
passeando pelo UOL Notícias
Escuta Essa! – Judas e Jesus juntos contra o chumbo quente?
A disputa pelo comando do tráfico por grupos rivais e a queda de um helicóptero após ser atingido por disparos de criminosos marcaram o início de uma onda de violência no Rio de Janeiro, semanas após a cidade ser escolhida para sediar as Olimpíadas de 2016. Autoridades falam que o problema será solucionado até os Jogos. Uma declaração polêmica do presidente Lula sobre a política de alianças do governo, dizendo que, para governar o Brasil, Jesus teria que fazer aliança com Judas, e os acordos para as eleições do próximo ano também foram destaque na semana.

passeando pelo Blog do Robert Lobato

Sétimo Waquim:”Flávio Dino não será candidato a governador”
O blog do Elias Lacerda, do Portal AZ, de Timon, noticia que o deputado “soneca” Sétimo Waquim não acredita na candidatura do deputado Flávio Dino ao governo do Maranhão.
O deputado pemedebista teria dado a sua opinião sobre a candidatura de Flávio Dino ao governo, durante visita que fez ao empresário conhecido como “Wilson da Casa da Lavoura”, dono de um comércio no centro da cidade de Timon, na presença de várias pessoas, segundo informa o blogueiro Elias Lacerda.
Para um observador político que prefere não se identificar, o deputado Sétimo não teria dado essa declaração à toa. Ele teria se fundamentado em análises e opiniões do advogado Carlos Eduardo de Oliveira Lula, um dos causídicos que atuam na defesa da enroladíssima Socorro Waquim (PMDB), muito ligado ao deputado Flávio Dino e que também defende vários prefeitos em parceira como o advogado e irmão do parlamentar comunista Sálvio Dino.
Por Roberto Lobato

passeando pelo Blog do Josias de Souza
SUFOCADA A CRISE, REFORMA ADMINISTRATIVA DE SARNEY EMPACA

Em fevereiro, ao virar presidente do Senado pela terceira vez, José Sarney prometera realizar uma ambiciosa reforma administrativa.
Depois, assediado por denúncias de malfeitos, Sarney fizera da reforma sua principal trincheira. Cortaria pessoal, cancelaria contratos, extinguiria privilégios.
Decorridos quase nove meses da posse de Sarney, o projeto encomendado à Fundação Getúlio Vargas, base da reforma, tornou-se um adorno de gaveta.
As denúncias contra Sarney desceram ao arquivo. Sua presidência foi salva por uma operação que traz impressas as digitais de Lula.
E a reforma, supostamente concebida para aliviar a Viúva, não produziu senão um gasto por ora inútil: R$ 250 mil pagos à FGV pelo estudo engavetado.
O Senado revela-se incapaz de implementar até mesmo os ajustes mais simplórios. Em março, prometera-se, por exemplo, instalar um ponto eletrônico.
Serviria para deter o descalabro das horas extras. A Folha revelara: em pleno recesso parlamentar, 3.883 servidores haviam recebido R$ 6,2 milhões em extras.
“Acho que vamos instalar imediatamente o ponto eletrônico”, Sarney reagira à época. Nada. Em julho, nova promessa.
O primeiro-secretário Heráclito Fortes viera aos holofotes para informar: lançaria por aqueles dias uma licitação para adquirir o equipamento do ponto digital.
Estaria funcionando em agosto, Heráclito assegurara. Lorota. Em reportagem levada às páginas do Correio (só para assinantes), o repórter Ricardo Brito informa:
1. A licitação ainda não foi feita. A primeira secretaria alega que encomendou a providência à direção-geral do Senado.
2. A direção-geral responde que a tomada de preços ainda depende da conclusão de estudos. Não tem data para acontecer.
3. Sob controle frouxo, as horas extras continuam sendo pagas à larga. Desde janeiro, os adicionais renderam aos servidores R$ 66,7 milhões.
4. Na chegada, não se exige o ponto dos beneficiários. Para se creditar dos extras, basta que o funcionário permaneça no Senado até 20h30.
5. O horário de saída é registrado numa rede eletrônica interna do Senado. A burla ao sistema não é incomum.
Noutra reportagem, escrita por Leandro Colon e veiculada pelo Estadão, esquadrinhou-se a pseudoreforma que Sarney conserva na gaveta.
A folha de salários dos servidores efetivos continua intocada: R$ 2,1 bilhões ao ano. Os terceirizados estão sendo estão sendo poupados da lâmina.
O número de comissionados – assessores contratados pelos senadores, sem concurso – permanece o mesmo: 2,8 mil cabeças.
No último final de semana, o blog noticiara que o Senado não conseguiu reduzir nem o quadro de faxineiros.
Submetida a uma nova licitação, a empresa Fiança Serviços Gerais Ltda, reavaliara o valor do contrato.
Cobrava R$ 15,6 milhões mensais para manter o asseio no prédio do Senado. Derrubou o valor para R$ 8 milhões. Economia de R$ 7,6 milhões anuais.
O que fez Sarney? Anulou a licitação. Em despacho publicado na segunda (19), o senador escreveu que a economia seria “mínima”.
Acrescentou: “É irrefutável que tal redução não possa se dar em detrimento dos menos favorecidos, dos mais humildes”.
Alegou que a redução salarial seria inconstitucional. Conversa fiada. A comissão de licitação já havia enfrentado o problema.
Parecer oficial, ignorado por Sarney, esclarecera o óbvio: “O Senado não tem vínculo patronal com qualquer trabalhador terceirizado”. A relação é com a empresa.
De resto, o Senado está renovando, em conta-gotas, os contratos com outras empresas terceirizadas.
Prorrogou, por exemplo, a contratação da Servegel, que fornece pessoal para o arquivo.
Fez o mesmo com Adservis, que provê mão-de-obra técnica para o setor que cuida do áudio do plenário e da TV Senado.
Há nesse contrato pelo menos 280 terceirizados com algum grau de parentesco com servidores efetivos do Senado. Nada foi feito contra o nepotismo mal disfarçado.
Ou seja, sob a “nova” presidência de Sarney, sobrevivem no Senado os velhos vícios.
Vícios que nasceram ou foram tonificados ao longo dos últimos 15 anos -sob Agaciel Maia, o ex-diretor-geral que Sarney nomeara na sua primeira presidência.
Por Josias de Souza – Folha Online

As segundas tem feiras, as terças também. Seguindo durante a semana temos a quarta, a quinta e a sexta, todas com feiras. Coincidentemente, ao chegar no sétimo dia da semana tira-se a feira, que é substituída por um sábado, dia de folga e folguedos. De cerveja, descansos e dormidas.
Até Deus descansou com o sétimo. ELE viu o quanto foi trabalhoso criar o mundo e as criaturas dele, que deu uma esticadinha nas pernas celestes e dormiu ali mesmo no sétimo, naquele trono divino, que milhões de anos depois Cristo sentaria ao lado.
Mas porque a feira do sétimo ELE tirou? Teria algum problema com esse algarismo místico ou como esse algarismo seria usado posteriormente? Sei lá, entender o divino é praticamente impossível, ainda mais pra mim, pobre mortal com nome de santo.
Já às feiras restou a desorganização, desde o significado da palavra à feira propriamente dita. Aquela dos mamões, melancias, ratos e baratas. Comuns em cidades do interior, onde acontecem coisas que até Deus duvida.
Deus, feiras, sétimo, Timon, Maranhão
Timon, pra quem não conhece, é uma cidade dividida praticamente ao meio pela BR, fica 76 Km depois de Caxias e a poucos metros de distância de Teresina. Em Timon as feiras carregam no lombo o sentido clássico da palavra, são sinônimos de desordem barulhenta, algazarra e balbúrdia.
Lá tem a CEASA, uma central de ratos e baratas, sem banheiro que preste e que nas horas vagas abrigava folguedos, hoje proibidos pela Operação Manzuá timonense.
Nas ruas do Parque Alvorada funciona outra feira, onde quase tudo é a céu aberto. Com apenas poucos boxes, a feira desconfigura uma bagunça completa. Nem tão suja, nem tão limpa, nem tão perfumada, nem tão fedorenta, assim é a feira do PA.
Uma outra fica num bairro chamado Formosa, lá a prefeitura fez igual a Deus no sábado, de súbito tirou a feira sem pedir autorização e sem avisar.
Cocos, melancias, laranjas e cheiros foram deixados pra trás. No novo galpão que se alojaram os antigos feirantes formosos da Formosa, o teto está pra cair e as baratas reivindicam espaço junto aos cocos, melancias e laranjas. O cheiro deu lugar ao fedor e por lá montou guarida, o nauseabundo avisou que só sai de lá nas próximas eleições de prefeito, quando as feiras e afins virarão novamente promessas e permutas para votos.
E o povo lá, sem feira, igual a Deus com o sábado, com o sétimo. Abandonando ao relento um dia de feira.
E Deus sem pedir socorro a nenhum outro vivente “descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gênesis 2 .3). E no sétimo dia esqueceu das feiras…
Foto: Blog Netto Js
Recebi recentemente um e-mail do amigo Melônio Filho, alertando-me para a publicação da Revista PIAUÍ, Edição 37, mês de outubro. A revista lançou o THE MARANHÃO HERALD um jornal inteligente e bem humorado que satiriza a família Sarney e seu domínio oligárquico no Maranhão.
O primeiro chiste é no título do jornal comprado pelo Grupo MiranteTHE MARANHÃO HERALD – “O DIÁRIO MENOS MESQUITA DO BRASIL”, diz o slogan. Fazendo uma alusão ao jornal da família Mesquita, o Estado de São Paulo, proibido juridicamente de publicar alguma notícia que envolva Fernando Sarney.
Qualquer semelhança com a dura realidade maranhense é mera coincidência. Sorríamos para não chorar.
Abaixo trechos do jornal que não é o Estado do Maranhão, mas que também maquia a verdade, nesse caso uma maquiagem engraçada e explicitamente explícita (sic).

THE MARANHÃ HERALD – O DIÁRIO MENOS MESQUITA DO BRASIL
MARANHÃO HOMENAGEADO NO CARNAVAL CARIOCA
SÃO LUÍS – A Secretaria Estadual de Cultura anunciou, ontem, que o Maranhão será homenageado por todas as escolas do Grupo Especial no Carnaval carioca de 2010. A assessoria de imprensa da governadora Roseana Sarney rechaçou veementemente os boatos de que a decisão teria sido tomada depois que dirigentes da Liesa voltaram de um fim de semana em Punta Del Este organizado pelo Banco do Maranhão. “Trata-se de uma insinuação completamente irresponsável”, declarou o escritor Dagmar Ribamar Neto, subsecretário de assuntos institucionais do estado. A homenagem coletiva e espontânea será encabeçada pelo Salgueiro, campeão de 2009, que entrará na avenida com o samba “Ziringuidum, Balacubaco, Nagô, Yorubá, Salve O Grande Maranhão, Axé”, seguido da Beija-Flor, que levará à Sapucaí o enredo “Liberdade, Saudade, Fraternidade, pmdb, Baluarte da Igualdade”. A Mocidade Independente de Padre Miguel lembrará a tradição literária do estado, com a canção “Saraminda, Saudades Mortas, Brejal dos Guajas e Marimbon dos de Fogo – Imaginação, Glória e Apoteose de um Grande Acadêmico”. Moderna, a Mangueira fechará o desfile com o samba “Merci Beaucoup, De Rien, Je Vous En Prie, Pas Grave, Très Gentil, Voilà Maranhão!”, em alusão ao Ano do Maranhão na França, marcado para 2011.
CAETANO, GIL, BETHÂNIA E GAL SE NATURALIZAM MARANHENSES
SÃO LUÍS – A avenida José Sarney e as ruas Presidente Sarney, Marly Sarney e Sarney Filho (além da Travessa Sarney, da Praça Zequinha Sarney e da Ponte Governador José Sarney) foram fechadas ontem para receber os cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa que, após décadas de serviços prestados à cultura baiana acabam de se naturalizar maranhenses. “É com extrema alegria que nos juntamos a esse povo todo lindo e odara, que assim como o baiano também acentua o primeiro ‘ó’ da palavra córação”, declarou o cantor, compositor, pensador e maranhense Caetano Veloso, feliz por não ter lido O Estado de S. Paulo ontem. Gil também se pronunciou, mas até o fechamento desta edição não foi possível compreender o que ele disse. A naturalização do quarteto é mais uma realização da governadora Roseana Sarney. No seu discurso de posse em março, ela disse: “É preciso haver uma distribuição mais democrática da cultura. Os compositores não podem citar a Bahia a cada cinco canções, ao passo que o Maranhão continua sendo o patinho feio da Música Popular Brasileira.” Os quatro exbaianos prometem adaptar rapidamente suas canções, mesmo que ao arrepio de melodia e ritmo. Dentre as primeiras medidas estão as conversões de Na Baixa do Sapateiro (Na Baixa do Sapateiro eu encontrei um dia / A morena mais frajola do Maranhão), Bahia com H (Salve o santo Maranhão imortal, Maranhão dos sonhos mil, / Eu fico contente da vida em saber que o Maranhão é Brasil), e, mais importante, O que é que a baiana tem? (O que é que a maranhense tem? / Governo do estado, tem / Papai no Senado, tem / Como ela requebra bem!).
MARANHÃO É O ÚNICO ESTADO DO NORDESTE QUE COMEÇA COM M
SÃO LUÍS – Em palestra na Academia Maranhense de Letras, o acadêmico Dagmar S. Sobrinho sustentou que, além de ser mais rico em “A”s do que o Piauí, o Maranhão é o único estado nordestino que começa com a letra “M”. “É um privilégio. Tomem o Piauí, que começa com ‘P’, como Pernambuco e Paraíba. Isso traz angústias terríveis e não é bom para a autoestima.” Dagmar Sobrinho sustenta que o fato pode ser responsável pela “notória carência de poetas e romancistas no nosso querido estado vizinho.” Segundo o acadêmico, o “M” é uma letra “mística, milagrosa, materna, moderna e morena”, o que explica muito. Na semana que vem Dagmar S. Sobrinho dará a palestra: “Nh, esse raro dígrafo nasal palatalizado.” “Raríssimo”, diz Dagmar, “dos 26 estados da União, só nós temos nh.”
MARANHENSES VIVEM 9 MESES E 19 DIAS A MAIS QUE ALAGOANOS
Dados do IBGE divulgados ontem indicam que a expectativa de vida do maranhense é de 67,7 anos, contra 66,8 do alagoano. “É um dado a ser comemorado”, declarou o presidente do Instituto Maranhense de Demografia, o poeta e estatístico Felisberto S. de Araújo Costa. “Muito mais relevante do que o fato de termos o segundo IDH menos bom do país. Uma coisa é o dado frio, outra bem diferente é o drama humano. Pense num alagoano de carne e osso. Ao completar 66 anos, ele saberá que pode vir para o Maranhão prolongar a sua vida.” Sobre a expectativa de vida do Piauí, que segundo o IBGE é de 68,9 anos, Araújo Costa disse: “Confirmou o que já sabíamos: o piauiense vive apenas 1 ano e seis meses a mais do que nós – e se diverte bem menos.”
CRIANÇAS MARANHENSES SÃO VÍTIMAS DE CENSO
O Maranhão tem o maior número de crianças entre 8 e 9 anos dispostas a deixar crescer o bigode quando ficarem mais velhas

SÃO LUÍS – O secretário de Educação do Maranhão, o poeta e advogado Ribamar Feitosa, rebateu ontem os dados do censo IBGE/2009. “Eles dizem que temos o maior número de crianças analfabetas entre 8 e 9 anos de idade. É capcioso e demonstra um viés de divulgar apenas os aspectos negativos do censo. Por exemplo: temos o maior número de crianças maranhenses entre 8 e 9 anos. Não se trata de uma conquista? Não seria o caso de divulgar? Essa coisa de analfabeto tem que ser vista com serenidade. Alguém já viu um engenheiro com 8 anos? Se tratou com um médico de 9? Então por que tanta pressa?” Em pesquisa paralela, um estudo da gráfica do Senado indica que o Maranhão tem o maior número de crianças dispostas a ler Saraminda quando crescer.
WARREN BUFFET VÊ POUCOS SINAIS PARA OTIMISMO
OMAHA – O investidor americano Warren Buffet disse hoje na reunião anual da Berkshire Hathaway, empresa da qual é controlador, que a crise econômica está longe de chegar ao fim. “Déficit público, falta de confiança dos consumidores, produtos financeiros malucos: tudo isso se resolve. O problema mais grave é a crise de empreendedorismo. Onde estão os novos Bill Gates? Tirando esse rapaz lá do sul, Fernando José Sarney, não vejo mais ninguém pensando fora da caixa”, declarou o magnata. Buffet elogiou a obstinação laboriosa e a originalidade criativa com que Fernando José Sarney leva adiante o grupo empresarial que dirige. “Não há concorrência pública que não vença”, disse a uma plateia absorta. “Não sei como ele faz, mas é admirável.” Buffet aproveitou para anunciar seu interesse em comprar ações da cervejaria Jesus. “Eles acabaram de lançar uma cerveja com coentro e cominho.”
DIARREIA PROTOZOÁRIA CONFINADA A APENAS 197 MUNICÍPIOS

O chefe da delegação da OMS, Hu-Tsan Wei, terceiro capacete à esquerda, agradeceu a hospitalidade da governadora
AÇAILÂNDIA – Em visita ao estado do Maranhão, oito funcionários da Organização Mundial da Saúde (oms) constataram o notável sucesso do atual governo no combate à giardíase. Dez dos 217 municípios do estado já podem declarar que o microrganismo foi erradicado em pelo menos sete avenidas e doze ruas de suas respectivas zonas urbanas (os dados se referem apenas a logradouros públicos asfaltados). A cidade de Balsas, que só conta com cinco avenidas, comemorou a notícia anunciando que construirá as duas vias adicionais permitidas pela estatística. A subsecretária de Saúde, Alcione Murad, disse que o governo não descansará enquanto não vencer o protozoário. “Nosso objetivo é que a giardíase fique confinada ao Piauí”, anunciou, a caminho da noite de autógrafos do seu primeiro livro de poemas, Faíscas de Amor. Os sete funcionários da oms foram agraciados com os seis volumes de A Palavra do Presidente, íntegra dos discursos do presidente Sarney. O oitavo não pode comparecer devido a uma indisposição estomacal.
Continua…

passeando pelo Blog do Raimundo Garrone

Timon cai do 10º para o 110º lugar no ranking da educação estadual
A prefeita de Timon, Socorro Waquim (PMDB), conseguiu a proeza de rebaixar o município de Timon de 10º melhor ensino público no Maranhão para a triste posição de 110º lugar. Os números foram apresentados na sessão desta segunda-feira, na Assembleia Legisltiva, pelo deputado Chico Leitoa (PDT).
– São cerca de 30 mil alunos fadados a terem seu futuro comprometido. Eles chegam ao ensino médio sem condições de acompanhamento, o que acaba resultando na elevação dos índices de evasão escolar e repetência”, enfatizou o parlamentar.
Leitoa ainda denunciou que uma aluna do município passou o ano inteiro sem professor de matemática, lembrando que a prefeita colocou o nível de ensino em Timon em patamares inaceitáveis.
- A prefeita atual inovou na prática administrativa. Estava devendo 3 meses e pagou metade de um salário no mês passado. Além disso, mantém um programa debilitado de merenda escolar e escolas com aulas pela metade”, lamentou.
O deputado ainda questionou a prefeita sobre onde estão sendo investidos os recursos do governo federal para a educação no município.
- Em toda a minha gestão na Prefeitura de Timon o município recebeu cerca de R$ 13 milhões para a educação, praticamente o mesmo valor recebido pela atual administração somente nos meses de maio e junho deste ano, e não sei onde esses recursos foram aplicados – avisou.
Por Raimundo Garrone

Hoje o governo do TSE faz um semestre de existência. Entre velas, bolos, obras e projetos imaginários, a data foi comemorada na Assembleia Legislativa.
Nas velinhas do bolo de Roseana quem bajula assopra. Quem convive sem gostar, tenta conter a baforada para apagar o castiçal do bolo de um semestre.
No decorrer da sessão deputados governistas brilhavam os olhos ao falar das refinarias, aciarias e marmelarias. A cada investida de um deputado da oposição, os animadores da festa partiam pra cima, reclamando a mal criação.
Entre os tapas e beijos, ódios proferidos e desejos em defender Roseana, subiu à tribuna o Deputado Estadual Chico Leitoa – PDT.
Chico Leitoa foi enfático em seu discurso. Demonstrou aos presentes no aniversário do governo do TSE que, assim como nada se viu em seis meses no governo Roseana (PMDB), nada se nota de diferente na cidade de Timon, nos cinco anos, da gestão de Socorro Waquim.
Leitoa lamentou a surpreendente queda do 10º lugar para o 110º no ranking educacional do Maranhão. O ex-prefeito informou também, que no tempo em que era prefeito, quando Timon encontrava-se em décimo lugar, o município recebeu treze milhões e duzentos mil reais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF, em todo o ano de 2004. Já a prefeitura do PMDB recebeu entre maio e junho de 2009 bem mais que isso, ou seja, treze milhões e quinhentos mil reais.
Em uma escala paradoxal parece que quanto mais a cidade recebe, mais ela afunda na falta da educação. “E você vê um ensino sem absolutamente nada de qualidade, comprometendo as pessoas e as crianças”, afirma Chico Leitoa.
Timon pela metade
O Deputado Chico Leitoa fez questão de afirmar que a prefeitura de Timon foi pioneira, recentemente, numa prática inovadora no Brasil: o pagamento de meio salário, em algumas secretarias, depois de um trimestre de atraso.
O Deputado lembrou que as aulas são pela metade e a merenda escolar é debilitada. Somando ao discurso do Deputado podemos colocar na saga da cidade pela metade, o asfalto, o serviço de limpeza pública e a água.
Chico Leitoa também ressaltou que, segundo o Ministério Público, a prefeita recebe 44 mil reais de vencimentos. Sendo esse salário o único sinônimo de algo inteiro em Timon.
Ensino Médio, também, pela metade
Uma professora do Ensino Médio, consequentemente uma escola do governo aniversariante, reclamou ao ex gestor municipal que é penosa a situação dos alunos oriundos do ensino fundamental, de responsabilidade da prefeitura de Timon. Esses alunos chegam ao Ensino Médio sem o devido alicerce educacional, com isso incentivando a evasão escolar e impossibilitando um propenso curso superior.
A história de Vitória, aluna da 5ª série do fundamental é mais triste ainda. Segundo depoimento da mãe da aluna ao Deputado Chico Leitoa, a garota, em todo o ano letivo de 2008, não teve uma aula de Matemática. Em virtude desse e de outros desrespeitos, a garota acabou sendo reprovada. Nesse caso a vitória só lhe restará no nome.
Chico Leitoa finalizou dizendo que lamenta atual situação da cidade de Timon. Que em todas as suas gestões, como menos de um terço dos recursos que a gestão atual, podendo ser medido em qualquer setor, as políticas públicas eram levadas mais a sério.

Dias atrás citei aqui no Blog uma análise de um jornalista da Mirante, onde poderia ser somado, subtraído, multiplicado e até tirado os “noves fora” nos votos das eleições do próximo ano, que o prof. Sétimo não seria reeleito.
Foi dito também que a governadora do Estado poderia estar ressabiada quanto ao apoio à prefeita e toda sua trupe, devido à ligação, em 2006, com Zé Reinaldo no primeiro turno daquelas eleições.
Com minha pouca idade (afirmação eufêmica, risos) já deu pra perceber que, quem fere Roseana com “Reinaldos”, com ferro será ferido de volta e ferro quente, diga-se de passagem. Coisa diferente de seu pai, o velho Sarney, esse sim, dá os dois lados da cara para apanhar e manda outros se indisporem por ele, como um Cristo ao revés, vingativo.
Este final de semana pude ver o começo das dores, o início de um possível calvário eleitoral aos Waquim. A Mirante demonstra amor ou ódio sempre em suas matérias. Quando o Sistema aponta as microfones e antenas para determinado grupo ou cidade, é só o começo. Pode preparar que vem muita coisa ainda pela frente.
Sexta-feira, 16, a cidade de Timon foi cenário de uma matéria sobre estradas abandonadas, no JMTV 1ª Edição, jornal da toda poderosa, que passa ao meio-dia. Para ser sincero pensei primeiramente se tratar de uma BR e não uma estrada de responsabilidade da prefeitura de Timon.
A Mirante faz sempre o serviço completo. Entrevista motoristas, moradores e responsáveis pela infra-estrutura do local. E coincidentemente, sempre os responsáveis não dão informações sobre a solução para o problema, tratado na matéria. Assim aconteceu em Timon, na estrada que dá acesso ao povoado Castelo.
A estrada de terra solta, que é jogada ao ar sempre que passam algum carro ou moto por lá. Onde moradores vivem com os móveis sujos de barro. Uns até evitam sair de casa, preferem ficar no povoado a passear pela cidade e voltar para casa avermelhados de tanto barro nas ventas.
Ao fim da matéria o apresentador da Mirante fez questão de afirmar que procuraram o secretário responsável na prefeitura de Timon e este não quis se pronunciar, se defender, melhor dizendo.
É preocupante, problemas a gente sabe que existem, mas a Mirante divulgar isso e em horário nobre é de deixar qualquer aluno de orelha em pé, imaginem professores.

passeando pela Opinião – Folha de São Paulo

O Nosso Edison
Lobão, o ministro de Lula, também se chama Edison, com “i”, como o genial Thomas Edison (1847-1931), o inventor da lâmpada elétrica. Terminam aí as afinidades do nosso Edison com o setor energético, do qual nada conhece. São outras, velhas e sabidas, as razões e relações que fizeram dele titular da cobiçada pasta do pré-sal.?
Bacharel e político de carreira, Lobão é agregado de longa data do clã Sarney. Nem lhe falta, por ironia (e talvez hábito), a estampa de mordomo: esguio, rosto afilado, ar grave, sorumbático. Como bom criado, parece altivo, sendo submisso.?”Ninguém tutela o ministro”, disse, ao tomar posse, em janeiro de 2008, diante das alegações de que a ministra Dilma Rousseff iria mandar e desmandar no seu quintal.?
Gravações da PF publicadas pela Folha mostram que as palavras de Lobão valem pouco. O que sugerem os grampos? Primeiro, a subordinação canina do ministro à família Sarney; segundo, a promiscuidade intolerável entre o Estado e os interesses privados que gravitam em torno do feudo maranhense.?
Fernando Sarney e o ex-ministro Silas Rondeau -ambos investigados por supostas fraudes no próprio setor elétrico- aparecem ditando compromissos para Lobão e suas secretárias, marcando reuniões para o ministro sem consultá-lo, pautando o que dizer a empresários, discutindo contratos.?
Apesar das evidências escandalosas, no que depender do governo e da oposição, nada acontecerá ao ministro. A ninguém interessa molestar o mordomo, fiel a Sarney, sim, mas também um anfíbio do patrimonialismo que Lula reciclou.?
Ainda senador pelo Democratas (antigo PFL), em julho de 2007, Lobão alertava para o risco de apagão no país e atacava: “Ninguém se entende em matéria de energia dentro do governo”. Seis meses depois, já no PMDB, o Lobão neogovernista defendia: “Não haverá apagão. As autoridades do ministério estão tomando todas as providências”.?
Nosso Edison ilumina como poucos a política nacional. Ele é a prova incandescente do apagão da ética.??
Por Fernando Barros e Silva

passeando pelo Blog do Felipe Klamt – Com Continuação
Ato contra o jornal Estado de São Paulo é ”discriminatório” – Por Tarso Genro – Ministro da Justiça

Recentemente, afirmei que não entendia como censura prévia a decisão do desembargador Dácio Vieira, do TJ-DF, que determinou a não-publicação de certas informações sobre o filho do presidente do Senado, José Sarney.
Interpretei o ato como um exercício regular de jurisdição, que formalmente visava a proteger o patrimônio subjetivo – algo que toda pessoa tem o direito de reivindicar. Logo, fui apontado por alguns adversários políticos, levianamente, como defensor da censura.
Sustentei, inclusive pessoalmente para jornalistas do Estadão, que colocar a questão como “censura”, na minha opinião, era tecnicamente errado. Entendia que o ato judicial de interdição da informação tinha outro fundamento que o caracterizava: a precaução de defender o patrimônio subjetivo de um cidadão, defesa que não é destinada somente ao sr. Fernando Sarney, mas a qualquer indivíduo de qualquer classe, situação civil ou penal. Caberia ao Estadão rapidamente mostrar à Justiça que não haveria qualquer lesão irreparável ao patrimônio moral do sr. Fernando, até em função das demais matérias publicadas sobre o assunto em diversos veículos de comunicação.
Passados alguns dias desde minha declaração, tenho, agora, dois convencimentos: primeiro, que naquele momento – com as circunstâncias de fato e de direito ali emergentes – não se tratava, efetivamente, de “censura”; e, segundo, que tendo em vista todas as informações já divulgadas sobre aqueles episódios é possível dizer, agora, que o ato já se configura como uma censura discriminatória e unilateral contra o Estadão.
Esta conversão do “tipo” de um ato jurisdicional é perfeitamente possível e, aliás, bastante recorrente. Poderíamos citar como exemplo a aceitação, pelo juiz, do exercício dilatório do direito de defesa (que se transforma em “má-fé”) ou o despacho judicial, ainda que tecnicamente regular, que visa a atrasar uma decisão judicial, para ajudar que um réu alcance a prescrição.
O Brasil goza da mais ampla liberdade de imprensa e assim deverá permanecer. O que não se pode esquecer é que a liberdade de imprensa convive com as demais liberdades e que ninguém, na democracia, “pode tudo”.
Assim como é possível corrigir, através do Poder Judiciário, difamações que, eventualmente, podem ser produzidas por profissionais irresponsáveis, seria possível mudar rapidamente o despacho que interditou as informações do Estadão, no caso a que nos referimos, pois a vedação da informação realmente não produziu as consequências que o despacho do desembargador pretendeu.
Como o despacho que pretendeu proteger direito individual se mostrou inconsequente, ele se transformou em censura. Coloca, agora, um órgão de imprensa em situação discriminatória em relação aos demais, até porque é reconhecido pelos tribunais que a divulgação de informações pela imprensa, mesmo aquelas obtidas ilegalmente, não constituem delito em nosso país.
Desta forma, a permanência do ato e não sua motivação originária é o que configura, neste caso, censura ao referido jornal. Até por que diversos outros órgãos já veicularam diversas informações a respeito do caso, sem que houvesse qualquer obstrução por parte do Poder Judiciário. A situação inclinou-se para um tratamento desigual e, portanto, não abrigado pelo ordenamento constitucional do País.
Por esses motivos, considero legítima a posição do jornal O Estado de S. Paulo, que visa tão somente a restabelecer, neste caso, o fundamento constitucional da igualdade perante a lei. Trata-se, sem sombra de dúvida, de uma questão do interesse de toda a sociedade brasileira.
Por Tarso Genro – Ministro da Justiça