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Chico Leitoa convoca Audiência Pública para discutir impactos de hidrelétricas no Rio Parnaíba

Deputado Chico Leitoa (PDT) na abertura da Audiência Pública

Foi realizada na tarde de ontem, dia 12, no auditório Fernando Falcão na Assembleia Legislativa do Maranhão, uma Audiência Pública solicitada pelo deputado estadual Chico Leitoa (PDT) para discutir os impactos causados pela instalação de cinco hidrelétricas no Rio Parnaíba.

Com a presença de representantes do Governo do Estado, Governo Federal e entidades de proteção ambiental, a audiência discutiu principalmente os impactos sociais e naturais que ocorrerão às margens do Rio Parnaíba tanto no Maranhão, quanto no Piauí.

A ausência da Projetec, empresa pernambucana que realizou o Estudo de Impacto Ambiental das Hidrelétricas no Rio Parnaíba, da Construtora Queiroz Galvão e da CHESF – Companhia Hidro Elétrica do São Francisco não impediram a realização da Audiência Pública, apesar destas empresas serem as grandes responsáveis pela maioria das inquietações e questionamentos acerca dos impactos sociais, naturais e econômicos das regiões afetadas. Já que serão atingidas pela construção das barragens aproximadamente 16 mil pessoas.

Dos 91 impactos decorrentes da implantação, 80 são negativos e trarão malefícios diretos à população que mora às margens do Rio Parnaíba.

No mês de março foram realizadas algumas Audiências Públicas convocadas pelo IBAMA e com a participação da Projetec e da CHESF, onde foi apresentado o Relatório de Impacto Ambiental das cinco hidrelétricas.

Moradores de São Félix de Balsas que estavam presentes na Audiência Pública da Assembleia Legislativa na tarde de ontem, reclamaram que no encontro anterior, em março, a empresa Projetec apresentou um relatório recheado de termos técnicos, desconhecidos para a população.

Segundo Maria Diva, moradora de Nova Iorque-MA, em 1968 a cidade foi inundada para a construção da Barragem da Boa Esperança e em contrapartida vários povoados da cidade encontram-se sem energia elétrica até hoje. “É a falta do confronto entre o ganho econômico e os impactos sociais”, afirmou Diva.

Ausência de Biú, Socorro e Sétimo Waquim

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Antonio Bacelar (PV) ressaltou a ausência dos representantes políticos das regiões próximas ao Rio Parnaíba e elogiou a iniciativa do deputado Chico Leitoa, idealizador e presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Rio Parnaíba, em convocar a Audiência Pública para discutir os impactos causados pela construção das hidrelétricas.

Bacelar reforçou que o convite para participação na Audiência Pública foi estendido a todos os prefeitos, parlamentares e presidentes das Câmaras Municipais das cidades às margens do Rio Parnaíba e de seu entorno. Com isto, a prefeita de Timon, Socorro Waquim (PMDB), o seu marido, o deputado federal Sétimo Waquim (PMDB) e o presidente da Câmara de Timon, vereador Biú (PRB), estavam cientes da realização da Audiência Pública e não compareceram.

Nessa queda de braço, talvez pelo fato do deputado Chico Leitoa ter convocado a Audiência Pública , quem perde é Timon e sua população com a ausência de Socorro , Sétimo e Biú nas discussões sobre os impactos da instalação das hidrelétricas.

Com a construção das hidrelétricas o perigo do Rio Parnaíba tornar-se totalmente assoreado é somente uma questão de tempo. Atingindo assim diretamente a vida dos ribeirinhos timonenses, que nas margens do rio plantam e pescam.

Socorro e companhia perderam uma grande oportunidade de demonstrar preocupação com seus conterrâneos e com a vida do Velho Monge, o Rio Parnaíba.

População X Desenvolvimento

Um dos pontos mais discutidos na audiência foi a real necessidade da criação dessas hidrelétricas. A energia produzida pelas usinas é uma energia limpa, mas suja tudo no processo de instalação. Morre desde a história das áreas inundadas à fauna e flora locais.

Na Audiência foi dito várias vezes que, por falta de informação, muitas pessoas estão preocupadas somente com o deslocamento delas e com o valor da indenização que receberão para abandonar as suas terras. A deputada Helena Barros Heluy (PT) afirmou que falta um sentimento do coletivo. “Barão de Grajaú continua pobre, mesmo depois de quarenta anos da construção da Barragem da Boa Esperança”, comentou Helena Heluy.

O deputado Chico Leitoa reforçou que o povo deve participar de maneira mais ativa das discussões, já que além da natureza, eles serão atingidos diretamente com a construção das represas no Rio Parnaíba. E uma das ferramentas mais completas para obtenção de respostas é a Audiência Pública.

IBAMA

Um morador de Balsas, Antonio Gomes, cutucou os dirigentes do IBAMA presentes na Audiência Pública dizendo que “graças a Deus a entidade está em greve”, jogando a responsabilidade da implantação das hidrelétricas diretamente no colo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

Os superintendentes do IBAMA do Maranhão e do Piauí fizeram questão de afirmar que sem o devido estudo e minimização dos impactos sociais e naturais, as empresas não terão o licenciamento para a construção das hidrelétricas, mesmo com a Autarquia Federal em greve.

Outra Audiência

O deputado Chico Leitoa acredita que o evento de ontem foi uma preliminar para uma próxima Audiência Pública, desta vez com as empresas responsáveis pelos Relatórios de Impacto Ambiental e das outras participantes do consórcio que integra a construção das hidrelétricas.

“A partir desta audiência haverá um maior interesse por parte dos políticos e da população. O que tivemos hoje foi só um treino para um evento de maior porte.”, finalizou Leitoa.

Maria Diva, Nova Iorque – MA

Antonio Gomes, Balsas-MA, agradecendo a Deus a greve do IBAMA


A semana (que passou…)

Alexandre Almeida e o grande salto I

Que o ex-vereador Alexandre Almeida (PTdoB) conseguiu nas eleições de 2006, em todo o estado, 5.944 votos todos sabem. Agora multiplicar quase quatro vezes essa votação sem ter prestado nenhum trabalho de relevância quando vereador em Timon ou como diretor de órgão do estado, é forçar demais. Seria um pequeno passo para o ego, mas um salto gigantesco para a realidade.

Alexandre Almeida e o grande salto II

Todos sabem que no futebol time que entra achando que vai ganhar e menosprezando o adversário, é um time que joga de “salto alto”. Pejorativamente esse “salto” conota soberba e não pulo. Acredito que o ex-vereador confundiu definitivamente os saltos e quer pular quatro degraus com dele seus quase 6 mil votos da eleição passada.

Sétimo – o esquecido I

Pela segunda vez em menos de um ano o deputado federal Sétimo Waquim (PMDB) foi deixado de lado pelo jornalista Marco D’eça do Imirante, na lista de candidatos com eleição “garantida”.

Escondido no limbo eleitoral, segundo matéria do D’Eça, Sétimo perderá a vaga para Chiquinho Escórcio e/ou Luciano Moreira, ambos filiados ao PMDB, e que, como escreveu o jornalista, os dois “… vêm em crescente evolução de campanha”. Já Sétimo enfrenta rejeição, segundo pesquisa recente da Data Merita – Timon FM, registrada no TRE sob o número 13132/2010.

Sétimo – O esquecido II

Bem que o deputado Sétimo Waquim poderia ter dado uma contribuição e comparecido à votação do Projeto “Ficha Limpa”, esta semana em Brasília. Deveria ter ido e limpado a barra, ganhando assim um pouco de carisma para “calar” a boca do agourento jornalista do Imirante.

Vaias pra que te quero I

Já é de saber comum a existência de um CD contendo palmas e que foi usado no show de gravação do DVD de Alcione, na Pça. Maria Aragão, no mês passado. Dizem que a tática está sendo a seguinte: quando falam as palavras “Governo do Estado”, “Roseana Sarney” ou “José Sarney” a vaia é geral, daí aperta-se o PLAY e palmas caem dos céus, ou melhor, das caixas de som e abafam os apupos dos desafetos.

Mas parece que nas recentes viagens de Roseana esqueceram o CD em São Luís. E com medo das vaias a governadora anda fazendo discursos reservados a um público selecionadamente “seu”, assim o risco de apupos fervorosos é quase zero. Que diga o povo de Presidente Dutra.

Vaias pra que te quero II

Como Roseana estará em Timon no próximo dia 11, os amantes da governadora do TSE poderão comprar o CD “Aplaudam-me”, que já está sendo vendido na rodoviária de Timon. Nele estão contidas palmas de crianças, de idosos, de doentes (para inaugurações de hospitais), de aniversário de cidade e inaugurações de obras alheias. O CD é tão completo que tem até uma versão do Hino Nacional cantada por Wanusa.

Flávio Dino e o PT I

Encontra-se ameaçado o apoio conseguido pelo deputado federal Flávio Dino (PCdoB) no último Congresso Estadual do PT, no dia 27 de março. O pleito foi vencido pelos petistas simpatizantes de Dino por 87 votos contra 85 a favor do apoio à Roseana.

Como o PT tem alguns minutos de televisão e trás consigo a sombra do presidente Lula, tanto PCdoB quanto PMDB querem marchar com o partido da estrela vermelha nas eleições de outubro. E como dizem que o brilho dos olhos do PMDB ofusca qualquer coisa resolvida no voto, o presidente do diretório estadual do PT no Maranhão, Raimundo Monteiro, prometeu reavaliar o apoio a Dino num encontro que se realizará nos dias 21 e 22 de março.

Flávio Dino e o PT II

Como uma sereia pós-moderna Roseana cooptou o apoio do Partido dos Trabalhadores cedendo cargos no governo do estado. Com isso, a tendência é o PT, no frigir dos ovos, decidir apoiar Roseana Sarney e não Flávio Dino ao governo do estado. Caso esse despautério se concretize o deputado federal Domingos Dutra (PT) já prometeu fazer greve de fome e disse que “vai morrer gente”. Conhecendo as táticas de José Sarney e companhia, acredito que talvez pereça de fome o Dutra ou quem sabe, subam o cadafalso as pretensões de Flávio Dino.


A VIAGEM: Rejeição obriga Roseana Sarney a iniciar Governo Itinerante

É engraçado como a nossa falta de memória e bom senso são esfregados sempre em nossas caras. E nós, parecendo bons cavalos de face ensaboada, nada fazemos.

Governantes esquecem que existe um povo que precisa de educação, infra-estrutura e saúde. E nas horas mais convenientes aparecem com um sorriso de uma orelha a outra acenando para esse mesmo povo. Tentam apagar a memória com meio metro de asfalto, caixa d’água que não distribui água alguma, dentre outros placebos eleitorais.

Em Timon, se não fossem as fotos e propagandas incessantes na internet, rádios, jornais impressos e televisões, o governo “que cuida das pessoas” praticamente seria desconhecido. Roseana depois que assumiu o governo, pouco mais de um ano atrás, veio somente uma vez por aqui e quando apareceu, se tirarmos as carpideiras de plantão, poucas pessoas a viram.

E olha que somando os dois primeiros mandatos de Roseana Sarney a este ano de mandato judicial, temos ao todo quase dez anos da filha do senador amapaense, José Sarney, no comando do Maranhão e mesmo assim poucas visitas à Timon.

Dessa forma fica fácil entender porque na recente história eleitoral de Timon, pela primeira vez, vemos nomes atrelados à Roseana Sarney dividirem com ela altos índices de rejeição.

No passado inglório o “toque de Midas” de alguns candidatos era parear a própria foto com o rosto de Roseana nos cartazes de propaganda eleitoral.

Hoje a história mostra uma Roseana Sarney com a imagem ensebada, por ter ganho o governo por apenas quatro votos no TRE e notadamente se preocupar somente com a “reeleição”. Assim, colar a foto ou o nome perto dela é sinal de rejeição, que diga o deputado Sétimo Waquim. Que nem citado como provável eleito é mais, mesmo nos veículos de comunicação pertencentes ao grupo Sarney, como em matéria recente do jornalista Marco D’eça, do Portal Imirante.

Segundo pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Data Merita e encomendada pela Rádio Timon FM, Roseana aparece em Timon com rejeição de 45,96%, tecnicamente um empate se compararmos com o resultado de Sétimo Waquim, com rejeição de 50,93%, já que a margem de erros é de quase 6%, para cima ou para baixo. Na rabeta da má avaliação passeia também a prefeita Socorro Waquim, onde 60,56% dos entrevistados avaliaram negativamente seu governo. A pesquisa está registrada no TRE com o número 13132/2010.

Governo Itinerante ou beligerante?

Em virtude da rejeição Roseana está de passaporte carimbado para visitar Timon e várias outras cidades do estado. Em Presidente Dutra dias atrás, como postado aqui no BLOG, Roseana evitou o confronto direto com o povo e fez uma reunião em local fechado e público seleto.

E como a moda agora é fazer encontros em locais fechados, evitando assim vaias e desconcertos, provavelmente os timonenses terão pouca oportunidade (novamente) de ver a governadora ao vivo. É só aguardar, guardar o dinheiro para comprar os ingressos e assistir a ficção que é o governo Roseana Sarney.

Megalomania eleitoral

Com a aproximação das eleições as especulações em torno de eleitos e não-eleitos são tão voláteis quanto a pretensão de alguns candidatos. Uns cantam 20 mil votos, outros bravejam 60 mil e o povo aguarda passivamente a hora de fazer essa soma nas urnas.

Mas, o que torna bastante interessante as eleições que se aproximam é o confronto nas realizações. Quem cola a cara perto de Roseana Sarney e não tem no histórico nada pra mostrar, acaba somando zero com coisa alguma. Como é o caso do ex-vereador Alexandre Almeida (PTdoB), que segundo a pesquisa da Data Merita tem rejeição de 24,53%.

No último dia 30, Alexandre Almeida disse em entrevista concedida à rádio Timon FM, que a cidade tem força e eleitores para eleger mais de um deputado e que ele, sozinho, poderá alcançar 20 mil votos.

Pretensões à parte, a beleza do discurso de Alexandre Almeida vai embora quando procuramos respaldo em suas ações como vereador. Segundo dizem, o ex-vereador permanecia quase sempre com seu gabinete fechado e no seu histórico na Câmara de Timon não se encontra nenhum projeto de grande relevância aprovado.

Assim como a promessa de uma sede própria (ler matéria da época) para o IPEMAR, órgão do governo do estado que Alexandre presidiu até bem pouco tempo, logo que assumiu o comando do órgão, fica difícil acreditar nas palavras do jovem político, já que seu histórico corre contra elas.

Como falei acima, seria o simples e ufanista fato de ser apoiado por Roseana Sarney que faz, dentre outros candidatos, Alexandre Almeida declarar 20 mil votos somente em Timon.

E como diria o grande poeta Renascentista Jacy Borreau “me diga quem tu apoias, que lhe direi se voto em ti”.

Com informações dos Portais Timon FM e Tribuna do Maranhão


Roseana Sarney evita confronto direto com o povo em Presidente Dutra

Parece que o número de cidades onde Roseana Sarney (PMDB) se esconde do confronto direto com o povo aumenta a cada dia.

Em Imperatriz na inauguração do Estádio Frei Epifânio da Abadia, no dia 13 de abril, a simples citação do nome de Roseana nos alto-falantes do estádio durante o jogo de inauguração, foi suficiente para uma saraivada de vaias. Ela apareceu por lá pela manhã e cortou quase que sozinha a faixa.

No show de gravação de um DVD em São Luís no mês passado, ao agradecer a ajuda do governo do estado, a cantora maranhense Alcione nem conseguiu ouvir os apupos para a governadora, é que logo foram acionadas palmas no sistema de som para abafar as vaias ao nome de Roseana Sarney.

Em pesquisa recente na cidade de Timon, Roseana aparece colada no marido da prefeita da cidade, Sétimo Waquim (PMDB), no quesito rejeição. Tanto Roseana Sarney, quanto Socorro e Sétimo Waquim, fazem cara de paisagem para a buraqueira que virou a cidade, onde a violência passeia livremente pelas ruas de braço dado com o tráfico de drogas e acusações constantes de crimes de pedofilia.

Por isso, motivada por pesquisas recentes e constantes vaias quando vê citarem seu nome, a governadora de quatro votos resolveu cair em campo, para tentar reverter tanta rejeição.

Em seu périplo pelo interior do estado Roseana esteve hoje em Presidente Dutra. Novamente fugindo do embate frontal com o povo, a governadora foi fazer seus discursos dentro do Quartel da PM, segundo fontes daquela cidade.

Além do fato de se proteger no Quartel da PM de Presidente Dutra, outra coisa chamou atenção na visita de Roseana. É que a governadora evitou, também, encontro com antigos aliados.

Nomes como o ex-candidato a deputado federal pelo PMDB, Fernando Gonçalves, o ex-deputado estadual Aristeu Barros (PTdoB) e o vereador Ronaldo Pereira (DEM), não sentiram nem de longe o cheiro da tinta do cabelo de Roseana.

Na visita à Presidente Dutra, Roseana preferiu se encontrar com a prefeita Irene Soares (PRB), e com o líder político Juran Carvalho (PV). Não compareceram ao evento no Quartel, fato que causou estranheza na população, o vereador Aristeu Nunes e o vice-prefeito Zezão, ambos do PDT, demonstrando com isso fidelidade ao governador Jackson Lago (PDT).

O fato de Roseana se aquartelar para poder discursar para um público seleto e doutrinado, deve-se à notória omissão do governo do estado, em relação à Presidente Dutra. Segundo informações, a única coisa construída por Roseana na cidade foi somente um Farol da Educação, em contrapartida, Jackson Lago teria enviado para a cidade dois hospitais e deixado vários outros convênios firmados com a prefeitura.

Nesta visita Roseana inaugurou os hospitais ainda da época de Jackson Lago e pôde perceber, também, no ânimo da população a falta que estão fazendo os professores e aulas em algumas escolas do estado.

Governar é cuidar das pessoas e ainda assim evitá-las!


Roseana, com mandato-tampão, tenta perpetuar o poder da família Sarney

Três dos quatro governadores que cumprem mandatos-tampão, depois de substituir os titulares cassados por problemas com a Justiça, são pré-candidatos à reeleição. Todos são do PMDB e trabalham discreta ou publicamente para se eleger, costurando alianças e fazendo promessas e concessões ao eleitorado.

São eles: Roseana Sarney, no Maranhão; José Maranhão, na Paraíba; e Carlos Henrique Gaguim, no Tocantins. Rogério Rosso, também do PMDB, empossado no Distrito Federal no último dia 19, não deve concorrer à reeleição.

A gestão Roseana Sarney é marcada por um plano de governo à la Juscelino Kubitschek. Ela afirma que seu objetivo é corrigir em 18 meses erros dos 76 meses das administrações anteriores, de José Reinaldo Tavares (PSB), e Jackson Lago (PDT), a quem substituiu. Na lista de prioridades está a entrega de 132 escolas e de 72 hospitais – ou 7,3 escolas e quatro hospitais em cada mês de seu governo. As obras já foram licitadas.

Roseana Sarney listou como urgente o reforço na segurança e investimentos em festas populares. Anuncia que, em um ano, entregou cerca de 500 viaturas e, no carnaval, investiu de R$ 19 milhões. “O maranhense voltou a ter autoestima”, tem reiterado Roseana Sarney, em pronunciamentos. Ela não trabalha diretamente na articulação de alianças para a reeleição, mas conta com a ajuda de interlocutores como o ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), pré-candidato ao Senado.

A oposição vê no programa de governo da peemedebista uma tentativa de atenuar seus índices de rejeição em algumas regiões do Estado, como no sul, ou como “propaganda enganosa”.

Na Paraíba, a posse do senador Maranhão para um mandato de um ano e 10 meses antecipou a campanha pelo Palácio da Redenção, sede do governo estadual. Ao assumir, ele deixou claro que seria candidato à reeleição e esfriou as pretensões do então prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB). Nas duas campanhas de prefeito, Coutinho foi eleito com o apoio de Maranhão.

Nesse cenário, a aliança entre PMDB e PSB se desfez. Coutinho, antes ferrenho crítico do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), cassado por corrupção eleitoral, e do senador Efraim Morais (DEM), se aliou aos dois para derrotar Maranhão. Maranhão lidera as pesquisas e Coutinho aparece em segundo. Eles têm percorrido o Estado em pré-campanha.

Tocantins – Dois dos pré-candidatos que haviam manifestado intenção de concorrer a o governo do Tocantins desistiram – a senadora Kátia Abreu (DEM) e o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT) -, abrindo o caminho para o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), virtual pré-candidato à reeleição. Ele retornou ao Estado na sexta-feira, depois de 15 dias na China e encontrou um partido dividido: um dos seus principais expoentes, o deputado Moisés Avelino quer aliança com o PSDB, de Siqueira Campos, que será apoiado pelo DEM.Gaguim, eleito pela Assembleia para o mandato-tampão depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou Marcelo Miranda, também do PMDB, em agosto de 2009, tem pregado austeridade no Estado, mas já concedeu reajuste salarial para várias categorias de servidores. A oposição o critica dizendo que os aumentos, em ano eleitoral, terão uso político. O governador justifica que só atendeu a reivindicações das categorias, que vinham de vários anos.
DEU NO ESTADÃO
foto de lourenço dantas


Vereador Biú e a “RES PUBLICA”

Quem assistiu a cena do enxotamento do jornalista Edmundo Moreira da Câmara Municipal de Timon, na semana passada, viu a forma que os contrários são tratados no Legislativo Municipal desta cidade.

Apesar de Timon ser a terceira maior cidade do Maranhão, aqui as conversas correm feito rastilho de pólvora. Boatos verdadeiros e fuxicos falsos palmilham as rodas de conversa, coisa típica de uma pequena cidade.

E como essas futricas de beira de calçada não tem horizonte, chegou hoje cedo a este blogueiro um e-mail relatando a origem de tanta truculência na Câmara de Vereadores. Neste histórico de catiripapos e empurrões o legislativo municipal já viu, antes mesmo do Edmundo sair algemado, um funcionário chamado Jerry ser agredido, segundo dizem, pelo vereador Antonio Borges Pimentel Filho, Biú (PRB).

O e-mail informa também que o atual presidente da Câmara na final de um campeonato de futsal em 2005, entre o time da Juventude do PMDB contra equipe do Barcelona, partiu pra cima do jovem Uilma Resende, hoje vereador pelo PDT. Com o bafo de cana, segundo o e-mail, Biú estava descontrolado e foi contido por dois moradores do Centro, Thiago e Ferrugem, que alertaram o vereador que ele estava confundindo Uilma com alguém, pelo fato do jovem não ser “de briga”.

Numa acidez que demonstra admiração pelo vereador Biú, a pessoa que enviou o e-mail fez uma proposta ao presidente da Câmara: que ao invés de se chamar Biú, o vereador fosse rebatizado politicamente de Pit Biú, em alusão ao feroz animal que somente a mordida tem pressão 2,75 toneladas por centímetro quadrado.

E parece que ontem, dia 3, os caninos foram mostrados novamente na Sessão Legislativa da Câmara de vereadores de Timon.

Todos viram na Sessão da noite passada quando o vereador Uilma Resende (PDT), aquele mesmo da cascaria de dois parágrafos acima, tentou argumentar com Biú, sobre seu tempo de explanação. Uilma viu nos olhos e nas palavras da presidente a ameaça de ser retirado da sessão.

O perigo é que dessa vez Uilma não contaria com ninguém para apartar a briga e além dos safonões, ainda poderia sair de lá algemado, como costuma acontecer com quem não obedece às ordens de Biú.

É notório que essa intransigência não cause somente temor na população, já que para o presidente da Câmara, integrante da base de apoio a prefeita Socorro Waquim (PMDB), esses constantes rosnados possam vir a respingar na já enfraquecida caminhada de Sétimo Waquim (PMDB) à reeleição de deputado federal.

Grifo Nosso: vereador passe a ler os Requerimentos a você enviados e aceite a presença de todos, incluindo os desafetos, na Casa do Povo, como tentou explicar o jornalista Edmundo.

Na pequena RES PUBLICA (COISA PÚBLICA) que agora Vossa Excelência é presidente, como já diz o conceito de Democracia, tudo é feito com o POVO, pelo POVO e para o POVO. Não confunda POVO com POLVO, este segundo é um molusco de oito braços que tudo abarca, ou pelo menos tenta abarcar.

Entenda que a omissão é tão nociva quanto a intransigência. Diria eu que são irmãs, uma tira o respeito e a outra votos, ou vice-versa.


NOTA DE REPÚDIO À PRISÃO DE JORNALISTA – Algema não é sinônimo de silêncio!

Manifestantes na rua, camburão com sirene ligada e jornalista algemado. Esta cena poderia ter sido retirada do filme O Que é Isso Companheiro, do diretor Bruno Barreto de 1997, que relata a truculência e a censura imposta pelos militares no período da Ditadura (1964-1984). Mas, por mais absurdo que pareça, o fato ocorreu na noite da última quarta-feira, 28 de abril, nas barbas do Legislativo Municipal de Timon, tendo como artífices o presidente da Câmara, vereador Antonio Borges Pimentel Filho, o Biú (PRB) e membros da Guarda Municipal de Timon, que agem, indiretamente, sob a batuta da prefeita Socorro Waquim (PMDB).

É triste e inaceitável para nós relatar tal fato. Ver Timon mudar de cidade dos buracos e do descaso, para a terra da censura. Onde um Presidente da Câmara, eleito pelo povo, ordena a agressão a um jornalista no exercício de sua função.

Ao invés de progredir, regride-se à mordaça dos Anos de Chumbo da história brasileira. Divulgar falhas e manifestações voltou a ser motivo de humilhações e prisão.

À Guarda Municipal de Timon coube o papel de executar as ordens do vereador Biú que, achando-se o dono da Câmara, Biú bradou ao jornalista Edmundo Moreira, do Portal e Jornal Hoje: “aqui você não filma, aqui você não fica”, mandando prendê-lo logo após, por puro ‘desacato a censura’.

A nós, resta sentir pena e lamentar, tanto como comunicadores, quanto como moradores desta cidade, que o vereador Antonio Pimentel Biú desfira sua gana por censura e tire a Guarda Municipal de suas verdadeiras funções. Zelar pelo patrimônio de Timon não é proteger o vereador do julgamento do povo, da divulgação de sua imagem ou tão pouco da argumentação de um jornalista.

O fato é que Biú perdeu uma grande oportunidade de ficar omisso, coisa que não acontece comumente.

Nisso, Timon continua vivendo um paradoxo, enquanto a farda azul anil se sente forte perante pessoas de bem, a marginalidade, tráfico de drogas, prostituição e pedofilia, dão expediente diário nas ruas esburacadas de Timon, sem sofrer nem um beliscão da briosa guarda ou preocupação por parte do ilustríssimo e monossilábico Presidente da Câmara.

Faz-se necessário informar que as palavras não cessarão com algemas e o nosso intuito, enquanto jornal impresso e sítio de internet, de manter o povo de Timon por dentro dos maltratos e descasos com a população, não calará frente às pressões.

Deixemos para a história que esta se encarregará de mostrar quem algema ou deva ser algemado, quem escreve ou quem virará manchete.


Site do PMDB sofre ataque de Hackers

O site do PMDB sofreu um ataque neste sábado (17). A frase “o site dos corruptos” aparecia na página inicial. O usuário era rapidamente direcionado para outra página com um texto intitulado “40 propostas para o Brasil” com uma bandeira do país. No topo, um recado: “aos corruptos de plantão”.

O texto estava dividido em 40 tópicos em seis áreas: educação, meio ambiente, economia, liberdade de imprensa, democracia, raça, pobreza e megacidades. Ao final da página, o autor da invasão deixou a mensagem “contrate um hacker” e uma crítica a outro suposto hacker.

Na segunda (12), o site do PT ficou indisponível por mais de 24 horas após um ataque. O portal chegou a ser tirado do ar e foi solicitada à empresa responsável pela segurança da página uma varredura.

Opinião e Politica: está na cara que trata-se de mais uma jogada do time da situação para tentar sujar a campanha da galera de oposição, que vem liderando nas pesquisas com José Serra (PSDB). Porém os hackers estão de parabéns pela brilhante iniciativa, não falaram nada mais que a pura e boa verdade.


Charge: Herança Maldita – por Nani


Lula, os ‘vira-latas’ da mídia e o carpete do sindicato – Por Josias de Souza

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Antes de virar presidente, Luiz Inácio sempre reconheceu que a imprensa teve papel de relevo no processo que o converteu em Lula.

Numa das passagens do livro “Lula, o Filho do Brasil”, o ex-sindicalista contou à jornalista Denise Paraná o drama que vivenciou quando decidiu fundar o PT.

Corria o início da década de 80. No comando do movimento sindical, Lula era festejado por todos. Até que…

Até que decidiu pôr em pé o seu próprio partido político. “Aí já tinha o PMDB contra, já tinha o PC contra…”

“…Já tinha o PCdoB contra, já tinha o MR-8 contra, já tinha o PDT contra. Você tinha um monte de gente contra”.

Lula deixou de ser, segundo contou, uma “unanimidade”. Foi devolvido à condição de “um ser normal”. Porém…

Porém, desfrutava de um contraponto ao nariz virado dos políticos tradicionais. “Foi um período em que a gente tinha muito espaço na imprensa”.

Lula enfatizou: “Muito espaço”. Fez uma única ressalva: “Na Globo o espaço era muito pouco. Na televisão o espaço sempre foi muito pouco”.

Nessa época, Lula via as redações de jornal como aliadas. E não era o único. Fernando Collor concordaria com ele anos mais tarde.

Collor costuma dizer que virou presidente do Brasil numa eleição em que mediu forças não apenas com Lula, mas também os aliados dele na imprensa.

Conta que, durante a campanha, para afrontá-lo, alguns repórteres compareciam às suas entrevistas ostentando broches do PT na lapela.

Na investigação que desaguou no impeachment de Collor, o petismo servia-se das denúncias da imprensa.

Na CPI do Collorgate, gente como José Dirceu e Aloizio Mercandante especializou-se em “vazar” para as manchetes dados sigilosos.

Súbito, Lula virou presidente. Passou de estilingue a vidraça. E começou a desancar a “mídia”. O “controle social dos meios de conunicação” virou um mantra do PT.

Nos últimos meses, em sua cruzada contra a “mídia”, Lula tomou de empréstimo uma metáfora que Nelson Rodrigues cunhara para se referir ao Brasil e aos brasileiros.

O cronista costumava dizer que o brasileiro sofre de “complexo de vira-lata”. Escrevia coisas assim:

“O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”.

Inconformado com o pedaço da imprensa que tem a mania de imprensar, Lula passou a servir-se da máxima rodrigueana para atacar a “mídia”.

Lula ‘Nunca Antes’ da Silva passou a dizer que o Brasil é muito impopular nos jornais do Brasil. Só a imprensa estrangeira reconhece-lhe os feitos.

Passou a renegar o papel fiscalizador dos repórteres. Algo que o PT e ele próprio tanto exaltavam no passado.

Agora, como que habitados ao elogio fácil, Lula e o petismo abominam a crítica. Cultivam um modelo de imprensa em que não há espaço para apurações.

Desde que as manchetes expuseram o mensalão, em 2005, Lula e Cia. passaram a cultivar a certeza de que a “mídia” conspira contra o governo.

Nas últimas semanas, Lula passou a dizer que o noticiário exerce sobre o brasileiro um efeito deletério. Tonifica na alma dos patrícios o hábito da subordinação.

Conta uma história dos tempos em que presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Eis o episódio:

“Uma vez nos colocamos um carpete amarelo na minha sala. Carpetão, daquele bem grosso. O peão, quando trabalha na fábrica, o sapato dele enche de cavaco…”

“São lascas de ferro, que saem das máquinas. Quando o peão anda, se ele pisa num lugar limpo, vai ficando aquele rastro de óleo…”

“…Um dia, o cara chegou na minha sala e foi tirando o sapato. Eu disse: O é isso companheiro. E ele: ‘Oh, Lula, não vou sujar esse tapete de graça’…”

“…Eu falei: Mas foi você que pagou isso aqui, meu filho. Você não é sócio do sindicato? Então, entra. Se sujar a gente troca o carpete por outro melhor”.

Lula confunde a educação do peão com subordinação. Ora, se o sujeito ajudara a pagar o carpete amarelo, nada mais natural que quisesse conservá-lo.

Ao trocar o ambiente das fábricas pelos gabinetes carpetados de Brasília, Lula melhorou a qualidade dos sapatos.

Mas, no papel de peão de si mesmo, carrega sob a sola o “cavaco” liberado pela engrenagem que preside. São lascas de equívocos e malfeitos, não de ferro.

Manda a boa educação jornalística que os repórteres se esforcem para expor o rastro de cavacos. Em jogo, as verbas da Viúva, não mais o dinheiro do sindicato.

Lula agora prefere manter o carpete limpo. Quando não dá, compra um carpete novo. Ou, por outra, empurra a sujeira para debaixo do carpete.

Faxina? Nem pensar. É mais cômodo espinafrar a mídia.

Por Josias de Souza


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