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Líder da prefeita critica governo e denuncia aluguéis suspeitos na saúde

Líder da prefeita denuncia secretarias do governo Socorro Waquim

A sessão da Câmara Municipal de Timon foi marcada na noite desta segunda-feira,22, pela denúncia do líder da prefeita no legislativo, vereador Francisco Torres do DEM (foto a direita), contra secretarias do governo municipal. Suas críticas foram mais ferozes contra a Secretaria Municipal de Saúde. Antes de ser líder mas apenas aliado da prefeita na Câmara, o vereador Torres chegou a dizer, também da tribuna, que “rapariga manda mais que vereador na Secretaria Municipal de Educação”.

Desta feita Francisco Torres afirmou que “é inadmissível que a Secretaria de Saúde mantenha alugado há cerca de um ano dois prédios sem usá-los.” Os prédios citados pelo vereador foram o do colégio Nota Dez que fica localizado na avenida presidente Médice, em frente a garagem da empresa Dois Irmãos onde seria para funcionamento da Vigilância Sanitária. O outro fica na avenida Paulo Ramos onde dias atrás o blog do Elias Lacerda mostrou matéria sobre o aluguel.

De acordo com o líder do governo, os imóveis foram alugados por 5 mil reais cada.

O vereador também fez críticas a Secretaria de Educação cobrando mais transparência na gestão da secretária Sueli Almeida.

Além de saúde e educação, Francisco Torres cobrou ainda explicações sobre como anda a administração do Instituto de Previdência do Município de Timon, o IPMT.

Para o vereador a Câmara Municipal tem que exercer seu papel e cobrar dos gestores públicos esclarecimentos sobre as pastas que dirigem e não pode ser omissa nesses casos.


Cleide rebate críticas contra a administração de Caxias

Cláudio Brito
Agência Assembleia


A deputada Cleide Coutinho (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na tarde desta segunda-feira (6), para contestar notícia divulgada em um blog local, informando que a Secretaria de Saúde de Caxias estaria distribuindo para a população o medicamento denominado Novomix, usado no tratamento da diabetes, com a data de validade vencida.

Segundo a deputada, o medicamento não faz parte dos fornecidos pela farmácia básica de nenhuma secretaria de saúde do Maranhão. “O Novomix só é fornecido por decisão judicial. Foi o que aconteceu em Caxias, onde existem quatro pacientes assistidos pela rede municipal de saúde, que mensalmente processa a aquisição do medicamento no comércio local”, esclarece.

A parlamentar informa que a aquisição do Novomix é instruída com a respectiva nota fiscal, contendo a validade do produto e indicando, portanto, a condição de uso. “Além do mais, os medicamentos mostrados nas fotos da notícia do blog não correspondem aos que foram comprados em Caxias”, esclarece.

Cleide Coutinho garante que a aquisição do Novomix foi feita de forma regular, seguindo a praxe usual na administração pública estadual e municipal, na F. F. Borges Araruna, que por sua vez comprou o medicamento da Nazira Distribuidora de Produtos Farmacêuticos Ltda, seguindo os trâmites legais.

NOTAS FISCAIS

De posse de documentos, Cleide esclareceu que as compras do Novomix aconteceram em três oportunidades: na primeira, a aquisição aconteceu por meio da nota fiscal número 000063, de 08 de abril de 2011, conforme Danfe – documento auxiliar de nota fiscal número 000.419.156 de 07/04/2011, lote YS63035/3, mostrando a validade do produto até junho de 2012.

Na segunda oportunidade, a deputada garante que a compra do Novomix foi feita pela nota fiscal número 000067, de 03 de maio de 2011, conforme Danfe número 000.430.500, de 02/05/2011, lote YS64723/4, no qual também está registrada a validade do produto até outubro de 2012.

Na terceira oportunidade, Cleide informa que a aquisição do remédio foi feita pela nota fiscal número 000070, de 1º de julho de 2011, conforme Danfe número 000.445.465, de 31/05/2011, lote YS64723/2, no qual está registrada a validade do Novomix até outubro de 2012.

Cleide Coutinho informou, também, que o prefeito Humberto Coutinho não é mais proprietário de nenhum hospital no município de Caxias. Segundo ela, durante o governo José Reinaldo Tavares (PSB), o hospital da família foi vendido ao governo do Estado, que o transformou em uma faculdade de medicina e enfermagem.


Marcelo Tavares culpa o governo pelo abandono da Baixada Maranhense

Waldemar Têrr
Agência Assembleia


Ao participar na segunda-feira (16) da solenidade de instalação da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada e do Litoral Norte, o deputado Marcelo Tavares (PSB), líder do Bloco Parlamentar de Oposição (BPO), disse que a situação da Baixada Maranhense é dramática e que a região foi abandonada pelo governo, principalmente nos últimos dois anos.

Tavares, que é de Cajari, um dos municípios da Baixada, elogiou a proposta do deputado Jota Pinto (PR), de criação da Frente para atuar no sentido de resolver alguns problemas da região, como a salinização dos rios.

O líder do BPO afirmou que pretendia fazer um discurso mais contundente, aprofundando o debate sobre autoria da responsabilidade pelos problemas da região, mas, por conta da sessão especial de instalação da comissão, resolveu deixar o tema para as sessões ordinárias e para as audiências públicas em quatro municípios da Baixada Maranhense (Viana, São João Batista, Pinheiro e Cururupu).

Marcelo Tavares explicou também que tomou a decisão devido à presença de secretários e técnicos do governo que não teriam direito à palavra para responder aos questionamentos.

Ele assegurou que a falta de ação do governo está levando a Assembleia a buscar uma solução para os problemas da região, através da instalação da Frente em Defesa da Baixada, e que o Poder Legislativo Estadual tem a oportunidade de fazer com essas questões sejam tratadas com responsabilidade. Tavares disse que ouviu decepcionado dos técnicos do governo que ainda é preciso buscar recursos para bancar os projetos.

O líder do BPO afirmou que se o Governo do Estado não tivesse retomado os R$ 47 milhões que o então governador Jackson Lago deixou para o consórcio Conlagos, quando foi cassado, o problema de buscar recursos já estaria resolvido para execução do projeto “Diques da Baixada”. Marcelo Tavares cobrou também que o projeto seja debatido com a população.

“Não se pode fazer diques na Baixada sem discutir com a população”, afirmou. Ele disse, porém, que o projeto não vai resolver todos os problemas da região, uma vez que a região enfrenta problemas graves em vários setores.

Um desses problemas, segundo Marcelo Tavares, é na área das rodovias, a exemplo da MA-014, de Vitória do Mearim a Pinheiro, agora batizada rodovia Deputado João Evangelista, a partir de proposta do próprio líder do BPO. De acordo com o líder do BPO a estrada está em péssima situação, a exemplo de outras rodovias estaduais.

Marcelo Tavares afirmou ainda que os hospitais, as escolas e o terminal de passageiros do Cujupe enfrentam graves problemas que prejudicam a população. Lembrou que se o governo não tivesse retomado R$ 11 milhões deixados pelo Governo Jackson, em convênio com a prefeitura de Pinheiro, o Socorrão regional teria sido feito.


Marcelo faz críticas a declarações de Roseana sobre novos hospitais

Waldemar Têrr
Agência Assembleia


O líder do Bloco Parlamentar de Oposição (BPO), Marcelo Tavares (PSB), criticou, na sessão desta segunda-feira (9) entrevista concedida pela governadora Roseana Sarney (PMDB), no final de semana, ao jornal “O Estado do Maranhão”. Tavares disse que a governadora revelou que são, na verdade, 62 hospitais e não 72 como vinha anunciando, e dez Unidades de Pronto Atendimento (Upa), mas que as cidades de Balsas e Pinheiro não serão contempladas na lista de inauguração anunciada para julho.

Marcelo Tavares afirmou “que parece marcação com Pinheiro”, uma vez que o então governador Jackson Lago (PDT) repassou recursos para construção de um grande hospital na cidade, mas a governadora retomou o dinheiro quando assumiu no lugar do governador. “Eu não sei o que Pinheiro pode ter feito de tão ruim para com a governadora, além de não votar, a maioria da população, nela. Mas o que mais chama a minha atenção, na entrevista da governadora Roseana, é que ela diz que são 62 hospitais; tirou 10 e aí eu não sei se falta com a verdade deliberada para diminuir o passivo eleitoral, porque ela prometeu 72 hospitais, ou, o que é mais grave, ela não sabe o governo que ela administra, ela não sabe o que o governo dela faz”, acusou.

O deputado do PSB garantiu que no Diário Oficial estão registradas as licitações para contratação de 72 hospitais, sendo 64 de 20 leitos e mais oito hospitais de 50 leitos, sendo três em municípios que votaram no secretário de Saúde do Estado, o deputado licenciado Ricardo Murad (Timbiras, Peritoró e Alto Alegre), todos próximos. Marcelo Tavares enumerou uma por uma as construtoras responsáveis pelos hospitais.

“Somando todos chegamos ao mirabolante número de 72 hospitais. É grave: a governadora não sabe o que o governo dela está fazendo. Alguém precisa dizer a ela que são 72 hospitais ou então ela vai deixar 10 esqueletos abandonados pelo interior do Maranhão”, afirmou.


Deputados criticam caos no aeroporto Cunha Machado

Viviane Menezes
Agência Assembleia


O caos que se abateu sobre o Aeroporto Internacional Cunha Machado, desde que foi parcialmente interditado, ganhou repercussão na tarde de segunda-feira, 28, na Assembleia Legislativa. Deputados se revezaram na tribuna para cobrar da Infraero mais compromisso com o Maranhão e para pedir a visita in loco da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Casa.

As críticas ressoaram através dos deputados Afonso Manoel (PMDB), Roberto Costa (PMDB), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Bira do Pindaré (PT), Marcos Caldas (PRB), Carlos Alberto Milhomem (DEM), Zé Carlos (PT) e Neto Evangelista (PSDB).

O deputado Afonso Manoel foi o primeiro a levar o assunto à tribuna e anunciou que apresentará um requerimento pedindo informações detalhadas à Infraero com relação à construtora responsável pelas obras e ao prazo para a conclusão dos serviços.

“A Assembleia não pode, nesse momento, ficar de braços cruzados”, declarou, conclamando os deputados, e especialmente a comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia, a empenharem esforços redobrados para cobrar ações enérgicas da Infraero.

Com relação ao prazo para conclusão das obras, Afonso Manoel disse que duvidou da previsão anunciada pela imprensa, de 150 dias. Para ele, a situação caótica é motivo suficiente para exigir celeridade. “Nós temos que lamentar a falta de planejamento. A Infraero está sendo omissa, está sendo irresponsável. O superintendente não sabe da gravidade e da repercussão desse problema em todo Brasil”.

VISITA IN LOCO

Ao manifestar apoio à iniciativa de Afonso Manoel, o deputado Roberto Costa destacou que o aeroporto Cunha Machado é a porta de entrada para a capital maranhense. “Nós não podemos admitir que esta situação perdure muito tempo”.

Roberto Costa também sugeriu que a Comissão de Obras e Serviços Públicos faça uma visita ao aeroporto para discutir a situação diretamente com a Superintendência da Infraero.

O deputado Rubens Júnior lembrou que o país vive um momento pré-copa do mundo (2014), fato que pode limitar os investimentos para resolver efetivamente todos os problemas do aeroporto do Maranhão, que não é sede da copa. “Infelizmente o Maranhão ficará mais uma vez no rabo da fila”.

Rubens Júnior sugeriu que a Casa também apure a responsabilidade pela deterioração de um patrimônio público. “A informação que nós tivemos é que o que causou o risco de desabamento do telhado do Aeroporto Marechal Cunha foram o mau uso e a má conservação”.

NOTÍCIA NACIONAL

O deputado Bira do Pindaré foi além e afirmou que a imagem atual do aeroporto Cunha Machado comunica-se com a realidade do Estado, que é de abandono e de descaso.

“Ali é uma espécie de simbologia da triste realidade que a gente vive. De repente parece que está tudo desmoronando, não só o aeroporto, mas a educação, a segurança pública, as casas construídas para tentar resolver os problemas dos ribeirinhos atingidos pelas enchentes”, disse, numa referência à matéria veiculada no Jornal Nacional, semana passada, que mostrou a demolição de casas recém-construídas, no município de Trizidela do Vale.

O deputado Neto Evangelista (PSDB) também lamentou o fato do Maranhão ser recorrente em questões lamentáveis, sempre que é notícia nacional. “Olha a imagem que o Brasil afora tem do Maranhão. Quando passa na imprensa nacional é apenas para lamentações, é apenas para mostrar o descaso com o dinheiro público”.

TRANSTORNO

“Cheguei de viagem esta noite, e ali eu pude perceber o ridículo, o desrespeito com a população e com os passageiros”, declarou o deputado Marcos Caldas. Ele narrou que ao descer da aeronave, que trazia para São Luís cerca de 200 passageiros, havia apenas um ônibus, com capacidade para 50 pessoas; os demais passageiros (150) tiveram que fazer o trajeto a pé, debaixo de chuva.

“Isso é ridículo! Nós que queremos atrair turistas. Fiquei sabendo que muitas empresas já estão cancelando os seus voos”, declarou Caldas.

Assim como o deputado Rubens Junior, Marcos Caldas também defendeu que seja apurada a responsabilidade pela deterioração do aeroporto. Ele destacou que, por pouco, o descaso não vitimou milhares de pessoas, visto que o teto não chegou a despencar.

O deputado Carlos Alberto Milhomem elogiou a iniciativa dos deputados em cobrar medidas enérgicas, mas também cobrou uma postura da bancada federal maranhense, alegando que, até o momento, não viu ninguém se pronunciar.

Para o deputado Zé Carlos, o prazo de 150 dias não é suficiente para resolver todos os problemas do aeroporto Cunha Machado, que não se resume a um problema de manutenção. Ele destacou o transtorno por que está passando diversas empresas e trabalhadores. “Como irão ficar aquelas as empresas que alugam boxes para prestar serviços? Como vão ficar seus empregados? Esperando seis, sete meses ou até talvez um ano, para que esse aeroporto tenha condições de receber seus usuários de forma digna?”, questionou.


Luciano estreia com criticas aos indicadores sociais do Maranhão

Por Edmundo Moreira
Com Agência Assembleia


Sem a precipitação dos novatos e com a serenidade que lhe é peculiar, o deputado Luciano leitoa(PSB) marcou sua estreia hoje(16) com um equilibrado discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, onde reiterou os compromissos políticos de campanha com o Maranhão e, sobretudo, com o município de Timon e desfiou uma serie de dados sobre a realidade política, social e econômica do Estado.

Baseado em pesquisa de sua assessoria técnica, Luciano mostrou dados do o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que revelam que cerca de um milhão de famílias ou 3,1 milhões de pessoas vivem com os recursos do Bolsa Família no Estado; cerca de 56% da população local vive em um quadro de pobreza absoluta e nada menos que 94% dos maranhenses dependem do sistema de saúde pública, embora o Maranhão participe de apenas 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O parlamentar entende que o problema dos indicadores sociais do Estado têm origem na péssima proporção de gastos em políticas sociais de educação, saúde, desenvolvimento e segurança sobre o PIB do Estado.

Luciano fez um comparativo entre os gastos sociais sobre o PIB no estado de Pernambuco e no Maranhão. Enquanto a proporção de gastos em políticas públicas aumentou em Pernambuco de 4,87% para 7,89% em relação ao PIB, no Maranhão houve uma queda de 4,83% para 4,64%. Ele refletiu também sobre a segurança pública e o sistema penitenciário mostrando que em cinco anos o efetivo da Polícia Militar em Pernambuco aumentou de 16 mil para 30 mil policiais militares o que representou 79% de variação, enquanto no Maranhão esse número passou de 6 mil para 7 mil policiais, 20% de variação.

Segundo o parlamentar o ideal para o Maranhão seria um efetivo de 26 mil policiais, de acordo com a ONU. Para isso, teriam que ser investidos R$ 642 milhões somente na PM, contratando 3.600 policiais a cada ano.

CRACK

O deputado fez uma revelação que talvez explique as recentes rebeliões acontecidas em carceragens do Estado. Para o parlamentar, em média 30% dos presos do Maranhão têm problemas de saúde relacionados ao crack. “No meio do pouco efetivo da polícia e do colapso do sistema penitenciário estão as drogas”, afirmou.

Para o depuatdo, a atual estrutura do Poder Judiciário não contribui para a solução do problema. Citou o exemplo de sua cidade, Timon, onde foi criada uma vara de execuções penais, mas não há juiz que a ocupe nem funcionários que auxiliem. “No Ministério Público nem existem promotorias criminais e os atuais promotores acumulam serviço sem alcançar a produção desejada”, revelou.

Conforme a avaliação do deputado, sem uma política de execução penal eficiente os detentos não podem ser separados. “No caso de Timon, o presídio tem 158 vagas e está ocupado por 312 detentos. Destes, 116 são provisórios e nem poderiam estar juntos com os condenados. E Timon é apenas um retrato do sistema penitenciário do Estado”, comentou.

Respondendo a aparte do deputado Roberto Costa que disse ter orgulho de pertencer ao grupo da governadora Roseana Sarney e ter também orgulho de ser maranhense, Luciano Leitoa respondeu: “Não tenho vergonha de ser maranhense, tenho vergonha dos indicadores sociais do Maranhão”.


Subsecretário de comunicação divulga críticas à chefe

Ou ele cansou de receber apelos e reclamações de outros colegas servidores ou então entrou também na lista dos degolados da prefeita. O certo é que o subsecretário de comunicação, jornalista José Ribamar Silva, o Ribinha, resolveu publicar em seu blog, no Portalaz, as denúncias que o vereador Doutor Tuá(PMN), também governistas, contra as demissões arbitrárias que a prefeita Socorro Waquim(PMDB) vem promovendo em Timon. A prefeita demite os servidores, não paga os salários atrasados e tampouco os direitos trabalhistas. Veja a matéria do Ribinha:

Vereador critica demissões de servidores

Vereador Tuá ocupando a tribuna para criticar o governo municipal

O vereador Luis Firmino de Sousa Neto (PMN), popularmente conhecido por “Doutor Tuá”, usou a tribuna da Câmara Municipal de Timon, ontem (01), na sessão ordinária, para fazer severas críticas à administração da prefeita Socorro Waquim. Saindo de seu estilo, comedido, Tuá carregou no discurso dizendo que as demissões promovidas pela Prefeitura são todas ilegais e que os servidores demitidos não estão recebendo os salários em atraso.

Segundo ele, a prefeitura não tem nenhum critério ético e legal para promover tais demissões. Ele acrescentou que as demissões poderão prejudicar o município juridicamente, pois deverão gerar ações na justiça. Tuá disse ter informações de que na Secretaria de Saúde as demissões estão ocorrendo sem qualquer critério e dezenas de servidores já foram postos na “rua”.

Tuá também falou da crise que a cidade enfrenta na questão do recolhimento do lixo. Ele disse que a cidade está cheio de buracos. O vereador citou um exemplo de uma obra que ele próprio teve que fazer por conta da falta de providência do poder público municipal.

Em outro ponto do seu discurso, o vereador Tuá atacou seus pares na Câmara, denunciando que existem vereadores naquele Poder que prestam serviços para a prefeitura através de aluguel de veículos e na execução de obras.

Hoje pela manhã, o vereador fez coro ao seu pronunciamento de ontem, falando no programa Ciranda da Cidade, apresentado diariamente de segundas às sextas, de 08 às 10h, na rádio Cidade FM.


Juristas criticam primeiro discurso de Dilma depois de eleita

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Causou polêmica entre juristas e advogados renomados o trecho do pronunciamento da presidente eleita Dilma Rousseff(PT) em que ela promete valorizar a transparência na administração pública e garante que não haverá compromisso com o erro, o desvio e o mal feito.

“Até parece que a oposição foi eleita”, disse o advogado José Carlos Dias, criminalista há mais de 40 anos. Para ele, o discurso da petista, feito logo após ser declarada vencedora pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “soa, ainda que de forma indireta, como uma admissão de irregularidades no governo”.

“Tudo o que ela (Dilma) está propondo fazer é absolutamente contrário ao que o governo fez durante todo esse período, governo do qual ela participou”, avalia José Carlos Dias. “É um reconhecimento de que houve tais erros em sua própria administração porque Erenice (Guerra, sucessora de Dilma na Casa Civil) estava lá na ante sala dela e Dilma a aceitava.”

Dias considera que a eleita apresentou ao País um “discurso padrão”. “Precisa ver se depois ela vai cumprir essas promessas. Quem trabalhou tantos anos no governo Lula precisará fazer uma transformação total para poder realmente atuar do jeito que propõe.”

Para o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), “o entusiasmo (de Dilma) não deve ceder à cultura até aqui enraizada”. “É uma sinalização alvissareira e que, se realmente observada, implicará dias melhores para essa nossa sofrida República”, anota o ministro. “Em sã consciência todos nós temos que admitir que há uma página a ser virada. Somente a hipocrisia é que realmente pode levar-se a pensar que tudo está bem.”

“Vamos apostar, nós cidadãos brasileiros preocupados com a coisa pública, vamos apostar nossas fichas no que ela realmente veiculou”, diz o ministro. “Ela disse, inclusive, que realmente lutará pela liberdade de opinião e de expressão. Assim é que se quer em uma República verdadeiramente democrática.

Luiz Fernando Vidal, presidente da Associação Juízes para a Democracia, considera que o discurso de Dilma não fugiu do esperado. “Nesse sentido é obvio que todo administrador público tem o dever de se pautar por esse dever de transparência. Acho que, de certa forma, expressa algum compromisso de se colocar esse dever de transparência acima de interesses de momento, partidários e políticos circunstanciais.”

Para o magistrado, “só o tempo é que vai dar elementos para saber se esse compromisso é efetivo ou não”.

Sobre o fato de Dilma dizer que não haverá compromisso com o erro, o presidente da Associação dos Juízes para a Democracia faz uma observação. “Acho que o erro é um acontecimento previsível, esperado, em qualquer administração pública, muito embora seja sempre indesejado. Nesse sentido eu creio que ela expressa essa ideia de que não deseja o erro e que o erro será reparado.”

Para Vidal, “é uma obrigação” dar respaldo aos órgãos de controle e de fiscalização, conforme anunciado por Dilma. “É uma obrigação. Acho que também podemos fazer uma leitura aí de um compromisso dela no sentido de que a máquina do governo vai ser usada para garantir a independência desses meios institucionais. A leitura é essa: o compromisso com a independência.”

O jurista Miguel Reale Júnior, também ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, disse. “Uma coisa é a declaração, outra coisa é a realidade. Tivemos o exemplo do caso Erenice durante a campanha, em que a candidata resumiu o episódio à responsabilidade de um filho de um assessor.”

Para Reale Júnior, “ela (Dilma)minimizou ao máximo fatos gravíssimos ocorridos na sua gestão, entre 2007 e 2009, e depois na gestão de sua sucessora (Erenice Guerra), promoveu a minimização dos graves acontecimentos”.

“Importante não é saber quem é que fez o lobby, mas quem tomou a decisão que atendeu o lobby”, argumenta o advogado.

Reale Júnior também considera obrigação dar respaldo à atuação dos órgãos de fiscalização. “A expectativa é que ela se lembre do que diz no discurso. Fica como uma marca, um ponto a ser intensamente cobrado da futura presidente. Respaldar a autonomia e a independência desses órgãos de controle e de fiscalização, é isso que tem que ser respaldado. E não é bem o que aconteceu, seja com a Polícia Federal ou dentro da Receita, onde houve efetivamente escamoteamento, ocultação das responsabilidades por tanto tempo. Uma coisa é discurso, outra é realidade.”

(Estadão)


Rubens Pereira Jr. critica Curso de Formação da Seduc

Da Assecom / Gabinete do dep. Rubens Pereira Júnior

O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) criticou hoje na Assembleia Legislativa a forma e o período do Curso de Formação Continuada realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

“A ideia do curso de formação é muito boa, o problema é como foi feito, o período e a forma. Assistimos a uma demonstração de inoperância. O curso de Formação Continuada foi um fiasco governamental”, afirmou o parlamentar.

Segundo o parlamentar o conteúdo do curso foi inconsistente e a metodologia falhou em todas as etapas. “O curso foi pensado em gabinete sem a participação dos professores e do Sindicato. Houve várias denúncias, entre as quais, a de que faltou alimentação, e que não havia hospedagem pra todos os participantes”, declarou Rubens Junior.

Para Rubens Pereira Junior a paralisação das aulas na rede estadual de ensino trouxe prejuízos para os alunos que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no início de novembro.

“A Seduc decide suspender por uma semana as aulas, os alunos não foram às escolas, para capacitar os professores e o resultado foi essa coisa desastrosa. A secretaria paralisou as aulas, que já começaram atrasadas”, destacou o parlamentar do PCdoB.

O deputado destacou que com o ano letivo iniciado atrasado, os 200 dias letivos serão completados após a realização do Enem. Rubens Junior lembrou que o Exame serve para ingresso em dezenas de universidades brasileiras.

“Os 200 dias letivos vão dar após o Enem, então é impossível o jovem maranhense estar com o conteúdo concluído para a realização do exame e aí quem vai ocupar a vaga na UFMA, na Uema?”, questionou o deputado.


Deputado rebate críticas sobre movimentação do PSDB pelo interior do Piauí

“O governistas andam muito incomodados com o pré-candidato ao governo do Estado pelo PSDB, Sílvio Mendes, e acabam dando mais visibilidade ainda ao tucano”, disse o parlamentar.

“O governistas andam muito incomodados com o pré-candidato ao governo do Estado pelo PSDB, Sílvio Mendes, e acabam dando mais visibilidade ainda ao tucano”. Essa é a opinião do deputado estadual Luciano Nunes (PSDB), em relação às críticas feitas em pronunciamentos na Assembleia pelos deputados da ala governista.

Segundo o deputado, está claro para opinião pública duas formas de governar e fazer política, e o pré-candidato Sílvio Mendes tem levado vantagem por ter feito uma administração clara, honesta e sem barganhas políticas. “A boa aceitação do Sílvio Mendes em Teresina e as manifestações de apoio à sua candidatura no interior do Estado tem incomodado bastante o povo do governo. A prática decente de uma política aberta, conversas com o povo e o fato do Sílvio ter entregue seu cargo para um adversário político tem fortalecido a sua candidatura e causado muito burburinho entre os governistas”, disse.

Sobre a movimentação partidária do PSDB pelo interior do Estado, fato que também tem sido alvo de críticas, Luciano Nunes esclarece que as reuniões se dão em virtude de eventos partidários, convenção, instalações de diretórios, ou em propriedades privadas, sem utilização de nenhuma estrutura do poder público. “Compartilhamos o sentimento de que o rigor da legislação eleitoral deve ser aplicado de forma igual a todos os partidos. O PSDB tem todo o cuidado de não burlar a lei, não faz nada escondido e muito menos pede voto. Estamos sim viajando pelo interior do Estado, fortalecendo nossas bases, instalando diretórios, o que é permitido pela legislação”, comentou.
fonte:gp1


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