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Notícias do ‘MUNDO’ Sarney…E a Agenda de Lula

Não se poderia esperar coisa(s) boa(s) quando se fala em Sarney. Pois é, e desta vez envolve a família quase toda.

fernado-sarney-cantando(na foto acima, o empresário Fernando Sarney, à esq. de boné verde, cantando juntamente com a irmã governadora Roseana e outro da trupe).

PRIMEIRA NOTÍCIA : Fernando Sarney Pode ser Preso

O poderoso chefão da Mirante Fernando Sarney, filho do ‘mais poderoso ainda’ Senador José Sarney(PMDB), pode ter sua prisão decretada a qualquer momento.

É o rumoroso comentário que ronda principalmente depois que foi noticiado pelo jornalista Élio Gaspari, um dos mais bem informados do Brasil, e divulgados nos principais jornais do país. a nota do jornalista tinha o título de “bola da vez”.

O chefe da Mirante foi investigado pelo Polícia Federal e foi indiciado junto com outras 9 pessoas, mas conseguiu escapar da prisão porque conseguiu um habeas corpus.

Fernando Sarney é acusado de 4 crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, lavagem de dinheiro e gestão irregular de instituição financeira.

SEGUNDA NOTÍCIA: Comentarista da Globo Chama ‘Maranhense’ de “Imoral”(??)

Essa foi durante o dessfile das escolas de samba de São Paulo, onde a escola Unidos do Tucuruvi foi patrocinada pelo governo do Maranhão para homenagear a capital São Luis.

Lá pras tantas, o comentarista que acompanhava Cleber Machado na transmissão, citou alguns nomes de ilustres maranhenses se referindo a estes como “imortais’, mas preferiu deixar no ‘ar’ a dúvida sobre um outro personagem a quem preferiu se referir como “imoral”.

Veja como o jornalista comenta trecho do samba enredo que fala de “terra de imortais”: “Além de Ferreira Gullar, importante escritor de nosso país, FALAR DE SÃO LUIS NOS REMETE A OUTRO imortal, ou melhor IMORAL, cujo nome nem preciso mencionar”

Porque será que toooodo mundo acha que o ‘maranhense’ ao qual o jornalista estava se referindo era o Senador José Sarney ??? Porque será, hein ??

TERCEIRA NOTÍCIA:… Essa É Ruim Pra Todo País

É que o possível “imoral”( segundo o comentarista da Globo), o mesmo a quem Lula já se referiu como “o grande ladrão”… ele pode assumir a presidência do País ainda este ano.

O atual vice-presidente da República José Alencar deve ser candidato ao senado por Minas. Seu sucessor seria o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, mas se este for confirmado como candidato a vice presidente na chapa encabeçada por Dilma Roussef, ele não assumiria o cargo para não tornar-se inelegível. Aparece aí, a figura ( ou o fantasma) de José Sarney, o próximo, na linha sucessória de Lula.

Depois do dramalhão (e eleitoreiro) ‘Lula, o Filho do Brasil’, seria a vez do pavoroso filme ‘Sarney, o Terror do Brasil’.

TEM MUUUUUITO MAIS NOTÍCIAS RUINS SOBRE OS SARNEY, mas prefiro poupá-los e deixar que seu início “Quaresma” seja menos contaminado com tanta ‘coisa ruim’ !!

ACOMPANHE AQUI A AGENDA OFICIAL DO PRESIDENTE LULA

lula-comm-faixa

Agenda do Presidente luis Inácio Lula da Silva – 17/02/10

15h15 – Despacho interno
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

15h30 – Patrus Ananias
Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

16h – Luiz Eduardo Baptista da Rocha
Presidente da SKY

16h30 – Carlos Henrique Gaguim
Governador do Tocantins

17h – Reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento II (PAC II)


ERRARAM A VERDADE!

pinoquio

A estória de uma pequena FARSA.
Por Wagner Cabral da Costa*

A oligarquia Sarney promoveu, mais uma vez, uma FARSA, com a divulgação de uma FALSA pesquisa para governador, com o objetivo manifesto de iludir e confundir a opinião pública, bem como de prejudicar as candidaturas de seus adversários. Esta é a síntese do que será explicado no decorrer deste artigo, caro leitor.

1. Da FARSA

Tudo começou na primeira semana de fevereiro de 2010, quando os blogs de Walter Rodrigues (04/02) e Marco d´Eça (05/02), e talvez outros mais, divulgaram uma FALSA pesquisa eleitoral acerca das eleições para o governo do Maranhão, cuja autoria foi atribuída ao Instituto Sensus.

O momento era muito propício, pois o Instituto havia acabado de divulgar a pesquisa CNT/Sensus sobre a avaliação do governo federal e a sucessão presidencial (01/02), uma pesquisa já consolidada (está na 100a edição) e de ampla cobertura na mídia nacional. Assim, contando com a boa fé dos (e)leitores, a ARMAÇÃO noticiou que, juntamente com a pesquisa nacional, o citado Instituto também havia feito uma pesquisa sobre a sucessão no Maranhão. O objetivo era claro: anunciar o “favoritismo” de Roseana Sarney, bem como fragilizar as candidaturas adversárias.

Dos blogs, convenientemente patrocinados pelo governo do Estado, a FALSA pesquisa se espalhou pela internet, sendo ainda reproduzida pela mídia impressa, nos jornais O Estado do Maranhão (da família Sarney) e O Imparcial (edições de domingo, 07/02).

2. Da SUSPEITA da FARSA

Na condição de quem pesquisa e acompanha o processo político-eleitoral do Maranhão há mais de quinze anos, tão logo vi a pesquisa, procurei mais informações sobre a mesma nos sites do Instituto Sensus, da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), e, principalmente, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e do TSE.

Pois, conforme determina a legislação eleitoral, “a partir de 1o de janeiro de 2010, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa” a fazer o registro no tribunal eleitoral competente, contendo informações sobre: contratante, valor da pesquisa, metodologia, período de realização e questionário aplicado, dentre outros dados; cabendo às 2 secretarias judiciárias, “no prazo de 24 horas” contadas do registro, divulgar no sítio do tribunal eleitoral na internet (Resolução TSE no 23.190, de 16/12/2009, artigos 1o e 9o, grifos nossos).

A mesma resolução preceitua que “na divulgação dos resultados de pesquisas, atuais ou não, serão obrigatoriamente informados: o período de realização da coleta de dados; a margem de erro; o número de entrevistas; o nome da entidade ou empresa que a realizou, e, se for o caso, de quem a contratou; o número do processo de registro da pesquisa” (Art. 10, grifo nosso). Ora, a intenção de dar publicidade às pesquisas é garantir a LISURA e a TRANSPARÊNCIA das mesmas, que poderão ser conferidas e questionadas por qualquer cidadão, bem como por candidatos e partidos.

O resultado da busca foi o seguinte:

1. O site do Instituto Sensus (www.sensus.com.br) não mencionava qualquer pesquisa sobre sucessão no Maranhão, registrando apenas a pesquisa CNT/Sensus, o mesmo ocorrendo no site da CNT (www.cnt.org.br).

2) A pesquisa nacional CNT/Sensus foi registrada no TSE com o protocolo no 1570/2010, citado impropriamente no blog de Marco d´Eça como sendo a pesquisa do Maranhão.

3) No site do TSE, seção de Pesquisas Eleitorais (que inclui o TRE-MA), só encontrava-se registrada a pesquisa nacional CNT/Sensus, para o cargo de Presidente, disponibilizando o questionário aplicado (sem qualquer pergunta sobre as sucessões estaduais).

Do fracasso em encontrar informações sobre a pesquisa, nasceu a SUSPEITA de que a mesma ou não teria sido registrada ou seria falsa. Em ambos os casos, ocorrem INFRAÇÃO ouCRIME ELEITORAL, ainda segundo a Resolução no 23.190 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

• Art. 17. A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações constantes do art. 10 desta resolução sujeita os responsáveis à multa no valor de R$ 53.205,00 (cinqüenta e três mil duzentos e cinco reais) a R$ 106.410,00 (cento e seis mil quatrocentos e dez reais) (Lei no 9.504/97, art. 33, § 3°).

• Art. 18. A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de 6 meses a 1 ano e multa no valor de R$ 53.205,00 (cinqüenta e três mil duzentos e cinco reais) a R$ 106.410,00 (cento e seis mil quatrocentos e dez reais) (Lei no 9.504/97, art. 33, § 4°).

Estabelecida a SUSPEITA, encaminhei por e-mail uma NOTA DE PREOCUPAÇÃO (na sexta-feira, 05/02), expondo as razões pelas quais julgava que a pesquisa encontrava-se, no mínimo, SOB SUSPEIÇÃO. Solicitava ainda, à luz da ÉTICA POLÍTICA e da legislação, e na condição de pesquisador e CIDADÃO, que os responsáveis esclarecessem QUAIS AS FONTES que consultaram ou ouviram. Afinal, eu poderia estar enganado. Esta nota de preocupação foi publicada na edição de domingo do Jornal Pequeno (07/02), bem como em alguns blogs. Possivelmente, outras pessoas tiveram dúvidas semelhantes, manifestando-as, entretanto, de maneira reservada.

3. Da DENÚNCIA da FARSA

A transformação da SUSPEITA em CERTEZA veio quando os citados blogueiros retiraram a pesquisa de suas páginas da internet, sem esclarecer, contudo, QUAIS AS SUAS FONTES, ou seja, sem indicar qual o registro da pesquisa na Justiça Eleitoral e onde os dados da mesma estavam disponíveis para consulta pública, visando assegurar a TRANSPARÊNCIA do processo eleitoral.

Num, a matéria foi retirada por “provavelmente” conter “erros” (em 05/02), mas o blogueiro Walter Rodrigues registrou “que os percentuais ali divulgados foram realmente apurados pelo instituto Sensus”, prometendo esclarecimentos posteriores que não foram dados. No outro blog, houve a admissão do problema, com a informação adicional de que apenas repetira informações de Walter Rodrigues. Após dar esclarecimentos no campo legal, inclusive sobre as multas (mas não sobre o crime), o blogueiro Marco d´Eça informou que teve orientação jurídica do Sistema Mirante no sentido da retirada da pesquisa, por conta do “rigor da justiça eleitoral” (08/02).

Para consolidar a CERTEZA, passei a ser alvo de ataques injustificados do blogueiro Walter Rodrigues, em sua prática usual de tentar desmerecer o interlocutor, no caso, desqualificando minha produção intelectual. Ora, pra quê os ataques se eu estava apenas, na condição de cidadão, questionando a ORIGEM e a VERACIDADE da pesquisa? Bastava responder aos questionamentos, comprovar a legalidade da pesquisa e indicar que eu estava equivocado. Mas não é possível confessar o inconfessável! Ou, no popular, a MENTIRA tem pernas curtas!

Este episódio, esta FARSA, não pode ser entendido de maneira isolada, mas sim num contexto mais amplo. Pois, segundo indiquei no artigo “A bomba suja: crise, corrupção e violência no Maranhão contemporâneo”, a VIOLÊNCIA FÍSICA E SIMBÓLICA constitui um elemento estrutural de manutenção do poder oligárquico. Ao analisar a crise política dos últimos anos, indaguei o seguinte sobre os meios de comunicação:

E a mídia? O que se publicou nos jornais e na internet durante a “guerra de blogs e e-mails” travada entre o Condomínio [de Jackson Lago] e o grupo Mirante? Cyberguerra, aliás, que lembrou bastante a “guerra de telegramas” da Greve de 1951, cujo ápice foi inventar um (inexistente) “Exército de
Libertação” com 12 mil homens armados! Qual o “jornalismo” praticado por aqueles cuja única função foi fabricar e espalhar factóides a serviço de um grupo ou de outro, tentando pautar o debate sem nenhum lastro ético-político? [do livro A terceira margem do rio, p. 122].

Assim, de um lado a violência física (por exemplo, no tumulto provocado pelos “cães de guerra” no lançamento do livro Honoráveis Bandidos) e, de outro, a violência simbólica (em mais um factóide, a FARSA da pesquisa eleitoral) constituem faces da mesma moeda oligárquica, postas em ação por seus agentes espalhados nos mais diversos setores. Que o episódio sirva de ALERTA À CIDADANIA, muito mais virá…

Por isso, venho a público, perante a sociedade brasileira, DENUNCIAR mais esta FARSA da oligarquia, ao divulgar uma FALSA pesquisa (ou não registrada), violando a legislação e cometendo INFRAÇÃO ou CRIME ELEITORAL, com o objetivo de promoção indevida de sua candidata e desqualificação dos adversários.

Espero, confiante, que o Ministério Público Eleitoral possa apurar devidamente as denúncias aqui formuladas por este cidadão comum!

E, por fim, relembro o escritor argentino Jorge Luis Borges na História Universal da Infâmia, em que traçou a biografia de estelionatários, fraudadores, pistoleiros, piratas, falsificadores, impostores, traidores – destes personagens infames, o poeta e contista Borges costumava dizer que sempre ERRAVAM A VERDADE!

* Wagner Cabral da Costa é Historiador, professor do Departamento de História / UFMA. Possui artigos, entrevistas e livros publicados sobre a história política do Maranhão. Seu último lançamento foi A terceira margem do rio: ensaios sobre a realidade do Maranhão no novo milênio (Editora da UFMA / Instituto Ekos), livro organizado em parceria com o prof. Dr. Marcelo Carneiro, resultante da colaboração nos Boletins de Conjuntura da CNBB – regional Maranhão em 2008 e 2009.


Unidade desde já – Por Jackson Lago

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As eleições de 2010 serão um embate entre o Maranhão real e o Maranhão virtual. O Maranhão real é o Estado em que todos nós vivemos. O Maranhão virtual é aquele que povoa a cabeça da governadora ilegítima e é estampado na tela da TV Mirante em doses cavalares. O Maranhão real é o Maranhão do povo; o virtual é aquele da oligarquia.

Nesta fase pré-eleitoral, o governo da oligarquia tenta convencer a população da existência desse Maranhão virtual. Repete sem cessar publicidade em cima de publicidade, para esconder o vazio de obras que é o governo da senhora Roseana Sarney Murad. Programas e mais programas são anunciados como se estivessem em execução ou concluídos. Mas, na verdade, são meras peças de propaganda, sem nenhum compromisso com a realidade.

Nesse escandaloso jorrar de recursos públicos para os meios de comunicação de propriedade da senhora governadora, verifica-se o desespero da oligarquia que não consegue repetir agora os índices que, em períodos pré-eleitorais anteriores, ostentava nas pesquisas de opinião pública. A conclusão é só uma: a oligarquia murchou e o povo cresceu, em consciência e força.

No entanto, engana-se quem pensa que a oligarquia está morta. Mesmo ferida e enfraquecida, ela sabe mobilizar recursos financeiros, que usa escandalosamente na compra de consciências e na intimidação de adversários. Mesmo ferida e enfraquecida, ela usa a máquina pública para coagir e, quando isso não resolve, para oferecer benesses.

Mesmo assim, já vão longe os tempos em que o chefe da oligarquia garantia, com a junção das máquinas federal e estadual, a vontade da filha de se fazer governadora. Os tempos são outros.

As oposições reunidas já demonstraram que é possível derrotar o poder oligárquico. E o caminho para isso é o caminho da unidade, da conjugação de esforços, da união de forças. Nenhum de nós é maior que todos nós juntos. O povo sabe disso e exige que nós da oposição estejamos unidos e solidários entre nós.

Desde o ano passado, quando começaram as discussões sobre os caminhos de 2010, venho defendendo a unidade oposicionista. O nome que nos representará é conseqüência. Será o nome indicado pela própria população, através de consultas a ela por meio de pesquisas de opinião pública. O importante é forjar a unidade e quanto antes, melhor.

Se estivermos todos juntos desde o primeiro turno, conheceremos mais de perto, durante uma campanha de três meses, as diversas correntes oposicionistas e a contribuição que cada uma dará para a luta comum.

Neste ano, apenas 28 dias separarão o segundo do primeiro turno. É tempo insuficiente para se conhecer aqueles que estiveram no primeiro turno em outros palanques. É tempo insuficiente para desenvolvermos uma linguagem comum e convencermos a população de que nossa unidade é firme e verdadeira.

A unidade precisa ser construída agora e já. É isso que a população exige. É isso que nossa luta exige. É isso que a oligarquia teme.

As convergências entre as diversas correntes oposicionistas são maiores que as nossas diferenças. Unidade desde já, portanto.

Do JP online


Sarney, o incomum

Do Blog do Noblat

Por Mary Zaidan
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O presidente Lula tinha razão quando disse que o senador José Sarney “não podia ser tratado como se fosse uma pessoa comum”.

De fato, ele não é. O cidadão comum costuma ser mais digno. Trabalha duro para ganhar o pão de cada dia, paga impostos, segue as leis. E, quando não o faz, o custo é caro.

De Sarney nada se exige. Continua ileso, impune, mesmo depois da série infindável de malfeitos – atos secretos, nepotismo, desvios de recursos de patrocinadores de sua fundação para empresas de sua família, e outros tantos mais.

E não tem qualquer constrangimento em pregar “transparência, moralidade, eficiência e trabalho”, procedimentos éticos que, segundo ele, devem nortear a conduta do Parlamento. Deveriam mesmo.

Mas Sarney está a anos luz de distância desses princípios, que, se são caros para a maioria das pessoas comuns, parecem de nada valer para o presidente do Congresso Nacional e boa parte de seus pares.

Salvo pela comoção provocada pela presença vigorosa do vice-presidente da República José Alencar, Sarney não teve holofotes na abertura do ano legislativo de 2010, na última terça-feira.

Pouco ou quase nada se cobrou de seu discurso – uma peça de ficção de terceira categoria, motivo de vergonha adicional para a Academia Brasileira de Letras, que se desmerece a cada dia em tê-lo entre seus imortais.

No pronunciamento, Sarney mais uma vez zombou de todos nós.

Teve o desplante de repetir parte do discurso que fizera em 1995, quando pela primeira vez abriu um ano legislativo: “Assumi o cargo de presidente não em um momento de glória, mas numa fase em que a instituição atravessa profunda crise de identidade, exposta a permanente crítica e censura.”

Ora, de lá para cá foram 15 anos em que Sarney contribuiu decisivamente para espalhar a lama em que o Parlamento chafurda dia pós dia.

Em outro trecho, Sarney lembra com alguma nostalgia do tempo em que os parlamentos tinham um “charme romântico” e eram “tocados pela palavra, pelo delírio e pelo encantamento dos belos discursos dos oradores”.

Acrescenta que ainda somos dominados por essa visão e que, infelizmente, a sociedade sempre vincula o Congresso ao plenário. “O Congresso é muito mais. É fiscalização.” Como se a tarefa de fiscal do Executivo desobrigasse os parlamentares de comparecer ao local de trabalho.

Mais adiante golpeia duramente a democracia ao afirmar que sem Parlamento forte não há democracia forte. A frase de efeito seria só um enfeite ao discurso.

Mas, na realidade brasileira, onde a Câmara dos Deputados e o Senado Federal são reféns do Executivo e nem mesmo se dão o luxo de parecerem sérios, soa ameaçadora se tomada ao pé da letra.

Para justificar seus desvios de conduta, Sarney insiste em transferir à instituição problemas que são seus, e anuncia, sem qualquer lastro ou exemplo, que no mundo inteiro os parlamentos enfrentam contestação de legitimidade. (Onde mesmo? Que parlamentos estão em cheque?)

Faz de conta que não sabe, assim como fez com os atos secretos em que nomeou parentes e permitiu dezenas de estripulias com o dinheiro público, que o repúdio popular não é ao Legislativo, mas a ele e a outras excelências que não se cansam de abusar da confiança daqueles que lhes outorgaram o mandato.

Mais surreal ainda foi ouvir Sarney ressaltar a “identificação inseparável com a imprensa”.

Como se jamais tivesse cerceado o trabalho de jornalistas; como não fosse seu filho Fernando o protagonista da ação que impingiu censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo, derrotado na primeira instância judicial por um desembargador do Distrito Federal que desfruta da amizade e dos favores do senador amapaense.

Com aval do STF, a pendenga continua até hoje, somando quase duas centenas de dias de censura.

Ao citar Carlos Castello Branco – um ícone no jornalismo brasileiro –, Sarney conseguiu os únicos aplausos, abafados pela repetição da tese avessa que expôs meses atrás durante a comemoração do Dia Internacional da Democracia, de que a mídia disputa o poder da representação popular com o Parlamento.

Na época, chegou a acusar a mídia de ser “inimiga das entidades representativas”. Só mesmo Sarney seria capaz de revelar tanto desprezo pela democracia e fazer tamanha chacota dela.

Mas o trágico discurso solene não parou por aí. No final, como manda o figurino, fez loas ao presidente Lula e, sem cerimônia, reafirmou sua completa subserviência ao protetor maior, jogando no lixo a equidade entre os três poderes.

Sarney não é mesmo uma pessoa comum. Os comuns, felizmente, são muito, mas muito melhores do que ele.

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência ‘Lu Fernandes Comunicação e Imprensa’.


Entrevista com a Impunidade – Por Josias de Souza

Interessante entrevista com a senhora Impunidade. A longeva senhora que não quer a culpa pela molecagem que virou o Congresso Nacional Brasileiro.

Deputados e senadores retornaram à atividade. Tudo voltou ao normal em Brasília. Inclusive as anormalidades.

No Congresso, José Sarney discursou em defesa da “ética” e da “modalidade”. Na Câmara Legislativa da Capital, foi lida a mensagem de José Roberto Arruda.

O governador dos panetones anotou no texto: “Toda crise passa”. Evocando o apóstolo Paulo, disse que trava o “bom combate”. Mais: “Não perdi a fé”.

Frequentemente apontada como culpada de todos os males que conspurcam a política brasileira, a Impunidade revoltou-se.

Em entrevista ao repórter, a nobre senhora disse que não podem mais ficar impunes os que a acusam impunemenete há anos.

“Sou inocente”, disse a Impunidade, fronte alta. Vão abaixo os principais trechos da conversa:

- Por que ninguém é punido no Brasil?

Punidos há, meu rapaz. Mas só abaixo de um certo nível de renda. Ricos e poderosos escapam por por culpa do ilógico que nos cerca.

- A sra. está na origem dessa falta de lógica, não?

Negativo. Sou inocente. A origem está no Éden.

- Como assim?

Ao comer do fruto proibido, Adão e Eva nos roubaram o paraíso. Em troca, ganhamos o sexo e a indústria do vestuário. Passamos a parir milhões de corpos inúteis. E vieram as roupas, bolsos em excesso, as cuecas, as meias…

- A culpa, então, é da serpente?

Há também os portugueses.

- A sra. pode ser mais específica?

Raciocine comigo, meu rapaz: como seria o Brasil se os portugueses tivessem sido postos para correr naquele fatídico 22 de abril?

- Como seria?

Um país habitado exclusivamente por índios. No resto do mundo, políticos de terno, gravata e roupas de baixo. Aqui, todos nus, vergonhas à mostra.

- A culpa, então, é da indústria da moda?

Não podemos esquecer o fator genético.

- Quer dizer que…

Permita-me concluir o raciocínio, meu rapaz.

- Por favor, vá em frente.

Se as caravelas tivesem sido expulsas, nós não estaríamos tendo essa conversa. Você não existiria.

- Mas, mas…

Sua cara denuncia a presença de sangue índio nas veias. O clareamento de pele veio com a mistura: portugueses, negros, italianos e todo o coquetel de que você é feito.

- Quer dizer que a culpa é minha? Ou, pior, da imprensa?

Não me entenda mal, rapaz. Você não existiria. Mas, em compensação, também não existiriam o Arruda, o Sarney, o Jáder, o Renan…

- A sra. está sendo racista…

Alto lá. Racista não, realista. Pense em como seria o Brasil se os holandeses tivessem derrotado os portugueses na Capitania do Maranhão, colonizando depois todo o país. O padrão nacional de beleza seria outro. Em vez do bigode do Sarney, uma legião de giseles, loiras, pernudas, longilíneas, lindas.

- A culpa, então, é da miscigenação?

Convém não esquecer a maldição do autodesprezo.

- Não entendi.

Somos a terra do malandro, do indolente. Respiramos um paradoxo: somos o país do jeito pra tudo e, simultaneamente, o país que não tem jeito. O mundo olha para os nossos canalhas e suspira: sabe como é… brasileiro…

- Isso soa a lero-lero de quem não quer assumir a própria culpa.

Não me onfenda, caro rapaz. Então o Lula, presidente que nada vê e nunca sabe, diz que o Sarney não pode ser tratado como pessoa comum e eu é que sou culpada?

- Entendo. A culpa, então, é do presidente?

Veja bem, não podemos esquecer o resto.

- O resto?

Exatamente. Refiro-me aos milhões de brasileiros comuns. Eles tem o poder. Mas se esquivam de exercê-lo.

- Como assim?

Ora, meu rapaz, não há marcianos na política. Eles são eleitos. Roubam, desviam, tripudiam, dançam, sapateiam… E são reeleitos.

- Mas, mas…

Em vez de mandar essa gente pra cucuia, o eleitor prefere se agarrar à crença de que é vítima de um conto-do-vigário eterno. Esse papel de vítima é coisa de otário, meu rapaz.

- Culpa do povo, portanto.

Não queira me comprometer. Ouça tudo o que e eu te disse. Você me parece um rapaz inteligente. Tire suas próprias conclusões. Mande seus 22 leitores olharem no espelho. Qianto a você, pare de encher a boca para pronunciar o meu nome. Esqueça a Impunidade, meu rapaz. De quem é a culpa? Eu te digo: Minha é que não é. Não, não e não!


Ponto eletrônico do Senado é fraudado após 4 dias de uso

BRASÍLIA – Cinco servidores do Senado fraudaram as folhas de horas extras dos computadores da Casa, menos de uma semana após o recurso para marcação do horários de expediente começar a ser utilizado. Os cinco registravam horas extras na folha de ponto do computador do Senado a partir dos computadores de suas casas, sem efetivamente estarem no Senado trabalhando. Foi aberta uma comissão de sindicância para investigar o caso e os funcionários podem ser demitidos.

Segundo boletim administrativo publicado nesta quinta-feira, 4, dois dos cinco, Cecília Rodrigues Torres e Rafael Aun Ming, trabalham no gabinete do senador José Nery (PSOL-PA) e um, Daniel Agostinho dos Reis Júnior, era da Secretaria Especial de Informática (Prodasen). O boletim não indica onde trabalhavam os outros dois funcionários envolvidos, Gustavo Henrique Fidelis Taglialegna e Paulo Springer de Freitas.

O sistema de ponto eletrônico começou a ser utilizado no Senado no último dia 1 de fevereiro. Antes, os funcionários se limitavam a assinar um livro específico para comprovar que deram expediente, o que podia ser feito uma única vez no decorrer da semana.

Ambiente contaminado

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), afirmou nesta sexta-feira, 5, que a prática de fraudar as horas extras é comum e que, segundo ele, os funcionários envolvidos na fraude não deveriam ser demitidos. “Se fosse advogado deles alegaria que foram contaminados com a prática, que infelizmente é comum na administração pública brasileira, de burlar hora extra, de burlar o ponto, de enganar a si próprio”, indicou o senador.

“Se você examinar, a esplanada dos ministérios está cheia de casos dessa natureza. E foi naturalmente com essa cultura que eles foram contaminados”, acrescentou Heráclito, que ainda indicou que “como ser humano, como pai” não gostaria que os funcionários fossem demitidos. “Talvez a suspensão.”

Do Estadão Online


EM PINHEIRO: REVOLTADO, LOCUTOR CHAMA ROSEANA DE PICARETA

Sobre a última visita da governadora biônica Roseana Sarney (PMDB) à cidade de Pinheiro, ocorrida mês passado, o locutor oficial do ex-prefeito e atual secretário das Cidades, Filuca Mendes, verbalizou em seu programa apresentado na rádio Pericumã FM um momento raro de sinceridade e sensatez sobre o grupo Sarney.

Revoltado com mais um volume de promessas eleitoreiras do governo do Estado para o município Pinheiro, Paulinho Castro expôs sua opinião de total indignação com Roseana chegando ao ponto de classificá-la de “PICARETA”. (Veja no áudio do vídeo acima)

“Toda vez, de quatro em quatros anos, é o mesmo discurso, já estamos cansado disso, ou ela [Roseana] assume o compromisso com a baixada, ou a baixada saberá dar uma resposta á altura, pois não irão ter mais nosso voto…tudo uns picaretas, picaretas”, disparou. Acompanhe o momento de desabafo do radialista no áudio acima captado pelo blog.

do Blog do John Cutrim


TSE poupa Lula de punição que impôs a Jackson Lago

Do Blog do Josias de Souza – Folha Online

Um passeio pelos arquivos do TSE revela que o tribunal vem sedo seletivo no julgamento de ações por violações à legislação eleitoral.

Esquiva-se de impôr a Lula e Dilma Rousseff os rigores de um ordenamento jurídico que já rendeu, por acusações análogas, até a cassação de governador.

Na semana passada, o presidente do STF, Gilmar Mendes, levantou o problema: “Tem que haver um critério único para aferir a campanha antecipada…

“…Não se pode usar um critério para prefeito, governadores, e outro para presidente da República. A Justiça Eleitoral tem que primar por um [...] um parâmetro único”.

A oposição –PSDB, DEM e PPS— já protocolou no TSE nove representações contra Lula e a candidata dele à sucessão. Quatro já foram mandadas ao arquivo. Cinco estão pendentes de julgamento.

Em todas elas, Lula e Dilma são acusados de converter cerimônias oficiais em atos de campanha. Campanha ilegal, já que a lei fixa o dia 5 de julho como data oficial para o início da refrega eleitoral.

Considerando-se apenas os últimos quatro meses, Dilma foi levada à vitrine em 46 cerimônias públicas. Entre elas inaugurações e vistorias de obras. Tornou-se uma ministra “palanqueira”.

O blog recuperou a íntegra do processo que levou à cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago. Foi apeado do cargo em março de 2009. Assumiu a segunda colocada no pleito de 2006, Rosena Sarney (PMDB).

O veredicto pró-cassação prevaleceu no plenário do TSE por cinco votos a dois. Um dos malfeitos que contribuíram para que a cabeça de Jackson Lago fosse à bandeja tem características semelantes às que envolvem Lula e Dilma.

O episódio ocorreu no município maranhense de Codó, em abril de 2006, três meses antes do início oficial da campanha daquele ano. Governava o Maranhão José Reinaldo Tavares. Ex-aliado dos Sarney, rompera com a família do presidente do Senado, José Sarney.

Admitia a eleição de qualquer sucessor, menos Roseana Sarney. Apoiava dois candidatos: Edson Vidigal, derrotado; e Jackson Lago, vitorioso. Levou ambos a um evento oficial: a assinatura de convênio para a liberação de verbas à prefeitura de Codó.

Do alto de um palanque, José Reinaldo discursou para uma platéia de cerca de 500 pessoas. Cobriu Jackson e Vidigal de elogios. Disse coisas assim:

1. “O doutor Jackson Lago é um homem lutador, médico. Foi prefeito três vezes de São Luís, em um homem credenciado. Nós temos que acabar com esse negócio de uma família mandar no Maranhão, gente [...]”.

2. “Nós estamos trazendo essa grande parceria [...], com alguns milhões de reais. E digo para vocês que vou fazer ainda muito, mas os nossos candidatos –ou o Vidigal ou o Jackson— vão continuar e vão fazer ainda mais do que eu fiz.”

3. “Vocês vão ter aqui a condição de escolher entre dois homens do maior gabarito desse Estado. Um é o doutor Jackson Lago [...]. O outro é o nosso amigo de infância Edson Vidigal”.

Em voto seguido parcial ou integralmente por quatro colegas, o relator do processo contra Jackson Lago, ministro Eros Grau, considerou que, nesse episódio, “ficou consubstanciado abuso de poder político e econômico”.

Restou provado também, segundo ele, a “prática de conduta vedada” pela legislação eleitoral. Nas representações do PSDB, DEM e PPS, atribui-se a Lula papel semelhante ao exercido no Maranhão por José Reinaldo Tavares.

O presidente exibe Dilma em cerimônicas e pa©mícios, exatamente como o então governador fizera com Jackson Lago. Lula apresenta sua candidata como a pessoa que manterá o que ele fez e fará muito mais.

O presidente desfere ataques à oposição, fixando uma disputa ao estilo “nós [governo Lula] contra eles [gestão FHC]”. É, precisamente, o que fez José Reinaldo em relação aos Sarney. Em seus discursos, Lula vale-se de malabarismo verbal.

Ele reconhece que não pode falar de eleição, como fez no último dia 19, em Minas (veja vídeo lá no alto). Mas não fala em outra coisa. É como se Lula testasse os limites e a paciência da Justiça Eleitoral.

No julgamento de Jackson Lago, os ministros que se opuseram à cassação levantaram duas questões.

A primeira: as candidaturas ao governo do Maranhão não haviam sido ainda formalizadas. A segunda: não havia evidências de que as supostas infrações tiveram influência no resultado da eleição.

Prevaleceu o entendimento de que a punição não dependia nem de uma coisa –o lançamento formal dos candidatos— nem de outra— a influência sobre a votação.

O caso de Jackson Lago envolveu um leque de outras acusações que não pesam contra Lula e Dilma –compra de votos, por exemplo.

Mas, tomada pela parte que atribuiu peso ao comício disfarçado de cerimônia oficial ocorrido em Codó, a sentença deixa boiando no ar uma pergunta:

Por que a infração levada em conta na cassação de um governador não teve, por ora, relevo para a imposição de uma simples multa a Lula e Dilma, como pede a oposição?

Ao julgar as representações que ainda não analisou, o TSE terá cinco oportunidades para estabelecer o que Gilmar Mendes chamou de “critério único”. Sob pena de ganhar o noticiário como um Tribunal Seletivo Eleitoral.

Por Josias de Souza


Timon: O Dilema de Max Barros

max-barros2

O secretário de Infra-estrutura do governo do Estado do Maranhão, que é pré-candidato a deputado estadual Max Barros (foto) distribuiu nada mais nada menos do que 97 milhões de reais, em forma de convênios, somente no mês de dezembro do ano passado, entre prefeituras de aliados e prováveis apoiadores. Digo “prováveis apoiadores”, porque nessa lista consta como beneficiária, o nome da Prefeitura Municipal de Timon, onde a prefeita é SoCôrro Uaquim(PMDB). E quando se trata de SoCôrro Uaquim, já sabe, né??

Pois é, a prefeita SoCôrro é aquela, mesma, que, em 2006 recebeu milhões e milhões de reais em convênios do então governador José Reinaldo, quando ela fez o compromisso de acompanhá-lo politicamente, além, é claro, de apoiar seu candidato a governo do estado.

O Rompimento Com Os Sarney

O anúncio do apoio de SoCôrro Uaquim(PMDB) a José Reinaldo causou estranheza no meio político, pois era sabido que SoCôrro sempre fôra aliada de Roseana Sarney, que ajudou a elegê-la prefeita de Timon em 2004, com quem estaria rompendo, tendo em vista que José Reinaldo, agora era o principal inimigo de José Sarney.

Festinha do Engana !!

socorro-assinando-docs(prefeita SoCôrro Uaquim assinando documentos)

No dia do evento a prefeita convocou todos os membros do governo, funcionários, assessores, aliados, o escambau… e reuniu todo mundo na quadra poliesportiva da Praça São José, que é conhecida como “Leitoão”. Lá, foram assinados convênios que destinavam muitos milhões para a cidade de Timon, o que, dentre outros, seguramente reforçaria e garantiria a eleição de deputado federal do seu marido, Sétimo Uaquim. Foi uma festa. Muita comemoração, animado por bandas…Um tal d’um foguetório que não tinha mais fim, siô!!

O ‘Conto do Vigário’

Mas isso tudo estava dentro da previsão do governador Zé Reinaldo. O que ele não contava era com tamanha esperteza da prefeita. E mesmo sendo constantemente avisado pelos amigos e, principalmente, pelo ex-prefeito Chico Leitoa, de que a prefeita não cumpriria o ‘acordo’, ele preferiu dar crédito à palavra da prefeita e o restante da história todo mundo já sabe: foi um ‘bombaquim’ daqueles, que o experiente Zé Reinaldo jamais imaginou pegar !!

O Conselho de Zé Reinaldo

jose-reinaldo-rindo(foto divulgação)

Particularmente, não gostaria de ter que tomar a decisão do secretário Max Barros, ou seja: mandar milhões de reais para Timon, na tentativa de garantir apoio como candidato oficial a deputado estadual do grupo da prefeita do 3ª maior colégio eleitoral do estado ou não correr esse risco com alguém que já tem ‘ficha-suja’ e negociar com gente menos esperta em um dos outros 216 municípios… Eis a questão !

Se a prefeita espera fechar acordo com Max Barros, é bom torcer ou tentar evitar que este se aconselhe com Zé Reinaldo ou com a própria governadora Roseana, as vítimas.

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CONFIRA A LISTA DOS POLÍTICOS ‘FICHA-SUJA’

Você já viu a lista dos políticos “FICHA-SUJA”? Tem muita gente conhecida, inclusive piauienses e maranhenses. Confira alguns nomes com os respectivos crimes em que são acusados:

camiseta-politico-roubei(imagem – internet)

01- ALBÉRICO FILHO (PMDB/MA) - Apropriação indébita;

02- ANTONIO JOAQUIM (PSDB/MA) – Improbidade administrativa;

03- CELSO RUSSOMANO (PP/SP) – Crime eleitoral, peculato e agressão;

04- CIRO NOGUEIRA (PP/PI) – Crime contra a ordem tributária e prevericação;

05- EDUARDO AZEREDO (PSDB/MG) – Improbidade administrativa;

06- CLÓVIS FECURY (DEM/MA) – Crime contra a ordem tributária;

07- ELISEU PADILHA (PMDB/RS) – Corrupção passiva;

08- GARIBALDI ALVES (PMDB/RN) – Crime eleitoral;

09- INOCÊNCIO DE OLIVEIRA (PMDB/PE) – Crime de escravidão;

10- JADER BARBALHO (PMDB/PA) – Improbidade administrativa, peculato, crime contra o sistema
financeiro, e lavagem de dinheiro);

11- JOÃO PAULO CUNHA (PT/SP) – Corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato);

12- MÃO SANTA (PSC/PI) – Improbidade administrativa;

13- MARCELO CRIVELA (PRB-RJ) – Crime contra o sistema financeiro e falsidade ideológica;

14- PROFESSOR LUIZINHO (PT/SP) – lavagem de dinheiro;

15- REMI TRINTA (PL/MA) – Estelionato e crime eleitoral;

16- RIBAMAR ALVES (PSB/MA) – Sanguessugas (escândalo das ambulâncias);

17- ANTONIO PALOCCI (PT/SP) – Quebra de sigilo bancário;

18- DELÚBIO SOARES, Tesoureiro PT/MG – Mensalão;

19- JOSÉ DIRCEU, ex-ministro PT/SP – Mensalão;

20- JOSÉ GENOÍNO (PT/SP) – Mensalão e dólares na cueca;

21- PAULO MALUF (PP/SP) – Corrupção, falcatruas, improbidade administrativa, desvio de dinheiro
público e lavagem de dinheiro;

22- ROBERTO JEFFERSON, Ex-deputado (PTB/RJ) – Mensalão

Estes são alguns nomes que merecem destaque, mas tem muuuito mais gente!

QUEM VOCÊ ACHA QUE MARECERIA CONSTAR NESTA LISTA ??


Justiça Extingue Processo Contra Jackson Lago e Zé Reinaldo

jackson-e-ze-reinaldo

Por meio de votação unânime, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) extinguiu ação de investigação judicial eleitoral contra os ex-governadores Jackson Lago (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSB). A interpretação dos juizes é que o processo perdeu o objeto, já que o pedido de inelegibilidade não tem mais sentido porque acabaria em 2009.

O relator do processo, desembargador José Joaquim Figueiredo, entendeu que como já houve a cassação de Jackson Lago e de seu vice, Luiz Porto, o processo poderia ter potencialidade devido ao pedido de inelegibilidade de três anos para os envolvidos nos crimes eleitorais. No entendimento do relator, a suspensão dos direitos políticos dos processados começaria a valer a partir de 2006 e terminaria em 2009. Como o processo foi julgado somente em 2010, a ação perdeu o objeto.(do Jornal Pequeno)

E AGORA ??

roseana-roendo-unha

Roseana Sarney apostava tudo nesse processo. Era Tudo que ela queria: Deixar o ex-governador Jackson Lago fora da disputa eleitoral deste ano.

Roseana sabe que a forma como Jackson Lago saiu do Governo(arrancado pelo voto de 4 ministros) do Estado e a forma como ela assumiu(contra a vontade popular), sempre provocou muita indignação da população e, quase sempre, o povo devolve o poder a quem foi tirado à força.

De quebra, o grupo Sarney ainda vai ter que conviver com os perturbantes (para os Sarney) e esclarecedores (para os eleitores) discuros do ex-governador Zé Reinaldo nos palanques.

Roseana e seu pai sabem da força e do poder devastador que tem o discurso de Zé Reinaldo, principalmente, por este, ter testemunhado muitas patifarias e robalheiras praticadas nos governos de Sarney e sua de filha Roseana, sem que pudesse fazer algo para impedir.

Ainda há uma saída para Roseana Sarney: tentar fazer alguma coisa. Algo que traga benefício real para a população e que justifique toda aquela armação para tirar Jackson Lago do comando do Governo do Estado. Porque até agora o que se viu foi apenas encenação: Um presidente da República que sempre criticou os governos do Maranhão (principalmente quando era governado por Sarney) e que agora não sabe dizer “não” a Sarney, que exige a visita do presidente no nosso estado apenas para ‘fazer firula’ e tentar recuperar a imagem de um grupo político e de um governo que já foi reprovado e defenestrado pelos maranhenses.(por Netto JS)


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