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Governo do Maranhão Gasta 43 Milhões Com Propaganda e Mirante Fatura Alto

Ao assumir o governo em abril de 2009, a governadora Roseana Sarney previu gastar R$ 24.971.294,00 com publicidade.

Logo depois, concluiu que esses quase 25 milhões seriam muito pouco e nem pensou duas vezes, mandou empenhar (e pagou) r$ 43.072.324,00.

25 Milhões Para Mirante

Esse interesse todo em gastar com propaganda, é perfeitamente justificável: é que só o Sistema Mirante de Comunicação, da qual a governadora é uma das donas, ficou com uma bolada de mais de 25 milhões. Pois é, mais da metade ficou com ‘em casa’.

São mais de 2 milhões todo mês , só para as empresas ligadas à governadora Roseana, em um ano de governo.

Eanquanto isso as outras inúmeras empresas que prestam serviço ao Governo do Estado têm contratos de valores irrisórios e ainda estão todas com pagamento atrasados.

CÂMARA APROVA PROJETO DEPOIS DE MUITA PRESSÃO

( na foto acima o vice-líder da prefeita Vereador Kennedy Gedeon (PRP) sendo pressionado por Agentes de Saúde, antes da sessão que votaria o projeto da sua efetivação).

Um dos tormentos dos agentes comunitários de saúde de Timon chegou ao fim. É que depois de muuuuita pressão que eles deram na prefeita SoCôrro Uaquim e nos próprios vereadores da base aliada do Governo, estes resolveram aprovar, na sessão de ontem, o projeto que torna efetivos os agentes em Timon.

(Agentes de Saúde compareceram e lotaram todas as sessões da Câmara de Vereadores para pressionar os vereadores).

O resultado da aprovação do projeto não teve nem clima para comemoração porque a maioria dos agentes forma prestar solidariedade ao jornalista Edmundo Moreira, do Portal Hoje.

Um membro do sindicato disse que não há mérito da prefeita SoCôrro Uaquim nessa conquista, pois o projeto foi aprovado com alterações essenciais que a prefeita SoCôrro insistia em não aceitar, tais como:

1 – A redução da carga horária, de 8 para 6 horas;

2 – Foi extinta a proposta de eles terem que passar o estágio probatório;

3 – A lei entrará em vigor na data de sua publicação, como queriam os agentes e não em 120 dias depois de sancionada a Lei, como queria a prefeita.

Timon é um dos únicos municípios dessa Região, que ainda não tinha efetivado os agentes.

GOVERNO SÓ RESOLVE NA PRESSÃO !!

Caso semelhante ao dos agentes de saúde foi o resultado de uma pressão braba que os alunos da escola do estado Aluízio de Azevedo. Semana passada eles se juntaram e fizeram uma manifestação em frente à Gerência Regional de Educação para cobrar do Gestor Maurício Ângelo a compra de ventiladores para as salas daquela escola.

O Gestor Maurício Ângelo, não recebeu os alunos para conversar e ainda chamou a Força Tática da PM para intimidar os alunos (veja a foto).

O resultado foi o esperado. Na semana seguinte o diretor comprou os ventiladores.

… Só vai na pressão, môço !!


Unidade desde já – Por Jackson Lago

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As eleições de 2010 serão um embate entre o Maranhão real e o Maranhão virtual. O Maranhão real é o Estado em que todos nós vivemos. O Maranhão virtual é aquele que povoa a cabeça da governadora ilegítima e é estampado na tela da TV Mirante em doses cavalares. O Maranhão real é o Maranhão do povo; o virtual é aquele da oligarquia.

Nesta fase pré-eleitoral, o governo da oligarquia tenta convencer a população da existência desse Maranhão virtual. Repete sem cessar publicidade em cima de publicidade, para esconder o vazio de obras que é o governo da senhora Roseana Sarney Murad. Programas e mais programas são anunciados como se estivessem em execução ou concluídos. Mas, na verdade, são meras peças de propaganda, sem nenhum compromisso com a realidade.

Nesse escandaloso jorrar de recursos públicos para os meios de comunicação de propriedade da senhora governadora, verifica-se o desespero da oligarquia que não consegue repetir agora os índices que, em períodos pré-eleitorais anteriores, ostentava nas pesquisas de opinião pública. A conclusão é só uma: a oligarquia murchou e o povo cresceu, em consciência e força.

No entanto, engana-se quem pensa que a oligarquia está morta. Mesmo ferida e enfraquecida, ela sabe mobilizar recursos financeiros, que usa escandalosamente na compra de consciências e na intimidação de adversários. Mesmo ferida e enfraquecida, ela usa a máquina pública para coagir e, quando isso não resolve, para oferecer benesses.

Mesmo assim, já vão longe os tempos em que o chefe da oligarquia garantia, com a junção das máquinas federal e estadual, a vontade da filha de se fazer governadora. Os tempos são outros.

As oposições reunidas já demonstraram que é possível derrotar o poder oligárquico. E o caminho para isso é o caminho da unidade, da conjugação de esforços, da união de forças. Nenhum de nós é maior que todos nós juntos. O povo sabe disso e exige que nós da oposição estejamos unidos e solidários entre nós.

Desde o ano passado, quando começaram as discussões sobre os caminhos de 2010, venho defendendo a unidade oposicionista. O nome que nos representará é conseqüência. Será o nome indicado pela própria população, através de consultas a ela por meio de pesquisas de opinião pública. O importante é forjar a unidade e quanto antes, melhor.

Se estivermos todos juntos desde o primeiro turno, conheceremos mais de perto, durante uma campanha de três meses, as diversas correntes oposicionistas e a contribuição que cada uma dará para a luta comum.

Neste ano, apenas 28 dias separarão o segundo do primeiro turno. É tempo insuficiente para se conhecer aqueles que estiveram no primeiro turno em outros palanques. É tempo insuficiente para desenvolvermos uma linguagem comum e convencermos a população de que nossa unidade é firme e verdadeira.

A unidade precisa ser construída agora e já. É isso que a população exige. É isso que nossa luta exige. É isso que a oligarquia teme.

As convergências entre as diversas correntes oposicionistas são maiores que as nossas diferenças. Unidade desde já, portanto.

Do JP online


‘Pregoeiro da moralidade’, José Sarney protagonizou 25 escândalos em 2009

PANDEMIA DA CORRUPÇÃO – Por Oswaldo Viviani

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Acreditando ser uma espécie de “paladino da moralidade”, o senador José Sarney (PMDB-AP) publicou na Folha de S. Paulo de sexta-feira (4) um artigo intitulado “A pandemia da corrupção”. Numa das passagens do texto, o presidente do Senado escreve: “Ultimamente, os escândalos de corrupção têm marcado a vida pública brasileira. São episódios vergonhosos, que denigrem cada vez mais os políticos. Se a corrupção é um câncer para a sociedade, muito mais quando se trata da corrupção política”. Noutra, mostra-se ainda mais indignado: “O que ocorre no país neste instante é inclassificável. É trágico, deprimente, inconcebível, sob todos os ângulos”. Palavras certas na boca errada. José Sarney, desde que assumiu a presidência do Senado, em fevereiro deste ano, tornou-se “símbolo inconteste da indecência e da improbidade”, segundo as palavras do reputado jornalista Alberto Dines. Só não foi defenestrado do cargo – como clamava a opinião pública – porque o presidente Lula o protegeu. O oligarca também teve a seu favor um Conselho de Ética controlado pelo PMDB, que arquivou as onze denúncias contra ele. O Jornal Pequeno selecionou nesta edição 25 escândalos protagonizados por Sarney neste ano – considerando-se apenas os que o atingiram diretamente, sem contar os que envolveram familiares e agregados do clã. Veja a relação.

1. ‘De pai para filho’ – Logo em fevereiro, os jornais “O Estado de São Paulo” e “Folha de S. Paulo” divulgaram um diálogo entre José Sarney e seu filho Fernando Sarney – superintendente do Sistema Mirante. Na conversa, de 3 minutos e 32 segundos, ocorrida no dia 17 de abril do ano passado, o presidente do Senado pergunta ao filho se ele havia recebido informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre um processo judicial envolvendo Fernando que corre em sigilo. Em julho, Fernando Sarney foi indiciado pela Polícia Federal (Operação Boi Barrica) pelos crimes de formação de quadrilha, instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O “grampo” da PF também flagrou José Sarney e Fernando usando a TV Mirante para atacar um adversário político – o que é crime, pois as TVs brasileiras são concessões públicas e a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Sarney manda Fernando “botar na TV [Mirante]” uma matéria para atingir Aderson Lago, então chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago, e seu filho, Aderson Neto.

2. A queda do ‘homem do cofre’ – Em março, os escândalos envolvendo o Senado se multiplicaram. O primeiro deles foi a revelação, no 1º dia do mês, pela Folha de S. Paulo, de que Agaciel Maia, diretor geral do Senado desde 1995 (nomeado por José Sarney), usou o irmão e deputado João Maia (PR-RN) para esconder da Justiça, desde 1996, a propriedade de uma casa avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Pressionado, Agaciel, que durante os últimos 14 anos foi o “homem do cofre” do Senado, se demitiu, em 4 de março.

. Horas extras no recesso – Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 10 de março, informou que o Senado pagou ao menos R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários durante o recesso de janeiro, período em que não houve sessões, reuniões e nenhuma atividade parlamentar. Apenas 11 senadores – de um total de 81 – determinaram aos funcionários a devolução do benefício pago indevidamente.

4. Policiais do Senado na mansão de Sarney – Nas edições de 12 e 18 de março, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou que José Sarney usou pelo menos sete policiais do Senado para vigiar sua mansão, na Praia do Calhau, em São Luís. Sarney estaria temeroso de uma eventual reação popular pela cassação do governador Jackson Lago (PDT). Sarney tentou ludibriar a imprensa, admitindo apenas uma viagem de quatro agentes. Descobriu-se, depois, que na verdade foram três viagens, de sete policiais. O expediente fora do Senado somou 10 dias e custou cerca de R$ 30 mil em diárias e passagens.

5. Cai outro diretor de Sarney – Em 13 de março, outro diretor do Senado ligado a José Sarney, João Carlos Zoghbi, caiu, após denúncia do jornal Correio Braziliense de que cedeu seu apartamento funcional para familiares que não trabalhavam no Congresso. Responsável pela diretoria de Recursos Humanos da Casa, Zoghbi, que mora numa casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, estava no cargo há 15 anos. Ele devolveu o apartamento, mas em maio, juntamente com sua mulher, Denise, e seu filho Marcelo, se viu envolvido num crime muito mais sério: suspeita de usar sua ex-babá, Maria Izabel Gomes, 83 anos, como “laranja” para abrir empresas que atuavam na intermediação dos empréstimos consignados no Senado e recebiam pelo serviço comissões milionárias de bancos. Zoghbi foi indiciado pela Polícia do Senado por formação de quadrilha e corrupção. Denise não foi indiciada.

6. O ‘escândalo das diretorias’ – Matéria da Folha de S. Paulo, publicada em 19 de março, revelou o chamado “escândalo das diretorias” do Senado. De acordo com a reportagem, nos últimos oito anos, o número de cargos de direção na Casa saltou de 32 para 181, o que significa mais de dois diretores para cada senador. O presidente do Senado, José Sarney, encabeça os atos que criaram pelo menos 70% dos 181 cargos de direção da Casa.

7. O ‘jeitinho’ da ‘diretora’ – No auge do escândalo das diretorias, o jornal “O Globo” descobriu, em 23 de março, que José Sarney presenteou, em 2003, uma jornalista “prestadora de serviços” ao clã com uma das diretorias esdrúxulas “descobertas” pelo Senado. Elga Maria Teixeira Lopes, que participara da campanha da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) para o governo do Maranhão em 2002, foi indicada por Sarney para chefiar a diretoria de Modernização Administrativa e Planejamento do Senado. Já na atual gestão de José Sarney, Elga foi nomeada por ele para dirigir a enorme máquina de comunicação do Senado, com 20 secretarias. Foi exonerada em 23 de abril.

8. ‘Assessores virtuais’ – Em meados de março, o Jornal Nacional, da Rede Globo, denunciou a existência de “assessores virtuais” no Senado, nomeados por integrantes da Mesa Diretora. O JN mostrou que além do presidente do Senado, existem vice-presidentes e quatro secretários que integram a Mesa com direito a gabinete especial e 12 cargos comissionados – nomeações feitas sem concurso. Segundo a reportagem, o gasto com esses comissionados, nas quatro secretarias, é de R$ 360.650,96 por mês.

9. O castelo português de Sarney – Em sua edição de 24 de maio, o Jornal Pequeno revelou, em primeira mão, que José Sarney possuiu, por pelo menos 4 anos, um castelo na cidade portuguesa de Sintra (a 20 km de Lisboa). A Quinta dos Lagos – imóvel de 23.400 metros quadrados de área total, em estilo que lembra o período medieval, avaliado atualmente em R$ 30 milhões (10 milhões de euros) – foi adquirida por Sarney quando ele ainda era presidente da República (início de 1990) e jamais foi declarada à Justiça Eleitoral nem à Receita brasileira.

10. Auxílio-moradia ilegal – O escândalo do auxílio-moradia, pago a José Sarney e outros parlamentares ilegalmente, foi para as páginas da Folha de S. Paulo em 28 de maio e indignou o país. De acordo com o jornal, Sarney recebeu o benefício de R$ 3.800 mensais por dois anos, mesmo sendo dono de uma mansão em Brasília e tendo à sua disposição a residência oficial. Sarney primeiramente negou que recebia o auxílio. Depois admitiu e pediu desculpas por ter passado aos jornalistas uma “informação errada”. “Por um equívoco, estavam depositando o auxílio na minha conta. Eu tinha a impressão de que não estava recebendo”. A justificativa de Sarney virou piada nacional.

11. Atos secretos – Esse escândalo começou com a descoberta, no dia 10 de junho, pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, de que um neto de José Sarney – João Fernando Michels Gonçalves Sarney, 22 anos, filho de Fernando Sarney – foi nomeado e, tempos depois, exonerado de um cargo no Senado por meio de atos sigilosos. No dia seguinte, descobriu-se que, com a exoneração de João Fernando, sua mãe – a ex-miss Rosângela Terezinha Michels Gonçalves, com quem Fernando Sarney teve um relacionamento extraconjugal – herdou seu cargo (secretário parlamentar no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB) e seu salário (R$ 7.600). Depois, surgiu uma enxurrada de parentes e aliados do clã beneficiados por atos secretos. Alguns foram exonerados, mas muitos seguem empregados.

12. Verba indenizatória – Em 23 de junho, a Folha de S. Paulo divulgou que Sarney estava gastando sua verba indenizatória (dinheiro público) para uma finalidade pessoal: organizar seu acervo de livros em Brasília. Ele contratou a empresa Memória Viva Pesquisa e Manutenção de Acervos Históricos. O contrato perdura até hoje. Sarney usou, de janeiro a outubro de 2009, R$ 44.400 da verba indenizatória para manter seu acervo.

13. Funcionários da Fundação Sarney no Senado – No mesmo dia 23 de junho, a imprensa revelou que o Senado empregou dois funcionários ligados à Fundação José Sarney, sediada em São Luís, no Convento das Mercês (Desterro). Nonato Quintiliano Pereira Filho foi nomeado para secretário parlamentar, cujo salário é cerca de R$ 7.600, em 1995, trabalhano no gabinete do senador Lobão Filho (PMDB-MA), aliado de Sarney. Fernando Nelmásio Silva Belfort teve sua nomeação para o gabinete da Liderança do Governo no Congresso em 24 de agosto de 2007. Foi exonerado em 3 de abril passado. Ele ocupava cargo de assistente parlamentar, com salário de cerca de R$ 2.500.

14. Uso indevido de imóvel público – Deu na Folha em 25 de junho: “Nomeada por ato secreto, uma funcionária do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mora há quatro anos num imóvel localizado no térreo de um dos prédios exclusivos para senadores. Valéria Freire dos Santos é viúva de um ex-motorista de Sarney – Antoniel dos Santos – e desde que mudou para o local ganhou um emprego no Senado, no gabinete pessoal de Sarney. Para servir café em expediente de meio período, recebe salário de R$ 2.313,30 por mês”.

15. Neto de Sarney ‘operava’ no Senado – Um neto do presidente do Senado, José Sarney, sócio de uma corretora, operava crédito consignado no Senado, descobriu o Estadão em 26 de junho. A empresa de José Adriano Cordeiro Sarney – filho do deputado federal Sarney Filho, o “Zequinha” (PV-MA) – atuava na Casa desde que foi criada, em 2007, na intermediação de empréstimos com desconto em folha para servidores – negócio milionário sob investigação. Ao Estadão, José Adriano disse que o faturamento anual da Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda. é de “menos de R$ 5 milhões”. Depois da revelação do caso, o filho de “Zequinha” parou com os negócios na Casa.

16. Casa de R$ 4 milhões não declarada – O Estadão e a Folha publicaram em 26 e 27 de junho: o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), omitiu em sua declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, em 2006, a casa onde ele mora, avaliada em R$ 4 milhões, localizada na Península dos Ministros, área nobre de Brasília. Sarney, que declarou à Receita Federal a casa, comprada em 1997 do banqueiro Joseph Yacoub Safra, diz que omissão ao TRE ocorreu por mero ‘esquecimento’.

17. Segurança de Sarney no governo Roseana – A Folha contou: “Acusado em inquérito da Polícia Federal de vazar informações sigilosas à família Sarney, Aluísio Guimarães Mendes Filho, agente da PF e segurança do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), passou a chefiar a área responsável pelo sistema de ‘grampos’ da Secretaria da Segurança Pública do Maranhão. Aluísio foi alçado ao posto de secretário-adjunto de Inteligência pela governadora Roseana Sarney (PMDB). Ele continua na função de segurança de Sarney”.

18. O escândalo da Fundação José Sarney – Em 9 de julho, o Estadão publicou que a Fundação José Sarney desviou para firmas fantasmas, e empresas da família do próprio senador (Sistema Mirante), dinheiro da Petrobras repassado em forma de patrocínio pela Lei Rouanet à Fundação no ano de 2005. Do total de R$ 1,34 milhão repassado para estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís. A fundação não participou de concorrência pública para receber a verba por ser convidada para participar do programa de patrocínio. O objetivo do patrocínio era digitalizar os documentos do museu, mas isso não foi feito.

19. JP desmonta farsa – Em sua edição de 15 de julho, o Jornal Pequeno desmontou a farsa da doação que Sarney teria feito da mansão do Calhau a sua filha Roseana. “A mansão que a família Sarney possui na praia do Calhau há mais de 30 anos ‘não existe’, de acordo com o que constam nas declarações de bens do presidente do Senado, José Sarney, e da ocupante do governo maranhense, Roseana Sarney, à Justiça Eleitoral em 2006. Ambos esconderam o imóvel da Justiça Eleitoral. Sarney disse à Folha de S. Paulo que não mencionou a mansão porque já havia assinado, antes das eleições, uma ‘procuração’, pela qual doava a casa a Roseana. Ele não apresentou à Folha nenhuma prova de que essa procuração existe. De qualquer forma, Roseana, candidata derrotada ao governo do Maranhão em 2006, deveria ter revelado a ‘doação’ ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que não fez. O JP teve acesso a certidões do 1º Cartório de Registro de Imóveis e do Cartório do 3º Ofício de Notas que desmontam a farsa da tal ‘doação por procuração’. As certidões comprovam que a doação só foi realizada, efetivamente, em 22 de julho de 2008, por meio de escritura pública formalizada no cartório do 3º Ofício Dr. José Maria Pinheiro Meireles. No dia 20 de agosto do mesmo ano, a doação foi registrada no 1º Cartório de Registro de Imóveis”.

20. Conta de Sarney fora do país – Reportagem publicada na revista Veja em julho revelou que José Sarney teve uma conta no exterior não declarada à Receita Federal. A Veja teve acesso a informações que fazem parte de um processo sigiloso de liquidação do Banco Santos. Segundo a reportagem, um documento com o título “JS-2″, com sete linhas, que integra o processo, mostra que este era o nome-código de uma conta de dólares de Sarney. As anotações foram feitas em junho de 2001. O banqueiro Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, é amigo de Sarney. Segundo a revista, eles estiveram em Veneza, em junho de 2001, visitando a Bienal de Artes da cidade. Na volta, o banqueiro fez em seu computador registros financeiros da viagem. Nas anotações está a entrega de US$ 10 mil em Veneza a “JS”.

21. PF investiga obra em Macapá – Também deu na Folha em julho: “A Polícia Federal abriu inquérito no dia 17 de junho para investigar a ampliação do aeroporto internacional de Macapá (AP). Essa é a principal obra pela qual o presidente do Senado, José Sarney, trabalhou para viabilizar na capital do Estado que o elegeu. A PF quer averiguar irregularidades detectadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). A ampliação parou após o tribunal descobrir problemas no contrato e na execução, entre eles, um sobrepreço de pelo menos R$ 17 milhões”.

22. ‘Grampos’ ligam Sarney a Agaciel e atos secretos – Em 22 de julho, o Estadão divulgou os conteúdos dos “grampos” da PF que motivariam a censura ao jornal pela Justiça, a pedido de Fernando Sarney. A seqüência de diálogos revelou a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarrou o presidente da Casa, José Sarney, ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Brandão Cavalcanti Sarney, a “Bia”, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes. Em conversa com Fernando, o senador pergunta, sobre o assunto: “Já falou com Agaciel?” Recebe uma resposta afirmativa e promete interceder. “Tá bom. Eu vou falar com ele.”

23. ‘Grampo’ liga Sarney a Zuleido Veras – A Folha e o Estadão também deram, em julho: “Em diálogos, captados pela Polícia Federal com autorização judicial, o empreiteiro Zuleido Veras diz que não faltaria dinheiro para um empreendimento em Macapá porque ‘é obra de Sarney’. Numa outra conversa, em Brasília, Zuleido diz que já estava chegando à casa do senador. Dono da construtora Gautama, Zuleido foi o principal alvo da Operação Navalha, deflagrada em abril de 2007 para investigar fraudes em licitações de obras públicas. Ele foi preso ao lado de executivos e lobistas da empreiteira, indiciado por formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência e denunciado pelo Ministério Público”.

24. Família Sarney interfere na agenda de Lobão – A Folha mostrou ao país em 11 de outubro: conversas interceptadas pela Polícia Federal mostram que o filho mais velho de Sarney, Fernando, e um apadrinhado antigo de José Sarney, Silas Rondeau, têm livre acesso ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e a seu gabinete. Nesses diálogos, eles ditam compromissos para Lobão ou para seus assessores e secretárias, marcam e cancelam reuniões do ministro sem avisá-lo previamente, orientam Lobão sobre o que dizer a empresários que irá receber, falam de nomeações no governo e discutem contratos que acabariam assinados pelo ministério. Nas conversas, Lobão, Rondeau e Fernando se tratam quase sempre por apelidos. O ministro é chamado de “Magro Velho”. Rondeau é o “Baixinho”. Fernando é chamado de “Bomba”, “Bombinha” ou “Madre”, e José Sarney é chamado de “Madre Superiora”.

25. ‘Ataque’ ao setor elétrico – Gravações da Polícia Federal, no bojo da Operação Boi Barrica, mostram que o presidente do Senado, José Sarney, não estava alheio às investidas do filho mais velho, Fernando, sobre órgãos públicos do setor elétrico – ações que, para os policiais, configuram crime de tráfico de influência. Numa conversa, o senador orientou Fernando a arrumar emprego para aliados no comando da Eletrobrás, estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia. Noutro diálogo, o filho do senador avisou que, feitas essas nomeações indicadas pelo pai, ele iria “atacar” os apadrinhados, com o objetivo de liberar verbas de patrocínio a entidades privadas ligadas à família – o que de fato aconteceu.

Fonte: JP Online


Flávio Dino Confirma Candidatura Em São Paulo

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Errou quem estava apostando num desestímulo da direção nacional do PCdoB à já anunciada pré-candidatura do deputado federal Flávio Dino ao Governo do Maranhão. A observação é da assessoria do deputado, ao informar que no 12º Congresso do partido, que será encerrado hoje à tarde em São Paulo, foi aprovada por unanimidade uma resolução política que antecipa a orientação do PCdoB a “pela primeira vez disputar uma eleição para o governo do estado”.

Ao falar da tribuna do Congresso, Dino anunciou que não disputará a reeleição à Câmara dos Deputados. “Irei cumprir uma outra tarefa do nosso partido, que é disputar e ganhar o governo do Maranhão”, discursou o parlamentar, para mais de mil dirigentes partidários de todo o Brasil.

Flávio Dino defendeu uma profunda mudança na política maranhense. Lembrou que o estado continua ostentando índices vergonhosos em todos os indicadores sociais. E defendeu o fim das disparidades regionais. “O PCdoB, junto com o PT, o PSB e os movimentos sociais podem transformar a realidade maranhense e mostrar ao Brasil que é possível superar o atraso que castiga o nosso povo”.

Em seguida, antes de um ato político com a presença do presidente Lula, Dino e outros parlamentares do PCdoB conversaram com a ministra Dilma Roussef, que lembrou com entusiasmo de sua participação na campanha da Unidade Popular (PCdoB/PT) pela prefeitura de São Luís ano passado.(do Jornal Pequeno)

TALIS UAQUIM É CANDIDATO A PRESIDENTE DA CÂMARA

thales-uaquim-tribuna-ma1(foto Tribuna do Maranhão)

Mesmo estando a mais de um ano da eleição, o vereador Talis Uaquim (PMDB) tem dito aos mais próximos que é candidato à presidente da Câmara de Vereadores.

Numa conversa em um movimentado bar/restaurante da cidade, dois amigos governistas conversavam quando o assunto veio à tona.

Um deles, comentou:

- Será que ele (Talis) não abre mão da candidatura, para uma negociação mais ‘alta’??

E o outro amigo, sem titubear respondeu:

- Abre nada, há tempos que ele ‘tá’ se articulando pra isso ??

Mesmo considerando convincente, a resposta ele não se deu por entendido da intrigante pergunta do colega e indagou com incontrolável curiosidade, sobre qual poderia ser essa possível ‘negociação mais alta’, recebendo a seguinte resposta:

-E se o Jaconias for o candidato do Governo??”.

O rapaz defensor da candidatura de Talis, retrucou:

-Ah, se for o Jaconias, aí sim !!!


(des)Governo Roseana Sarney – Portal da Transparência mente sobre repasses às Prefeituras

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A transparência do governo Roseana Sarney não poderia ser diferente e servir apenas de objeto de propaganda, quando se descobre que muitas das informações contidas no festejado Portal da Transparência não são verdadeiras.

A mais escandalosa acontece no item “Transferência a Municípios”, onde quem acessa é exposto aos números que foram repassados aos 217 municípios maranhenses, e encontra como forma de repasse os convênios assinados pelo governo Jackson Lago, que foram seqüestrados logo após a posse de Roseana Sarney.

São Luís, por exemplo, segundo o portal, recebeu RS 73,5 milhões. O leitor encontra até as notas de empenho, com a 2009NE00432, referente a R$ 44,1 milhões para a construção de dois viadutos e dois túneis na cidade de São Luís.O prefeito João Castelo ainda conseguiu manter esses recursos sub judice diante da fúria de Roseana em seqüestrar os recursos das prefeituras conveniadas.

Todas as prefeituras que tiveram recursos seqüestrados estão no portal como se estivessem com esse dinheiro em caixa, já que o portal não esclarece a situação e complica a situação do gestor público, pois a população enganada pelo portal pode começar a cobrar a efetivação das obras objetos dos convênios.

Equívocos como esses colocam em xeque toda a possível credibilidade do portal, e revela um governo de aparências.

Fonte: JP Online – Blog do Garrone


Governo pode vetar reajuste aos policiais civis

policia_civil_ma3Caso o Governo do Estado vete emenda à Medida Provisória que estabeleceu reajuste de 12% para os policiais civis e 14% aos agentes penitenciários, aprovada pela Assembléia Legislativa, as duas categorias voltarão a paralisar as atividades. Essa é a posição do presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Simpol), Amon Jessen.

A hipótese do veto foi cogitada hoje pela manhã, na sessão ordinária da Assembléia. Alguns interlocutores do governo admitiam a ação, justificando que a Secretaria de Planejamento estaria fazendo uma nova proposta às categorias, com índices de reajuste menores que os aprovados.

Em suas declarações, o presidente do Sinpol deixou claro que a categoria não foi autora do texto aprovado. “Nós queríamos um reajuste de 20%. A emenda aprovada por unanimidade foi feita pela base governista”, disse

Indagado sobre a possibilidade de uma vez mais negociar o reajuste para a categoria, Jessen foi enfático. “Se isso acontecer, vamos fazer o que decidimos ontem [quarta-feira], em assembléia e voltar a paralisar as atividades”, ameaçou. (O Imparcial Online)


Jackson e Miranda tentam novo recurso no STF

A novela “Governo do Maranhão” terá mais um capítulo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o andamento de processos de cassação propostos diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que seja averiguada a competência do órgão para este tipo de procedimento. Com base nesta prerrogativa, o ex-governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) irá entrar com novo recurso no STF para tentar reaver o cargo. O mesmo fará o ex-governador de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB).

Para Jackson Lago, a liminar dada pelo ministro do TSE Eros Grau neste momento é “curiosa”. Para o ex-governador, a arguição do ministro desde março, antes do julgamento que me cassou o seu mandato foi muito benéfica para beneficiar a hoje governadora Roseana Sarney.

Os recursos contra a expedição de diploma tanto de Jackson quanto de Miranda tramitaram no TSE sem passar pela Justiça Eleitoral dos Estados. O advogado do PDT no Maranhão, Daniel Leite, vai apresentar um agravo regimental no STF para que o efeito da liminar seja estendido ao processo de cassação já que havia questionado a competência do TSE em julgar recursos contra a expedição de diploma dado pelo TRE.

Roseana Sarney foi derrotada por Jackson lago nas eleições de 2006 e foi empossada em maio deste ano após a cassação do pedetista por abuso de poder político e compra de voto.

Se a emenda da reforma Eleitoral de nova eleição em caso de cassação do mandato de governador estivesse em vigor a senadora Roseana Sarney não poderia ter tomado posse no Maranhão com a cassação de Lago e novas eleições seriam convocadas.

Fonte: O Imparcial Online


Corrupção no governo Roseana: comprovado desvio de mais de R$ 150 milhões na Sema

doc-semaUm documento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), publicado hoje na edição do Jornal O Imparcial, na capital maranhense, comprova fraude nos lançamentos de créditos florestais, praticada pela atual gestão do governo Roseana Sarney. O esquema, comandado pelo secretário Washington Rio Branco (PV) para “esquentar” madeiras extraídas ilegalmente, teria causado, em um único dia, um rombo estimado em mais de R$ 150 milhões aos cofres públicos.
No documento constam os lançamentos de créditos virtuais no sistema de gestão florestal, no dia 29 de junho, feriado de São Pedro, beneficiando 13 empresas, inclusive a que é ligada ao empresário José Albécio
Oliveira Freitas (P L CARDOSO FILHO), mais conhecido como “Sergipano”. O crédito ‘fantasma’ que o agraciou, coincidentemente, foi liberado logo após ele ter obtido a licença ambiental nº 4414/2009, no dia 22 de junho, assinada por Washington Rio Branco, através do processo 542/2007.
Sergipano, inclusive, foi preso na última terça-feira, 18, pela Polícia Federal na operação Arco Verde por comercialização ilegal de madeira. Em recente matéria de um jornal da cidade, o empresário negou ter obtido qualquer favorecimento do ex-superintendente da Sema, Charlys Wagner, e agora aparece como um dos principais beneficiários do esquema comandado por Washington Rio Branco. O documento, que informa o nome das empresas, o login, a ação, a data e o IP de acesso, já está na Polícia Civil, que investiga o caso.

Segundo consta no documento há fortes indícios de envolvimento de mais três nomes conhecidos do meio político e do contador Sidney Nascimento Araújo, que presta serviços para madeireiras nas regiões Sul e Sudeste do Maranhão. Estariam operando atos irregulares com a atual gestão da Sema o suplente de deputado Leo Cunha, o ex-prefeito de Itinga, Quininha, e o ex-prefeito de Santa Inês, Franklin Sebba. Os dois primeiros atuam no ramo de madeireira e o último é consultor.

Fonte: Blog do John Cutrim


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