Maranhão: CPI da Pedofilia em ação
A CPI da Pedofilia da Assembleia Legislativa começou a investigar denúncia que revela o envolvimento de uma empresa do Rio de Janeiro com um esquema de apologia a prostituição infantil executado no Maranhão.
A denúncia foi encaminhada à presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputada Eliziane Gama (PPS), ainda no mês de setembro. O esquema funcionava da seguinte forma: uma empresa com o CNPJ registrado no Rio de Janeiro, segundo investigação do Ministério Público Eleitoral, adquiriu uma linha telefônica no Maranhão, com número fixo ou convencional, e disponibilizou uma espécie de bate-papo sobre sexo.
No entanto, a mensagem inicial da gravação fazia referência ao Colégio Universitário (Colun), afirmando, de forma mentirosa, que a instituição de ensino ligada à Universidade Federal do Maranhão (UFMA) oferecia educação sexual plena e prática.
Em um dos trechos da gravação, vozes de crianças simulavam a prática de ato sexual. “É uma coisa nefasta e que causa nojo. O Ministério Público já iniciou uma investigação e nós, da CPI, acompanharemos este trabalho”, afirmou Eliziane Gama, durante audiência pública da Comissão realizada na tarde desta quinta-feira (05). Também participaram dos trabalhos o deputado Penaldon Jorge (PSC – relator da CPI) e o promotor da Infância e Juventude, Márcio Thadeu.
Na audiência desta quinta, os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito colheram os depoimentos do prefeito do Campus da UFMA, Antônio Cordeiro Feitosa, e da diretora do Colun, Raimunda Silva.
Cordeiro explicou que, tão logo tomou conhecimento da gravação envolvendo o nome do Colégio Universitário, tratou de acionar a Polícia Federal. “A PF está investigando. Não permitiremos que o nome do Colun, que é uma instituição de ensino séria, seja envolvido com este tipo de crime”, afirmou.
Raimunda Silva mostrou-se ansiosa no sentido de que o esquema seja logo desmascarado e de que os culpados sejam punidos. “Sou educadora há quase 30 anos e este tipo de situação macula a imagem de uma instituição de ensino que sempre trabalhou a educação como o pilar principal para a construção de uma sociedade mais justa”.
O promotor Márcio Thadeu explicou que a linha telefônica, por consequência o bate-papo sobre sexo, só foi desativada por força de uma liminar concedida pela Justiça no mês passado. O promotor confirmou que a linha está registrada em nome de uma empresa sediada no Rio de Janeiro.
Com informações da Agência Assembleia
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