PT evita citar PMDB em tática eleitoral
- 20/02/2010, 11:10
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Brasília – (Reuters) A tentativa de incluir o PMDB nominalmente no texto sobre a tática do PT para as eleições de 2010 foi derrotada nesta sexta-feira durante o 4o Congresso Nacional da legenda.
A proposta, defendida pela tendência Novo Rumo, pretendia deixar clara a importância do PMDB como “eixo do bloco de apoio” da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial.
“Pretendíamos cimentar a união com o PMDB”, disse o deputado Carlos Zarattini (SP), ao defender a proposta no evento.O deputado José Genoino (SP), também defensor da mudança, esclareceu que a ideia era não só citar o aliado mas também acrescentar ao bloco de esquerda mencionado no texto original legendas de centro, do qual o PMDB é o principal protagonista.
“A questão concreta é atrair o PMDB. É o principal partido da coalizão e é de centro. Tem que deixar isso claro. A nossa aliança vai da esquerda ao centro”, disse Genoino.
Na defesa do texto original, preparado para ser debatido no Congresso, o deputado Ricardo Berzoini (SP) afirmou que a sigla já tem um pré-acordo com o PMDB, acertado em 2009. Berzoini acrescentou que o PT está buscando atrair para a campanha de Dilma toda a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Não queremos tratar de forma diferente nenhum partido”, disse o deputado. “Entendemos que não é correto citar um partido só. Se citar um, tem que citar todos.
”O texto que foi mantido no congresso afirma que “a continuidade do nosso projeto está vinculada à nossa capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista”. O que a emenda pretendia era amenizar a tendência de esquerda incluindo um partido de centro como o PMDB.
A direção do PMDB considerou natural que a tática eleitoral do PT deixasse de citar a legenda, informou a assessoria peemedebista.
O PT convidou os dirigentes do PMDB para comparecer neste sábado à aclamação da ministra Dilma como candidata, mas a legenda não comunicou se aceitou o convite.
Também foi mantida no texto original a centralização, pelo Diretório Nacional do partido, da condução nas alianças nos Estados, apesar da tentativa de alterar a determinação.
A estratégia foi vista como “nefasta” por tendências minoritárias, mas venceu a opinião de que a prioridade do PT é a eleição de Dilma, independente de projetos estaduais.
O Congresso, que reúne 1.350 delegados, teve início na quinta-feira, com debates sobre temas internacionais. Nesta sexta-feira, discutiu também as diretrizes para o programa de governo da candidata Dilma.
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