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Sarney decide encerrar a carreira – Do The i-Piauí Herald

BRASÍLIA – Em entrevista ao Fantástico de ontem, o senador José Sarney anunciou que abandonará a política. “Eu queria continuar, mas não consigo. Penso na nomeação de uma prima de terceiro grau, mas não executo como quero. Tá na hora. Mas foi lindo pra caramba”, disse, emocionado, a Patrícia Poeta.

Nos últimos meses, Sarney passou por três artroscopias no bigode, uma dolorosa cirurgia de religamento de Furnas, reclamou da perseguição de colunistas e teve pouco tempo para se dedicar à literatura. “Há quatro anos, no Maranhão, descobri que tinha um distúrbio, que se chama hipoclientelismo, que acelera o seu fisiologismo e que, para controlar, tenho que fazer nomeações que não são permitidas. Mas não guardo mágoa com quem fez chacotas com o meu adesismo”, disse Sarney.

Fontes egípcio-maranhenses garantem que o senador ficou desgostoso com o afastamento de Hosni Mubarak do poder. “Depois de tanto sacrifício pessoal, de tanta tinta gasta no cabelo, foi muito triste vê-lo sair pela porta dos fundos da pirâmide”, teria dito Sarney a Berlusconi no final de semana.

Relembre os momentos marcantes da carreira de Sarney


Sarney e Ulisses pleitearam dois cargos no céu antes de autorizarem o PMDB a votar a favor dos Dez Mandamentos.


Pinturas rupestres encontradas ao norte do Maranhão evidenciam privilégios concedidos a neandertais providos de bigode.


Sarney teria advertido Julio Cesar: “em vez de ir ao Senado nos idos de março, nomeie meu primo corregedor”. Como César não o atendeu, Sarney se aliou a Brutus e foi ao Senado armado com uma peixeira.


Até então apoiando os portugueses, Sarney passou para o lado de Dom Pedro em 7 de setembro de 1822


Sarney apoiou Getúlio Vargas até no suicídio. Em troca, nomeou toda diretoria da CSN

Do The i-Piauí Herald


João Capiberibe – Três vezes cassado: uma na ditadura, duas na democracia

Por João Capiberibe

Eu e Janete, minha companheira, vivemos um absurdo pesadelo kafkiano. Como o personagem do romance O Processo, somos acusados de um crime que não aconteceu – esse crime teria sido a compra de dois votos por R$ 26,00 em duas prestações nas eleições de 2002 – e, pior, estamos pagando duas vezes por este suposto delito.

Sofremos a primeira cassação em 2004. Eleitos mais uma vez pelo povo amapaense com votação consagradora, em outubro passado, acabamos impedidos de tomar posse pelo Tribunal Superior Eleitoral, que nos enquadrou na Lei de Ficha Limpa. Isso num país em que políticos acusados de lavagem de dinheiro, corrupção, desvio de verbas públicas e até de envolvimento com o crime organizado escaparam do enquadramento na Ficha Limpa.

Na verdade, estamos pagando o alto preço de ter ousado enfrentar oligarquias impiedosas e retrógadas. A principal delas é chefiada pelo senador José Sarney, o último dos coronéis, áulico da ditadura que pulou do barco na última hora, governou o Brasil como uma sesmaria e depois, não contente com seu feudo no Maranhão, estendeu suas garras sobre o Amapá. Essa história vem de longe e vale a pena ser contada.

Se bem me lembro, tudo começou numa manhã chuvosa, em abril de 1995. Estava eu no gabinete de governador, quando, pela segunda vez, recebi em audiência um político provinciano que portava um “ultimato” de um político nacional. O governo “tinha” de quitar uma fatura de R$ 8 milhões a uma empreiteira. Repeti-lhe que os cofres do Estado haviam sido saqueados, que não havia dinheiro para nada e que era preciso saber se aquela dívida existia de fato. O portador não esperou a conclusão do meu raciocínio, levantou-se e com dedo em riste vociferou algumas ameaças: “Você tá perdido, o chefe nunca vai te perdoar!”.

Aliado no 2º turno das eleições de 1994, o PMDB do Amapá, comandado pelo senador José Sarney, rompeu com meu governo no meio do ano seguinte alegando descumprimento de acordos de campanha. Em realidade a situação pré-falimentar em que encontrei o Estado não me permitia transigir com a má aplicação dos parcos recursos disponíveis, o que me obrigou a rapidamente afastar o irmão do senador Gilvam Borges da Secretaria de Indústria e Comércio.

O resultado prático dessas decisões políticas foi que Sarney aglutinou na oposição 22 dos 24 deputados estaduais; 7 entre 8 deputados federais; e os três senadores do Estado do Amapá. Um bloqueio de fazer inveja aos americanos em relação a Cuba. Assim, ao longo do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, a quem meu partido fazia oposição, sem o apoio da bancada federal, fui tratado a pão e água. Nesse período, o Amapá foi o estado da federação que menos recursos recebeu das chamadas verbas voluntárias da União.

Para completar o quadro, em outubro 1997, quando o governo do Amapá já estava com a situação financeira equilibrada, a bancada do Estado no Senado realizou uma façanha inusitada: conseguiu fechar por decisão política, através do Banco Central, o Banco do Estado do Amapá (Banap), fato inédito na história da República. Assim, repentinamente, todo o dinheiro do governo e de 20 mil correntistas ficou retido, tendo sido liberado somente um ano depois do fechamento.

Apesar dos obstáculos e do isolamento político, em 1998, fui à reeleição. Ao mesmo tempo, Sarney tentava sua segunda eleição ao Senado pelo Amapá. Na época, vislumbrei a possibilidade de prestar um relevante serviço à sociedade brasileira, apoiando um candidato que o derrotasse nas urnas. Deixei minha campanha ao governo de lado para alavancar meu candidato ao Senado, mas quando ele começou de fato a ameaçar Sarney, fui surpreendido com meu registro de candidato cassado pelo TRE. Daí em diante, uma parte da disputa foi transferido para o TSE, campo onde Sarney é um craque imbatível, e eu me vi afastado do corpo-a-corpo da campanha eleitoral. No final, os dois se reelegeram, eu governador, e Sarney senador.

Cumpri meu segundo mandato aprofundando as políticas públicas fundamentadas na Agenda 21 e nas teses do desenvolvimento sustentável, priorizando as questões socioambientais. A austeridade na aplicação dos recursos e o combate sistemático à corrupção me levaram a tomar duas decisões republicanas fundamentais: a primeira, em 1995, quando bani em definitivo a vergonhosa aposentadoria de ex-governador; e a outra, em 2001, quando coloquei na internet, em tempo real, as receitas e despesas públicas.

Esta experiência pioneira mais tarde marcaria minha curta passagem pelo Senado, onde pude transformá-la em um projeto de Lei. Este projeto, que obriga todos os entes públicos (Executivo, Legislativo e Judiciário) a expor seus orçamentos na internet, foi aprovado antes da minha saída do Senado. Sua tramitação e aprovação na Câmara Federal se deram graças ao empenho e determinação de Janete Capiberibe. Em 2009, o projeto foi sancionado pelo presidente da República como Lei complementar 131/2009, conhecida como Lei da Transparência.

Com o orçamento do Estado sendo rigorosamente aplicado nos serviços públicos, os conflitos com os setores corruptos se acirraram, a ponto de a Assembleia Legislativa do Amapá decretar ilegalmente meu impedimento, ato imediatamente revogado pelo Supremo Tribunal Federal. Quando, em 5 de abril de 2002, deixei o governo para me candidatar ao Senado, a máquina do Estado estava, enfim, sem dívidas e com R$ 56 milhões em caixa.

Naquele ano, mesmo concorrendo isolado e sofrendo forte oposição, fui eleito senador e minha companheira Janete deputada federal, aliás, eleita com uma votação histórica, até hoje só superada por ela própria, em eleições subsequentes. O PMDB não acatou a decisão popular: vinte dias depois de proclamado o resultado, entrou com um pedido de investigação eleitoral nos acusando da compra de dois – isso mesmo, dois! – votos. O Ministério Público Eleitoral não acatou a denúncia e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá nos absolveu.

O PMDB então recorreu, transferindo o jogo para o TSE, arena em que o mais longevo dos políticos brasileiros nunca perdeu uma, veja-se o caso emblemático de sua primeira candidatura ao Senado pelo Amapá. Depois de deixar a presidência, em 15 de março de 1990, Sarney, sem legenda pra disputar o Senado no Maranhão, correu para o jovem Estado do Amapá, onde não possuía o domicilio eleitoral obrigatório de um ano, como previsto em lei. O aliado de hoje, Gilvam Borges, moveu contra ele ação de impugnação eleitoral, que não deu em nada, pois, como sabemos, Sarney não é um cidadão comum, e as leis, como veremos mais adiante, são de grande utilidade apenas para enquadrar seus adversários.

Na última semana de abril de 2004, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou o recurso do PMDB. A acusação de compra de voto era sustentada pelas declarações de duas mulheres humildes, que também declararam não nos conhecer, ambas registradas, com redação absolutamente igual, em um mesmo cartório do Amapá. Coincidentemente, os advogados das mulheres eram funcionários do Senado, ou seja, subordinados ao presidente do Congresso, José Sarney.

O relator do processo conseguiu convencer seus pares da cassação dos nossos mandatos. Entretanto, permanecemos no mandato até dezembro de 2005 graças a um recurso concedido pelo STF. Naquele ano, o PMDB impetrou uma questão de ordem e o STF, num julgamento extremamente dividido, com três ministros decidindo pelo nosso afastamento imediato dos mandatos e três pela nossa permanência, nos afastou graças ao voto de minerva do então ministro Nelson Jobim.

Privados dos mandatos, voltamos para a militância de base no Amapá. Em 2006, sem qualquer vínculo ou apoio na esfera federal, estadual ou municipal, e sem alianças, fui novamente candidato ao governo do Estado do Amapá pelo PSB. Tinha 1m15s de tempo no rádio e na televisão, contra 18m45s dos adversários. Janete disputou uma vaga à Câmara Federal. Além da disputa ao governo, apoiei com afinco a candidatura ao Senado de Cristina Almeida, mulher, negra e destemida, cuja missão em sua primeira candidatura foi encarar o último dos oligarcas. Pela primeira vez Sarney teve de se dedicar inteiramente à sua campanha no Estado. Aprendeu a ginga do marabaixo, dança de origem africana, e passou a se apresentar na televisão com cara de humilde penitente, suplicando votos. Escapou por milagre e obteve seu terceiro mandato pelo Amapá, Estado onde, de fato, nunca viveu. Dessa desigual disputa, terminei derrotado, mas Janete, uma vez mais, recebeu votação consagradora, com 10,35% dos votos dos eleitores amapaenses para a Câmara Federal.

Finalmente, chegamos a 2010. Depois da convenção partidária do PSB, o TRE aceitou nossos pedidos de registro de candidatura. O Ministério Público Estadual e dois adversários contestaram a decisão por meio de recursos que pediam nosso enquadramento na “Lei da Ficha Limpa” em função da cassação de 2002. O TRE negou-lhes os recursos e nos considerou aptos a concorrer. O MPE e um preposto do PMDB recorreram ao TSE, que por decisões monocráticas, tomadas em datas diferentes, cassou nossos registros – veredicto que mais tarde foi confirmado pelo plenário daquele tribunal. No meu caso, perdi o direito de concorrer no dia 30 de setembro, 48 horas antes da eleição.

Além dos argumentos relativos à constitucionalidade da aplicação da Ficha Limpa retroativamente – ainda pendente de decisão final no STF –, fundamentamos nossa defesa no fato de que, em 2002, não fomos condenados à inelegibilidade, no entanto a nova lei instituiu a inelegibilidade de oito anos a contar da eleição que deu origem à punição, portanto, no dia 3 de outubro de 2010, quando os eleitores sufragaram nossos nomes, já havíamos cumprido a nova pena estabelecida, logo, estávamos elegíveis. Mas o TSE não entendeu assim e nos deixou na insólita situação de pagar duas vezes pelo mesmo delito – uma aberrante negação dos preceitos do Estado Democrático de Direito.

A verdade sobre a farsa da compra dos dois votos, contudo, veio à tona em novembro passado, mais de um mês depois das eleições. O ex-cinegrafista Roberval Coimbra Araújo, que trabalhava em uma TV da família de Gilvam Borges, revelou ao jornal Folha de S. Paulo que, em 2002, a mando do senador, arranjou as falsas testemunhas para nos acusar de compra de votos. Ainda segundo Araújo, em troca do falso testemunho registrado em cartório, elas receberam casas e uma “mesada” de R$ 2.000,00. O dinheiro foi passado a Roberval por um irmão de Gilvam Borges. Dias depois, como nas histórias da Máfia, o ex-cinegrafista sofreria um atentado, tendo sido esfaqueado por um suposto assaltante. Felizmente, ele sobreviveu e manteve o depoimento, mas, estranhamente, a polícia na época não abriu nenhum inquérito.

Finalmente, concluo fazendo uma breve lembrança de tempos mais sombrios, quando fomos caçados pela primeira vez. É isso mesmo, não é erro ortográfico, é com “ç” mesmo. Militantes de esquerda nos anos 1960 e 1970, eu e Janete fomos presos e torturados pela ditadura militar. Pelo “crime” de lutar por um país mais justo, fui condenado a seis anos de prisão e à perda dos direitos políticos pelo mesmo período.

Ironicamente, em 1o de fevereiro de 2011, dia em que deveria ter sido empossada deputada federal pela terceira vez consecutiva, Janete recebeu a carta oficial da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça reconhecendo que ela havia sido vítima da ditadura militar e, portanto, é merecedora de reparação.

Pelo “crime” de desafiar a oligarquia de Sarney, eu e Janete fomos condenados a perder nossos mandatos. Será que teremos de lutar por mais quarenta anos para que esta injustiça seja reparada pelo Estado brasileiro?

João Capiberibe é senador eleito pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) no Amapá, Estado do qual foi governador de 1995 a 2002. Autor da Lc 131/2009, Lei da Transparência.

Do Blog do Noblat


Sarney e Randolfe

Por Eliane Cantanhede

José Sarney, 80 anos de idade, 56 de Parlamento, é do Maranhão, mas é do PMDB do Amapá. É o mais longevo senador da República.

Randolfe Rodrigues, 38, primeiro mandato, acaba de ser eleito pelo PSOL do mesmo Amapá que elege Sarney. É o mais jovem senador da República.

A vitória de Sarney para seu quarto mandato como presidente do Senado era já considerada líquida e certa, inclusive repetindo o mesmo ritual de sempre: enfáticas negativas durante meses, aquiescência às vésperas, votação tranquila. Mas houve uma novidade, sim, da eleição de terça-feira, primeiro de fevereiro de 2011.

Essa novidade se chama Randolfe, que se lançou candidato ao Senado em cima da hora, pegou o microfone na sessão exigindo o direito à palavra, ocupou o microfone com uma voz peculiar, mas firme e sem tropeços, e fez um discurso muito político e elegante. Não acusou nem meteu o dedo na cara do decano, mas lembrou a necessidade de renovação e de ética na política.

No final, Sarney foi igualmente político e elegante, trocando um abraço de companheiro com o jovem e audacioso adversário – no Amapá e em Brasília.

Sarney teve 70 votos, Randolfe ficou com 8 e houve duas abstenções e um nulo. Eleito, o velho oligarca fez um discurso emocionado, com voz embargada, em que chegou a chorar. Lembrou seu início na Banda de Música da UDN, a guerra contra Getúlio e Juscelino, o esforço pela redemocratização em 1985 e a legalização dos partidos clandestinos no seu governo-que-o-destino-quis (1985-1989/1990).

Só não deu uma palavra sobre o ’seu’ Maranhão, onde ele e sua família mandam há 5 décadas e que ostenta os mais vergonhosos índices do país, seja no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), seja no aprendizado de matemática e de português (e Sarney é imortal da Academia Brasileira de Letras!).

Enquanto Sarney era confrontado por Randolfe, sua filha, Roseana Sarney, sofria sua primeira derrota no governo do Maranhão: o pai foi eleito presidente do Senado, mas a filha não conseguiu eleger seu candidato à presidência da Assembleia Legislativa do Estado. Foi derrotada justamente por um deputado do seu próprio partido, Arnaldo Melo, do PMDB.

Sarney discursou no Senado em tom de despedida e dizendo que assume a presidência como “um sacrifício”. Randolfe falou em tom de futuro, de esperança. Espera-se que, daqui a 50 anos, o Amapá não seja o que o Maranhão é hoje.

Da Folha Online – Eliane Cantanhede


MacArthur e Hirohito X Washington e Luiz Sérgio

Acabei de ver em um blog aqui do Maranhão uma foto do vice governador Washington Luiz posando ao lado do Ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, em Brasília.

Amante das imagens que sou, não pude deixar de lembrar da foto do imperador japonês Hirohito, no final da II Guerra Mundial, quando este pretendia formalizar a capitulação às forças aliadas, em 2 de setembro de 1945, a bordo do couraçado Missouri.

O general americano Douglas MacArthur ao receber o imperador Hirohito foi de encontro às determinações dos Aliados, que era para ser duro e humilhar os vencidos. Conhecedor e admirador da cultura oriental, MacArthur sabia que o imperador japonês era visto com um Deus naquelas bandas. E humilhá-lo além da conta traria ainda mais malefícios ao país arrasado por duas bombas nucleares.

Na primeira foto acima, Hirohito aparece vestido em traje de gala, conotando respeito ao general e aos “vencedores” da guerra. Já MacArthur, vestido com roupa de campanha e com as mãos no bolso, conota um certo desleixo, beirando o desrespeito à “divindade” japonesa.

Já na segunda foto, do vice-governador com o Ministro das Relações Institucionais, notei esse despojo por parte de Luiz Sérgio à presença de Washington.

Talvez pelo fato do Ministro saber da “grande” força que Washington representa no governo de Roseana Sarney, ou até mesmo pelo Ministro ter conhecimento de que todo apoio Federal aqui no Maranhão (apoio e cargos, vale ressaltar) estão umbilicalmente ligados ao senador amapaense José Sarney, que por sua vez é pai de Roseana. Quem sabe estes tenham sido os motivos para o Ministro Luiz Sérgio ter tirado a foto tão à vontade, já em contrapartida, Washington, nosso Hirohito do Upaon Açu, aparece tão empavonado valorizando a foto e a situação. Mero mise en scène.


DEPUTADOS EMPOSSADOS: A transformação dos votos em esperança

Hoje, quase quatro meses após as eleições, tomaram posse os novos deputados estaduais, deputados federais e senadores no Brasil de norte a sul.

No Maranhão caras novas, e outras não tão novas assim, vestiram seus ternos e partiram pra labuta legislativa. Do Congresso Nacional à Assembleia Legislativa os ilustres maranhenses, eleitos para representar o povo, assumiram seus cargos.

Numa materialização dos sonhos a população vê seus votos convertidos em esperança. Onde acreditam na atenção dos políticos às suas referidas cidades.

O povo que tremulou bandeiras, que aprendeu cantigas, que os santificou nos umbrais de suas casas e caminhou de mãos dadas com os candidatos, hoje querem o retorno. Precisam de leis, de projetos, de educação, de reconhecimento e uma melhor infra-estrutura.

A população não aguenta mais tantos buracos nas ruas e nas estradas do estado. Não pode, e nem deve, sofrer novamente com inundações.

Uma melhor educação pública é o sonho da maioria, já que ver o filho na universidade é desejo de todo pai, esteja ele no sul do Maranhão ou mesmo aqui à beira do Oceano Atlântico, em São Luís.

Mas o fato é que, relegada a segundo plano, a educação no Maranhão tem na base a sua maior dificuldade. Ser público é sinal de precariedade e esse abandono consta desde o letramento, daí o sonho da universidade se torna de vez uma quimera.

Timon tem uma particularidade, dentre tantas outras cidades do Maranhão. Aí foram eleitos 2 deputados estaduais, Luciano Leitoa, com a maioria dos votos válidos e Alexandre Almeida. E na esfera Federal a cidade ainda conta com o tranqüilo (pra não dizer solento) Sétimo Waquim.

São tantas esperanças depositadas em homens, que não podemos confundi-los com Deus. Este Último, Todo Poderoso e Senhor da Criação, pôde sem problemas descansar no sétimo dia. Já os outros, senhores dos nossos votos, precisam ficar acordados aos anseios da população.

Um conselho para um bom mandato: nunca confundir “descanso no sétimo dia” com “Sétimo dormindo no sofá durante o dia”.

Senhores eleitos, a esburacada Timon – terra onde hoje impera o crack, a degradação da juventude, a violência e a aparência de abandono – deve ser lembrada a cada momento de suas respectivas legislaturas. Timoneiem seus mandatos com lucidez, conduzam com serenidade essa nau abandonada. O timão deve ser pego sempre com mãos e palavras firmes. Execrem a corrupção, provendo um futuro melhor aos donatários de seus cargos, sempre de olhos abertos para as necessidades do povo, forçosos para um bom mandato.


PMDB quer indicar novo técnico do Vasco

Sérgio Cabral quer aprovar uma lei para que o Vasco inicie o segundo turno do Carioca com “pelo menos um ponto”.

SÃO JANUÁRIO – O vascaíno Sérgio Cabral anunciou um pacote emergencial de medidas para que o seu time -finalmente – pontue no Campeonato Carioca. “O Vasco da Gama não venceu um jogo sequer e faz a pior campanha de sua História no Campeonato Carioca. Vou atuar em conjunto com o também vascaíno Eduardo Paes para revertermos essa situação”, explicou.

Cabral e Paes revelaram que instalarão um sistema de alerta em São Januário que avisará à Defesa Civil quando a casa estiver prestes a cair. Além disso, espalharão postos de doações pela cidade. “Tivemos que providenciar os pontos de arrecadação, porque o Vasco não tem nenhum”, explicou Paes. O prefeito recomenda que sejam doados alimentos não perecíveis e medicamentos como óleo de peroba e pomada para curar perebas. Paes pediu que a população evite doar cobertores: “O goleiro do Vasco recebeu mais um lencol no final de semana. Os jogadores não precisam mais de agasalhos”.

O governador do Rio de Janeiro articula com Michel Temer e José Sarney a indicação de um técnico filiado ao PMDB para dirigir o time. O deputado federal Romário – cujo partido (PSB) faz parte da base aliada – negou que tenha recebido algum convite.

Da The i-Piauí Herald


Charge: José Sarney – cadeira cativa


Com atraso, TCU vai ‘investigar’ a Fundação Sarney – Por Josias de Souza

Em sessão “extraordinária” e “reservada”, o TCU decidiu, na quarta-feira (19) da semana passada, realizar auditoria na Fundação Sarney.

Decorridos seis dias, a deliberação foi publicada na edição desta terça (25) do ‘Diário Oficial da União’.

No texto, lê-se que os ministros do tribunal “acordaram em conhecer da denúncia [contra a Fundação Sarney], para, no mérito, considerá-la procedente”.

Em português das ruas, significa que o TCU, tendo farejado indícios de malfeitos, optou por esquadrinhar as contas da entidade.

A decisão chega com um ano e meio de atraso. A fundação que leva o nome do presidente do Senado virou escândalo em 9 de julho de 2009.

Foi pendurada nas manchetes pelos repórteres Rodrigo Rangel e Leandro Colon. Ardia no noticiário da época a crise do Senado.

Descobriu-se, então, que a Petrobras havia borrifado nas contas da Fundação Sarney a bagatela de R$ 1,3 milhão.

Liberada por meio do Ministério da Cultura, a verba se destinava à “automação do acervo bibliográfico” da entidade.

Verificou-se que um pedaço do mimo –R$ 500 mil— fora parar nas contas de firmas com endereços fictícios.

Outro naco –R$ 30 mil— descera às caixas registradoras de uma TV e de duas emissoras de rádio do Grupo Mirante, pertencente à família Sarney.

Em nota emitida no mesmo dia, a direção da fundação tachou de “leviana” a notícia dos desvios. Dali a seis meses, a CGU afastaria a alegada leviandade.

Numa apuração “preliminar” divulgada em 18 de janeiro de 2010, a Controladoria-Geral da União comprovou parte dos desvios: R$ 129 mil.

E daí? Bem, a CGU disse que encaminhara os achados à pasta da Cultura e aguardava pelas explicações. Até agora, nada.

É nesse contexto que emerge a decisão do TCU. Além de atrasado, o início da “investigação” chega acanhado.

No ‘Diário Oficial’, anotou-se que a denúncia foi considerada “procedente”. Em nota veiculada em seu portal no início da noite desta quarta (26), o tribunal cuidou de relativizar as coisas.

Órgão auxiliar do Congresso, o TCU apressou-se em informar: “Não houve apreciação conclusiva sobre a existência ou não de irregularidades no patrocínio” da Petrobras.

Esclareceu que os ministros apenas requisitaram ao Ministério da Cultura “o resultado da análise da prestação de contas” da Fundação Sarney.

E daí? Bem, “o processo continua em andamento no tribunal, no aguardo dos elementos que possibilitem o exame final da questão”.

Considerando-se o histórico da corte de contas, com alguma sorte a platéia conhecerá o resultado em dois anos. Com azar, em três ou quatro.

Chama-se José Múcio Monteiro o ministro do TCU que se ocupa da relatoria do processo da Fundação Sarney.

Ex-deputado do PTB pernambucano, Múcio era ministro de Lula quando a crise roía a autoridade de Sarney no Senado de 2009.

Ocupava a pasta das Relações Institucionais. Era o articulador político do Planalto. No exercício da função, Múcio ajudou a livrar Sarney das labaredas da crise.

Agiu por ordem de Lula, que, em entrevista da época, disse que Sarney não podia ser tratado como um “cidadão comum”.

Quando a denúncia da fundação chegou ao noticiário, o governo e o próprio Sarney cuidaram de retirar da UTI do freezer a CPI da Petrobras.

Criada por requerimento da oposição, a comissão de inquérito havia sido congelada pelo consórcio governista.

Diante dos fatos novos, vestido de sua nudez, Sarney pôs a CPI para andar. E o governo providenciou um comando conveniente para a comissão.

Na presidência da CPI, acomodou-se o então senador petista João Pedro (AM). Na função de relator, o eterno líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

Convertido em matéria-prima da CPI, o patrocínio da estatal petroleira à Fundação Sarney resultou num pedido de informações ao TCU.

Assinou-o o próprio Jucá. É datado de 6 de agosto de 2009. No TCU, a peça foi à mesa de um ministro oportuno: Raimundo Carrero.

Antes de virar ministro, Carrero exercia a função de secretário-geral da Mesa do Senado. Era um subordinado de Sarney.

E daí? Bem, em voto de 16 de agosto de 2009, referendado por seus pares, Carrero listou os processos que corriam no TCU sobre patrocínios da Petrobras.

Determinou que fossem providenciadas cópias para a CPI. E ficou nisso. Não esboçou o mais remoto interesse pela abertura de auditoria.

O tempo passou. As acusações contra Sarney, que incluíam da fundação aos famosos atos secretos do Senado, foram esquecidas pelos senadores…

…A crise do Senado virou pó. O governo celebrou a salvação da “governabilidade”. A CGU silenciou. Foi ecoada pela Petrobras e pela pasta da Cultura.

Agora, a cinco dias da recondução de José Sarney à Presidência do Senado –a tetrapresidência—o TCU diz que vai “investigar”. E daí?

Blog Bastidores do Poder – Josias de Souza


GOVERNO É GOVERNO E POVO É MANÉ…

Nas batucadas administrativas e sem ter um pingo de compasso na hora de falar, a mestra de bateria Socorro Waquim afirmou em várias emissoras de televisão de Teresina, que os manifestantes da última quarta-feira são os “mesmos Manés de sempre”.

Segundo Bezerra da Silva “Mané é um homem sem moral, está sempre duro, desconsiderado e da vida tem muito a aprender”.

Para um bom percussionista, qualquer batida vira uma melodia.

Socorro Waquim ao chamar os vários representantes da Sociedade Civil, descontentes com sua fanhosa administração, de “Manés” não passou de uma afirmativa da forma que ela realmente olha o povo.

Se formos analisar, partitura por partitura, o governo Socorro Waquim, veremos notadamente o desrespeito desta com o povo. Nesta balança nem necessita ser colocado o atraso de salários, basta vermos somente a imensidade de recursos recebidos por Timon ao longo destes seis anos de governo e comparar com a cara de abandono que a cidade hoje se encontra.

Cantarola a Socorro, sofrem os “Manés”

Passivos do descaso de Socorro Waquim os “manezados” timonenses prometem ainda outras manisfestações na cidade. Sugestões e criatividade é o que não falta. Coisas como O Mané Folia, Bingo dos Manés (este com o prêmio de um salário mínimo, pra valer os atrasados) e a I Copa Mané Timonense de Futebol farão parte das futuras manifestações.

Uma coisa é certa, a prefeita Socorro perdeu a chance de ficar calada ao não conseguir driblar as perguntas dos repórteres. Se ela fosse pelo menos uma “Mané”, Garricha que fosse, e tivesse as pernas tortas ao invés das palavras, teria tido uma atitude digna e responderia aos manifestantes com ações para a cidade, coisa que há tempos não se conhece nestas terras.


curtas…

É esse Chocolate todo…

A cidade de Codó, leste maranhense, acaba de depositar mais um nome no hall da fama do estado. É que depois de Bita do Barão, a cunhada de Bin Laden e um caminhão desgovernado com cadeiras escolares em 2009, um doce codoense está agora na mídia.

O sociólogo, militante do PT, candidato a vereador e a deputado federal, Nonato Chocolate está confirmado com uma das peças integrantes do melhor governo da vida de Roseana Sarney.

Mesmo indicado para um cargo na Secretaria de Igualdade Racial, Chocolate ainda não assumiu a vaga. Nas rodas políticas do estado comenta-se que o petista talvez venha a tomar posse somente após o carnaval, período que antecede a Páscoa e o chocolate é valorizado.

Lula e o lixo

Entre “Lula – O Filho do Brasil” e o documentário “Lixo Ordinário”, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas Americana preferiu o segundo filme para participar do Oscar 2011. A escolha provou que pra mostrar o lixo propriamente dito, não precisa se falar de ex-presidentes.

Jacaré na Secretaria de Saúde

Na tarde desta terça, dia 25, o Corpo de Bombeiros foi chamado para recolher um jacaré que se encontrava nas dependências do prédio da Secretaria de Saúde, situado no Calhau.

Após a captura do réptil os bombeiros resolveram fazer uma vistoria geral no prédio, já que os funcionários afirmaram que por lá sempre aparecem cobras, ratos e outros animais que agem soturnamente.

TV Assembleia

Estão dizendo que na programação da TV Assembleia, a julgar pelos principais artistas, teremos na grade diária Os trapalhões, A praça é Nossa, TV Colosso, Big Brother e Vídeo Show. Para o final do ano já está confirmada a próxima novela das nove e meia: “Roseana Cravo e Canela Roxa do PT”.


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