NOTA DE REPÚDIO À PRISÃO DE JORNALISTA – Algema não é sinônimo de silêncio!
- 29/04/2010, 13:33
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Manifestantes na rua, camburão com sirene ligada e jornalista algemado. Esta cena poderia ter sido retirada do filme O Que é Isso Companheiro, do diretor Bruno Barreto de 1997, que relata a truculência e a censura imposta pelos militares no período da Ditadura (1964-1984). Mas, por mais absurdo que pareça, o fato ocorreu na noite da última quarta-feira, 28 de abril, nas barbas do Legislativo Municipal de Timon, tendo como artífices o presidente da Câmara, vereador Antonio Borges Pimentel Filho, o Biú (PRB) e membros da Guarda Municipal de Timon, que agem, indiretamente, sob a batuta da prefeita Socorro Waquim (PMDB).
É triste e inaceitável para nós relatar tal fato. Ver Timon mudar de cidade dos buracos e do descaso, para a terra da censura. Onde um Presidente da Câmara, eleito pelo povo, ordena a agressão a um jornalista no exercício de sua função.
Ao invés de progredir, regride-se à mordaça dos Anos de Chumbo da história brasileira. Divulgar falhas e manifestações voltou a ser motivo de humilhações e prisão.
À Guarda Municipal de Timon coube o papel de executar as ordens do vereador Biú que, achando-se o dono da Câmara, Biú bradou ao jornalista Edmundo Moreira, do Portal e Jornal Hoje: “aqui você não filma, aqui você não fica”, mandando prendê-lo logo após, por puro ‘desacato a censura’.
A nós, resta sentir pena e lamentar, tanto como comunicadores, quanto como moradores desta cidade, que o vereador Antonio Pimentel Biú desfira sua gana por censura e tire a Guarda Municipal de suas verdadeiras funções. Zelar pelo patrimônio de Timon não é proteger o vereador do julgamento do povo, da divulgação de sua imagem ou tão pouco da argumentação de um jornalista.
O fato é que Biú perdeu uma grande oportunidade de ficar omisso, coisa que não acontece comumente.
Nisso, Timon continua vivendo um paradoxo, enquanto a farda azul anil se sente forte perante pessoas de bem, a marginalidade, tráfico de drogas, prostituição e pedofilia, dão expediente diário nas ruas esburacadas de Timon, sem sofrer nem um beliscão da briosa guarda ou preocupação por parte do ilustríssimo e monossilábico Presidente da Câmara.
Faz-se necessário informar que as palavras não cessarão com algemas e o nosso intuito, enquanto jornal impresso e sítio de internet, de manter o povo de Timon por dentro dos maltratos e descasos com a população, não calará frente às pressões.
Deixemos para a história que esta se encarregará de mostrar quem algema ou deva ser algemado, quem escreve ou quem virará manchete.
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êee control C control V né, blogueiro….assim tá fácil!!
Quem me dera ter essa coragem, quando copio e colo matérias sempre digo as fontes. Felizmente escrevo desde 2002, quando ainda era universitário na UFMA, período este que eu tinha um conhecido jornal na referida universidade. Pelo visto vc atribuir a meu texto a cópia de outrém significa que você gostou bastante do mesmo. Agradeço você pelo elogio embutido e reforço que com exceção do nome de Bruno Barreto, tudo saiu destes teclados, risos.
Agradeço também o comentário e espero que você não seja um dos que achou correta a censura ao Edmundo.
Abraços e volte sempre!
Lamento o que aconteceu com os profissionais da imprensa, na Câmara Municipal de Timon(MA). É crime grave passível de cassação de mandato.
A Câmara Municipal é um lugar público composto por vereadores eleitos democráticamente pelos votos dos eleitores da cidade.
E esses eleitores tem o direito de tomar conhecimento de tudo o que seus representantes fazem. Seja de bom ou ruím.
E uma das formas de tomar conhecimento é através da mídia impressa ou eletrônica (jornal, rádio e tv).
Lamentavelmente tais atos só servem para denigrir a imagem do Município além fronteiras.
Estou solidário com os jornalistas e espero que medidas judiciais cabíveis sejam tomadas imediatamente para, pelo menos, servir de Basta, para que outras arbitrariedades não ocorram.
Arlindo-Ligeirinho-Ribeiro
São Paulo
Jornalista (MTB 515-DRT-PR)
RG 7.787.432-8/SP
A atitude do “nobre” vereador só nos revela o nível mais uma vez como a coisa pública vem sendo “administrada”. Trata-se de um bando de gente mal formada, preocupadas exclusivamente em levar vantagem para si e para os “chegados”. Essa praga vai de A a Z, de Norte ao Sul.É preciso repensar o sistema, urgentemente. A corrupção, a roubalheira, está se alastrando a olhos nus. Resultado: o índice de criminalidade nunca foi tão alto. Daqui a pouco estará batendo a porta desses estelionatários, enganadores do povo. Autoridade é uma coisa, autoritarismo é outra. Ainda bem que ainda restam alguns homens de bem neste país. É a nossa esperança.