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Uma vez Flamengo, sempre Flamengo, apesar dos pesares…

flamengo

Tenho um prazer enorme em ver o Flamengo brilhar, como diz o hino, e em especial na terra, nos gramados.

Ainda criança vi Raúl, Zico, Júnior e companhia trazerem para o Brasil o título de Campeão Mundial Interclubes e isso reforçou minha prematura paixão.

Hoje em dia preocupa-me esta recente tendência que os atletas do campeão brasileiro de futebol, tem em demonstrar violência contra as mulheres.

Em julho de 2008, após uma festinha particular dos jogadores no sítio do goleiro Bruno em Minas Gerais, alguns atletas rubro-negros espancaram umas prostitutas que ali labutavam. Bruno e companhia foram à TV pedir desculpas e a Maria da Penha quase enquadra os jogadores, que foram somente advertidos com cartão amarelo.

Outro que sapecou algumas bordoadas na cara da ex-namorada, Carolina Miranda, foi o goleiro reserva do Flamengo Marcelo Lomba, em julho do ano passado. Em sua defesa Marcelo só faltou afirmar que Carolina havia dado com a cara em seu punho, afirmando que também faria exame de corpo de delito para comprovar tal despautério.

Sinto inveja do Ronaldo que apesar de se envolver em uma confusão com mulheres transgênicas, não as agrediu. Pensou na essência feminina dos travestis e foi incapaz de levantar as mãos para o new-sexo-frágil.

Como se não bastasse todo este histórico do Flamengo, e olha que falo com pesar, a dupla Império-do-Amor, Adriano “O Imperador” e Vagner Love, levaram às luzes da notícia o clube carioca.

O Imperador Adriano foi acusado de espancar a namorada, Joana Machado, e amarrá-la em um poste, tipo São Sebastião flechado pelos soldados do também Imperador Dioclesiano. Numa entrevista ao Fantástico, o Imperador Adriano negou as acusações e reforçou que desde “que a gente se conhecemos” a relação é efusiva, entre tapas e beijos.

Tentando colocar panos quentes na confusão o goleiro Bruno incorporou o presidente Lula e soltou uma frase de efeito: “Ele é um ser humano, tem sentimentos. Qual de vocês que é casado que nunca brigou com a mulher, não discutiu e até saiu na mão com a mulher?”. Sábio Bruno, quase um profeta. Perde somente pra Cristo, que num rompante de humildade ensina a dar os dois lados da cara para um bofete.

Já o Vagner Love resolveu dar um “créu” na favela da Rocinha e foi filmado ao redor de milhares de traficantes e armas moderníssimas, que o Exército Brasileiro conhece “só de nome”.

Acusado de fazer apologia ao crime o atacante se defendeu e pediu informações sobre quem ou o que é esta tal de Apologia, dizendo não conhecê-la. Love também reforçou que sempre frequentou este tipo de festa e que os “pa-ra-pa-pás” nos morros cariocas são tão comuns quanto as vitórias do Flamengo sobre o Vasco.

A assessoria do jogador afirmou que entraria em contato com a senhora Apologia para esclarecer quaisquer desencontros de informações e pedir a ela que esqueça o nome do jogador.

À imensa Nação Rubro-negra resta apenas os aplausos aos gols e a preocupação referente aos escândalos e pisas constantes nos seres femininos.

PS: Jogadores não sigam à risca a frase : DÁ-LHE MENGO!


A morte da prefeita (ou o engodo dos infernos)

Uma prefeita está andando tranqüilamente quando um carro vai desviar de um buraco, perde o controle e ela é atropelada e morre.

A alma dela chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

-’Bem-vindo ao Paraíso!’; diz São Pedro

-’Antes que você entre, há um probleminha.

Raramente vemos gente da sua laia por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.

-’Não vejo problema, é só me deixar entrar’, diz a antiga prefeita.

-’Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:

Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

-’Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz a prefeita.

-’Desculpe, mas temos as nossas regras. ‘

Assim, São Pedro a acompanha até o elevador e ela desce, desce, desce até o Inferno.

A porta se abre e ela se vê no meio de um lindo campo de golfe.

Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos, ex-secretários, empreiteiros e outros políticos com os quais havia trabalhado.

Todos muito felizes em traje social.

Ela é cumprimentada, abraçada e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.

Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.

Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.

Eles se divertem tanto que, antes que ela perceba, já é hora de ir embora.

Todos se despedem dela com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.

Ela sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ela.

Agora é a vez de visitar o Paraíso.

Ela passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de núvem em núvem, tocando harpas e cantando.

Tudo vai muito bem e, antes que ela perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

-’ E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso.

Agora escolha a sua casa eterna.’ Ela pensa um minuto e responde:

-’Olha, eu nunca pensei .. O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.’

Então São Pedro a leva de volta ao elevador e ela desce, desce, desce até o Inferno.

A porta abre e ela se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.

Ela vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro da ex-administradora.

-’ Não estou entendendo’, - gagueja a ex-prefeita - ‘Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!’

O diabo olha pra ela, sorri ironicamente e diz:

-’Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto…’

Recebi hoje cedo esta piada. Como se trata de um assunto onde podemos nos incluir como os desfarrapados dos sacos pretos ou mesmo como a pobre prefeita, serve para reflexão ao próximo pleito eleitoral. Cabendo somente a nós a vida nos céus ou o inferno do esquecimento de quatro anos.


PT evita citar PMDB em tática eleitoral

Brasília - (Reuters) A tentativa de incluir o PMDB nominalmente no texto sobre a tática do PT para as eleições de 2010 foi derrotada nesta sexta-feira durante o 4o Congresso Nacional da legenda.

A proposta, defendida pela tendência Novo Rumo, pretendia deixar clara a importância do PMDB como “eixo do bloco de apoio” da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial.

“Pretendíamos cimentar a união com o PMDB”, disse o deputado Carlos Zarattini (SP), ao defender a proposta no evento.O deputado José Genoino (SP), também defensor da mudança, esclareceu que a ideia era não só citar o aliado mas também acrescentar ao bloco de esquerda mencionado no texto original legendas de centro, do qual o PMDB é o principal protagonista.

“A questão concreta é atrair o PMDB. É o principal partido da coalizão e é de centro. Tem que deixar isso claro. A nossa aliança vai da esquerda ao centro”, disse Genoino.

Na defesa do texto original, preparado para ser debatido no Congresso, o deputado Ricardo Berzoini (SP) afirmou que a sigla já tem um pré-acordo com o PMDB, acertado em 2009. Berzoini acrescentou que o PT está buscando atrair para a campanha de Dilma toda a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não queremos tratar de forma diferente nenhum partido”, disse o deputado. “Entendemos que não é correto citar um partido só. Se citar um, tem que citar todos.

”O texto que foi mantido no congresso afirma que “a continuidade do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista”. O que a emenda pretendia era amenizar a tendência de esquerda incluindo um partido de centro como o PMDB.

A direção do PMDB considerou natural que a tática eleitoral do PT deixasse de citar a legenda, informou a assessoria peemedebista.

O PT convidou os dirigentes do PMDB para comparecer neste sábado à aclamação da ministra Dilma como candidata, mas a legenda não comunicou se aceitou o convite.

Também foi mantida no texto original a centralização, pelo Diretório Nacional do partido, da condução nas alianças nos Estados, apesar da tentativa de alterar a determinação.

A estratégia foi vista como “nefasta” por tendências minoritárias, mas venceu a opinião de que a prioridade do PT é a eleição de Dilma, independente de projetos estaduais.

O Congresso, que reúne 1.350 delegados, teve início na quinta-feira, com debates sobre temas internacionais. Nesta sexta-feira, discutiu também as diretrizes para o programa de governo da candidata Dilma.

Fonte: Blog do Garrone - Reuters


Após “retorno à alegria”, Maranhão volta à realidade

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Brincadeira de carnaval

Nesta semana o brasileiro viu como fato a possibilidade do senador José Sarney (PMDB) voltar à presidência da República.

Com a saída de José Alencar (PRB) para ser candidato ao Senado em Minas Gerais e da candidatura de Michel Temer (PMDB) a vice de Dilma Rousseff (PT) o sucessor direto de Lula, num possível afastamento do Presidente, seria o maranhense imortal (e imoral segundo comentarista da Globo, Kleber Machado) José Sarney.

Saudades inflacionadas

O brasileiro vivente no governo Sarney (1985-1990) deve lembrar com saudades a inflação que chegou a 1800%, nos idos de 1990, ao fim do mandato de José Sarney.

Carregando no lombo a égide de primeiro presidente civil após duas décadas de ditadura militar, José Sarney aturdiu-se em desastrosos planos econômicos. Exemplos do fracasso que foi o governo Sarney os planos Cruzado, Cruzado II, Bresser e Plano Verão deixaram alguns brasileiros com saudades dos militares, mesmo lembrando que Sarney os apoiava.

De volta à violência

Dez assassinatos somente na Região Metropolitana de São Luís é o saldo nefasto do carnaval maranhense “de volta à folia”. Enquanto o governo que voltou ao trabalho e cuida das pessoas torrava mais de R$ 40 milhões nos três dias de carnaval, Vicente Sodré Júnior , 26 anos, era assassinado por um policial com um tiro nas costas. Dessa forma, onde um policial executa sem dó um ser humano, fica difícil acreditar no chavão de que governar é cuidar das pessoas.

De volta à alegria (dos aliados, somente)

Numa espécie de confirmação dos discursos da última quarta-feira, 10, do deputado Rubens Júnior (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB), o deputado Edvaldo Holanda criticou na manhã desta quinta-feira, 18, a “queima” de R$ 47 milhões nos quatro dias de Carnaval no Maranhão, somente para aliados de Roseana Sarney.

Edivaldo Holanda (PTC) fez questão de comparar os gastos com o aparelhamento e capacitação do Corpo de Bombeiros do Maranhão, coisa em torno de R$ 200 mil, com os do Carnaval. Para a folia muitos milhões, para os Bombeiros poucos milhares.

Aparteando o discurso de Edivaldo Holanda, Rubens Júnior reforçou que enviará, na próxima sessão da Assembleia Legislativa, Requerimento solicitando informações de como esses milhões foram distribuídos nos municípios. Rubens Júnior disse que o mito da imparcialidade, que Roseana Sarney quis demonstrar, foi-se assim que as emendas foram liberadas somente para deputados/candidatos aliados da governadora.

Holanda finalizou dizendo que o Maranhão se transformou no Haiti. Milhares passam fome e a governado gere sem respeito e seriedade os recursos do estado, rasgando em quatro dias de festa R$ 47 milhões.

Quanto ao gasto, Edivaldo Holanda afirmou quem nem Bulcão, Secretário de Cultura, ou Gastão, Secretário de Planejamento e Orçamento, deixaram claro para onde exatamente foi o dinheiro. “Isto é uma incógnita, uma grande interrogação”, finalizou Holanda.

Alberto Franco mostra revolta com o Carnaval no início da Quaresma

O deputado Alberto Franco (PSDB), um dos primeiros aliados de Jackson Lago (PDT) a pular de mala, cuia e discurso na jardineira carnavalesca de Roseana Sarney, subiu nos tamancos em discurso na Assembleia Legislativa. Alberto Franco mostrou-se revoltado com a fome, segundo ele, de alguns secretários do governo Roseana.

Ao mesmo tempo em que elogiava a força de vontade da governadora em trazer ao Maranhão a alegria (sic), Franco chamou de famintos por recursos públicos os secretários que só pensam na reeleição e ainda disse ter sido um equívoco de Roseana colocar deputados/candidatos nas cadeiras de secretários.

Sendo mais enfático no discurso Alberto Franco condenou a postura do deputado e Secretário de Segurança Raimundo Cutrim (DEM), que ao invés de estar gerenciando de perto a segurança do Carnaval, resolveu cair na folia de Momo.

E fez-se a luz: Madonna quer vir ao Maranhão beber Jesus

No carnaval de São Luís, o boato que circulava entro as integrantes do bloco “Unidos das Feias Como Que”, com integrantes da peça Uma Linda Quase Mulher, era que Madonna estaria de viagem marcada para o Ilha do Amor. Tudo pela vontade louca que a pop star americana tem em tomar Jesus, já que de comer o próprio ela estaria abusada.

Ô abre alas, Rosas de Ouro ganhou

Parafraseando Caetano o “túmulo do samba”, São Paulo, deu o ar da graça novamente este ano nas telas da Globo e chegou a ficar, mesmo que de muito longe, parecido com o carnaval de passarela carioca.
Neste Carnaval uma das insossas escolas de samba paulista resolveu homenagear São Luís do Maranhão. Dizem que os incentivos para essa homenagem vieram da gloriosa história de nossa cidade.

São Luís, fundada por franceses, invadida por holandeses, emprestada por portugueses e enfim, dominada pelos “Sarneys” voltou às passarelas do samba na noite da última sexta-feira, dia 12, no sambódromo do Anhembi. Estourando cinco minutos no desfile a Acadêmicos do Tucuruvi mostrou aos paulistas o enredo “São Luís do Maranhão: um universo de encantos e magias”.

O presidente da agremiação, conhecido como Jamil, fez agradecimentos ainda na concentração da escola à governadora Roseana Sarney. Jamil agradeceu o patrocínio e a citação do “caminho das pedras”, ou seja, as empresas que Roseana indicou para a Acadêmicos do Tucuruvi conseguir patrocínio.

O fato é o seguinte, ao se alongar agradecendo Roseana pelo “incentivo” a escola perdeu pontos decisivos na apuração na terça-feira de carnaval, e ficou em oitavo lugar, faltando somente quatro posições para ser rebaixada.

Escola do Amapá homenageia Maranhão e carro com orixás quebra na avenida

A escola Maracatu da Favela, que sempre desfilava com parcos recursos, este ano resolveu homenagear o Maranhão e, magicamente, saiu com pompa pela avenida. O desfile estava impecável, “Mas, quando foi a vez da terceira alegoria…”, como disse a jornalista amapaense Alcinéa Cavalcante, o carro alegórico empacou na avenida e nem com reza braba saía do lugar.

Depois da escola toda desestruturada emocionalmente por causa do carro enguiçado, o desfile tomou prumo.

O interessante é que bastou uma escola do Amapá homenagear o Maranhão para o carnaval de lá parar na justiça, já que todas foram declaradas campeãs. Numa decisão surpreendente a Liesa (que não é a carioca) – Liga das Escolas de Samba do Amapá, resolveu dar o título para todas as escolas que desfilaram, tanto do grupo especial, quanto do grupo de acesso. Dirigentes de algumas agremiações ameaçam entrar na justiça contra a Liga.

Em São Luís, Favela é penta campeã

César Teixeira que já foi criticado e hostilizado por cantar o hino contra a repressão, Oração Latina no Acampamento Balaiada, na época da cassação de Jackson Lago, foi o homenageado no enredo da Favela do Samba.

Com o enredo “De bandeiras e bandeiras fez-se César Teixeira”, do carnavalesco Julio Matos, a Favela encerrou o desfile já na manhã da terça-feira de Carnaval.

Flor do Samba e Turma do Quinto, ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Foto do carro quebrado da Maracatu da Favela, escola que homeageou o Maranhão. Fonte: Blog da Alcinéa Cavalcante


RÁPIDAS

CASA DA MÃE JOANA I

O deputado estadual Rubens Pereira Júnior (PCdoB) foi incisivo na manhã desta quinta-feira, dia 11, ao afirmar, no plenário da Assembleia Legislativa, que no governo de Roseana Sarney todo mundo manda. Segundo Rubens Júnior, o samba que irá reger o Palácio dos Leões neste carnaval é Mordomia de Almir Guineto “… isso aqui tá parecendo a casa da mãe Joana, todo mundo aqui dá ordem, aqui todo mundo manda…”.

CASA DA MÃE JOANA II

O motivo da reclamação do deputado comunista seria a não liberação, por parte da Secretaria de Cultura, das emendas parlamentares de sua autoria. Aprovadas em plenário e publicadas no Diário Oficial da Assembleia, as emendas seriam destinadas ao Carnaval das cidades de São Bento e Matões, ambas no valor de R$ 150 mil. Segundo Rubens Júnior, o Secretário Luís Bulcão liberou somente R$ 20 mil para a cidade de Matões. Quando em contrapartida para as prévias do carnaval de São Luís foram destinados quase 3 milhões para a Fundação São Luis Convenções e Eventos.

TIMON INSEGURA I

Parabéns ao blogueiro Lucão, do Portal Hoje. Bastou uma matéria relatando a violência no Conjunto Boa Vista – Timon, para que o povo demonstrasse o medo em andar nas ruas da cidade. Os comentários mais contundentes chamaram a cidade de “terra sem lei”, bem como o relato da sensação de medo e insegurança que paira nas ruas de Timon.

TIMON INSEGURA II

O deputado estadual Chico Leitoa (PDT) teve aprovado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa duas Indicações alusivas à segurança pública de Timon. A primeira solicita a criação do IV Distrito Policial de Timon, no Bairro Cidade Nova. A segunda Indicação do deputado Chico Leitoa requere ao Secretrário Raimundo Cutrim (DEM) que seja recuperada a estrutura física dos Distritos Policiais, Delegacia Regional e Presídio de Timon. As Indicações encontram-se publicadas no Diário Oficial da Assembleia do dia 11, quinta-feira.

ADMINISTRAÇÃO MAGRINHA

Chamou atenção a magrez do Rei Momo do pré-carnaval Timonense. Fugindo à regra de todo o Brasil, onde os reis do carnaval são gordos, a prefeitura de Timon levou às ruas um homem magro e baixo. Refletindo, quem sabe, a atual característica da administração municipal: a falta de robustez administrativa.

OPOSIÇÃO COM DISCURSO CONSONANTE

No aniversário de 30 anos do PT - Partido dos Trabalhadores, quarta-feira, dia 10, realizado no auditório do Quality Grand São Luís Hotel, membros da oposição ao grupo Sarney demonstraram interesse em marchar juntos nas eleições deste ano. O caminho a ser seguido pela oposição pode ser sintetizado no discurso do ex-governador e pré-candidato ao Senado José Reinaldo (PSB), que vê como grande relevância a união e organização das forças oposicionista ao governo Roseana, “de volta à folia”, Sarney.

FOLIA EM TIMON I

Quem viu na semana passada a folia estampada na avenida Piauí, travestida em blocos, camarotes e abadas, neste final de semana terá a impressão de abandono na cidade. Muitos moradores aproveitarão a falta de festas em Timon e tomarão o rumo das cidades mais próximas, tanto do Piauí, quanto do Maranhão.

FOLIA EM TIMON II

Para os timonenses que não tem a oportunidade de viajar nos dias de carnaval, resta somente torcer pelas escolas de samba cariocas e paulistas na televisão. Vale torcer também, para que não falte energia no exato momento dos desfiles.

LEGISLATIVO PROTEGIDO

Preocupada com a lei da sobrevivência, a administração da Assembleia Legislativa do Maranhão distribuiu na última quinta-feira centenas de camisinhas para servidores e visitantes. Agora pode todo mundo cair na folia, com consciência e proteção.


Charge - por Renato Machado


ERRARAM A VERDADE!

pinoquio

A estória de uma pequena FARSA.
Por Wagner Cabral da Costa*

A oligarquia Sarney promoveu, mais uma vez, uma FARSA, com a divulgação de uma FALSA pesquisa para governador, com o objetivo manifesto de iludir e confundir a opinião pública, bem como de prejudicar as candidaturas de seus adversários. Esta é a síntese do que será explicado no decorrer deste artigo, caro leitor.

1. Da FARSA

Tudo começou na primeira semana de fevereiro de 2010, quando os blogs de Walter Rodrigues (04/02) e Marco d´Eça (05/02), e talvez outros mais, divulgaram uma FALSA pesquisa eleitoral acerca das eleições para o governo do Maranhão, cuja autoria foi atribuída ao Instituto Sensus.

O momento era muito propício, pois o Instituto havia acabado de divulgar a pesquisa CNT/Sensus sobre a avaliação do governo federal e a sucessão presidencial (01/02), uma pesquisa já consolidada (está na 100a edição) e de ampla cobertura na mídia nacional. Assim, contando com a boa fé dos (e)leitores, a ARMAÇÃO noticiou que, juntamente com a pesquisa nacional, o citado Instituto também havia feito uma pesquisa sobre a sucessão no Maranhão. O objetivo era claro: anunciar o “favoritismo” de Roseana Sarney, bem como fragilizar as candidaturas adversárias.

Dos blogs, convenientemente patrocinados pelo governo do Estado, a FALSA pesquisa se espalhou pela internet, sendo ainda reproduzida pela mídia impressa, nos jornais O Estado do Maranhão (da família Sarney) e O Imparcial (edições de domingo, 07/02).

2. Da SUSPEITA da FARSA

Na condição de quem pesquisa e acompanha o processo político-eleitoral do Maranhão há mais de quinze anos, tão logo vi a pesquisa, procurei mais informações sobre a mesma nos sites do Instituto Sensus, da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), e, principalmente, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e do TSE.

Pois, conforme determina a legislação eleitoral, “a partir de 1o de janeiro de 2010, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa” a fazer o registro no tribunal eleitoral competente, contendo informações sobre: contratante, valor da pesquisa, metodologia, período de realização e questionário aplicado, dentre outros dados; cabendo às 2 secretarias judiciárias, “no prazo de 24 horas” contadas do registro, divulgar no sítio do tribunal eleitoral na internet (Resolução TSE no 23.190, de 16/12/2009, artigos 1o e 9o, grifos nossos).

A mesma resolução preceitua que “na divulgação dos resultados de pesquisas, atuais ou não, serão obrigatoriamente informados: o período de realização da coleta de dados; a margem de erro; o número de entrevistas; o nome da entidade ou empresa que a realizou, e, se for o caso, de quem a contratou; o número do processo de registro da pesquisa” (Art. 10, grifo nosso). Ora, a intenção de dar publicidade às pesquisas é garantir a LISURA e a TRANSPARÊNCIA das mesmas, que poderão ser conferidas e questionadas por qualquer cidadão, bem como por candidatos e partidos.

O resultado da busca foi o seguinte:

1. O site do Instituto Sensus (www.sensus.com.br) não mencionava qualquer pesquisa sobre sucessão no Maranhão, registrando apenas a pesquisa CNT/Sensus, o mesmo ocorrendo no site da CNT (www.cnt.org.br).

2) A pesquisa nacional CNT/Sensus foi registrada no TSE com o protocolo no 1570/2010, citado impropriamente no blog de Marco d´Eça como sendo a pesquisa do Maranhão.

3) No site do TSE, seção de Pesquisas Eleitorais (que inclui o TRE-MA), só encontrava-se registrada a pesquisa nacional CNT/Sensus, para o cargo de Presidente, disponibilizando o questionário aplicado (sem qualquer pergunta sobre as sucessões estaduais).

Do fracasso em encontrar informações sobre a pesquisa, nasceu a SUSPEITA de que a mesma ou não teria sido registrada ou seria falsa. Em ambos os casos, ocorrem INFRAÇÃO ouCRIME ELEITORAL, ainda segundo a Resolução no 23.190 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

• Art. 17. A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações constantes do art. 10 desta resolução sujeita os responsáveis à multa no valor de R$ 53.205,00 (cinqüenta e três mil duzentos e cinco reais) a R$ 106.410,00 (cento e seis mil quatrocentos e dez reais) (Lei no 9.504/97, art. 33, § 3°).

• Art. 18. A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de 6 meses a 1 ano e multa no valor de R$ 53.205,00 (cinqüenta e três mil duzentos e cinco reais) a R$ 106.410,00 (cento e seis mil quatrocentos e dez reais) (Lei no 9.504/97, art. 33, § 4°).

Estabelecida a SUSPEITA, encaminhei por e-mail uma NOTA DE PREOCUPAÇÃO (na sexta-feira, 05/02), expondo as razões pelas quais julgava que a pesquisa encontrava-se, no mínimo, SOB SUSPEIÇÃO. Solicitava ainda, à luz da ÉTICA POLÍTICA e da legislação, e na condição de pesquisador e CIDADÃO, que os responsáveis esclarecessem QUAIS AS FONTES que consultaram ou ouviram. Afinal, eu poderia estar enganado. Esta nota de preocupação foi publicada na edição de domingo do Jornal Pequeno (07/02), bem como em alguns blogs. Possivelmente, outras pessoas tiveram dúvidas semelhantes, manifestando-as, entretanto, de maneira reservada.

3. Da DENÚNCIA da FARSA

A transformação da SUSPEITA em CERTEZA veio quando os citados blogueiros retiraram a pesquisa de suas páginas da internet, sem esclarecer, contudo, QUAIS AS SUAS FONTES, ou seja, sem indicar qual o registro da pesquisa na Justiça Eleitoral e onde os dados da mesma estavam disponíveis para consulta pública, visando assegurar a TRANSPARÊNCIA do processo eleitoral.

Num, a matéria foi retirada por “provavelmente” conter “erros” (em 05/02), mas o blogueiro Walter Rodrigues registrou “que os percentuais ali divulgados foram realmente apurados pelo instituto Sensus”, prometendo esclarecimentos posteriores que não foram dados. No outro blog, houve a admissão do problema, com a informação adicional de que apenas repetira informações de Walter Rodrigues. Após dar esclarecimentos no campo legal, inclusive sobre as multas (mas não sobre o crime), o blogueiro Marco d´Eça informou que teve orientação jurídica do Sistema Mirante no sentido da retirada da pesquisa, por conta do “rigor da justiça eleitoral” (08/02).

Para consolidar a CERTEZA, passei a ser alvo de ataques injustificados do blogueiro Walter Rodrigues, em sua prática usual de tentar desmerecer o interlocutor, no caso, desqualificando minha produção intelectual. Ora, pra quê os ataques se eu estava apenas, na condição de cidadão, questionando a ORIGEM e a VERACIDADE da pesquisa? Bastava responder aos questionamentos, comprovar a legalidade da pesquisa e indicar que eu estava equivocado. Mas não é possível confessar o inconfessável! Ou, no popular, a MENTIRA tem pernas curtas!

Este episódio, esta FARSA, não pode ser entendido de maneira isolada, mas sim num contexto mais amplo. Pois, segundo indiquei no artigo “A bomba suja: crise, corrupção e violência no Maranhão contemporâneo”, a VIOLÊNCIA FÍSICA E SIMBÓLICA constitui um elemento estrutural de manutenção do poder oligárquico. Ao analisar a crise política dos últimos anos, indaguei o seguinte sobre os meios de comunicação:

E a mídia? O que se publicou nos jornais e na internet durante a “guerra de blogs e e-mails” travada entre o Condomínio [de Jackson Lago] e o grupo Mirante? Cyberguerra, aliás, que lembrou bastante a “guerra de telegramas” da Greve de 1951, cujo ápice foi inventar um (inexistente) “Exército de
Libertação” com 12 mil homens armados! Qual o “jornalismo” praticado por aqueles cuja única função foi fabricar e espalhar factóides a serviço de um grupo ou de outro, tentando pautar o debate sem nenhum lastro ético-político? [do livro A terceira margem do rio, p. 122].

Assim, de um lado a violência física (por exemplo, no tumulto provocado pelos “cães de guerra” no lançamento do livro Honoráveis Bandidos) e, de outro, a violência simbólica (em mais um factóide, a FARSA da pesquisa eleitoral) constituem faces da mesma moeda oligárquica, postas em ação por seus agentes espalhados nos mais diversos setores. Que o episódio sirva de ALERTA À CIDADANIA, muito mais virá…

Por isso, venho a público, perante a sociedade brasileira, DENUNCIAR mais esta FARSA da oligarquia, ao divulgar uma FALSA pesquisa (ou não registrada), violando a legislação e cometendo INFRAÇÃO ou CRIME ELEITORAL, com o objetivo de promoção indevida de sua candidata e desqualificação dos adversários.

Espero, confiante, que o Ministério Público Eleitoral possa apurar devidamente as denúncias aqui formuladas por este cidadão comum!

E, por fim, relembro o escritor argentino Jorge Luis Borges na História Universal da Infâmia, em que traçou a biografia de estelionatários, fraudadores, pistoleiros, piratas, falsificadores, impostores, traidores – destes personagens infames, o poeta e contista Borges costumava dizer que sempre ERRAVAM A VERDADE!

* Wagner Cabral da Costa é Historiador, professor do Departamento de História / UFMA. Possui artigos, entrevistas e livros publicados sobre a história política do Maranhão. Seu último lançamento foi A terceira margem do rio: ensaios sobre a realidade do Maranhão no novo milênio (Editora da UFMA / Instituto Ekos), livro organizado em parceria com o prof. Dr. Marcelo Carneiro, resultante da colaboração nos Boletins de Conjuntura da CNBB – regional Maranhão em 2008 e 2009.


Nem Deus agradou todo mundo, imaginem o Zé Pereira

Quando Sodoma pereceu sob fogo as beatas de plantão adoraram. Ia-se em boa hora, chamuscado pelas labaredas celestes, um enorme centro de prostituição e sacanagem. Mas, aos notívagos bíblicos restou a tristeza, com fogo havia sido destruído um dos maiores cabarés a céu aberto da história humana.

Assim ocorre em Timon. O Zé Pereira, festa folclórica que antecede o Carnaval e com possível origem em terras lusitanas, não agrada a todos. Alguns gostam de ver a cidade cheia, com ares de festa e inebriada pela folia momesca. Outros preferem ver o dinheiro gasto pela prefeitura e preocupações aplicadas em outras áreas. A exemplo da saúde, infraestrutura e educação, ambos meros componentes alegóricos municipais.

Como bem lembrou o deputado Chico Leitoa (PDT) na tribuna da Assembleia Legislativa na sessão desta terça-feira, 09, a festa - nos moldes de hoje - surgiu em seu primeiro governo. Um grupo de jovens, dentre eles o ex-deputado federal Luciano Leitoa, sentiu a necessidade de fortalecer as manifestações do Zé Pereira já existentes, somando-as a outros tipos de manifestações.

Na batucada das Perigosas Peruas Virgens, hoje com 33 anos de existência, Caça Gato, Barão das Cajazeiras, dentre outros, o Zé Pereira corria as ruas de Timon. À festa já existente foi inserida a modernidade. Hoje bandas baianas, suingueira e forrós elétricos animam os foliões de abadás multicoloridos.

Os fofoqueiros de plantão argumentam que faltou organização e sobrou contenção de dinheiro. Que diga o porte físico do Rei Momo. No Brasil, de norte a sul, os reis do Carnaval são figuras obesas, para ilustrar perfeitamente a cara fanfarrona de Momo. Dizem que foi a pura e simples economia. Rei gordinho come muito, pode quebrar a estrutura dos camarotes ou ocupar mais espaço que a prefeita e seu obeso marido, o deputado das camisas listradas.

Outra coisa que chamou a atenção foi o crescimento visível do Bloco 40 Graus. Com seus festejos localizados na quadra esportiva do Portal Hoje, o Bloco 40 Graus foi só alegria. Em ano de Copa do Mundo o bloco veio com as cores verde e amarela em suas vestes, os brincantes divertiram-se com segurança e animação (veja fotos aqui no Portal Hoje).

Foi-se o Zé Pereira, agora a vida é verdadeira. A vida que voltará ao curso normal, onde os buracos ficarão novamente visíveis, as águas na torneira voltarão a ser barrentas, salários atrasados e pela metade, tudo vai ficar novamente claro com o retorno à sobriedade. Os abadás virarão pano de chão, lembranças de dois dias de folia, onde a tristeza cedeu espaço ao riso e ao entorpecimento.

É isso, como diria o velho samba da Vila Isabel, cuja letra é de Martinho da Vila: “… Sonho de rei, de pirata e jardineira. Pra tudo se acabar na quarta-feira…”. Nesse caso, na segunda-feira, pós-Zé Pereira.

PS: Eu havia feito uma marchinha para o Zé Pereira. Liguei para o Bel do Chiclete, pra bela da Ivete e não recebi nem um bilhete. Triste, recorri à Timbalada, que me indicou a Cláudia Leite. Sem ter aonde ir, minha cantiga ficará esquecida em mais um Carnaval. A vocês deixo a letra, quem quiser que faça a música. Aceito sugestões:

Marchinha para o Zé Pereira

É Zé Pereira, que legal
Mais sem dinheiro não se brinca o carnaval
Joga maizena, joga rodó
Timon foi boa, hoje em dia tá o “Ó”

A minha fantasia não comprei
Abadá faz tempo que usei
Na Avenida vou passar sem meu amor
Eu ando liso, mais que professor

É Zé Pereira, que legal
Mais sem dinheiro não se brinca o carnaval
Joga maizena, joga rodó
Timon foi boa, hoje em dia tá o “Ó”

A prefeita prometeu me pagar
Nem a metade do dinheiro vou olhar
Quebrei meu dedo numa topada que dei
Não me atenderam em Teresina, me lasquei

É Zé Pereira, que legal
Mais sem dinheiro não se brinca o carnaval
Joga maizena, joga rodó
Timon foi boa, hoje em dia tá o “Ó”

PAC daqui, PAC dali
Esse Programa não vi nada construir
Veio Roseana, Veio Murad
Foi só promessa e placa inaugurar

É Zé Pereira, que legal
Mais sem dinheiro não se brinca o carnaval
Joga maizena, joga rodó
Timon foi boa, hoje em dia tá o “Ó”


Unidade desde já - Por Jackson Lago

jacksonlago11

As eleições de 2010 serão um embate entre o Maranhão real e o Maranhão virtual. O Maranhão real é o Estado em que todos nós vivemos. O Maranhão virtual é aquele que povoa a cabeça da governadora ilegítima e é estampado na tela da TV Mirante em doses cavalares. O Maranhão real é o Maranhão do povo; o virtual é aquele da oligarquia.

Nesta fase pré-eleitoral, o governo da oligarquia tenta convencer a população da existência desse Maranhão virtual. Repete sem cessar publicidade em cima de publicidade, para esconder o vazio de obras que é o governo da senhora Roseana Sarney Murad. Programas e mais programas são anunciados como se estivessem em execução ou concluídos. Mas, na verdade, são meras peças de propaganda, sem nenhum compromisso com a realidade.

Nesse escandaloso jorrar de recursos públicos para os meios de comunicação de propriedade da senhora governadora, verifica-se o desespero da oligarquia que não consegue repetir agora os índices que, em períodos pré-eleitorais anteriores, ostentava nas pesquisas de opinião pública. A conclusão é só uma: a oligarquia murchou e o povo cresceu, em consciência e força.

No entanto, engana-se quem pensa que a oligarquia está morta. Mesmo ferida e enfraquecida, ela sabe mobilizar recursos financeiros, que usa escandalosamente na compra de consciências e na intimidação de adversários. Mesmo ferida e enfraquecida, ela usa a máquina pública para coagir e, quando isso não resolve, para oferecer benesses.

Mesmo assim, já vão longe os tempos em que o chefe da oligarquia garantia, com a junção das máquinas federal e estadual, a vontade da filha de se fazer governadora. Os tempos são outros.

As oposições reunidas já demonstraram que é possível derrotar o poder oligárquico. E o caminho para isso é o caminho da unidade, da conjugação de esforços, da união de forças. Nenhum de nós é maior que todos nós juntos. O povo sabe disso e exige que nós da oposição estejamos unidos e solidários entre nós.

Desde o ano passado, quando começaram as discussões sobre os caminhos de 2010, venho defendendo a unidade oposicionista. O nome que nos representará é conseqüência. Será o nome indicado pela própria população, através de consultas a ela por meio de pesquisas de opinião pública. O importante é forjar a unidade e quanto antes, melhor.

Se estivermos todos juntos desde o primeiro turno, conheceremos mais de perto, durante uma campanha de três meses, as diversas correntes oposicionistas e a contribuição que cada uma dará para a luta comum.

Neste ano, apenas 28 dias separarão o segundo do primeiro turno. É tempo insuficiente para se conhecer aqueles que estiveram no primeiro turno em outros palanques. É tempo insuficiente para desenvolvermos uma linguagem comum e convencermos a população de que nossa unidade é firme e verdadeira.

A unidade precisa ser construída agora e já. É isso que a população exige. É isso que nossa luta exige. É isso que a oligarquia teme.

As convergências entre as diversas correntes oposicionistas são maiores que as nossas diferenças. Unidade desde já, portanto.

Do JP online


Baile do Paragolé comemora aniversário de 31 anos da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) foi fundada em 12 de fevereiro de 1979, tendo surgido no bojo das lutas pela anistia de presos e exilados políticos no Maranhão. Completa 31 anos em 2010.

Sua atuação está pautada na defesa, promoção e proteção dos direitos humanos, ocupando diversos espaços tanto em nível local – Conselho e Fórum Estadual de Direitos Humanos do Maranhão, Fórum do Baixo Parnaíba – quanto nacionalmente – Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG).

A missão da SMDH é difundir uma nova concepção de direitos humanos que se contraponha à naturalização e banalização da violência, resgatando a vida como valor fundamental – “Em defesa da vida” é o seu slogan – incorporando as dimensões dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais, através do fomento a grupos populares com os quais realiza ações formativas e organizativas à luz da educação popular.

O BAILE DO PARANGOLÉ

Para os maranhenses, o termo parangolé tem vários significados: barulho, zoada, festa, confusão. “É uma mistura/ do tempo da janambura/ que virou arrasta-pé”, no dizer do jornalista, poeta e compositor Cesar Teixeira, em seu coco homônimo.

Cesar Teixeira, sócio contribuinte e militante da SMDH, é o homenageado do Baile do Parangolé, por sua atuação perene na luta pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária e, portanto, pela efetivação dos direitos humanos.

A festa, batizada por sua Parangolé, marca o lançamento da campanha “Direitos Humanos em Movimento”, e será realizada em 12 de fevereiro de 2010, sexta-feira “gorda” de carnaval, data em que são celebrados os 31 anos da SMDH.

O HOMENAGEADO

Carlos Cesar Teixeira Sousa nasceu no Beco das Minas (São Luís/MA), em 15 de abril de 1953. Poeta, compositor e jornalista iniciou-se cedo nas artes, tendo vencido diversos salões de artes plásticas nas décadas de 1960 e 70. Participou de grupos de teatro (escrevendo peças e compondo trilhas) e foi um dos fundadores do Laborarte (1972).

Sua Oração Latina (1985) venceu o I Festival Viva de Música Popular do Maranhão, tornando-se um hino de trabalhadores e movimentos sociais, dentro e fora do estado. É um dos compositores maranhenses mais gravados. Formado pela UFMA, como jornalista foi editor de cultura de O Imparcial (1986-88), assessor de imprensa da SMDH (1989-2002) e co-editor do Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante, do Jornal Pequeno (2002-04). Atualmente é coordenador editorial do jornal mensal Vias de Fato.

Este ano será homenageado pela Favela do Samba, no desfile de carnaval da escola ludovicense.

DIREITOS HUMANOS EM MOVIMENTO – A CAMPANHA

A campanha Direitos Humanos em Movimento tem como objetivos melhorar a aceitação da luta por direitos humanos junto à população.

Elaborada e desenvolvida pela SMDH, Direitos Humanos em Movimento busca parcerias, provocando discussões sobre temas inerentes aos direitos humanos no país. A campanha terá várias atividades ao longo de 2010, culminando com o aniversário de 62 anos da DUDH, em 10 de dezembro.

Saiba mais em http://www.smdh.org.br

BAILE DO PARANGOLÉ

12 de fevereiro de 2010, sexta-feira “gorda” de carnaval às 21h
Sindicato dos Arrumadores (Rua da Estrela na Praia Grande)
Animação: Banda do Maestro Antônio Paiva
Participações especiais: Cesar Teixeira (homenageado), Joãozinho Ribeiro e Tambor de Crioula “Catarina Mina”.
Valor da camisa (R$ 30,00) e venha parangolear por uma causa nobre.
Vendas e informações: (98) 3231-1601, 3231-1897, smdh@terra.com.br

Por Zema Ribeiro - Assessoria de comunicação


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