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Não há prazo de carência de plano de saúde para parto de urgência


A 5ª Câmara Cível do TJRS condenou a Unimed Porto Alegre ao ressarcimento integral de despesas com uma cesariana. A paciente ainda não havia cumprido o prazo de carência do plano para os casos de procedimentos obstétricos, e teve que realizar uma cesárea de urgência.

Ela ingressou com ação requerendo a cobertura total das despesas médico-hospitalares do parto. A tutela antecipada foi concedida e o direito foi reconhecido em primeiro grau e confirmado pelo TJRS.
A autora da ação foi beneficiária do plano de saúde da Unimed, até rescisão de seu contrato de trabalho com o SESC. Quinze dias depois, ela contratou o mesmo plano mediante convênio junto ao seu novo empregador, o Grêmio Porto-Alegrense.

Quando estava na 38ª semana de gestação, a segurada sofreu uma queda, colocando em risco de morte o bebê em gestação. Foi submetida a uma cesariana de urgência, antes do tempo marcado para o final da gestação, porém, a segurada não havia cumprido o prazo de carência do plano para esse tipo de procedimento.

A Unimed se negou a cobrir os gastos com o parto, alegando que “o prazo de carência nessas situações é de 300 dias”.

Examinada a documentação, o juiz Luiz Augusto Guimarães de Souza, da 10ª Vara Cível de Porto Alegre, constatou que segundo o Manual de Orientação fornecido pela Unimed, em casos de urgência, o prazo de carência é de 24 horas. “O próprio pacto securitário descreve o que se entende pela terminologia urgência, incluindo na definição os eventos obstétricos” – salientou o magistrado.

Além da cobertura integral das despesas médicas da autora, a Unimed foi condenada ao pagamento das custas e honorários advocatícios, fixados em modestos R$ 1 mil, corrigidos pelo IGP-M e acrescidos de juros de 1% ao mês. Houve apelação apenas da Unimed – a parte autora não pediu majoração dos honorários.

O relator no TJ, desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, destacou que mesmo que se considere a existência de nova contratação, diante do pequeno lapso temporal entre os contratos firmados com a Unimed, trata-se de situação de urgência/emergência, em que o prazo de carência é de 24 horas.

“Verificado o caráter de emergência exigido no momento da internação da parte autora, não há como prevalecer o prazo de carência pactuado, tendo em vista que o atendimento deste interregno de tempo importaria a submeter o beneficiário a desnecessário risco de morte” – conclui o acórdão.

O advogado Noli Schorn atua em nome da autora. (Proc. nº 70043185727)

Fonte: TJRS/Espaço Vital


9ª Conferência Municipal de Saúde de Timon

9ª Conferência Municipal de Saúde elege os novos conselhos de saúde de Timon

Participantes da conferência

Depois da abertura, na sexta-feira à noite, (08) a 9ª Conferência Municipal de Saúde de Timon que teve como tema “ Todos usam o SUS, SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro” teve prosseguimento no sábado (09) e domingo (10) no Centro de Treinamento Professor Wall Ferraz .

Com a participação de aproximadamente 300 pessoas a cada dia o encontro teve o objetivo de promover discussões que subsidiarão a participação da sociedade no Sistema Único de Saúde (SUS) foram aprovadas as propostas a serem apresentadas nas Conferências Estadual e Federal e foram eleitos os membros do Conselho Municipal para o biênio 2011/2013, dentre eles representantes dos segmentos usuário, trabalhado de saúde e gestor/prestador de serviços de saúde.

O presidente do Conselho de Saúde , Neiva Neto, salientou o sucesso da Conferência quanto à participação popular: “Tivemos um saldo muito positivo, a população compareceu e isso dá legitimidade ao processo”. Os cidadãos, além de assistirem aos debates e trabalhos de grupos, puderam dar suas opiniões, bem como fazer reivindicações no que diz respeito aos serviços de saúde pública no município. ”disse.

No sábado e domingo os participantes puderam acompanhar palestras sobre cada um dos temas da Conferência, foram formados grupos de trabalho para a discussão do texto-base da conferência e aprovado o relatório final da mesma, após a votação dos destaques apresentados pelos participantes.

Apresentação artística


Jornalista Suzy Sousa (Assessora de Comunicação – SEMS/TIMON)


Ministério amplia transparência e controle sobre repasses federais aos municípios

Prefeituras terão de administrar verbas da saúde por meio de contas específicas e realizar movimentações apenas por meios eletrônicos rastreáveis

O Ministério da Saúde ampliou o controle e a transparência dos repasses de recursos federais aos municípios, por meio dos fundos de saúde. Com decreto presidencial publicado nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União, os municípios só poderão receber verbas através de contas específicas para a saúde e terão de movimentar o dinheiro apenas por meios eletrônicos.As mudanças entram em vigor em 60 dias.

“Estamos adotando todas as medidas para garantir que todo o dinheiro repassado pelo Governo Federal aos municípios seja empregado integralmente na saúde, garantindo maior transparência na movimentação dos recursos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele destaca a importância do controle social para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

As novas regras permitirão um monitoramento mais claro e eficaz sobre os investimentos em saúde realizados com verbas federais, fornecendo aos órgãos de controle uma base de dados que ampliará a transparência.

O decreto veta o saque em espécie, “na boca do caixa”, das transferências federais. Para efetuar pagamentos, as prefeituras terão de fazer depósito direto nas contas de seus fornecedores e prestadores de serviços, em contas em que estes sejam os titulares.

O pagamento em dinheiro, até o teto de R$ 800, poderá ser feito a pessoas físicas apenas em situações excepcionais, que terão de ser justificadas na prestação de contas. Nestes casos, que deverão respeitar o limite anual de R$ 8 mil, a prefeitura tem de apresentar identificação do beneficiário.

FUNDOS MUNICIPAIS – Em paralelo ao maior controle nos repasses, o Ministério da Saúde está acompanhando a constituição e a regularização dos fundos municipais, cujo prazo se encerra em 30 de junho. Até agora, 233 municípios de 19 estados – o equivalente a 4,2% das cidades – ainda não adequaram o funcionamento de seus fundos de saúde, que precisam ter número de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) específico.

As novas regras foram acordadas há dois anos entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

A partir de julho só serão realizados repasses federais diretos às prefeituras cujos fundos estejam regulares. Para evitar interrupção no atendimento à população destas cidades, os recursos do Ministério da Saúde serão enviados aos fundos estaduais, que ficam responsáveis pela administração dos serviços nesses locais.

Para orientar e apoiar os municípios na transição para o novo modelo, técnicos do ministério da Saúde entraram em contato com todos os gestores, alertando-os, inclusive, para o prazo de adesão. A data havia sido definida na Reunião Ordinária da Comissão de Intergestores Tripartite de abril.

O contato com os gestores elevou o percentual de adesão dos fundos municipais de 84,88% em dezembro do ano passado para 95,8% até esta terça-feira (28).

A ação faz parte do projeto “Apoio à Gestão e Organização de Fundos de Saúde”, que consiste em cooperar e orientar os gestores do SUS no processo de estruturação e organização dos fundos.

MAIS TRANSPARÊNCIA NO SUS – Desde janeiro, o Ministério da Saúde tem adotado uma série de medidas para ampliar os mecanismos de controle e a transparência no SUS.

Gestores municipais têm sido convocados a atualizar as informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), que ganhou regras mais rígidas sobre a contratação de profissionais. Desde abril, o cadastro não aceita que o mesmo profissional, conforme determina a constituição, ocupe mais que dois empregos públicos. Caso o trabalhador esteja vinculado a mais de cinco estabelecimentos não-públicos, o gestor terá de apresentar justificativa e comprovar o cumprimento da carga horária remunerada pela rede pública.

Também em abril, foi lançada ferramenta virtual de acompanhamento dos repasses feitos pelo ministério aos estados e municípios, à disposição de toda a sociedade no Portal Saúde.

Em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), foi criado um grupo de trabalho dentro do Ministério para aperfeiçoar os mecanismos de transparência e controle dos repasses federais.

Fonte: Portal da Saúde

Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315 2351


Pré – Conferência de Saúde é realizada em Timon

O Conselho Municipal de Saúde de Timon realizará hoje (28/06), das 14h ás 17h, no auditório do Centro de Treinamento Professor Wall Ferraz, a Pré – Conferência de Saúde do segmento Usuário, onde serão eleitos os delegados que irão participar da 9ª Conferência Municipal de Saúde, que este ano tem como tema “Todos usam o SUS” SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro” nos dias 08,09 e 10 de julho no Centro de Treinamento Professor Wall Ferraz.

A Conferência tem o objetivo de propor diretrizes para garantir a saúde como direito fundamental do ser humano, indicar, propostas para Plano Municipal de Saúde e eleger o novo Conselho Municipal de Saúde para o biênio 2011 a 2013.

O evento é de suma importância para o município uma vez que a sociedade civil organizada tem a oportunidade de participar ativamente da formulação das políticas de saúde da cidade. Ao estimular um debate descentralizado e nacional, a conferência cumpre uma das diretrizes essenciais do SUS, estabelecidas pela Constituição Federal de 1988: a garantia da participação da comunidade.

Quarta – feira (29), será realizada a Pré – Conferência do segmento Gestores e Prestadores de serviços, das 14 ás 17h também no Centro de Treinamento Professor Wall Ferraz.

O credenciamento dos delegados, observadores e representantes da imprensa da 9ª CMS será no dia 8 de julho de 2011, das 15h às 18h e dia 9 de julho de 2011, das 8h às 12h.


Com informações de Suzyane Sousa Bezerra, assessora de comunicação da SEMS.


HPV causa 90% dos casos de câncer de colo de útero

Ginecologista José Bento falou sobre o vírus no Bem Estar na terça (21).
Oncologista Glauco Baiocchi Neto também deu dicas de prevenção.

O vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) é a doença sexualmente mais comum que existe. Atinge tanto homens quanto mulheres, e pode causar verrugas ou feridas genitais.

Nas mulheres, porém, o vírus gera uma preocupação a mais. Em 90% dos casos de câncer do colo de útero, o HPV é o responsável. Para prevenir essa doença, o segundo tipo de tumor mais comum entre mulheres, é preciso fazer o exame papanicolau com a frequência recomendada (veja no quadro abaixo).

No Bem Estar desta terça-feira (21), o ginecologista José Bento e o oncologista Glauco Baiocchi Neto explicaram a melhor maneira de se proteger desse vírus e a importância de fazer o diagnóstico rapidamente.

Existem dois tipos de vacina contra o HPV, mas nenhum deles protege contra todas as variações. Por isso, o exame preventivo também deve ser feito mesmo em mulheres vacinadas.

As três doses necessárias ainda não estão disponíveis na rede pública de saúde. Nas clínicas particulares, custam em média R$ 1.000, e a aplicação é recomendada principalmente em meninas e adolescentes. Antes do início da vida sexual, a eficácia é de quase 100%.

Apesar de o vírus ser mais perigoso para as mulheres, a imunização de homens também é importante. Afinal, além do risco de ter verrugas genitais, eles podem transmitir o vírus, o que pode não ocorrer se estiverem vacinados.

A transmissão do HPV acontece por contato direto com a pele infectada. Os tipos genitais são passados na relação sexual. Também há estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica em outras regiões do corpo é bastante raro.

Compartilhar toalhas ou roupas íntimas também pode transmitir o vírus. O micro-organismo é capaz de sobreviver até uma semana em peças de roupa, por exemplo. Contudo, se essa peça for lavada com água e sabão, ele desaparece. No caso de copos, não há nenhuma evidência científica de que o compartilhamento transmita o HPV.

Fonte: G1


Vacinação contra a pólio começa neste sábado; oito estados vacinam contra sarampo

Ao todo, 115 mil postos de saúde em todo o país devem funcionar das 9h às 17h

Crianças menores de 5 anos devem receber no sábado, 18, a primeira dose da vacina contra a poliomielite (paralisia infantil). Pais e responsáveis devem levar o cartão de vacinação para atualização das doses. A Campanha Nacional de Vacinação segue até o dia 22 de julho.

Em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Pernambuco, na Bahia, no Ceará e em Alagoas, crianças de 1 a 7 anos também vão receber a vacina tríplice viral – que imuniza contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

Ao todo, 115 mil postos de saúde em todo o país devem funcionar das 9h às 17h. Além das unidades permanentes, shopping centers, rodoviárias e escolas também vão receber postos móveis. Mais de 350 mil profissionais de saúde estarão mobilizados.

A segunda dose da vacina contra a poliomielite será aplicada a partir do dia 13 de agosto. Nesse mesmo dia, os demais estados iniciam a aplicação da tríplice viral.

De acordo com o Ministério da Saúde, a criança só fica completamente protegida contra a paralisia infantil após receber as duas gotinhas previstas.

Crianças com febre acima de 38 graus ou com alguma infecção devem ser avaliadas por um médico antes de receber a vacina. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer e aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores.

A meta do governo é vacinar 95% do público-alvo – 14,1 milhões de crianças contra a poliomielite e 17 milhões contra o sarampo.


A regionalização da saúde no Maranhão, informações e preocupações

No Maranhão estamos, mais uma vez, discutindo o processo de regionalização, um dos mais desafiantes passos rumo à organização de um sistema de saúde, onde gestores, profissionais de saúde e sociedade civil, através de amplo debate e intenso processo de revisão de metas e processos em uso, devem identificar e reconhecer as realidades existentes no Sistema de Saúde do Estado, consolidando essas mudanças por meio das regiões de saúde, existentes ou novas, definidas de acordo com importantes pressupostos, levando em conta além do desenho dessas regiões os investimentos que devem ser realizados para sanar as dificuldades encontradas e a alocação de recursos financeiros para o financiamento do sistema e a garantia de acesso.

A regionalização deve ser conduzida de modo a estimular a identificação e discussão em torno dos problemas e “gargalos” existentes, estimulando a criatividade dos gestores e demais envolvidos no processo, a buscarem juntos as soluções e os meios mais adequados para o avanço do Sistema Único de Saúde.

A regionalização é um caminho para fortalecer o processo de descentralização das ações e serviços de saúde disponíveis para os usuários do SUS e conduzir os processos de negociação e pactuação entre os gestores.

Portanto, por tratar da descentralização das ações e serviços e do financiamento, duas das principais dificuldades enfrentadas no processo de institucionalização do SUS, existem responsabilidades das três esferas de Governo envolvidas nos campos da gestão e da atenção à saúde que, ao serem implementadas, devem levar em conta estratégias técnicas e politicas que consolidem a regionalização considerando os pressupostos de territorialidade, flexibilidade, cooperação, cogestão, financiamento solidário, subsidiariedade, participação e controle social.

Uma regionalização forte e madura, que prima pela qualificação do SUS e consolidação de relações intergestores mais participativas e reais, deve considerar a garantia de acesso em todos os níveis de complexidade do sistema, garantir resolutividade e qualidade das ações e serviços de saúde, apontar claramente os papeis de cada esfera de governo, incentivar a descentralização do sistema, fortalecer o papel do estado, como coordenador do processo de regionalização, e dos municípios, como executores, permitindo que as demandas regionais sejam resolvidas o mais próximo possível da residência do usuário.

Acima de tudo, a regionalização deve racionalizar o acesso, considerar a cultura do atendimento e os gastos, visando utilização melhor dos recursos disponíveis, organizando as regiões com equidade para reduzir desigualdades sociais e territoriais.

Para o sucesso do processo de regionalização é fundamental que exista amplo e aberto debate através de palestras, oficinas públicas de trabalho, seminários regionais e estaduais envolvendo as equipes das secretarias estaduais e municipais, os profissionais das unidades, hospitais e serviços de saúde, conselheiros municipais e estaduais de saúde e a sociedade civil. A sensibilização destes atores, o planejamento e desenvolvimento das regiões de saúde o mais próximo possível da realidade, voltada para a resolução dos entraves do sistema, é determinante para a consolidação do processo de regionalização.

Para identificar as regiões de saúde, os gestores devem estar despidos de politica partidária, interesses pessoais, ter sensibilidade e vivência do sistema na ponta. Por isso, é importante a presença dos municípios, representados pelos Secretários Municipais de Saúde e Cosems. O Estado tem papel fundamental na coordenação do processo e no zelo pela aplicação das normas e diretrizes da regionalização.

O processo de regionalização é o momento adequado para avaliar o sistema de saúde do estado do Maranhão, apontando quais mudanças seriam importantes, identificando que regiões funcionam bem e quais devem ser criadas.

É fato que o Ministério da saúde lista o Maranhão como estado que não possui nenhum Plano Diretor de regionalização nem Plano Diretor de Investimentos, mas quem está na área de saúde sabe que existe um modelo em vigor que, com certeza tem vários defeitos, mas que não deve ser totalmente ignorado.

A Secretaria de Estado da Saúde elaborou junto com técnicos dos municípios uma proposta de desenho da regionalização que divide o Maranhão em 10 regiões de saúde, mas não é consensual. Um seminário deve ser feito para apresentar a proposta a todos os municípios e outros mais devem se estender pelas principais regionais de saúde do Estado, buscando chegar ao modelo que melhor atenda.

Deixo aqui minhas preocupações visando apenas contribuir com o debate e trazer a tona nuances que estão sendo desconsideradas no atual processo.

A primeira delas não podia deixar de ser com a região dos cocais. Na proposta do governo do estado de estabelecer dez regiões de saúde, não existe nenhuma referencia ao problema do acesso de pacientes do Maranhão ao sistema de saúde de Teresina, onde nossos irmãos maranhenses são constantemente humilhados, chegando mesmo a negar sua naturalidade ou sendo barrados no acesso a atendimentos mais complexos.

Cabe o observar o exemplo de Petrolina e Juazeiro, na divisa de Pernambuco com a Bahia, onde a rede “Peba” está consolidada através de uma região de saúde interestadual pactuada entre os dois estados e levando dignidade aos pacientes dos dois municípios. A proposta da SES não traz nenhuma região interestadual, ignorando também o que acontece na região sul do estado, onde Imperatriz é invadida diariamente por pacientes do Tocantins e Pará.

O segundo ponto a ser observado é o estimulo ao “faturamento” que está sendo enfatizado nas plenárias da CIB-MA, quando se deveria ser feita uma avaliação mais técnica dos números produzidos por alguns municípios.

Qualquer analise mais apurada vai constatar que o aumento da produção ambulatorial em alguns municípios não quer dizer aumento de resolutividade e atendimentos às populações destes municípios.

Além disso, seria injusto cobrar de Imperatriz, o mesmo critério de Caxias por exemplo. Caxias possui uma rede própria de ambulatórios e hospitais, enquanto Imperatriz, que pode sim ter problemas de gestão, tem um custo muito elevado com aluguéis de estruturas de terceiros. Caxias pode ter a presença de Médicos especialistas com custo menor devido a sua proximidade com a Capital do Piauí. As cidades têm custos diferenciados para a manutenção de seus sistemas de saúde.

Trago também a situação da Macro Região de São Luís, onde a Capital é cobrada por todos os municípios do Maranhão e faz além do limite para dar resposta aos municípios que diariamente lotam as portas dos Socorrões.

É fundamental dar a São Luís o controle total do Sistema na capital, pois atualmente operamos com três sistemas de saúde, um municipal, um estadual e um federal, com o Hospital Universitário levando em torno de trinta por cento dos recursos da capital e, como também no âmbito estadual, não sendo regulado em seus leitos nem em suas consultas pelo sistema municipal de saúde.

Por fim, é necessário que todos tenham sua cota de sacrifício no processo. Já está provado que o sistema vai mal devido à situação dos municípios que estão sob a gestão estadual. Já se sabe que em 2010 a SES deixou de aplicar mais de 50 milhões na assistência ambulatorial e hospitalar da MAC-Média e Alta Complexidade quando todos os prefeitos e secretários alegam dividas e falência dos sistemas municipais em decorrência do alto custo dos mesmos.

É fundamental e inquestionável corrigir as distorções do sistema, atribuindo responsabilidades aos municípios, mas é importante também definir a parcela de colaboração do estado nesse processo. O ideal é que a SES demonstrasse qual será a contrapartida estadual ao financiamento desse novo momento, talvez isso encorajasse os Secretários e Prefeitos e quem sabe assim, com os recursos realinhados, os novos recursos que o Ministério está prometendo, a contrapartida dos municípios e a contrapartida estadual, se consiga realmente fazer uma saúde mais digna e mais justa. Esperamos que o estado, com todos os problemas a serem debatidos, fomente outros encontros, propiciando dessa forma maior possibilidade de debater com mais profundidade e chegar com mais segurança ao melhor modelo.

Artigo por Simplício Araújo (analista de sistemas, consultor em saúde e primeiro suplente de deputado federal)


Teresina continua cobrando o repasse financeiro por pacientes do Maranhão

Prefeito de Teresina, Elmano Ferrer

A Prefeitura de Teresina encaminhou relatório para o Ministério da Saúde informando que o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) gasta um volume excessivo de recursos para atender à população da capital pacientes do interior do Piauí e de mais de 70 municípios, incluindo Maranhão e Pará. O HUT tem um custeio R$ 5,5 milhões por mês. “Não sei até quando vamos suportar isso. O encargo é muito alto e não temos lastro para aguentar esta situação”, declarou Elmano Ferrer.

Segundo o relatório, o HUT gasta R$ 5,5 milhões em custeio, e a compensação do Ministério da Saúde é apenas de R$ 1,5 milhão. O Governo do Estado ajuda com os servidores cedidos do Hospital Getúlio Vargas (HGV), que compõem uma folha em torno de R$ 400 mil. A proposta apresentada por prefeito Elmano Ferrer é que o Ministério da Saúde ajude a custear o HUT com pelo menos metade da despesa de hoje, para continuar atendendo os pacientes que vêm de outros estados.

Uma comissão da Prefeitura, que também é integrada por representantes do Ministério da Saúde, esteve com o secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, para articular a compensação à Prefeitura de Teresina pelos atendimentos feitos aos pacientes oriundos do Maranhão. Um acordo está sendo negociado. Murad, anteriormente, tinha se comprometido em repassar os recursos, mas estava repassando apenas os pacientes, sem nenhuma compensação financeira.

Fonte: Blog do SUS via facebook do Simplício Araújo


Métodos Anticoncepcionais

Dr. Ramiro Gialuisi

Existem cinco possibilidades de se fazer a anticoncepção da mulher:

Reversíveis
1-tabela de dias férteis
2-métodos de barreira
3-dispositivos intrauterinos
4-uso de medicações hormonais

Irreversível
5-laquedura tubária

Tabela de dias férteis

A mulher ovula uma vez por mês e esta ovulação se dá teoricamente no décimo quarto dia do ciclo.

Se considerarmos que os espermatozóides, após serem depositados na vagina, têm uma vida média de 12 a 24 horas e que o óvulo, após ser captado pela trompa, estaria disponível no útero por cerca de 24 horas, a mulher seria fértil apenas 24 a 48 horas por ciclo.

Desta forma se a ovulação ser der no décimo quarto dia do ciclo, o que seria a regra precisa em um ciclo padrão, teríamos fertilidade apenas do décimo segundo ao décimo sexto dia do ciclo.

Contudo, a ovulação nem sempre ocorre com tal precisão, o que faz com que a tabela seja restrita apenas a estes dias, o que leva a uma falha de cerca de 30%. Isto porque a ovulação pode ocorrer em qualquer dia do ciclo, inclusive, excepcionalmente, durante a menstruação.

Em razão desta variação do dia da ovulação, sugere-se uma “tabela de segurança” que seria estatísticamente mais adequada: permitir relação sexual do primeiro ao sétimo dia do ciclo, considerando o primeiro dia do ciclo o primeiro dia de sangramento menstrual, e do vigésimo ao vigésimo sétimo dia do ciclo, lembrando que quanto mais próximo do décimo quarto dia do ciclo maior é o risco de fecundação.

Métodos de barreira

Chamam-se métodos de barreira aqueles que evitam a gravidez impedindo o encontro dos espermatozoides com o óvulo na vagina.
Os principais são:

- Geleias anticoncepcionais, que, por serem ácidas, matam os espermatozoides.
Terão que ser usadas imediatamente antes do início de cada ato sexual.
- Condom, a chamada camisinha masculina.
- Diafragma, usado pela mulher junto com geleia anticoncepcional.
Colocado cerca de 1 hora antes de iniciar o ato sexual e retirado após 24 horas.
- A camisa feminina, usada pela mulher antes de iniciar o ato sexual
Estes são métodos que exigem correta aplicação para serem eficientes, necessitando um bom entrosamento do casal.

Dispositivos intrauterinos (DIU)

Os dispositivos intrauterinos são artefatos feitos de plásticos inertes, geralmente silicone, de vários formatos, que são colocados dentro do útero.

Dependendo do tipo podem permanecer de 3 a 5 anos dentro do útero.
O mecanismo de ação seria explicado pela reação do endométrio, tecido interno do útero, que se tornaria hostil ao espermatozoide, ou pelo impedimento da fixação no útero de um ôvo fecundado.

Existem DIUs com envoltório de cobre, metal este que continuamente libera ions cobre, que são letais para os espermatozoides, potencializando assim a reação endometrial..

Existe também um tipo de DIU medicado com hormônio, o que dá mais eficiência ao método – ação local+ação hormonal.
Como principais efeitos colaterais temos as cólicas, sangramentos intermenstruais, sangramentos menstruais mais volumosos e possibilidade de infecções.

Exige acompanhamento médico permanente e tem falha de apenas 0.8%.

A maioria das mulheres se adapta bem, com nenhum ou mínimos efeitos colaterais.

Tem a vantagem de não interferir no metabolismo hormonal.

Medicações hormonais

As medicações hormonais baseiam-se no bloqueio da ovulação pela administração de hormônios por diferentes vias: orais, transdérmicos, injetáveis e implantes.

É o método de menor índice de falha, cerca de 0.2%.
Como efeitos colaterais mais frequentes temos ganho de pêso, nauseas, sangramento uterino intermenstrual, aumentos das varicosidades de membros inferiores, aumento da coagulação sanguinea.

Os efeitos colaterais são extremamente variáveis de mulher para mulher , desde ausentes até intensos, obrigando muitas vezes a interrupção.

As medicações orais são as mais usadas pela praticidade e menores efeitos colaterais, principalmente os chamados de última geração.
Um grupo de anticoncepcionais orais são de uso contínuo, suspendendo o sangramento menstrual enquanto usados.

São muito úteis para evitar a tensão pré menstrual, as cólicas menstruais e o desconforto mensal de usar absorventes.

Estudos demonstram que a supressão da menstruação por longo período não traz risco para a saúde feminina, voltando tudo ao normal após suspensão do medicamento.

Os anticoncepcionais transdérmicos são apresentados na forma de adesivos, que são trocados a cada 7 dias.

Os anticoncepcionais injetáveis podem ser administrados mensal ou trimestralmente.

Os implantes são pequenos e finos tubos de hormônio inseridos no tecido subcutâneo, na face interna do braço, que tem efeito anticoncepcional por 3 anos.

Laqueadura tubária

A laqueadura tubária consiste na ligadura das trompas, o que impede o óvulo de chegar ao útero.
É método cirúrgico, em princípio irreversível, sendo portanto um tratamento que exige considerar todas as consequencias antes de se decidir adotá-lo.

A recanalização das trompas, também por intervenção cirúrgica, tem sucesso em apenas cerca de 30% dos casos.

Pelo exposto, verifica-se que as possibilidades de anticoncepção são diversas, cada uma com vantagens e desvantagens, maior ou menor eficiência.

Caberá ao médico escolher o método que melhor se adapte à paciente, após uma discussão ampla e clara do custo-benefício do método, para que não reste nenhuma dúvida sobre o tratamento proposto.


Oxi, uma nova e devastadora droga se espalha pelo país

Ele é mais barato e agressivo do que o crack. E a ciência ainda tenta entender seus efeitos no organismo

Pedras Oxi na Polícia Federal de Rio Branco, Acre (Regiclay Alves Saady )

Desde a década de 1980, distante dos grandes centros brasileiros, o estado do Acre convive com a destruição produzida pelo oxi, uma mistura de pasta-base de cocaína, querosene e cal virgem mais devastadora do que o temível crack. A droga, vendida no formato de pedra, ao valor médio de 2 reais a unidade, vem se popularizando na região Norte e, agora, espalha sua chaga pelas cidades do Centro-Oeste e Sudeste. “Ela já chegou ao Piauí, à Paraíba, ao Maranhão, a Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro”, diz Álvaro Mendes, vice-presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos. Uma amostra da penetração da droga em São Paulo pôde ser vista na última quinta-feira, quando a Polícia deteve, na capital, um casal que carregava uma pedra de meio quilo de oxi.

Ao menos duas característias da droga ajudam a explicar por que ela se espalha pelo país. A primeira é seu potencial alucinógeno. Assim como o crack, o oxi pode estimular em um usuário o dobro da euforia provocada pela cocaína. A segunda razão é seu preço. “O crack não é uma droga cara, mas o oxi é ainda mais barato”, diz Philip Ribeiro, especialista em dependência química do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). “Quando surge uma droga mais poderosa, mais barata e fácil de produzir, a tendência é que ela se dissemine”, diz Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Univesidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Isso ocorre especialmente porque não se criou no Brasil até agora um sistema eficaz de tratamento de dependentes.”

O lado mais assustador do oxi talvez seja a carência de dados sobre seu alcance no território brasileiro. Quem se debruça sobre o assunto, avalia que a droga atinge todas as classes sociais. “Não há um perfil estabelecido de usuário: ela é usado tanto pelos estratos mais pobres quanto pelos mais ricos da população”, diz Ana Cecília Marques, psiquiatra da Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas (Abead).

Também faltam estudos científicos sobre sua ação sobre o ser humano. Por ora, sabe-se que, por causa da composição mais “suja”, formada por elementos químicos agressivos, ela afeta o organismo mais rapidamente. A única pesquisa conhecida sobre a droga – conduzida por Álvaro Mendes, da Associação Brasileira de Redução de Danos, em parceria com o Ministério da Saúde – acompanhou cem pacientes que fumavam oxi. E chegou a uma terrível constatação: a droga matou um terço dos usuários no prazo de um ano.

Além, é claro, do risco de óbito no longo prazo, seu uso contínuo provoca reações intensas. São comuns vômito e diarreia, aparecimento de lesões precoces no sistema nervoso central e degeneração das funções hepáticas. “Solventes na composição da droga podem aumentar seu potencial cancerígeno”, explica Ivan Mario Braun, psiquiatra e autor do livro Drogas: Perguntas e Respostas.

Por último, mas não menos importante, uma particularidade do oxi assusta os profissionais de saúde: a “fórmula” da droga varia de acordo com “receitas caseiras” de usuários. É possível, por exemplo, encontrar a presença de ingredientes como cimento, acetona, ácido sulfúrico, amônia e soda cáustica – muitos dos itens podem ser facilmente encontrados em lojas de material de construção. A variedade amplia os riscos à saúde e dificulta o tratamento.

Fonte: veja.com


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