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Atira no Sarney…

Na posse da presidenta Dilma um expectador entusiasmado dá conselhos as militares que operavam os canhões: “vira pra lá, mira no Sarney… Atira no Sarney…”, repetia o brasileiro insatisfeito com a força do bigode de José Sarney.

Graças ao bom Deus os militares não escutaram. Um brasileiro comum sim, mereceria uma saraivada de canhões, já José Sarney, ilustre e imortal, ainda assombrará muitos desafetos.


O choro do Lula

Ao ver as lágrimas descerem sobre a barba esbranquiçada de Lula, logo após ceder a vaga à Dilma, fiquei pensando no significado da expressão “lágrimas de um crocodilo”. Expressão esta cujo signficado conota que onde se vertem lágrimas, mas não se chora realmente.

Ao ver a patacoada chorosa de Lula fiquei pensando no choro do velho governador Jackson Lago, eleito pelo voto popular e defenestrado do cargo numa decisão obscura do TSE.

Lembrei-me que somando aos anos de governo Jackson os de José Reinaldo, Lula praticamente não pisou no Maranhão. Em seis anos Lula veio somente no período eleitoral para tentar arrancar o braço de Roseana, num comício em Timon no ano de 2006.

Pensei também nos maranhenses que não são recebidos em hospitais do Piauí, que aos prantos retornam ao Maranhão, sem o alento de ver sanado seu problema. Lula lá chora, aqui chora o povo, por causa de uma manobra administrativa de Roseana Sarney, apoiadora do ex-presidente e filha do presidente do Senado, José Sarney, este último uma espécie de bengala imortal e intelectual de Lula.

Talvez agora longe das câmeras Lula esteja sorrindo. Seu grande governo, coisa que afirmo sem ironia, acabou com alguns escândalos respingados, somente, no branco de sua barba. Saíram da vida, incólumes, para entrarem na história casos como o Mensalão, a quebra de sigilo fiscal da filha de José Serra, o escândalo envolvendo a Casa Civil com Erenice Guerra, o nepotismo no Senado, Sarney acalentando o desemprego dos parentes e aderentes, dentre outros.

Chama a atenção, e aí a Dilma deve se preocupar, que o ombro acalentador do choro de Lula, em São José dos Campos – SP, foi nada menos que o do velho oligarca José Sarney. Para um bom entendedor meio abraço basta! Esta união pós-presidência entre Lula e Sarney toma uma conotação de recado à Dilma. Lula sai, mas demonstra ter uma grande força no Senado, onde o amigo maranhense é presidente.

Como nos leva a interpretar a Revista Época desta semana, Sarney cola em Lula tentando usar a popularidade do ex-presidente. Em miúdos…O “Lula popular” serve de borracha para um Sarney com pecha de oligarca e péssimo presidente.

E assim começa o ano. Espero que pelo menos aqui, onde a governadora fará o melhor governo dos 3 que ela já teve, o povo não continue chorando.


Secretário cochila em visita da comissão de Saúde à Timon

É de saber comum que quem cochila o cachimbo cai da boca. Agora imagine se esse “cachimbo” for a saúde de uma cidade?

Pois é, na realidade enquanto uns cochilam, outros perdem as noites em claro sem ter um atendimento digno de saúde em Timon, saúde pública esta que já anda na UTI do abandono faz é tempo.

A foto foi tirada na visita da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Maranhão e já aconteceu há uns dias, o sono do secretário já deve ter passado, mas a mosquinha que faz dormir e vive no bolso de um conhecido deputado federal, reeleito e dorminhoco, parece andar solta nas bandas da prefeitura da cidade.

Como disse um expectador no enforcamento de Tiradentes… “cuidado dotô, a coooooooooooooorda”.

PS: Alguém pode me informar se em Timon a saúde já acordou ou ainda tá dormindo?


Novais, por Novaes

Jornal do Brasil
Carlos Eduardo Novaes, escritor

Quer dizer que o deputado Pedro Novais – que caiu de pára-quedas no ministério da Dilma, jogado do avião do Sarney – antes de assumir a pasta do Turismo já botou na conta do governo a excursão que fez ao Motel Caribe em São Luis?
Como você sabe, os parlamentares em Brasília têm direito a uma tal verba indenizatória – era de R$ 32 mil por mês – para compensar seus baixos salários. São gastos com os ossos (duros) do ofício ressarcidos posteriormente mediante a apresentação de notas e recibos. Foi assim que um assessor do Novais chegou à secretaria da Câmara carregando uma pilha de papéis.
– O que é isso? – indagou o funcionário, conferindo as notas – R$ 22 mil só em diárias no Hotel Emiliano? É um dos mais caros de São Paulo!
– Você queria que um deputado de seis mandatos e 80 anos se hospedasse em uma pensão? – e acrescentou – Ele não é povo. É representante do povo! É diferente.
– Ele não é deputado pelo Maranhão?
– Por isso mesmo! Não tem onde ficar em São Paulo!
– Mas por que tantas diárias? Ele despacha de São Paulo?
O assessor ficou irritado com tantas perguntas:
– Vai dizer que você nunca viu uma nota desse valor? Vamos logo com isso!
– Não posso aceitar essa nota sem saber a razão das despesas.
– Ah não? Espera que você vai receber uma ligação do gabinete do senador Sarney. Sarney é padrinho do Novais, sabia?
O funcionário entubou a nota e continuou sua conferência:
– Motel Caribe… – leu em voz alta. – Motel Caribe?
– Tá pensando o quê? Meu deputado tem 80 anos, mas ainda dá no couro!
– Aqui diz que ele promoveu uma festa para 15 casais!! Não posso aceitar essa nota.
– Por que não? Eram todos congressistas!
– Foi alguma reunião partidária? De comissão parlamentar?
– Exatamente! – disse o assessor, aproveitando-se da pergunta – Uma reunião da Comissão de Moral e Bons Costumes!
– Na suíte Bahamas, a mais cara do motel?
– Os outros quartos estavam ocupados por outras comissões.
– Essa nota vai pegar mal. Já imaginou se a imprensa tomar conhecimento? Vai ser um escândalo! Já seria se o deputado tivesse 30 anos e acompanhado de uma única mulher. Com 80, e 15 casais, o escândalo será muito maior!
O assessor estava impaciente:
– Vai ou não vai ressarcir essa despesa? Mistura essa nota com as outras que ninguém vai reparar… é tudo verba indenizatória!
– Tudo bem – consentiu o funcionário da Câmara, pensando no emprego. – Tem algo mais para abater?
– Só mais essa, da farmácia. Quinze embalagens de Viagra!

Do Jornal do Brasil


O Retorno…

Depois de um longo e tenebroso verão estou de volta aos textos neste espaço internético. Peço desculpas aos que gostam de meus escritos e paciência aos que não gostam.

Tentarei tornar minha presença por aqui quase que diária. Para não faltar pautas aceito sugestões.

Você que tem “aquela” notícia, não a deixe guardada no baú do ostracismo. Este “ventilador” expoente de informações que é a internet, mais precisamente este BLOG, está à sua disposição para divulgar as informações que você achar pertinente.

Meu e-mail é: noatoportalhoje@gmail.com

Participe, aguardo contatos!

PS: O sigilo é absoluto!


Curtas…

Humor negro

Nos bastidores do governo do estado comenta-se que o real motivo da rebelião e mortes em Pedrinhas é que alguns presos perderam a cabeça antes de iniciadas as negociações.

Clamor popular

Seria interessante o TRE fazer aqui no Maranhão esse “micro-Enem” que aprovou o Tiririca como homem alfabetizado. Ia ter prefeito do interior que não saberia escrever nem: “gato escondido com rabo de fora, tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora”.

Terceirização da incompetência: Justiça quer anular exame que aprovou o Tiririca

Parece que a prova do Tiririca foi elaborada pelo INEP e desde ontem em Itapipoca – CE já se sabia o que Tiririca iria escrever. Também foi constatado pelos técnicos que o cabeçalho da prova em que o Tiririca iria ler veio impresso na prova onde ele iria escrever e vice-versa. É o INEP fazendo história e esquecendo o português.

Ê, ê, ê, ê, ê – índio quer apito, se não der pau vai comer…

Índios dizem que só vão desbloquear a BR e entregar o dedo do delegado de volta na hora que o governo do estado conseguir fazer o sinal da Oi pegar em toda aldeia, que eles possam assistir a final do Brasileirão pela Sky HD TV e que o lote de apitos prometidos na eleição apareça logo, do contrário o pau continuará comendo.

Presente de natal

Ministro da Saúde diz que o Maranhão corre o risco de ganhar de presente no próximo natal uma epidemia de dengue. Segundo o ministro Temporão tem muita gente salivando por cargos no futuro e próximo governo de Roseana. Água parada na boca de bajuladores é dengue na certa!

Algumas coisas que demonstram o fim do ano:

Propaganda de natal do Paraíba, confraternização com gente falsa se abraçando nas repartições, show de Roberto Carlos na Globo e cartão de Lobão desejando feliz natal e próspero ano novo. Detalhe: a foto é a mesma desde os idos de 73.


Para matar a saudade: três momentos de Gregory Isaacs

Atentem para o primeiro vídeo acima. Night Nurse é uma das mais belas músicas de Gregory e no vídeo podemos ver a maneira única como ele dançava seu reggae. Um pouco mais abaixo a versão reggae da música House of the rising sun, do The Animals. Por fim vocês podem escutar a música de trabalho utilizada para fazer a divulgação do show de Gregory Isaacs em São Luís, na década de 80, Lonely Days.

Em São Luís será realizado no clube Chama Maré, na Ponta da Areia, nesta sexta-feira (29), um tributo a Gregory Isaacs, que faleceu em sua casa em Londres nesta segunda-feira (25) aos 59 anos, vítima de câncer de pulmão. As músicas ficarão por conta dos DJs Ademar Danilo e Neto Miller que irão tocar os maiores sucessos do cantor. A entrada é liberada até às 22h.


Charge “Há Limites” – Amarildo


Saudades: Gregory e Paul

A semana inicia com a perda de dois grandes ícones da história moderna da humanidade: o cantor de reggae Gregory Isaacs e o polvo Paul, famoso vidente da Copa da África do Sul, em junho e julho passado.

O primeiro Gregory Anthony Isaacs nasceu em 15 de julho de 1951, em Fletchers Land, Kingston, Jamaica.

As ondas sonoras das radiolas de reggae na década de 70 e 80 aqui em São Luís transpuseram a distância geográfica entre Jamaica e São Luís, batendo direto nos ouvidos ludovicenses os acordes do reggae jamaicano.

Tocado ao lado de grandes nomes do reggae mundial, Gregory Isaacs ficou famoso em São Luís e ainda na década de 80, não sei precisar ao certo o ano, veio fazer um show em São Luís. Cercado de polêmicas os dias de Gergory em São Luís foram bastante conturbados. Lembro que ele chegou a ser preso e da marcante propaganda onde três garotas apareciam na praia dançando reggae e dizendo cada uma “acho que vai lotar”, “só vai dar pedra de responsa” e “porque ele entende de reggae”.

Fui criado em frente a um festejo onde uma radiola de reggae era montada todo mês de junho, para louvar a São Pedro, guardião das chaves do céu, na Madre Deus em São Luís. Entre as cantigas de Alípio Martins, Gilliard e Amado Batista tocava-se os reggaes, assim burilei meu paladar musical tendo o reggae como alicerce.

Gregory silenciou-se ontem, 25 de outubro, vitimado por um câncer. Juntou-se a outras lendas jamaicanas já falecidas. Formará parceria no além ao lado de Bob Marley, Jacob “Killer” Miller, Lucky Dube, Hugh Mundell, Peter Tosh, Dennis Brown, Justin Hinds, dentre outras.

Não sei se a fumaça em Londres, proveniente da cerimônia fúnebre de Gregory Isaacs, foi a causadora da morte do oráculo dos aquários, da “Mãe Diná” da Copa da África do Sul, o polvo Paul.

O molusco alemão Paul, ficou famoso ao adivinhar vários resultados, incluindo a final, na última Copa Mundial de Futebol e hoje, após a sua prematura morte, será cremado e servido em rodelas aos amantes de suas adivinhações.

E disseram ao Paul “responda-me ou devoro-te: quem ganhará as eleições no Brasil, Dilma ou Serra?”. Como o velho polvo se recusou a responder o resultado da quizila, terá o mesmo destino do “Pato Pateta”: irá pra panela.

Hoje o mundo está mais triste. Sem a “voz de veludo” do “lover” jamaicano e sem as advinhações de Paul, o polvo.

PS: qualquer semelhança entre os “dreads” de Gregory e os tentáculos do polvo são mera coincidência.


Boa notícia: Sarney não quer mais presidir o Senado – Josias de Souza

Por Josias de Souza

De volta de uma internação de duas semanas no Sírio-Libanês, em São Paulo, José Sarney deu as caras no Senado.

No hospital, os médicos fizeram duas descobertas ao examiná-lo. Verificou-se que Sarney tem coração. E constatou-se que batia fora do ritmo.

Para corrigir a arritmia, os médicos submeteram o coração de Sarney a um procedimento chamado que consiste na aplicação choques por meio de cateter.

Normalizados os batimentos, Sarney teve alta. E, como que decidido a testar o coração, acionou-o.

Num gesto de compaixão suprema, Sernay informou que não não pretende recandidatar-se à presidência do Senado, como cogitava um pedaço do seu PMDB.

Justificou-se de modo prosaico: “Já dei a minha cota de sacrifício”. A platéia talvez discorde. Acha que sacrificou-se mais.

A despeito disso, a ausência de Sarney preencherá uma lacuna no comando do Senado.

Resta agora saber como anda a taxa de ambição de Renan Calheiros e em que pé se encontra o julgamento do recurso de Jader Barbalho contra a lei da Ficha Limpa.

Foto: Juan Esteves

Blog Nos Bastidores do Poder – Josias de Souza


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