEM), que ao invés de estar gerenciando de perto a segurança do Carnaval, resolveu cair na folia de Momo.

E fez-se a luz: Madonna quer vir ao Maranhão beber Jesus

No carnaval de São Luís, o boato que circulava entro as integrantes do bloco “Unidos das Feias Como Que”, com integrantes da peça Uma Linda Quase Mulher, era que Madonna estaria de viagem marcada para o Ilha do Amor. Tudo pela vontade louca que a pop star americana tem em tomar Jesus, já que de comer o próprio ela estaria abusada.

Ô abre alas, Rosas de Ouro ganhou

Parafraseando Caetano o “túmulo do samba”, São Paulo, deu o ar da graça novamente este ano nas telas da Globo e chegou a ficar, mesmo que de muito longe, parecido com o carnaval de passarela carioca.
Neste Carnaval uma das insossas escolas de samba paulista resolveu homenagear São Luís do Maranhão. Dizem que os incentivos para essa homenagem vieram da gloriosa história de nossa cidade.

São Luís, fundada por franceses, invadida por holandeses, emprestada por portugueses e enfim, dominada pelos “Sarneys” voltou às passarelas do samba na noite da última sexta-feira, dia 12, no sambódromo do Anhembi. Estourando cinco minutos no desfile a Acadêmicos do Tucuruvi mostrou aos paulistas o enredo “São Luís do Maranhão: um universo de encantos e magias”.

O presidente da agremiação, conhecido como Jamil, fez agradecimentos ainda na concentração da escola à governadora Roseana Sarney. Jamil agradeceu o patrocínio e a citação do “caminho das pedras”, ou seja, as empresas que Roseana indicou para a Acadêmicos do Tucuruvi conseguir patrocínio.

O fato é o seguinte, ao se alongar agradecendo Roseana pelo “incentivo” a escola perdeu pontos decisivos na apuração na terça-feira de carnaval, e ficou em oitavo lugar, faltando somente quatro posições para ser rebaixada.

Escola do Amapá homenageia Maranhão e carro com orixás quebra na avenida

A escola Maracatu da Favela, que sempre desfilava com parcos recursos, este ano resolveu homenagear o Maranhão e, magicamente, saiu com pompa pela avenida. O desfile estava impecável, “Mas, quando foi a vez da terceira alegoria…”, como disse a jornalista amapaense Alcinéa Cavalcante, o carro alegórico empacou na avenida e nem com reza braba saía do lugar.

Depois da escola toda desestruturada emocionalmente por causa do carro enguiçado, o desfile tomou prumo.

O interessante é que bastou uma escola do Amapá homenagear o Maranhão para o carnaval de lá parar na justiça, já que todas foram declaradas campeãs. Numa decisão surpreendente a Liesa (que não é a carioca) – Liga das Escolas de Samba do Amapá, resolveu dar o título para todas as escolas que desfilaram, tanto do grupo especial, quanto do grupo de acesso. Dirigentes de algumas agremiações ameaçam entrar na justiça contra a Liga.

Em São Luís, Favela é penta campeã

César Teixeira que já foi criticado e hostilizado por cantar o hino contra a repressão, Oração Latina no Acampamento Balaiada, na época da cassação de Jackson Lago, foi o homenageado no enredo da Favela do Samba.

Com o enredo “De bandeiras e bandeiras fez-se César Teixeira”, do carnavalesco Julio Matos, a Favela encerrou o desfile já na manhã da terça-feira de Carnaval.

Flor do Samba e Turma do Quinto, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Foto do carro quebrado da Maracatu da Favela, escola que homeageou o Maranhão. Fonte: Blog da Alcinéa Cavalcante

Sobre o autor

Nonato Castro escreveu 414 notícias.

Da escola fui estudante, da professora a lembrança, da mamãe sou o amor e do Brasil a esperança. Atire a primeira pedra Iaiá, caso suas mãos estejam limpas. Do contrário, mire em outra Madalena.

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