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Zé Pereira: a festa dos Zés e dos Manés

José Manoel Pereira morador da cidade esburacada, de um mundo violento e das drogas a céu aberto. Um céu aberto tanto quanto os buracos das ruas e as bocas de fumo que vivem na calmaria sem um importunador da lei para fechá-las.

José Manoel Pereira, o Mané para os amigos, o Zé Pereira nos dias de festa. Para a administração da cidade abandonada onde mora ele é só um Zé Mané. Um homem que, mesmo sem receber salários por quase um semestre, se diverte nos dois dias em que Momo aporta às margens do Rio Parnaíba.

Zé Mané na festa pula, brinca e faz cabriolas. Aprendeu na lida diária. Sabe se virar com pouco. Conhece bem como se livrar da fome, da falta de educação e além de tudo isso, ainda aprendeu copiar comprovante de residência da cidade vizinha a sua. Já que a saúde de lá, ele só usa se for um Zé Mané do outro lado do rio.

Zé Mané não é bobo, como tentam pintá-lo. Ele tem tinta na cara, mas não tisnada por ele. E quem pintou a insignificância de seu valor em breve vai sorrir novamente pra ele. Vai vir com um lenço numerado, cheio de propostas vazias e convidá-lo para pular por mais quatro anos num carnaval de dois dias só. Onde a alegria momentânea será substituída por quatro, seis ou oito anos de abandono, descaso e sofrimento. E assim seu nome José Manoel Pereira, caso aceite, deixará de ter o brilho e a alegria do Zé Pereira, para se tornar apenas o Zé Mané.


Quase Imortal: Rádio Senado preparada para eventual morte de Sarney

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br em Brasília

Com 81 anos, José Sarney (PMDB-AP) disse fazer um “sacrifício” no ínicio do mês ao assumir pela quarta vez o comando da Casa. Com a saúde debilitada, ele ficou metade do mês de outubro de 2010 internado em hospitais do Maranhão e de São Paulo após sofrer uma arritmia cardíaca. Na Casa, porém, parece haver setores preparados para um eventual falecimento do presidente. A Rádio Senado, inclusive, já tem pronto um obituário para colocar no ar caso o fato venha a acontecer.

O Radar Político teve acesso a uma gravação de 21 minutos com o título “Reportagem especial em homenagem ao senador José Sarney”, produzida pela equipe da rádio oficial da Casa. A Secretaria Especial de Comunicação do Senado negou que a Rádio tenha um obituário pronto e afirmou que há apenas uma “biografia” de Sarney, como haveria de todos os outros 80 senadores.

Ouça o programa na íntegra aqui.

A Secretaria, porém, não soube explicar por que os verbos do material obtido pelo Radar Político estão todos no pretérito. “Além de uma extensa vida política, Sarney se destacou nas artes. Ele era membro da Academia Brasileira de Letras desde 1980″, diz um trecho. A justificativa oficial é que pode ter havido “erro verbal”.

O material mistura entrevistas e discursos de Sarney com falas de outras personalidades políticas, como Tancredo Neves, já falecido. A gravação começa com a afirmação de que “o ponto mais alto da carreira de Sarney foi a Presidência da República”, mas antes destaca a trajetória do maranhense até chegar a este posto.

Em trecho de entrevista, Sarney afirma que o regime militar aconteceu por que “todo o país sentia que estava à beira de uma desordem coletiva”. Seu papel no regime ocupa a primeira parte do obituário, com destaque para sua primeira reeleição para o Senado em 1978. O narrador destaca que ele teve “o maior percentual de votos naquela eleição em todo o país”.

O período de Sarney na presidência da República é destacado, principalmente, com a convocação da Assembleia Constituinte. A reportagem lembra também da hiperinflação. “O lado ruim do governo Sarney foi a grave crise econômica que atingiu o pais”, diz o narrador, que lista todos os planos econômicos fracassados daquela época.

A matéria destaca que na primeira vez que presidiu o Senado, entre1995 e 1997, Sarney criou o sistema de comunicação da Casa e menciona que um plano estratégico feito em 2010 decidiu pela ampliação.

A crise do Senado, que explodiu na terceira administração do peemedebista a frente da Casa, também é lembrada na reportagem. A gravação coloca como problemas administrativos o excesso de diretores, o pagamento de horas extras no recesso e os atos secretos. O enfoque, porém, é de destacar “40 medidas” que foram tomadas pela administração Sarney para melhorar a estrutura da Casa e que Sarney foi absolvido pelo Conselho de Ética das acusações feitas contra ele. O tema é encerrado com uma afirmação dele do fim de 2009 dando a crise por encerrada. Não há qualquer menção à reforma administrativa prometida por ele e que até hoje não foi aprovada.

O material fala ainda da defesa de Sarney do Mercosul, de suas atividades literárias e de suas colaborações com veículos de imprensa. Todos os termos são usados no pretérito, apesar de ele ainda executar algumas dessas atividades.

Do Estadão Online


Sarney: “Vou não, quero não, a Dilma não deixa não…”


BR 226 e Segurança Pública na pauta de Luciano Leitoa

Como parte de suas atividades parlamentares o deputado estadual Luciano Leitoa (PSB), enviou na última quarta, 23, à Mesa Diretora da Assembleia Indicações solicitando melhorias na BR 226. Em Ofício que será encaminhado ao Superintendente Regional do Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes , Gerardo de Freitas, Luciano solicita a recuperação de um trecho de 5 km que perpassam a área urbana de Timon.

Como forma de amenizar a falta de segurança na cidade, Luciano encaminhou ainda Indicações à Mesa Diretora solicitando a nomeação de um Juiz para a Vara de Execuções Penais de Timon e de um Promotor Criminal, coisas inexistentes no momento.

Ainda constando das Indicações do Deputado Luciano Leitoa, à Procuradora Geral de Justiça, Dra. Fátima Travassos, será encaminhado Ofício solicitando a nomeação de um Promotor para a Vara de Execuções Penais, também sem titular responsável até o momento em Timon.

Hoje Timon vive num estado letárgico, aparentando total abandono por parte do poder público. Sem estrutura física condizente com seu tamanho e valor, já que é a 4ª maior cidade do estado.

Com isto, Timon definha no cochilo administrativo de Socorro Waquim e trupe. Tendo o marido em Brasília, uma amiga no Palácio dos Leões e um parceiro, via TRE, na Assembleia Legislativa, a prefeita não percebe que a cidade está afundada em buracos, tráfico de drogas e violência, um trinômio cujo resultado está beirando o caos.

As referidas Indicações demonstram uma preocupação comum por grande parte da população timonense, dessa forma, Luciano Leitoa não poderia, nem deveria, se abster de discutir e tentar resolver esses problemas.


Relação dos assessores lotados no Gabinete do Dep. Sétimo Waquim

Atendendo a solicitação de um leitor do blog que não quis se identificar, disponibilizamos ontem a relação dos servidores lotados no gabinete de Edilázio Júnior (PV) e hoje divulgaremos, conforme prometido, a relação do gabinete do Deputado Sétimo Waquim (PMDB).

É importante ressaltar que o recôndito leitor enviou sem sucesso e-mail solicitando também a outros blogueiros de Timon o nome dos colaboradores dos deputados Sétimo e Edilázio, ambos do grupo da prefeita Socorro Waquim.

Mas como este blog tem comprometimento com a verdade, sem cifras para cerceá-la, disponibilizarei o solicitado.

Confira se você, que de sol a sol, de julho a outubro bateu pernas e calejou as mãos nas badeirinhas do deputado Sétimo Waquim, foi aprovado neste “vestibular” parlamentar:

ALEXANDRE COSTA RAMALHO DE OLIVEIRA

CELSO ANTONIO DA ROCHA SANTOS FILHO

ENEIDA BOTELHO CARVALHO

FRANCISDALVA VIEIRA LUCENA

FRANÇOISE ALMEIDA DA SILVA

IGOR GOMES GEDEON

IVONILDE COSTA DE SOUSA TOURINHO

JEFFERSON TEIXEIRA FONSECA

JONAS WANDERSON MEDEIROS DE SOUZA

JUCILENE DE FREITAS SANTOS

JULIANA COSTA RAMALHO DE OLIVEIRA MENDES

KENIO RODRIGO PEREIRA DE ASSUNÇÃO

KENISON RENATO PEREIRA ASSUNÇÃO

LUIS CARLOS DE CARVALHO TOURINHO

MARCOS GONÇALVES VERAS DE ARAUJO

MARIA LUCIA SOUSA BRANDÃO

MARIANA DA SILVA ARAUJO DOS SANTOS

MARILEIDE PAULO DE ALENCAR SANTOS

ORMANNE FORTES MENEZES CALDAS

RODRIGO BRUNO LAURINTINO

ROGERIO MONÇÃO LIMA

ROSSANA BARROS GUIMARÃES

TELMA MARQUES DANTAS SANTOS

WILDILEIA DA FONSECA MAIA REGO


Confira quantos timonenses estão lotados no gabinete de Edilázio

Seguindo a regra informativa de alguns blogs de Timon, apresentarei a vocês a lista dos funcionários comissionados dos deputados eleitos com votos dos timonenses e que foram apoiados pela prefeita Socorro Waquim.

Como avant-première apresento hoje a vocês os funcionários lotados no gabinete do deputado Edilázio Júnior (PV), 3º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Para quem não recorda Edilázio era, como diria minha finada avó, “o pires de arroz doce” de Socorro Waquim e sua fiel comuna. No discurso da prefeita Edilázio estaria numa parceria constante com o deputado federal Sétimo Waquim.

A cantilena era: Câmara Federal e Assembleia Legislativa unidas em prol das melhorias da população timonense (sic).

Vejamos se algum timonense foi agraciado com uma vaguinha no gabinete de Edilázio Júnior, já que muitos sacolejaram bandeiras e andaram de moleira no sol fazendo campanha para o genro da desembargadora Nelma Sarney.

Abaixo a relação de comissionados do gabinete de Edilázio Júnior, publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do dia 11 de fevereiro de 2011:

ALFREDO LIMA GOES – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

ANDERSON BRUNO ARISTIDES DA SILVA – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

CHARLES SILVA BAIA – Símb. DAS-3 – Secretário Executivo

CLOVIS SEGUNDO COSTA GARCEZ – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

CYNARA COSTA MARANHÃO – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

DIANA CRISTINA MARTINS – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

DOMINGOS SANTOS CASTELO BRANCO SERRA – Simb. ISO – Téc. Parl. Especial

DORIS DAY ALMEIDAARAÚJO – Símb. DAI-4 – Oficial de Gabinete

ELOIDE OLIVEIRA LIMA – Simb. DGA – Asses. Esp. Legislativo

FERNANDA PINHEIRO MONTEIRO – Simb. DAS-l – Assistente Técnico Legislativo

FLÁVIO HENRIQUE SILVA CAMPOS- Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

JACKSON DE SOUSA – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

JOANIRA DE SOUSA MATOS – Simb. DGA- Asses. Espec. Legislativo

LINDALVA DE ARRUDA CRUZ- Simb. DAS-3 – Secretário Executivo

LUANNA KELLY DE CASTRO BARBOSA- Simb. DANS-l – Coordenador Parlamentar

MANOEL BERNARDINO LOPES DE SOUSA VIANA NETO – Simb. DANS-l – Assessor Parlamentar

MARIA SOCORRO COIMBRA REIS – Simb. DAS-2 – Asses. Parlamentar Adjunto

MARISVALDO SANTOS DA SILVA – Simb. DAI-4 – Motorista

MAURÍCIO TADEU DIAS PEREIRA – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

NISIA PAIXÃO SEGUINS LOUZEIRO MACIEL – Símb. DAS-2 – Assessor Parlamentar Adjunto

NUALLA KYANNY SILVA RIBEIRO – Simb. ISO – Téc. Parlamentar Especial

RONALD SILVA DE FARIAS -Simb. DANS-2 – Assessor Chefe

TÁSSIA MARÍLIA CASTELO BRANCO FREIRE CUBA – Simb. DANS-3- Chefe de Gabinete

Amanhã este blog publicará a relação de comissionados pertencentes ao gabinete do deputado federal Sétimo Waquim.


O salário mínimo e o salário dos pais-da-pátria: um abismo separa o país real do Brasil Maravilha guardado no cartório – Por Augusto Nunes

Entre o salário-mínimo reajustado pela Câmara (R$545,00) e o salário dos que aprovaram o reajuste (R$ 26.723, 13, depois do aumento de 61,8% que se concederam em dezembro), a diferença é de R$ 26.178,13. Essa quantia equivale a:

131 bolsas-família.

476 quilos de picanha.

1.189 quilos de carne de contrafilé

11.382 quilos de arroz

4.363 quilos de feijão-fradinho

9.027 passagens do metrô de SP

1.454 ingressos para o cinema

52 bicicletas Caloi Aro 26

22 televisore Samsung LCD 32 polegadas

18 geladeiras Brastemp 342 litros

131 pares de tênis Nike Air Max

1 carro popular

145 passagens de ida e volta na ponte aérea Rio-SP

1.047 livros infantis

1.745 DVDs

21 computadores pessoais (notebook HP com processador Intel Dual Core, 3 gigabytes de memória e HD de 320 Gigabytes)

3.022 frascos de óleo de peroba

Em dezembro, Lula e Dilma Rousseff não viram nada de errado no aumento repulsivo aprovado pelo Congresso que controlam. O discurso da austeridade não vale para os parceiros que, somados os demais benefícios, embolsam mais de R$ 1 milhão por ano. Neste fevereiro, o ex-presidente e a sucessora impuseram a quantia endossada pela imensa maioria da Câmara. Os dois garantem que governam para os pobres. Segundo números oficiais, 47,7 milhões de brasileiros sobrevivem com um salário mínimo ou menos. Se Lula, Dilma e seus parceiros tentassem atravessar um mês com R$ 545,00, conheceriam o abismo que separa o país real do Brasil Maravilha que só existe na papelada que seu inventor guardou num cartório.

Da Coluna do Augusto Nunes


O dia que conheci José Sarney

Era o ano de 1994, quarta vez que eu fazia o 1º ano do segundo grau – uma das séries que eu mais gostei, daí a tetra-repetência – e José Sarney foi anunciado como um dos homenageados naquele almoço no Centro Integrado do Rio Anil, escola pertencente à Fundação Nice Lobão, presidida pela esposa de Lobão e deputada federal homônima.

A única coisa que eu conhecia de política era a célebre frase “política, religião e futebol não se discute”, de autoria de algum alienado metido a poeta. E a presença de José Sarney em nosso refeitório deu, além de tudo, um tom de festa ao almoço.

Era o primeiro ano da escola, tudo cheirava a novo, inclusive o cardápio, que no ano seguinte foi invadido por uma leva de sardinhas, que me causam arrepios até hoje, mas isso é outra história. Nas bandejas postavam-se porções de arroz marroquino, um arroz todo enfeitado com castanhas de caju, passas e outras “nove – horas” africanas.

Nosso parceiro de rancho naquele dia era nada mais, nada menos que um ex-presidente do Brasil e senador pelo Amapá. O maranhense José Sarney, homem sábio, escritor, imortal, poeta, amado por vários e odiado por muitos, coisa que eu não entendia naquela data.

Assim, iniciada a comilança, apresentou-se ao recito José Sarney. Na bandeja o marroquino, na fila apertos de mão ao maranhense ilustre. Cumprimentando todos e com um sorriso em riste, semblante superior e cândido ao mesmo tempo. Um misto de quem sabe que pode, mas aparentava ser igual a nós estudantes de calças de malha e blusões desbotados das várias lavagens, já que tínhamos, na maioria, apenas um.

Com o tempo me vieram as instruções, as minhas leituras e o desapego ao 1º ano do Ensino Médio. Sarney deixou de ser apenas aquela lembrança alva de uma manhã de 1994 e passou a ser objeto de leituras, análise e um misto de admiração e desprezo, este último mais saliente que o outro.

O que veio em seguida virou senso comum: Sarney um oligarca; Sarney um presidente que nada trouxe ao Maranhão; Sarney um homem que usou de todas as forças para manter a filha no governo do Maranhão; Sarney sinônimo de atraso para o estado.

Mas quem tirou a feição cândida de Sarney de minha memória e a colocou no bojo de minha esbórnia conceitual? Os enfileirados do almoço de 1994? O tempo que, inexoravelmente, deu novos contornos ao seu rosto?

Não!

Sarney existe, nos assombra e se mantém no poder pela falta de articulação de quem se define oposição e pela necessidade de um objeto comum para depositarmos nossas inseguranças e falta de imposições. Ele não é Deus, por mais que pense e queira demonstrar no porte, como naquela manhã na década de 90.

É um homem de carne, osso e temerosidades. Criado à base de galinhas da terra, piabas, jaçanãs e outros viventes da Baixada. Soube a hora de recuar e avançar com suas “pedras”, jogando xadrez sem nem mesmo se aproximar do tabuleiro. Literalmente, atira as pedras e esconde a mão, uma das coisas responsáveis por sua longevidade política.

E nós, apequenados pela formosidade do discurso, colocamos a culpa do bigode de Sarney em tudo.

O Egito está aí. Mostrou que não é somente tema de letras do Olodum e que “as cabeças enchem-se de liberdade, deixando de lado as separações”, partiram para rua e exigiram a saída do faraônico ditador daquelas terras. Os egípcios, que aprendemos a vê-los de lado, num perfil estético alheio a frontalidade, saíram da passividade, tomaram as ruas e conseguiram o afastamento de Hosni Mubarack, que há trinta anos comandava o país. Em contrapartida o nosso domínio oligárquico já soma mais de 40 anos de história.

José Sarney é um verdadeiro faraó, mumificado vivo pela falta de objetividade da oposição.

Hoje Dilma Rousseff, a primeira a presidenta do Brasil e a pioneira a inaugurar este verbete, toma bênçãos de suas ações ao meu amigo daquele almoço manso de anos atrás. Sendo pela quarta vez presidente do Senado, José Sarney é hoje para Dilma uma bengala administrativa. Num momento servirá de apoio para as aprovações que ela necessitará no Senado e em outro, caso a presidenta resolva “mijar fora do caco”, usará alguém para dar a velha rasteira na presidenta. Sempre reforçando à Dilma que ela é a presidenta, mas a governabilidade depende de seu aval, de seu humor.

Assim vai vivendo nosso faraó. Um homem incomum para o Brasil, um pai para as mazelas do Maranhão e um amigo em minhas honoráveis lembranças.

O almoço foi maravilhoso e sinto falta hoje de não ter estreitado aquela amizade. Contentei-me com um aperto de mão, esta mesma que agora aperta o teclado e demonstra tanto admiração a José Sarney pela força que ainda tem, quanto uma vontade sem tamanho de ver o estado do Maranhão caminhar com passos independentes, deste que almoçou comigo, mas é um prato indigesto para o Brasil.


“O Maranhão como meta principal” – É foco do primeiro pronunciamento de Luciano Leitoa na AL

O deputado estadual Luciano Leitoa, o mais votado em Timon nas últimas eleições, deu início hoje a sua participação como orador nas sessões da Assembleia Legislativa do Maranhão.

O pronunciamento era aguardado com ansiedade por muitos, visto sua juventude e vasta experiência como parlamentar adquirida em quatro anos em Brasília, como deputado federal de 2003 a 2006.

Em seu discurso Luciano fez questão de agradecer os votos e afirmar a honra que é representar Timon naquele parlamento. Sempre em tom propositivo, Luciano enalteceu o PSB, seu partido, os colegas de legenda e parlamento, Cleide Coutinho e Marcelo Tavares, dentre outros, bem como se revelou um conhecedor e apreciador da gestão do governador pernambucano, Eduardo Campos, também do PSB.

A utilização de Pernambuco como referencial é que por se tratar de um estado do nordeste e ter um ex-presidente nato da região, tal qual é o Maranhão, Pernambuco (leia-se Eduardo Campos) aproveitou como pôde a aproximação com Lula e converteu isto em dividendos para aquele estado.

Luciano reforçou que a segurança do Maranhão investiu pouco em comparação a Pernambuco em período semelhante, 2006 a 2010, com apartes do deputado Raimundo Cutrim (DEM) e Magno Bacelar (PV), após a afirmação.

Nos apartes pudemos ver a diferença entre proposição e paixão, a primeira apresentada em todo o pronunciamento de Luciano Leitoa. O deputado Raimundo Cutrim, mesmo sendo da base de apoio de Roseana Sarney e ex-Secretário de Segurança, afirmou que estudos ainda estão sendo feitos para a melhoria da segurança público e que Pernambuco não deveria ser parâmetro de análise para o Maranhão.

Já Magno Bacelar, paixão do início ao fim do aparte concedido por Luciano, aplaude o governo Roseana por aplaudir. Como defesa do indefensável, o Nota 10 (sic), tentou creditar à economia pernambucana e ao fato de Lula ter o umbigo por lá enterrado, os avanços que naquelas terras acontecem. Já no Maranhão, com Roseana estando pela quarta vez de posse da caneta – mesmo número de vezes que José Sarney é presidente do Senado – as mazelas daqui são unicamente pela “falta de equilíbrio político”, como afirmou Bacelar.

Como disse anteriormente Marcelo Tavares: “o governo do Maranhão faz questão de cobrir o rosto com um lençol para os problemas do estado, mas os pés ficam descobertos”. Daí a tentativa infrutífera de Magno Bacelar de fazer as vezes de remendo deste lençol, mas ainda assim os pés do “melhor governo” da vida de Roseana permaneceram descobertos.

Luciano disse ainda que por estar próxima de uma capital, Teresina, Timon necessita de um contingente policial bem maior que o atual. E que a venda e o consumo de crack vem aumentado a preocupação em segurança por parte da população e elevado os índices de criminalidade daquela região. Com isto, o presídio de Timon está com o dobro da sua capacidade comprometida. Falta promotoria criminal na cidade, coisa que aumenta ainda mais a problemática na área da justiça e da segurança, mantendo as cadeias e presídios lotados.

Foi apresentada como alternativa as ações da Fundação da Paz, que realiza o trabalho de ressocialização com presos e usuários de drogas, sem o auxílio do governo do estado e da prefeitura de Timon. Luciano lembrou que em visita recente à Fundação da Paz, em Timon, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entusiasmado com o que viu, acabou levando o modelo e as experiências vistas para Brasília.

Elogiado por Marcelo Tavares, Graça Paz e Rubens Júnior, Luciano foi enfático ao dizer que está na Assembleia para ser ferramenta de proposições, que votará sempre a favor do Maranhão e que não faz, nem fará, parte de base de apoio à Roseana Sarney, posicionamento este histórico e de motivo de orgulho para o grupo que este representa. Em especial ao seu pai, o ex-deputado e ex-prefeito de Timon, Chico Leitoa (PDT).

Em virtude do extenso aparte de Magno Bacelar o tempo esvaiu-se e a conclusão de algumas informações foram prejudicadas.

À frente mais deputados doutrinários à cartilha de José Sarney partiram em defesa do velho oligarca, citado em alguns momentos por Luciano Leitoa.

Rogério Cafeteira (PMN) e Roberto Costa (PMDB), fizeram questão de defender José Sarney e, de lambuja, Roseana, afirmando serem orgulhosos de estarem ao lado destes.

Roberto Costa, morador de Pasárgada, terra imaginária de Manuel Bandeira, afirmou que respeitava em partes a fala de Luciano. Disse ainda ser orgulhoso em morar na terra onde ele é amigo do “rei” e por fazer parte da “corte” de Roseana, José Sarney e afins. Só mesmo sendo amigo do “rei” para vislumbrar um estado próspero e imaginário, como parte do poema citado acima.

Já Rogério Cafeteira fez questão de lembrar que José Sarney não descobriu e fundou o Maranhão, que está onde muitos já estiveram e que as mazelas do estado são frutos de uma série de convenções e omissões. Faltou ao nobre neto de Epitácio Cafeteira citar que Sarney está à frente da política do estado desde a década de 60, sempre próximo às lideranças nacionais e que isto nunca foi motivo de crescimento do Maranhão, como disse Luciano em um trecho de seu discurso.

Para finalizar o deputado Bira do Pindaré (PT) cumprimentou Luciano e que disse que a presença do deputado timonense engrandece o plenário daquela Casa. Bira reforçou que admira a linha de pensamento, a coerência, a juventude e que estará ao lado de Luciano Leitoa nas idéias e nos pensamentos.

O ponto alto do aparte de Bira do Pindaré foi quando este profetizou que Luciano será o futuro prefeito de Timon, algo incontestável, finalizou.

Em toda a extensão de seu pronunciamento Luciano Leitoa fez questão de colocar que seu mandato será de proposições, como já foi afirmado acima, e que a juventude e renovação daquele parlamento servirá para modernizar as proposições e discursos. Numa espécie de alfinetada na postura retrógrada do deputado Tatá Milhomem (DEM), que não autorizou a mudança na ordem dos pronunciamentos dos Blocos, coisa que facilitaria a conclusão do discurso de Luciano Leitoa. A juventude é sempre mais aberta às discussões, disse Luciano.

Luciano finalizou sua fala dizendo que a sociedade está de olho nos deputados e que as prerrogativas dos mesmos é que dirão se estes estão preocupados com o estado ou apenas em manter a governabilidade de um “suposto melhor governo da vida” de Roseana Sarney.


Com a bunda de fora

Depois de duas rebeliões de presos e algumas cabeças cortadas num curto intervalo de tempo, a Secretaria de Segurança do estado anda preocupada com assuntos mais sérios.

Com uma gestão de calças arriadas pela insegurança nas ruas e nos presídios do estado, agora a Secretaria quer mostrar força punindo um policial que, de forma descontraída, demonstrou que a expressão “quem muito se abaixa acaba mostrando a bunda” pode pular do figurado para o literal em segundos, ou melhor, em 1 minuto e 26 segundos de vídeo.

Nesta semana veio às pautas dos blogs e sites no Maranhão um vídeo que circula na internet e mostra um sub-tenente lotado em Santa Luzia, cujo nome na tarjeta indica ser Davi e que resolveu dar umas reboladinhas ousadas em cima de uma mesa, numa festa na cidade. Davi, sem receio da vingança de um traidor “Golias”, que poderia vir a espalhar seu vídeo na net, rebolou bastante e ao fim da performance baixou as calças, deixando o ‘redengue’ à mostra.

Pobre Davi, sem a funda para se defender neste episódio onde a bunda foi o motivo de sua queda, encontra-se afastado do trabalho, à espera de julgamento pelo comando da mesma secretaria que dá de ombros às cabeças soltas ao vento.

Assim, num órgão à procura de respeito, nada como uma bunda, num vídeo de poucos minutos, para crucificar Davi e servir de exemplo.

PS1: O vídeo do Davi foi retirado da internet, então utilizei o vídeo acima para figurar a malemolência do afastado sub-tenente. Prometo procurar, caso ainda encontre, a dança sensual do nosso homem-rebolador-da-lei.

PS2: Após a minha postagem pude perceber outra leitura do mesmo tema, por parte do blogueiro Netto JS, deste Portal. Na postagem de Netto o vídeo está disponível, caso tenham interesse em ver a lânguida dança do oficial maranhense clique aqui.


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