Número de trabalhadores ocupados cresce 1,4%

O número médio de trabalhadores ocupados no primeiro trimestre de 2009 foi 1,4% maior que no mesmo período em 2008, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Econômico de Pesquisa Aplicada (Ipea).
Apesar disso, a pesquisa, com base nos dados do Pesquisa Mensal de Emprego divulgada pelo IBGE, aponta desaceleração no ritmo de crescimento do emprego, que atingiu o menor nível desde 2004 no mês de março, ficando abaixo de 1%, conforme o instituto.
Segundo o Ipea, a análise por setor de atividade aponta que a queda “sofre grande influência da indústria de transformação, que apresenta o pior desempenho entre todos os setores de atividade no período”.
Já o nível de informalidade no mercado de trabalho recuou 1,3 pontos percentuais no trimestre na comparação com 2008. O resultado, de acordo com o Ipea, é fruto da expansão de 3,8% dos postos formais e da contração de 1,9% do número de informais.
O estudo destaca que o grau de informalidade no mercado de trabalho não apresentou sinal de piora no primeiro trimestre, contrastando com os indicadores de desemprego, que se manteve praticamente estável no primeiro trimestre (média de 56,6% em 2009 e 56,5% em 2008).
De acordo com o estudo, o leve aumento da taxa de desemprego é “motivado pela entrada de pessoas na população economicamente ativa (PEA), na medida em que passam a procurar emprego”.
Rendimento
O estudo mostra, ainda, que a taxa de rendimento médio da população ocupada registrou uma elevação de 5,2% na mesma base de comparação, com uma leve tendência de declínio no primeiro trimestre deste ano, segundo o Ipea.
O estudo chama a atenção para a diferença do aumento dos rendimentos entre categorias. Enquanto os trabalhadores por conta própria tiveram elevação de 12,3% dos seus rendimentos em relação ao ano passado, os empregados sem carteira assinada viram um aumento de apenas 1,9%.
Nas regiões metropolitanas, as taxas também oscilaram: Rio de Janeiro (8,1%) e Belo Horizonte (6,3%) tiveram as maiores altas, enquanto Recife registrou o pior desempenho, com redução de 1,6% nos rendimentos.
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