De volta! Eleição para governador no Piauí é imprevisível
- 06/09/2010, 5:01
- Língua Afiada
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No Piauí, a eleição para governador toma rumo impreciso. Há um empate técnico entre o atual governador Wilson Martis, o ex-prefeito Sílvio Mendes e o senador e empresário João Vicente Claudino.
No entanto, existe uma rejeição muito grande do povo piauiense junto a candidatura de JVC. Ora, ora! O povo não é burro. O rapaz, muito bom homem por sinal, já detém poder econômico. O povo lhe dará, ainda mais, poder político? Por isso, o indice de rejeição do mesmo é enorme. Sempre tem aparecido em terceiro nas pesquisas.
O prefeito Sílvio Mendes contava com a colaboração e injeção financeira de R. Sá, seu vice-governador, no entanto, o rico empresário não tem injetado dinheiro nenhum em sua campanha. Outros grandes nomes do PSDB do Piauí estão de braços cruzados. Fernando Said e Freitas Neto, por exemplo, não estão empolgados por essa disputa. Nesse cenário, Sílvio aparece em primeiro ou segundo, empatado com Wilson Martins.
O interessante de salientar do candidato Sílvio Mendes é sua campanha estagnada. Para mim, e outros políticos com quem converso, campanha é dinâmica. O Dr. Silvio não sai dessa porcentagem desde o início do pleito político.
Wilson Martins assumiu um Estado quase quebrado e vive um dilema: ou paga os fornecedores e empresários, ou paga a folha salarial dos servidores. Diante de tal situação, prefere pagar a folha salarial de quem pode elegê-lo, do que atirar ao próprio pé, pagando obras feitas pela Sucesso, que é do pai de JVC.
Além disso, houve as farras dos convênios. Acho eu que foi o último suspiro econômico do Estado em termos de finanças balanceadas.
O governador e candidato a reeleição têm apoio de grandes lideranças, como: Lula, Welligton Dias e Robert Rios, que é o deputado mais votado no Estado, segundo as pesquisas, se excluirmos as esposas de Wilson Martins e Welligton Dias.
Dessa forma, o cenário é de um Estado quebrado financeiramente, como várias vezes o secretário de governo já disse para algumas pessoas, inclusive, para agentes penitenciários que pleiteavam o curso de formação. Do outro lado, um ex-prefeito sem bala na agulha e infraestrutura nenhuma. Além de um PSDB esfacelado e pouco animado.
E além disso, um candidato bancado pelo pai, Seu João, maior empresário do Estado, que quanto mais gasta dinheiro, mais cai nas pesquisas devido a seu alto índice de rejeição, acentuadíssimo na capital Teresina.
Se eu pudesse, diante dessa conjuntura, elegeria o Toim du Frango como governador, mas ele se candidatou errado, entrou no pleito como senador!
Estou aqui, no Portalhoje, com a Língua Afiada!
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tem cara de ser acadêmico de direito mesmo … Parabéns pelo texto.