
A Assembleia Legislativa aprovou nesta última segunda-feira (06), o projeto de iniciativa do deputado Roberto Costa (PMDB), que dá o nome de Joãozinho Trinta à Via Expressa, construída pelo Governo do Estado em São Luís.
Segundo o peemedebista a aprovação do projeto é uma homenagem a um dos ícones da cultura brasileira.
Carnavalesco reconhecido nacionalmente, Joãozinho Trinta, estava trabalhando no projeto de comemorações dos 400 anos de São Luís, elaborado pelo ‘melhor governo’ da vida de Roseana Sarney (PMDB).
Opinião e Politica: Para o deputado de ‘Costa’ a iniciativa é uma homenagem a uma das maiores expressões da nossa cultura – simplesmente hilário!
O projeto de Roberto Costa foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa e aprovada também por todos os deputados estaduais. O projeto de Lei agora segue para a sanção da ‘toda poderosa’, ‘branca’, Roseana Sarney, a mesma que pagou mais de 25 milhões para ver uma Escola de Samba do Rio de Janeiro levando o nome de São Luis para a marquês de Sapucaí durante a temporada carnavalesca na cidade maravilhosa. Te mete!
Deus meu Deus! Joãozinho Trinta passou a vida inteira dirigindo Escola de Samba em reduto carioca, assim como deputado Roberto Costa, ele virou as ‘costas’ para o Maranhão. O mesmo estado que lhe deu abrigo, mesmo quando encontrava-se adoentado e prestes a partir dessa para a melhor. Agora ser homenageado com nome em avenida já é demais!
É uma pena que não tenham pensando em Dona Teté, no mestre Vieira e tantos outros que sempre contribuíram para ver a cultura do Maranhão como destaque em âmbito nacional.
Uma velha prática! Não é de hoje que o grupinho de ‘Rose’ utiliza-se dessa técnica da homenagem, para exaltar e agradecer aqueles que sempre se mantiveram como fiéis subserviente de seu clã sejam na ilha ou no estado. Vale lembrar que a Via Expressa é mais um desses projetos imorais de Roseana Sarney. Assim como os elevados, que no passado ’salvaria’ a vida de toda a cidade. Os mesmos elevados que hoje tornaram-se um pesadelo para a infelicidade de toda a São Luis.

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) denunciou, na última sexta feira, 3, ao Ministério Público Estadual, as medidas do governo do Estado de fechamento de escolas públicas, de turnos, salas de aula e de transferência de alunos e professores, realizada em vários municípios do estado, prejudicando a comunidade escolar.
Na reunião com o promotor de Justiça, Paulo Avelar, titular da 13ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação, o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, explicou que os segmentos da comunidade escolar prejudicados com a ação do governo não foram chamados pelo governo para discutir a medida, o que provocou revolta e indignação. A situação também levou a várias manifestações públicas, como passeatas e atos públicos, realizadas nas cidades onde a medida foi adotada.
A denúncia da ação do governo ao MP foi endossada pelas dirigentes sindicais dos municípios de Pinheiro, Leonízia Rodrigues, e de Itapecuru, Edna Teixeira, e pelos diretores do Sinproesemma, Júlio Guterres e Euges Lima.
Em Pinheiro, Leonízia denunciou que vários estudantes podem ficar fora da sala de aula este ano, porque houve uma desagregação que desmotivou os alunos a continuar seus estudos. “Muitos já adiantaram que não vão aceitar mudança de escola”, ressaltou a diretora. Ela exemplificou a situação de 50 alunos do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que foram transferidos da escola Odorico, próxima da área onde moram, para a escola Agostinho Ramalho, que fica bem mais distante da comunidade assistida pelo programa, que funciona à noite.
Leonízia, que já formalizou a denúncia na representação do MP em Itapecuru, também informou ao promotor Paulo Avelar que foram fechadas duas turmas de ensino médio da escola Elizabeth Carvalho, prejudicando alunos que moram em áreas próximas à escola. O mesmo aconteceu na escola Ungareli, onde foram fechadas todas as turmas do ensino fundamental, prejudicando a maioria dos alunos de comunidades próximas. “Ao invés de organizar a rede escolar, o Estado está promovendo uma desarrumação, sem ouvir a comunidade atingida”, ressalta.
Em Itapecuru, Edna Teixeira denuncia que os estudantes da Escola Gomes de Souza, colégio tradicional da cidade, foram prejudicados com a medida do governo que decidiu, sem diálogo, transferi-los para outro espaço, quebrando vínculos de identidade com a escola e causando grande revolta na comunidade escolar.
O promotor informou aos diretores do Sinproesemma que já tem conhecimento da medida do governo e que o MP se posiciona contra a ação, sem o diálogo com os segmentos envolvidos. Ele sugeriu que o problema deve ser discutido em uma reunião entre o MP, o sindicato e o secretário de Estado de Educação, João Bernardo Bringel, que deverá prestar esclarecimentos sobre a medida.
Ele explica que as ações visam a municipalização do ensino fundamental, mas que o processo precisa de amadurecimento: “Concordo plenamente com a municipalização, mas os municípios ainda não estão preparados para isso. Tem que haver diálogo e discussão com todos os envolvidos para acontecer a mudança, com tranquilidade”. Ele exemplificou os casos de bairros populosos de São Luís, como Cidade Olímpica e Itaqui-Bacanga, onde há uma grande demanda de estudantes e o município não tem estrutura para atendê-la.
PRIVATIZAÇÃO
A Promotoria de Educação e o sindicato também questionam a medida adotada pelo governo com relação ao Centro de Ensino Almirante Tamandaré, uma escola pública que o governo quer transformar em um anexo do Cintra, unidade de caráter privado, que pertence à Fundação Nice Lobão, sendo custeada com recursos públicos do Estado. O promotor questiona o fato de a escola ser totalmente mantida pelo Estado e não ter ingerência estatal. “O Cintra tem seletivo próprio e não se submete à central de vagas do Estado”, ressalta o promotor.
O Sinproesemma e a Promotoria não acham correto que a Fundação Nice Lobão resolva o problema de superlotação do Cintra se apropriando do Almirante Tamandaré, um equipamento público, prejudicando os estudantes do colégio, que seriam transferidos para outras unidades. O promotor informou que recebeu um abaixo-assinado da comunidade do Almirante denunciando a medida.
CALENDÁRIO
Na reunião, a direção do Sinproesemma também denunciou outra medida arbitrária do governo, que decidiu incluir aulas aos sábados, no calendário escolar do ano letivo de 2012, sem consultar os profissionais de educação e os alunos.
O presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, disse ao promotor que o governo garantiu, no ano passado, durante as negociações em torno do calendário de 2011, que não haveria atividade de sala de aula aos sábados em 2012. A garantia foi dada quando o governo negociava com o sindicato a inclusão de aulas aos sábados, em 2011, porém como alternativa para repor as aulas não ministradas durante a greve de 78 dias, ocorrida no ano passado e para não ultrapassar o término do ano letivo, determinado pelo governo para 23 de dezembro.
O que causa estranheza para os educadores é que mesmo com uma paralisação de 78 dias e o início do ano letivo mais tarde, em 2011, cerca de 70% das escolas conseguiram concluir o ano letivo dia 23 de dezembro como queria o governo. “Se este ano as aulas iniciam mais cedo, 6 de fevereiro, qual é a necessidade de aulas aos sábados?”, indaga o diretor de Comunicação do Sinproesemma, Júlio Guterres.
O promotor pediu à direção do sindicato que formalize a denúncia ao Ministério Público para que sejam tomadas as medidas legais que cabem ao caso.
EXCEDENTES
A convocação dos excedentes do concurso realizado pelo Estado em 2009 também foi outro ponto discutido na reunião com a Promotoria de Educação. A direção do Sinproesemma lembrou ao promotor que falta apenas uma semana para terminar a validade do concurso e o governo ainda não todos os 1.500 concursados, de acordo com o compromisso anunciado em dezembro de 2011. Até o momento, só foram convocados cerca de 800 professores desse total.
Para amenizar o problema, o promotor Paulo Avelar vai sugerir a prorrogação da validade do concurso a fim de ampliar o prazo para que o governo faça a nomeação dos aprovados excedentes. Ele ressaltou que não houve efetivamente criação de novos cargos para professor na rede, pois o Estado continua com o mesmo quadro de profissionais contratados e os concursados nomeados estão assumindo vagas deixadas por processos de aposentadoria e não para atender a necessidade de novos professores.
O prazo de validade do concurso encerra no próximo dia 19 deste mês. Atualmente, existem na rede pública estadual de educação cerca de 10 mil contratos temporários precários, quantidade não alterada com a realização do concurso público de 2009.

O professor de Filosofia da Universidade Federal do Maranhão, Ayala Gurgel, que já foi professor do Uniceuma em 2000, afirmou categoricamente que existem alunos da instituição federal que foram aprovados sem nenhum tipo de avaliação.
Segundo o professor, existem seis casos de alunos que foram aprovados irregularmente no curso de Filosofia da UFMA, sem a realização de provas.
A denúncia de Gurgel é ainda mais grave, quando afirma que ele mesmo levou os seis casos de suposta fraude ao Conselho Universitário (Consun) da UFMA, mas foi ignorado.
O professor fez a denúncia através de sua rede social, o twitter, enfatizando ainda o engavetamento do caso da professora da UFMA que plagiou uma tese de doutorado e nada foi feito.
(Com informações do Blog do Hugo Freitas)

Morreu na madrugada deste sábado (4), vítima de uma parada cardíaca, o jornalista Udes Lemos Cruz. Udes tinha 60 anos e estava internado desde o dia 23 de dezembro no Hospital Aliança, em São Luís, em decorrência de complicações renais.
Udes Cruz era proprietário do jornal “Atos e Fatos”, exerceu os cargos de secretário de Comunicação do governo do Maranhão e foi também diretor de Comunicação da Câmara Municipal de São Luís. Atualmente, assinava o blog O Quarto Poder.
Ele deixa a esposa Rosário de Fátima Azevedo Cruz e quatro filhos, os jornalistas Udes Filho, Jusse Cruz e as advogadas Saile e Maira. É pai também de Hilário Cruz Neto.
O velório será realizado na Central de Velórios da Pax, na Rua Oswaldo Cruz, Centro. O sepultamento será às 16h, no cemitério Parque da Saudade (Vinhais).
Na manhã de hoje a governadora que já retornou de Paris emitiu uma nota de pesar sobre a morte do jornalista. “Udes Cruz tem uma trajetória de dedicação e paixão pela imprensa do Maranhão e acabou passando esse sentimento para os filhos, que hoje militam no jornalismo e não deixarão seu nome ser esquecido”, afirmou Roseana Sarney.
LEGADO

Cruz deixa um legado para a comunicação do Maranhão, foi professor e mestre para muitas gerações de comunicólogos da cidade e do estado, abriu portas para o mercado de trabalho na profissão. Foi idealizador e formatador de alguns dos mais ativos jornais de São Luis.
Jornalista influente presenciou de perto momentos históricos e políticos do Maranhão, chegando inclusive a ocupar o posto de Secretário de Estado da Comunicação.
Como chefe de família, educou e ensinou a arte da comunicação aos seus filhos – alguns dos quais seguem até hoje a carreira.
Opinião e Politica: perdemos um grande jornalista e um carismático pai, mas, ficaram os seus grandiosos ensinamentos juntamente com a sua história e seu imensurável legado.

“Se a Assembleia repetir o que foi em 2011, vai entrar num desgaste muito grande. Ano passado tivemos alguns colegas com a preocupação excessiva de discutir a questão de São Luís, mas sem lembrar o resto do Estado”, protestou.
Para a parlamentar, o Poder Legislativo encerrou 2011 de uma forma muito triste, com alguns deputados acusados de receber propina para aprovar o projeto de lei do Babaçu, o que, no seu entendimento, é muito triste.
“Foi proposto uma CPI que não contou com assinaturas suficientes dos membros da Casa para que pudesse se apurar, de fato, essa denúncia, que é muito grave e muito séria. Isso foi lamentável e eu espero que em 2012 a Assembleia não continue nesse tom”, cobrou Gardênia.
A deputada tucana acredita, no entanto, que a Casa possa ser mais independente e olhar com os olhos muito aberto para todo o Maranhão, ou seja, que, de fato, cumpra suas prerrogativas como Assembleia, cuidando dos interesses dos cidadãos e das cidadãs do Estado do Maranhão como um todo.
“Não podemos ter uma Casa apenas carimbadora de orçamento. Não dar para a Assembleia ficar só carimbando orçamento e dizendo sim senhor, sim senhora. Esta Casa precisa se fazer respeitar, pois não pode ficar dizendo apenas amém”, criticou.
Gardênia revelou ainda a forma que o PSDB está se preparando para enfrentar a eleição. “Nós estamos conversando, o deputado Carlos Brandão tem feito um excelente trabalho, tem conversado com todas as siglas partidárias, eu e o prefeito também temos conversado e estamos procurando formar o bloco de oposição não só aqui em São Luís, mas em todos os municípios do Estado”, defendeu.
A deputada aproveitou a oportunidade da entrevista para dar uma alfinetada no candidato do Partido Progressista (PP), ex-prefeito Tadeu Palácio. Segundo ela, a oposição de verdade precisa formar um bloco, não aquela oposição que há seis meses estava no governo. Disse ainda que precisamos reunir a oposição para que em cada cidade do interior do Maranhão possamos unir as forças para construir uma base sólida para as eleições de 2014. “Esse é o meu desejo e eu vou lutar por ele. Precisamos estar unidos não apenas em São Luís, mas em todo o Maranhão, especialmente nas maiores cidades, para que se possa mudar, de fato, o comando político do Estado” afirmou a deputada ao blogueiro.

A médica Maria Clay Moreira Lima Lago foi eleita ontem à noite presidente do Instituto Jackson Lago (IJL), em assembleia realizada na sede da Fundação Sousândrade, no Renascença. A viúva do governador Jackson Lago (falecido em 4 de abril do ano passado) vai dirigir a entidade que tem como vice-presidente o professor Raimundo Palhano; na 1ª secretaria, Jhonatan Almada; 2º secretário Igor Matos Lago; na 1ª tesouraria, Margarete Cutrim e na 2ª tesouraria, Luzia Salomão.
O Instituto Jackson Lago – explicou Clay Lago – foi criado a partir de manifestações de amigos e familiares de Jackson Lago que consideraram fundamental existência de um organismo público que espelhasse a vida, obra e luta de um dos mais importantes políticos da história recente do Maranhão.
Outro motivo para a criação do Instituto foi o crescente número de estudantes, professores e pesquisadores que recorre aos familiares de Jackson para obter informações sobre o médico que foi líder estudantil e sindical, militante social, deputado estadual, secretário de Estado, prefeito de São Luís por três vezes e governador do Estado.
Uma das finalidades do IJL é preservar e disponibilizar a memória material e imaterial da vida pública do ex-governador do Estado. Propõe-se, ainda, constituir-se em um ambiente de produção do conhecimento e de promoção da ética, da paz e da democracia.
Estiveram presentes ao ato o deputado federal Carlos Brandão (PSDB), o deputado estadual Bira do Pindaré (PT), o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), a diretora do Jornal Pequeno, Hilda Bogéa e diversos amigos, parentes, correligionários e companheiros de luta de Jackson Lago. Para compor o Conselho Fiscal do Instituto foram eleitos, igualmente por aclamação, o advogado Josemar Pinheiro, a professora Theresa Pflueger e a enfermeira Helena Castro. (JP)

Criada pela Juventude do PSDB de Minas Gerais, com o objetivo de discutir, propor e implementar politicas de inclusão com foco na juventude brasileira. A Turma do Chapéu chegou a São Luis e foi recebida neste sábado (21), por membros da Juventude do PSDB do Maranhão e pela comitiva do prefeito de São Luis, João Castelo.
O encontro aconteceu no bairro da Cidade Operária, durante a nona edição do ‘Cidadania Para Todos’, promovido por diversas secretarias municipais através da Prefeitura de São Luis.
No encontro o chefe do executivo municipal falou de suas ações em prol da população de São Luis e de seus planos para o futuro. “Estamos trabalhando manhã, tarde e noite para a população de São Luis, a nossa administração tem a marca do desenvolvimento e da democracia. Estamos fazendo uma gestão para todos de nossa cidade e tenho certeza que estamos no rumo certo e continuaremos na luta para garantir que cada ludovicense tenha dignidade, direito a educação, ao esporte, a cultura, ao trabalho e a saúde. A minha administração é pautada na cidadania”, ressaltou João Castelo.
Para o Secretário Estadual da Juventude do PSDB, Denilson Carvalho a vinda da ‘Turma do Chapéu’ ao Maranhão é sem dúvidas mais uma porta para troca de experiências tucanas. “Toda visita sempre será bem vinda a capital e ao estado, pois desta forma podemos mostrar a seriedade do projeto da Juventude da Social Democracia Brasileira maranhense e o quanto temos conquistado nos últimos anos através de nossa participação no legislativo, no executivo e através dos espaços da sociedade civil organizada” enfatizou.
Estiveram presentes no encontro o presidente da Juventude do PSDB de São Luis, Reges Nascimento, o vice-presidente, Wellengton Oliveira, O Secretário Estadual da Juventude do PSDB no Maranhão, Denilson Carvalho além dos Secretários Municipais do Turismo, Liviomar Macatrão, Trânsito e Transporte, Clodomir Paz, SEMAPA, Eliana Bezerra, o deputado federal, Weverton Rocha e a primeira-dama Gardênia Gonçalves.
A visita do grupo de jovens mineiros a capital maranhense faz parte do Projeto ‘Turma do Chapéu na Estrada’ que tem por objetivo percorrer as 27 capitais brasileiras mesclando ideias e trocando experiências, além de traçar um perfil especifico de cada região que será apresentada ao fim da viagem com base nas analises feitas por todo o Brasil. São Luis foi à última cidade do nordeste visitada pelo grupo.

Durante as décadas de 30 e de 40 vimos os piores reflexos do caráter japonês. Envolvidos numa guerra de conquista praticaram atrocidades na Manchúria e na China, eram, de um modo geral, insensíveis e implacáveis ante os seus inimigos, descontavam todo e qualquer código de honra que não fosse o seu, advindo do “Bushido”. Para ter uma idéia, não assinaram a Convenção de Genebra” sobre o tratamento de prisioneiros de guerra, porque para eles prisioneiros de guerra deviam estar mortos. Se um japonês fosse tomado prisioneiro era porque teria traído o Imperador ao se render. Antes o suicídio que a desonra de ser prisioneiro. Há fotos clássicas de ex-prisioneiros ingleses em Changi, Cingapura ou americanos em Cabanatuan nas Filipinas, sendo resgatados após 4 anos de cativeiro, homens de 1,80 m pesando 45 quilos. Uma morte lenta, gradual, mas segura, para quem, segundo o Bushido, não valia sequer uma bala de fuzil.
Terminada a guerra o Japão estava em ruínas. Havia sido bombardeado dia e noite por B-29 vindos de Guam, suas indústrias eram vestígios. Milagrosamente, Douglas MacArthur o general indicado para governá-los, apesar de ser um dos generais mais linha dura existentes foi o homem certo no lugar certo.
Não procurou castigar um povo inteiro. Não interferiu com o Imperador, uma figura inspiradora dos japoneses, mas um homem com pouca ou nenhuma ingerência no governo, um tutelado do daimyo que estivesse no poder, com longas dinastias de Shoguns mandando no país.
Mas deu a infra-estrutura de uma constituição que funcionava na medida certa, trouxe especialistas em diferentes ramos do comércio que visitaram as fábricas em ruínas e criaram produtos que podiam ser exportados e depois se retiraram dentro de cinco ou dez anos.
Durante todo este tempo os japoneses se portaram como civis engajados. Produziam uma cornucópia de produtos dedicados a serem fiéis na seguinte ordem: Pelo Imperador, pelo Japão, pela sua empresa e apenas após isto pela família e por si mesmo. Isto tirado do Bushido, o código de honra japonês, principalmente dedicado aos samurais, mas geralmente aceito. Todos nós que fazíamos negócios com firmas japonesas ouvíamos várias vezes por reunião: “Mas Japão quer …”; ou seja, a cor das fronhas ou desenho da toalha que estávamos exportando não devia ser diferente porque o cliente queria. Devia por que isto era o que Japão queria.
E funcionou. Funcionou ate fim dos anos 70 e os anos 80. De repente uma nova geração viu que no mundo havia outras coisas além de produzir carros para vender nos Estados Unidos. Podia-se desejar ter um carro. Podia-se querer visitar o Hawai ou Paris. Seguiam na ladainha do “Japão quer”, mas já agora se podia perceber que havia uma sede de progresso pessoal, uma realização material própria.
Nos últimos 25 anos o Japão derrapou. Tem uma dívida pública maior que a americana ou russa. Não consegue aplicar mecanismos para corrigir rumos pois o sistema japonês sempre foi baseado no consenso que se forma de baixo para cima num processo lento.
Por isto, mesmo sem os dramáticos eventos do terremoto, o Japão não estava em boa situação. Mas agora surgiu outro nível.
Olhar as fotos e vídeos que nos vem do Japão nos lembra as cidades destruídas da segunda guerra mundial. Os refugiados na neve, as pessoas com o olhar vago da síndrome de stress pós traumático (PTSD).
Vai ser duro. Mas ou muito me engano, dentro de alguns dias o Imperador pedirá que tenham forças. O povo se virará para os escombros para removê-los em construí-los de novo e ressurgirá. Sem a responsabilidade de serem os melhores do mundo em qualquer coisa mas com a força de vontade de um povo que sempre ressurge pelas suas qualidades intrínsecas.
Li autobiografias ou artigos autobiográficos de vários japoneses. Dois me chamaram atenção especial. O Diretor de cinema Akira Kurosawa e o empresário Akyo Morita (Sony). Ambos contam que aspectos marcantes de suas vidas foram sair das ruínas, Kurosawa de um terremoto ou furacão e Morita da segunda guerra mundial, e como o ímpeto, a garra para suas realizações saíram destas experiências quase mortais.
Hoje pode estar se formando o caráter de um novo Kurosawa ou Morita.
Passeando pelo bairro da Areinha nesta última sexta-feira (20), me deparei com um carro de som da candidata Roseana Sarney, na porta de um dos restaurantes populares administrados pelo governo do estado do Maranhão em pleno meio dia. Quando a maioria dos populares vão em busca do almoço acessível e barato oferecido pelo estabelecimento.
Quem chegava ao local era recepcionado pelo jingle da campanha roseanista. Segundo informações de um dos moradores daquela área, a ação já vem acontecendo a vários dias: “ Diariamente este carro de som está aqui na porta do restaurante tocando a música de Roseana, isso icomoda a todos”, enfatizou o morador que não quis se identificar.
Opinião e politica! Por onde anda a senhorita Carolina da Hora ?
Ninguém precisa ser um Sherlock Holmes para perceber a diferença entre uma filhinha de papai, que sempre recorreu aos préstimos do genitor incrustado no Poder há mais de quatro décadas, fazendo birra por um cargo ou outro e batendo o pé quando queria por queria um Governo só para ela e a outra: Alexandra, a Grande, tachada de “suburbana” pela mídia da caquética Família Sarney, de “deslumbrada” e de outros adjetivos que só revelavam o preconceito dos ricos e superfaturados a custa do Erário. Preconceituosos, sim, a ponto de jamais “permitirem” que uma menina, nascida na periferia de Brasília, capital do poder, pudesse apontar o dedo na cara das mazelas e dos podres poderes do Maranhão.
A autenticidade daquela que teve coragem de peitar a sarneyzada e os que sobrevivem de seus esquemas cobrou um preço alto. Mas ela não recuou e, como se não bastasse os ataques diários que recebia da Oligarquia comandada pelo Patriarca de Bigodes, ainda ousou liderar um movimento que chegou a reunir mais de 100 mil pessoas na Primeira Parada pela Diversidade Sexual de São Luís. Alexandra Tavares transgrediu e chocou a conservadora classe política maranhense que, com raríssimas exceções, jamais teve a coragem de subir em um Trio Elétrico e defender os direitos dos homossexuais e transgêneros – inclusive muitos dos que partilham dos mesmos desejos homoeróticos, escondidos debaixo dos paletós e terninhos. Roseana Sarney? Essa nunca teve a coragem de posar ao lado de adeptos do amor entre iguais, excetuando-se algumas espécies de serviçais mais “finas”, que provam de seu caviar, nas viagens internacionais, mas que jamais se atreveram a defender a classe em seus escritos.
Pois bem! Neste domingo, dia 27, na Avenida Litorânea, Alexandra vai mostrar que continua sendo a insubstituível madrinha da Parada Gay de São Luís. Integrantes do clã fascista vão tentar apagar o brilho da festa. Mas, assim como não conseguem disfarçar o desconforto diante da presença de gays em suas famílias, nada poderão fazer para convencer a população de que a festa tem a cara da única que ousou, como diriam algumas, “abalar” as estruturas, agora frágeis do grupo Sarney.