
Por Josias de Souza – Da Folha Online
Relatório da PF aponta a suspeita de pagamento de propinas a integrantes do grupo ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB).
Menciona também repasses supostamente feitos a pessoas ligadas ao PT. O documento consta do inquérito da Operação Castelo de Areia.
Investiga a construtora Camargo Corrêa. O processo foi suspenso dias atrás pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Os repasses suspeitos são mencionados em arquivos de computador apreendidos pela PF em poder de Pietro Bianchi, diretor da Camargo Corrêa.
Deve-se a revelação aos repórteres Fernando Barros de Mello e Lilian Christofoletti. Em notícia levada às páginas da Folha, a dupla informa:
1. Somados, os recebimentos atribuídos a membros do grupo de Sarney e ao petismo alçam à casa dos R$ 2,9 milhões.
2. Referem-se à obra da eclusa de Tucuruí, no Pará. Empreendimento a cargo do Ministério das Minas e Energia, controlado por Sarney.
3. O arquivo digital manuseado pela PF faz menção a repasses aos partidos de 3% de uma parcela recebida pela Camargo Corrêa na obra da eclusa.
4. Há no documento uma data: 15 de maio de 2008. Nesse dia, um repasse: R$ 1,5 milhão. E a indicação de um pagamento por fazer: R$ 1,4 milhão.
5. Ao lado da cifra, menções aos destinatários dos pagamentos: “Astro/Sarney”.
6. Em seu relatório, a PF escreve que Sarney é, “provavelmente”, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.
7. Nesse mesmo trecho o arquivo de computador apreendido pela PF faz referência a outra liberação destinada ao PMDB no mesmo dia 15 de mais de 2008: R$ 500 mil.
8. Noutro documento, faz-se menção ao pagamento de R$ 150 mil. Dessa vez, relacionada à obra da usina de Jirau. De novo, a inscrição “Astro”, de Astrogildo.
9. Há também um arquivo digital que registra pagamento de R$ 300 mil. Coisa fracionada. Três parcelas de R$ 100 mil.
10. Neste caso, as cifras são associadas à inscrição “Ex. Min. Sil.”. Para a PF, vem a ser o ex-ministro Silas Rondeau.
11. Indicado por Sarney para a pasta das Minas e Energia, Rondeau deixou o cargo em 2007, sob investigação na Operação Navalha.
12. Não é só: há também um arquivo que cita pagamento, “por dentro”, de R$ 500 mil. O beneficiário? “Lobinho”. Para a PF, trata-se de Edson Lobão Filho
13. É filho e suplente do senador Edison Lobão, que se licenciou do Senado para assumir a vaga de Rondeau no Ministério de Minas e Energia.
14. O material analisado pela PF relaciona dois pagamentos ao PT. Um destinado associado ao nome “Paulo”, que a polícia alega não ter identificado.
15. O outro traz anotação mais completa: “Paulo Ferreira”. A PF suspeita tratar-se de Paulo Ferreira, sucessor de Delúbio Soares na tesouraria do PT.
16. Procurado, Sarney disse, por escrito: “Essa é uma história infame, sem pé nem cabeça…”
“…Considero um insulto enviado aos jornais com a intenção de atingir minha honra e criar escândalo”.
17. Contato por e-mail, Fernando Sarney não deu retorno aos repórteres.
18. O advogado da Camargo Corrêa, Celso Vilardi, declarou: “Não vou me manifestar sobre provas que estão sub judice…”
“…Se o tribunal [STJ] confirmar a decisão liminar que suspendeu toda a operação [Castelo de Areia] e seus desdobramentos, toda essa documentação será considerada ilegal, ilícita, sem nenhum valor”.
19. Silas Rondeau disse: “Fico realmente muito triste com isso. Não tenho nenhuma relação com essa empresa, nunca recebi qualquer valor…”
“…É mais um absurdo dentre tantos que foram ditos, não tem qualquer possibilidade de isso ser verdade”.
20. E quanto a Paulo Ferreira, o tesoureiro do PT? “Nós temos com as empresas relação institucional…”
“…Nós tivemos doações da Camargo em 2008, por conta da eleição. As doações estão registradas. O PT recebeu formalmente as doações.”
21. Os repórteres tentaram ouvir, sem sucesso, o senador Lobão Filho.
22. Astrogildo Quental delegou ao advogado Roberto Dias a incumbência de falar em seu nome. Ele não foi localizado, porém, nem no escritório nem no celular.

Sarney usa o cinismo como arma para tentar se livrar de mais um escandalo envolvendo sua fundação particular
O rosário de escândalos envolvendo o senador amapaense José Sarney, desde que assumiu a presidência do Congresso Nacional parece ter-lhe consumido o que lhe restava de seriedade e honra.
Após a divulgação do mais recente escândalo envolvendo a Fundação que leva seu nome e administrada por seus familiares e amigos de sua confiança , que segundo a CGU, teria desviado 1,3 milhão oriundo de patrocínio da Petrobras, Sarney , num ato de absoluto cinismo, ao ser procurado pela imprensa para prestar esclarecimentos acerca do fato simplesmente falou que nada sabe sobre a fundação, que não tem conhecimento de nada que acontece, e ainda foi mais além, pediu punição rigorosa para diretores da instituição responsáveis pelo desvio dos recursos.
Pelo visto Sarney pretende usar em relação aos escândalos envolvendo sua fundação a mesma estratégia usada pela filha Roseana e o genro Jorge Murad, no caso Lunus, quando usaram sete versões diferentes para explicar a origem de mais de um milhão em notas de cinqüenta reais encontrado pela Polícia Federal no escritório da empresa em 2002.
Para cada escândalo envolvendo a Fundação José Sarney, o velho cacique tem uma explicação e todas desmentidas posteriormente, e pelo visto não será diferente com essa nova versão apresentada.
A fundação até explodirem todas essas denúncias era administrada pelo advogado José Carlos Sousa e Silva, amigo de Sarney, seu advogado particular e colunista semanal no jornal da família. Agora, quem dirige a instituição é Joaquim Itapary, escritor e também amigo íntimo do velho senador.
Tanto um quanto o outro sabem muito dos negócios de Sarney e família e certamente gozam de toda a proteção do clã. Portanto, essa estória de Sarney pedir punição para os responsáveis pelo sumiço da grana não passa de balela para enganar trouxa e desviar de si o foco de mais esse escândalo nacional envolvendo o nome da família.( Blog Ricardo Santos-Jornal Pequeno)
O ex-deputado estadual Aderson Lago (PSDB) divulgou, na tarde desta quinta-feira (14), nota a imprensa prestando esclarecimentos sobre matéria veiculada na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão dando conta do envolvimento do seu nome num suposto esquema de desvio de recursos públicos em 2005 na Secretaria Estadual de Saúde (SES).
O ex-secretário da Casa Civil do governo Jackson (PDT) afirmou em nota que está sendo vítima de uma armação orquestrada contra ele chefiada pelo senador José Sarney (PMDB-AP), pela governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) e pelo secretário de Estado de Segurança, Raimundo Cutrim.
“O senador José Sarney quer me ver preso. Atualmente, o governo de Roseana está empenhado nesta tarefa. Para atingir este objetivo, vários inquéritos foram instaurados contra mim pelo atual Secretário de Segurança do Estado, senhor Raimundo Cutrim. Sarney, que se sente dono do Maranhão, não tolera que lhe façam oposição. Mas eu fiz”, revelou.
Aderson disse ainda que está sendo vítima de uma violência política em razão da ação que desenvolveu ao longo de 16 anos como deputado estadual e na participação que teve na eleição de 2006, que elegeu Jackson e derrotou Roseana para o governo. “Estou certo da minha inocência e vou defender-me nos fóruns apropriados. Aviso a todos que, ao contrário do senhor Fernando Sarney, não irei pedir um habeas corpos preventivo”, frisou.
Confira abaixo a íntegra da nota enviada ao blog pelo ex-deputado Aderson Lago.
NOTA À IMPRENSA
O senador José Sarney quer me ver preso. Atualmente, o governo de Roseana está empenhado nesta tarefa. Para atingir este objetivo, vários inquéritos foram instaurados contra mim pelo atual Secretário de Segurança do Estado, senhor Raimundo Cutrim.
Hoje, dia 14 de janeiro, o jornal da oligarquia publicou a manchete em letras garrafais: POLÍCIA PEDE PRISÃO PARA ADERSON LAGO. Vejam bem: é a policia do governo da filha de Sarney que está pedindo minha prisão.
Este fato não me surpreende, afinal, já havia antecipado esta tentativa sórdida, em artigo publicado no Jornal Pequeno, no final do ano passado, intitulado: “Prisão (ou morte) Anunciada”.
Não venho, neste texto, apenas me defender. Seria pouco. É certo que estou sendo vítima de uma violência política, no entanto, a violência maior é contra a democracia. Ou alguém duvida dos motivos da perseguição que estou sofrendo?
O ódio de Sarney é por conta da ação que desenvolvi ao longo de 16 anos como deputado estadual e minha participação na eleição de 2006. Este é o meu “crime”. Foi o de trabalhar para mostrar ao Maranhão e ao Brasil, que Sarney lidera uma organização criminosa, “uma máfia”, como disse esta semana o jornal francês “Le Monde”.
Sarney, que se sente dono do Maranhão, não tolera que lhe façam oposição. Mas eu fiz. E não me arrependo. As ameaças de prisão também não me esmorecem.
A questão agora é saber como se comportarão as Instituições do Maranhão. O problema não sou eu. Não é apenas saber o que Sarney pode ou não fazer contra um notório adversário. A questão é saber para onde caminha o Maranhão?
Estamos numa encruzilhada. Enquanto o Brasil luta para aperfeiçoar suas instituições democráticas, no Maranhão, adversários políticos de um coronel do século XIX são ameaçados com práticas nazistas. Caminhamos para trás. É a cultura do medo, se sobrepondo as práticas republicanas. Hoje, sou eu. E amanhã, quem será?
Tecnicamente, meus advogados garantem que o pedido de prisão preventiva, enquanto medida excepcional, não se sustenta, tanto por ser instrumento de punição antecipada, quanto porque no sistema jurídico brasileiro, fundado em bases democráticas, prevalece o princípio da liberdade, incompatível com punições sem processo e inconciliável com condenação sem defesa prévia.
Estou certo da minha inocência e vou defender-me nos fóruns apropriados. Aviso a todos que, ao contrário do senhor Fernando Sarney, não irei pedir um habeas corpos preventivo. Se na minha biografia, houver uma prisão política, ela será mais um crime do senhor José Sarney. A minha prisão, não será um fato contra mim, mas sim, contra meus perseguidores. Um habeas corpus só será impetrado para reparar uma improvável violência ou coação ilegal, nos termos da lei.
Fonte: John Cutrim

(Plágio de Canção do Exílio – Gonçalves Dias)
“Minha terra tem Sarney,
Onde exige governar;
O Sarney, que aqui governa,
Manda Roseana governar.
O Sarney tem mais Senadores,
O Sarney têm mais Desembargadores,
O Sarney têm mais Governadores,
Com Sarney se passa horrores.
Se Sarney cismar, à noite,
Mais Sarney encontro eu lá;
Minha terra tem Sarney,
Onde Roseana vai governar.
Minha terra tem Sarney,
Que tais Sarney não encontro eu cá;
Se Sarney cismar — à noite —
Mais Sarney encontro eu lá;
Minha terra tem Sarney,
Onde Roseana vai governar.
Permita Deus que Sarney morra,
Se não Sarney volta pra lá;
E desfrute dos caprichos
Que Sarney encontrou por cá;
Se Sarney me ver apelar,
O Sarney vai me cassar”.
No ano em que Michael Jackson nos deixou órfãos de seus gritinhos afeminados, muitas coisas aconteceram e merecem destaque nestas festas.
Nunca antes na história deste país (jargão de Lula) vimos tantos políticos cassados, perdedores empossados e artistas falecidos.
Passou para o outro lado da vida o ghost Patrick Swayze, a Pantera Farrah Fawcett foi para uma missão no além. Outro que foi à câmara de deputados dos céus foi Clodovil Hernandes. A Lucrécia Borges do mundo gay não levou somente o deputado federal paulista, partiu desta purpurinada vida a(o) travesti Andréia Albertini, par romântico de Ronaldo Fenômeno, do Corinthians. Até a Emília morreu, deixando Dona Benta, Saci, Boitatá e a Cuca de luto.
O Celso deixou de aPITTAr, por Lombardi pairou o silêncio na platéia do Sílvio e a tradução de Herbert Ricards ficou muda. A Brasileirinhas também teve a sua perda, “morreu-se” prematuramente a atriz/professorinha Leila Lopes.
Apesar de todas as oferendas à Yemanjá no réveillon, o ano de 2009 começou com o pé esquerdo para o Maranhão. Em abril a queda de Jackson Lago fez retornar das soturnas mesas de baralho, Roseana. Nesta queda de braço oculta, ficou evidente quem tem mais força nos Graus e Orixás.
Sorumbática senadora, cujo único mérito na vida é ser filha de José Sarney, Rose deixou desde então o Maranhão de pernas pro ar. Voltou à propaganda ao invés do trabalho. Pegou um monte de filho alheio e batizou como sendo dela. Passeou de lancha, somando-se às cobras que nadavam nas ruas. Quase ninguém notou a presença dela e dos secretários, o povo fala que era tanto bicho nas águas que mais uns animais peçonhentos não fizeram diferença.
Dizem as más e invejosas línguas que Rose fez na Lagoa da Jansen, de conchavo com seu vice Ricardo Murad, São João, São Pedro, São Marçal, São Jussara e tudo que é santo que aparecesse e desse dinheiro, quase teve festa pra São Nunca. Lá na Lagoa até auto-incêndio ocorreu, para que a auto-reforma e auto-re-orçamentagem viessem aparecer. Não entendi como não incendiaram Alcione, a serpente esbandalhada da Lagoa, e depois re-coloriram a mesma, para continuar nadando a esmo nas águas fétidas da Jansen.
Em 2009 o Brasil ganhou algumas coisas. Foi escolhido sede da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. O nosso presidente é tão bom que prometeu até tirar a gente da merda. Disse que ia nos tirar da fedentina que é o Maranhão, desde os idos de 50.
Por falar em Lula… O molusco presidente ganhou um filme em sua homenagem: Lula, o filho do Brasil. A película também tem a opção 3D (três dimensões), onde podemos ver o dedo do metalúrgico Luís Inácio saltar na tela, prensado por uma máquina de destruir dedos. Dizem que até os “telefones” que Lula ganhou no DOPS, Departamento de Ordem Política e Social, ficam mais estridentes na versão 3D.
Se o filme é eleitoreiro, se tem intenção de fazer da Dilma Rosbiffe uma irmã do filho do Brasil, eu não sei. Um dia, sem juízo, votei no cara. Mas não garanto, mesmo com filme, votar na coroa.
Uma coisa é certa. De todos os maranhenses, de Tutóia à Carolina, ninguém vai gostar de ver 2009 acabar mais do que José Sarney. Numa infinidade de meses o bigodudo do Curupu viu seu nome ligado a tudo de ruim que acontecia no Brasil e no mundo. Cogitaram até culpa da morte de Michael Jackson a José Sarney. Conta a lenda que Sarney ligou para Bita do Barão e encomendou a morte de Jackson Lago. Com problemas na OI, Bita não entendeu direito e fez o ebó para Michael, levando a óbito o Jack errado.
Vai-te 2009, deixa o velho trabalhar. Deixa ele moralizar o Senado. Nunca achei crime empregar todos os parentes. Só acho sacanagem nós contribuintes pagarmos pensão de filho de amante, aí é molecagem. Me digam uma coisa: filho de amante é nepotismo?
E o livro do Palmério Dória? Desrespeito total ao Maranhão. Quem esse jornalista paraense pensa que é? Escrever uma obra dessa em um só volume? Tanta coisa pra falar e ele lança um livro somente. Se Palmério bem soubesse fazia uma saga, tipo essa do Crepúsculo. Dava uma “viajada” e transformava o Clã Sarney numa seita de vampiros, eternamente sedentos de poder e $angue$. Até grandes lobos poderiam ser inseridos na história. Tomo a liberdade e sugiro o nome da saga: Curupúsculo – A honorável trajetória de Sarney à jugular do Maranhão.
No dia do lançamento do “Honoráveis Bandidos” o “bicho pegou” antes mesmo do Lula profetizar. Segundo jornalistas da Mirante, secretários de Roseana mandaram uma dúzia de espíritos ruins jogarem ovos em Palmério Dória. Uma moça tentou jogar uma torta em Jackson Lago e eu ainda ganhei um chute.
E o tempo foi passando. Chegou outubro e nem meu abadá comprei. Passei o ano esperando o Marafolia e me trocam Bel, do Chiclete com Banana, por Rose do Maracanã cantando Lua Cheia, do grupo folclórico da Madre Deus, Operação Boi Barrica.
Nesse São João fora de época quase não deu gente e, com isso, a chefa maior se empolgou e cantarolou aos ventos. A lua cheia, que nasce no meio das águas e brilha na Ponta D’Areia, fingiu morte completa e desmaiou de ouvidos tampados, para não escutar Roseana cantar.
Entre mortos, feridos, pessoas agredidas com ovos, Roseana de volta e Sarney convalescente, 2009 vai se despedindo. A década que começou num prenúncio de BUG do Milênio, onde tudo desligaria e até minha certidão de nascimento iria pro espaço, está terminando. E a Dilma, o Bug do Lula, quer ser presidenta, essa era a hora de tudo dar pane, mas vou me conter para não falar merda, igual ao Lula.
Em 2009 novamente o mundo não acabou, Sarney manda no Brasil mais do que nunca e não fiquei rico, após mandar os 285 e-mails de uma corrente da internet. O Flamengo foi campeão nacional depois de 17 anos e no dia 25 de dezembro, na Madre Deus, não encontrei Chitãozinho, minha amiga andrógena que me amava.
Assim o ano termina e se aproxima 2010, o ano que faremos contato. Só não sei quais contatos nos esperam. Faço votos que bons contatos a todos os leitores do Blog.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi alvo de 11 pedidos de investigação no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. Num deles, Sarney foi acusado de participação na edição dos atos secretos e de ter desviado recursos públicos de uma fundação que leva o seu nome. Senadores da oposição e da base aliada pediram o afastamento e até a renúncia de Sarney do cargo.
Em agosto, o presidente do Conselho de Ética e aliado de Sarney, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou todos os pedidos de apuração contra Sarney. Duque justificou a decisão alegando que as denúncias são todas “notícias de jornal”. “Todas as informações contidas na representação são notícias de jornal”, dizia o despacho de cada um dos pedidos de investigação. “A representação, em nenhum momento, traça relação lógica entre os fatos que narra e a eventual responsabilidade do representado por eles”.
A crise por que passou o Senado abateu em cheio a cúpula administrativa da Casa em 2009. Em março, o então diretor-geral, Agaciel Maia, deixou o cargo que ocupava havia 14 anos após a revelação de que ocultou a propriedade de uma mansão avaliada em R$ 5 milhões. Ainda no mesmo mês, foi a vez de o chefe de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, sair do posto depois que o Correio revelou que o diretor cedia um apartamento funcional para parentes. Ele estava no cargo há 15 anos.
Desde então, já houve danças das cadeiras para os dois cargos. Primeiro, o ex-diretor-geral Agaciel Maia foi substituído por Alexandre Gazineo, que saiu do posto em junho depois que a assinatura dele apareceu vinculada a atos secretos. O atual diretor-geral é Haroldo Tajra. Na Secretaria de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi cedeu o posto para Ralph Siqueira, que saiu na esteira de novas revelações de atos secretos. O cargo agora é ocupado por Doris Marize Romariz Peixoto.
Economia de gastos – Com um orçamento de R$ 2,7 bilhões, o Senado gasta cerca de R$ 2,3 bilhões com sua folha de pagamento – um gasto corrente que é impossível cortar.
A solução encontrada pela Primeira-Secretaria da Casa foi tentar reduzir os custos em 34 contratos de terceirização de mão de obra, suspeitos de estarem superfaturados. Em outubro, o atual diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, afirmou que a instituição economizará no fim do ano R$ 110 milhões com a revisão desses contratos mais os cortes de custos com gráfica e telefonia.
Votações – Em 2009, o Senado votou, apesar da crise política, 2.168 matérias – 72% a mais do que as 1.258 propostas aprovadas ano passado. Ao todo, 404 projetos de lei foram aprovados, sendo que 130 pelo Plenário. Um dos temas que mais consumiram as energias dos senadores foi a discussão sobre a entrada da Venezuela no Mercosul.
A Casa aprovou em dezembro a adesão da Venezuela ao bloco econômico. Entre outras matérias de destaque, estão a nova Lei do Inquilinato, o Vale-Cultura, a PEC dos Vereadores (que aumenta em 7 mil as vagas nas câmaras municipais), a tipificação do crime de sequestro relâmpago e a votação do limite de 2,5% de aumento real para gastos com a folha de pagamento dos servidores da União.
Fonte: JornalPequeno
No Maranhão existem três grandes jornais impressos e todos com seus respectivos portais de informação.
1º – Sistema Mirante, Estado do Maranhão e Imirante: O Sistema Mirante de Comunicação é detentor do direito de transmissão da toda poderosa Rede Globo, coincidentemente, desde a época em que José Sarney era presidente da República.
Atrelado diretamente ao Sistema Mirante existem também o jornal Estado do Maranhão e o portal de informações Imirante.
Imbuídos em tornar Cristo ou Barrabás afetos e desafetos, o grandioso Sistema da Famiglia Sarney é uma poderosa arma de informações. Rápido são feitos heróis, mais rapidamente ainda vilões.
2º – O Imparcial: faz jus ao nome. Relata as informações como realmente deveria ser, de forma imparcial. O Portal segue a mesma linha editorial do jornal impresso: imparcial no nome, no papel e na internet.
3º – Jornal Pequeno: histórico combatente dos desmantelos e desmandos da Famiglia Sarney. Tem como arauto das massas, o ácido e incisivo Dr. Pêta, que aos domingos notícia de forma irreverente os bastidores da política e da “fina sociedade” maranhense. Existe grande semelhança entre o caderno do Dr. Pêta e o jornal “O Pensador” de Aluízio Azevedo (ou Victor Leal, como queiram), do séc. XIX.
Com este panorama informativo, onde um jornal poderoso veste-se de verdadeiro e noticia somente o que interessa aos seus patrões, reforçados por blogs e programas de televisão. Surge a Hoje Comunicações para nadar contra essa corrente de inverdades, somando aos combatentes que já existem, Imparcial e Jornal Pequeno.
Fico grato em ter sido convidado a fazer parte desta empreitada, onde jovens como Alexandre Luz e Francisco Junior “Marilene”, possibilitam estudantes, jornalistas e apreciadores das letras e notícias, a entornar mais ainda o caldo das comunicações do Maranhão e em especial Timon.
E para finalizar nada melhor que Geraldo Vandré em Para não dizer que não falei das flores, coincidentemente um dos primeiros nomes de Timon, Flores:
“… Nas escolas, nas ruas campos, construções, somos todos soldados armados ou não. Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não. Vem, vamos embora que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer…”.
Façamos a nossa hora! Não esqueçamos que não há mal que o tempo não cure.
O caminho é esse: a verdade como pauta, sendo o norte da Hoje Comunicações.
Parabéns, um feliz Natal e um maravilhoso 2010 a toda equipe da Hoje Comunicações.

SENADO VETA NOME DE SARNEY NA AGÊNCIA DAS ÁGUAS
Por Josias de Souza
O plenário do Senado impôs um constrangimento ao seu presidente, José Sarney.
Em votação apertada, foi barrada a indicação de um apadrinhado de Sarney.
Chama-se Paulo Rodrigues Vieira. Seria alçado ao conselho diretor da ANA.
O nome que se esconde sob a sigla é Agência Nacional das Águas.
O preferido de Sarney era insuflado também pelo líder do PMDB, Renan Calheiros.
Levado a voto, sobreveio o contratempo: empate –23 votos a favor e 23 contra.
Repetida a votação, a derrota: 26 votos contra, 25 a favor e uma abstenção.
Nos subterrâneos, a oposição queixara-se da suposta falta de preparo do indicado.
Mas o apadrinhado de Sarney arrastou votos contrários também de governistas.
As traições foram protegidas pela natureza do voto, secreto nesses casos.
Deve-se ao ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) parte da derrota imposta a Sarney.
Minc torcera o nariz o nome do morubixaba pemedebê.
Antes de viajar para Copenhague, cabalara votos contra. A julgar pelo placar, foi ouvido.
Além da indicação para a ANA, foram a voto outros nove nomes. Todos aprovados.
Convertido em exceção, Paulo Rodrigues tonificou o vexame de Sarney.

SARNEY AINDA USA VERBA INDENIZATÓRIA PARA ACERVO PESSOAL
Nos meses de outubro e novembro, presidente do Senado destinou R$ 10 mil à empresa Memória Viva
Rodrigo Alvares, do Estadão Online
Quase dois meses depois de o estadão.com.br publicar que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) repassou R$ 23,6 mil de verbas indenizatórias, entre abril e setembro de 2009, para a manutenção de seu acervo pessoal de livros, em sua residência oficial, em Brasília, informações disponíveis no Portal da Transparência da Casa mostram que o parlamentar continua a fazer uso do repasse. Nos meses de outubro e novembro, Sarney destinou R$ 10 mil à empresa Memória Viva Pesquisa e Manutenção de Acervos Históricos.
A verba indenizatória – de R$ 15 mil mensais para cada senador – destina-se ao ressarcimento de despesas com aluguéis de escritório, hospedagens, passagens, combustível, pesquisas e divulgação, entre outros, dos parlamentares brasileiros.O site do Senado não especifica os gastos de cada senador entre fevereiro de 2008 e março de 2009.
Apesar de sempre ter negado ingerência sob qualquer aspecto administrativo da Fundação Sarney, o presidente do Senado determinou no dia 26 de outubro o fechamento da entidade, em São Luís. A decisão foi tomada três meses e meio depois de O Estado de S.Paulo revelar que a entidade desviou R$ 500 mil de R$ 1,3 milhão destinado pela Petrobrás com a finalidade de apoio à cultura. Os aportes financeiros à entidade teriam sido interrompidos por causa da denúncia.
Criada para preservar a memória do senador maranhense, a Fundação Sarney é uma instituição privada. No local são reunidos e expostos ao público material do período em que ele ocupou a Presidência da República e reproduções de sua obra literária. O prédio também abriga o mausoléu onde Sarney queria ser enterrado.