O sumiço do boi e o assado de panela
- 28/04/2010, 13:33
- Blog No Ato
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Em Timon, no último final de semana, um jovem representante de remédios, que tem o nome de imperador romano, foi presenteado por um médico de Teresina com um boi gordo. Para facilitar o transporte e o trabalho do magarefe o boi foi entregue em duas bandas.
Após ser entregue o boi foi pendurado em duas cordinhas na cumieira da casa, num sítio com nome de fruta. Não lembro ao certo se foi Sítio Graviola, Maracujá ou Mamão, só me recordo que se trata de um sítio na Zona Rural de Timon.
Para picotar o boi o dono do sítio, “Seu Tunico”, acordou às 3h da manhã e de Timon rumou para o local. Lá passou o restante da madrugada amolando a faca no esmeril.
“Seu Tunico”, já de faca amolada e devidamente protegido com seu avental para cortar bois, dirigiu-se ao local onde as bandas do bovino repousavam desde a madrugada. Quando, para espanto do cortador, o boi havia sumido e só restavam as cordas penduradas mais um pequeno pedaço de carne.
O médico que presenteou o jovem timonense com o boi dirigiu-se no sábado para comer churrasco no Sítio Jaboticaba. Mas, ao invés de churrasco o “Dotô” teve que se contentar com um assadinho de panela, a única coisa que deu pra fazer com o pedacinho de carne que não foi surripiado na surdina da madrugada.
O caseiro do Sítio Jenipapo viu um carro fazer três viagens para levar o boi e a hora exata que o pedaço não coube e caiu, sendo suficiente para fazer o assado de panela.
Paira no ar, como as ondas do rádio, que um conhecido comunicador de Timon convidou o boi para dar um passeio na mala de seu carro.
Como não conheço nenhum dos envolvidos nesta história e não sou parente do boi, fica difícil me posicionar no caso. Não sei se analiso o médico, pela prestimosa cessão do boi ou se me confraternizo com a tristeza do representante de remédios, que se intrigou com “Seu Tunico”, já que o velho homem acordou cedo, amolou faca e não teve boi pra cortar.
E ainda dizem que em São João Batista se dá mil reais em uma corda, mas não se dá dez em um boi. Já em Timon é diferente, não se dá nada no boi e só deixam a corda…
*Por solicitação da família do boi omiti a sua raça e o seu verdadeiro destino. Quanto aos seres humanos citados no fato, todos são fictícios, bem como suas respectivas profissões.
*Fotos do boi ainda adolescente.
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Meu deus…. timon tá um caso sério, roubo pra todo lado nem os amigos escapam…. essa desse BOI é demaissssssssss
a forma como é narrado esse fato é no mínimo uma inspiração Machadiana, fico feliz em poder ter a oportunidade de me inteirar dos “causos” de uma forma tão inteligente. e com relação à ficção, é só no nome dos envolvidos no aranzé mesmo, e nem precisa dá nome aos bois, afinal de contas o pivô já é finado. abração mano.
Diríamos que foi uma inspiração extraterrena, chavieticamente falando, devo ter psicografado a mensagem a mando do boi…
Como sempre obrigado pelos elogios…
Abraços!