O Bom Ladrão do Padre Antônio Vieira
- 14/10/2009, 16:29
- Blog do Liberato
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Existem ladrões maus e ladrões bons?
O padre Antônio Vieira, contemporâneo da literatura barroca, no seu famoso “Sermão do Bom Ladrão”, há mais de 400 anos, já fazia o alerta: “os ladrões de que falo não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a este gênero de vida (…). O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera (…). Não são só ladrões (…) os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam”.
O MAU LADRÃO de que falava padre Antônio Vieira era aquele que hoje, travestido de administrador público, seja no comando de uma nação, de um estado, de um município, de uma secretaria, etc.., se apossa dos cofres públicos e deita a fazer todo o tipo de trapaça, velhacaria, malandragem, patifaria, engôdo, chantagem e improbidades administrativas, inclusive fazendo confundir a res pública com seus bens particulares.
Com efeito, a gravidade dos atos praticados pelos maus ladrões em relação aos praticados pelos “bons ladrões”, reside no fato de que aqueles (os ladrões maus) se aproveitam do cargo público que o estado, ou município lhe confiou e assim, sob esse manto, ROUBAM CIDADES, DESPOJAM POVOS.
Nos dias atuais
De fato, os bons ladrões, sob seu risco, coitados, roubam um homem aqui outro ali. Já os terríveis, temíveis, famigerados maus ladrões, sem medo de Ministério Público ou do Poder Judiciário, roubam cidades inteiras.
Além disso, o MAU LADRÃO bem sabe conjugar o verbo roubar; posto que o conjuga nos tempos presente, futuro e passado e sempre nas primeiras pessoas do singular (eu) e do plural (nós).
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mas quim landrao froxo é esse