
Não há nada mais incômodo do que ver alguém falando mal de você.
Agora, imagine se o que estiverem falando for verdade??
Pois é, eu fico imaginado o que se passou na cabeça do ex-Deputado Estadual, ex-Deputado Federal, ex-Governador do Maranhão(ou seria atual??), ex-Presidente da República, enfim, o ‘ex-quase-tudo’ e atual presidente do senado, José Sarney(foto), quando soube que o jornalista paranaense Palmério Dória estaria em sua terra (digo ‘sua terra’, porque Sarney se considera dono mesmo, desta terra) para lançar um livro contando ‘coisas’ de sua vida. Ainda mais quando o título do livro sugere um roteiro, no mínimo, incômodo. O titulo é: “Honoráveis Bandidos – O Brasil Na Era Sarney” !!!!!

Tirando o Sono do Coronel!!
Não deve ser qualquer coisa que tira o sono de Sarney, mas ‘esta’ desse tal de Palmério, tem sido, sem dúvida um troço duro do pai de Roseana digerir, ou conseguir abafar.
Os sinistros relatos de Palmério têm feito o senador recorrer com mais freqüência aos famosos ‘comprimidinhos’, principalmente porque os escritos do jornalista já foram lançados nas principais cidades do país, o que fez a obra alcançar níveis invejáveis de venda.
Entre Os Mais Vendidos do País
Segundo uma revista de grande circulação nacional, o livro pulou de 7º, para 5º lugar, entre os mais vendidos no país e os donos de bancas de revistas testemunham a procura intensa procura pelo livro.
Imagino que para Sarney, tenha sido ‘fichinha’, montar a estratégia de conter os colegas senadores e demovê-los da tentativa de tirá-lo do mandato de presidente do Senado, frente à incontrolável missão pessoal de reprimir a vontade de milhões de brasileiros em conhecer a obra.
Fico aqui, tentando imaginar toda a movimentação com o intuito de abafar o lançamento do livro, nesta quarta.
Atitude Criminosa Orientada Por Membros do Governo


A utilização criminosa de jovens e funcionários do governo do estado e de militantes da juventude do PMDB, disfarçados de estudantes, para tumultuar e promover quebra-quebra no Sindicato dos Bancários (local do lançamento do livro), foi uma atitude digna de invejar os mais sanguinários ditadores.
A irresponsabilidade impensada do ato de vandalismo que tinha a única intenção de enlamear o evento, transformou-se numa ação inteiramente reprovada por todos, até por alguns poucos sensatos aliados de Roseana.
Os protagonistas dessa baderna foram vítimas de um pensamento intolerante dos seus chefes, que pôs em risco a sua vida e de outros presentes, que prestigiavam o evento.
PRESIDENTE DAJUVENTUDE DO PDT-MA LANÇA NOTA DE REPÚDIO

A propósito da matéria, recebi do Presidente Estadual da JS/PDT, Saney Sampaio uma carta onde, ele registra o repúdio da entidade com o vandalismo praticado durante o lançamento do livro “honoráveis bandidos”, ontem, no Sindicato dos Bancários.
Veja a íntegra da Carta:
NOTA DE REPÚDIO
A Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista do Maranhão vem, de público, manifestar seu repúdio aos atos de vandalismo praticados por pseudo-líderes e funcionários da Secretaria de Esporte e Juventude – SESPJUV, dentre eles o candidato à presidência do Conselho Estadual de Juventude, Ruy Pires e seu chefe, o secretário Roberto Costa.
Ficamos envergonhados de ver entidades históricas como a União Municipal dos Estudantes Secundaristas a reboque da oligarquia. A mesma oligarquia que sustentou a ditadura militar que, nos anos de chumbo, perseguiu, prendeu, torturou e matou centenas de estudantes. Estes pseudo-líderes mancharam a história da UMES com a sujeira de suas vidas.
Ontem, durante o lançamento do livro Honoráveis Bandidos, estas pessoas reproduziram a mesma balbúrdia e pantomima que desenvolvem nos órgão que representam. Demonstraram, in loco, uma pequena fração do que está escrito nas páginas daquele livro, ou seja, o destempero, desrespeitos às Instituições e, acima de tudo, a violência à liberdade de expressão. No intuito de marcar pontos com o Poderoso Chefão da Famiglia Sarney recorreram aos mais atrasados métodos oligárquicos e coronelistas: a truculência.
Acreditamos que parte desses arruaceiros não sejam caso de política, mais sim de POLÍCIA, basta consultar as delegacias da Cidade de São Luís ou os arquivos do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Justiça que logo verão que eles não possuem currículo, mais sim folha corrida. Estamos prontos para reagir, firmes e fortes.
A JS PDT não aceitará nenhum ato de desrespeito ao Governador Jackson Lago, eleito democraticamente pelo povo. Qualquer tentativa de atingi-lo moral ou fisicamente será imediatamente respondida por nós. Da mesma trincheira que defendemos os interesses da nossa gente, defenderemos o nosso líder e o nosso partido.
São Luís, 05 de novembro de 2009.
Saney Sampaio
Presidente Estadual da Juventude Socialista
Partido Democrático Trabalhista – PDT
ADVOGADO DE TIMON PODERÁ COORDENAR CAMPANHA DE FLÁVIO DINO
(foto de Flavio Dino chorando após ser derrotado nas eleições para prefeito em 2008, em São Luis-MA)
O advogado e militante político Mauro Montgomery Serra (filho do fidalgo fazendário, Montgomery), também trocou de legenda. Deixou o DEM e filiou-se ao PCdoB.
Em conversa com o causídico, nota-se que o mesmo não faz esforço pra disfarçar sua desilusão com os políticos locais, inclusive com o grupo que apoiou nas últimas eleições.
Mauro ainda não sabe ao certo se disputará algum cargo eletivo nas próximas eleições, mas afirma que um dos fatores motivadores da filiação é a simpatia pela pré-candidatura do deputado federal Flávio Dino, também do PCdoB, de quem se diz amigo pessoal.
Um amigo de Mauro revelou que ele teria sido sondado para coordenar a campanha de Flávio Dino, em Timon, devido à boa articulação e, principalmente, pela condição de independência financeira e política.
Perguntar não Ofende: Onde ficariam João da Gráfica, Marcio Lago, Jerry Mayner e outros comunistas assentados no partido há mais tempo ???
MARANHENSE INVENTA MÁQUINA DE TRITURAR COCOS
A preocupação com o destino dado aos cocos d’água após o consumo levou o
empresário e produtor rural, Marcelino Lopes, 57 anos, a criar uma máquina
capaz de triturar a fruta inteira com o objetivo de dar um destino
ecologicamente correto às cascas do produto. O invento maranhense já está
patenteado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que
tem a representação local na Secretaria de Estado da Indústria e Comércio
(Sinc).
As cascas do coco verde correspondem a mais da metade do peso bruto
do fruto e são geralmente dispostas em aterros e lixões, o que tem
provocado um enorme problema aos serviços municipais de coleta de lixo em
função do grande volume. A máquina criada pelo inventor maranhense, ao
triturar todo o coco, transforma-o em uma fibra orgânica que pode ser
usada como matéria-prima na confecção de diversos produtos de utilidade
para a agricultura (adubo), na indústria da construção civil (cimento).
Também pode ser empregada no artesanato em substituição a outras fibras
naturais e sintéticas. O processamento, além de eliminar resíduo ao meio
ambiente, proporciona a reutilização, a exemplo do que acontece com as
latinhas de alumínio, onde já existe uma cadeia produtiva em torno de seu
processo de reciclagem.(do ‘O Progresso’ de Imperatriz.)

Nunca um lançamento foi tão esperado aqui no Maranhão. Nem o São João em novembro do Bumba-Ilha da Secretaria de Saúde, nem o Marafolia, finado Carnaval de outubro ou mesmo a estréia do filme O Dono do Mar foram tão aguardados quanto o lançamento do livro Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney.
Palmério Dória conseguiu colocar a unha literária bem no fundinho da ferida histórica da família Sarney: o enriquecimento inexplicável de quem sempre viveu da política.
Como um Jack Estripador da vida alheia, uma verdadeira comadre das entrelinhas da história, Palmério Dória segue em todas as 208 páginas de seu livro esmiuçando as passagens políticas do camaleão José Sarney. Sempre camuflado conforme a conveniência do momento, hora servil à Ditadura, hora baluarte da democracia.
Se o Lula há poucos afirmou que caso Cristo viesse hoje ao Brasil e fizesse campanha política, com certeza se aliaria a Judas pra conseguir votos. Sarney, seguindo as análises de Palmério Dória, se aliaria a Cristo, Judas, Barrabás e ainda lavaria o rosto com as sobras da água que Pilatos molhou as mãos.
O amor e a subserviência são cegos
Diz um antigo ditado que “quem o feio ama, bonito lhe parece”. Os amantes da política de José Sarney o acham um lindo homem público e saem quase que diariamente em defesa do guru, tentando achincalhar o escritor Palmério Dória, por causa do honorável livro.
O socialite Pergentino Holanda, citado em dois momentos no livro, colocou nota recente no jornal Estado do Maranhão falando que o Honoráveis Bandidos não é livro e quem tente ler, para tirar a prova, destrói o impresso ainda nas primeiras páginas, rebolando o livro de Palmério Dória nos vasinhos podres de chiques de lixo.
Hoje cedo subiu ao púlpito da Assembleia Legislativa o deputado estadual Joaquim Haickel. Culto e imortal, o deputado traçou severas críticas ao livro do Palmério Dória.
Dizendo-se apreciador de literatura e política, Joaquim Haickel afirmou em tom irônico que vai ler o livro e fez questão de errar várias vezes o nome do jornalista paraense. Política e literatura tendenciosa, este é o livro Honoráveis Bandidos, segundo o deputado Joaquim.
“Palmério Dória quer ganhar um dinheirinho, não acho isso errado”, finalizou o deputado.
O que achei do livro Honoráveis Bandidos
Duzentas e oito páginas foram poucas. Gostei desde o título do livro à orelha final. Ver escreverem sobre José Sarney sem medo de represálias por não depender financeiramente dele ou mesmo não ser maranhense e correr o risco de ser linchado por algum adepto dessa religião que é o Sarneysismo Atostólico Secretum Românico, torna prazerosa a leitura.
Certo dia num ônibus uma senhora me viu lendo em pé o livro e pediu para ver capa e contra-capa. A senhora falou que estava frustrada por não conseguir comprá-lo aqui em São Luís, aproveitei e fiz a propaganda do lançamento de amanhã.
O que mais gostei, por ter feito alguns períodos de História na UFMA, foi a cronologia desde a concepção do velho Sarney até as suas agruras com o Caso Lunus e o cerco ao filho Fernando. O dia de Yemanjá, dois de fevereiro, também é bastante citado. Yemanjá, Iara, Inaê, mar, dono do mar, por fim acaba desaguando no Atlântico mesmo.
Fico triste somente por ninguém ter avisado Palmério Dória que Alcântara não é uma ilha, é bem verdade que a maioria das pessoas vão pra lá de barco, mas quem é ilha é São Luís, Alcântara está grudada no continente desde a finada pangéia.
O Que: lançamento do livro do jornalista paraense Palmério Dória Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney
Quando: amanhã, 04 de novembro de 2009 às 19h
Onde: auditório do Sindicato dos Bancários de São Luís, na Rua do Sol, 413, Centro – São Luis.

Boicotado pelas livrarias maranhenses o livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, do jornalista e escritor paraense Palmério Dória, será lançado ainda este mês em São Luís.
Com informações polêmicas sobre a trajetória política do Senador José Sarney (PMDB-AP), Palmério Dória lança a cartilha que faltava para os desafetos do Dono do Mar.
Numa narrativa humorada (e ácida, por vezes) o escritor nos leva à sala de estar da família que comanda o Maranhão há mais de quatro décadas, revelando brigas, jogo de interesses e troca de favores entre várias gerações de políticos e bajuladores, dos cenários nacional e maranhense.
Aos maranhenses apreciadores da história, essa é a indicação de uma boa leitura.
No sítio do Jornal Pequeno constam alguns trechos extraídos do livro, leiam abaixo:
O PMDB ERECTO
Vizinha do pai na Praia do Calhau, vizinha do pai no Planalto: Roseana tinha gabinete montado pertinho do pai presidente da República. Comportava-se como se estivesse na própria casa.
Bocuda. E desbocada. Mal chegando às bordas do poder federal, ela presenciou o encontro em que o deputado Cid Carvalho, seu conterrâneo, pediu a Sarney apoio para o PMDB nas eleições de 1985. Cid foi enfático:
“Presidente, ao senhor interessa o PMDB erecto!”
Cid voltou o Planalto, semanas depois, desenxabido com o fracasso de seu candidato, que não passou do quarto lugar, com apenas dez mil votos. Roseana levantou o braço, de punho fechado, em posição fálica:
“Então, Cid? Cadê o PMDB erecto?”
Baixou o cotovelo e o balançou, em gesto obsceno:
“Broxou?”
(“Honoráveis Bandidos”, página 28)
A PORTA BLINDEX DO ZEQUINHA
Nem preferido da mãe, nem preferido do pai, José Sarney Filho, o Zequinha, filho do meio, é pesado de carregar. Foi ministro do Meio Ambiente de Fernando Henrique Cardoso, e mais nada.
Seu grande feito foi transferir para o seu Maranhão, então governado pela irmã, nada menos que 80 por cento das verbas de sua pasta – e Roseana achou pouco.
Quando viu que não vinha mais nada, e que o irmão, três anos mais moço, estava fugindo dela, foi até a casa dele, pegou do jardim uma pedra e atirou-a contra a porta de vidro blindex da entrada, que se espatifou. Raivosa mesmo.
(“Honoráveis Bandidos”, página 30)