O período chuvoso voltou e o problema crônico continua na rua 103.
Lama, crateras, falta de pavimentação são os elementos do abandono
A rua 103, importante artéria de ligação entre bairros densamente povoados de zona norte de Timon caiu no esquecimento, e nas condições em que está há mais de um ano representa ameaça à segurança e a saúde de milhares de pessoas que diariamente transitam por ali.
o problema ainda não foi resolvido não foi por falta de conhecimento da administração pública, pois tal situação já divulgada em vários meios de comunicação, inclusive aqui neste espaço jornalístico, e nada foi feito.
A situação mais grave da importante artéria é uma imensa cratera situada entre o Parque União e o Residencial Palestina, que segundo alguns moradores da área já vai completar cinco anos, armadilha que causou diversos acidentes com motoristas que tiveram além do transtorno prejuízos e indignação.
Até quando esse povo vai fechar os olhos para essa situação ameaçadora que muito nos incomoda e que representa um atentado aos transeuntes que por aqui passam, nos vivemos em alerta constante com relação à nossas crianças e sempre que podemos sinalizamos no sentido de avisar os motoristas que passam aqui na rua, muita gente já foi vítima dessa armadilha, até a dona da Faculdade São José, Professora Larissa Lago já foi vítima dele e inúmeros alunos também, será que estão esperando alguém morrer para tomarem uma atitude? Indagou em tom de indignação, Dona Joana, antiga moradora do Residencial Palestina.
A imensa cratera é uma ameaça constante.







Foto: Lucas Stefano
Iglesias, em reunião do grupo de oposição: trabalho finalmente reconhecido pelos colegas agentes de saúde
Militante ativo da oposição em Timon, Iglesias Alves da Costa foi eleito na noite de ontem(25), presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Timon. Iglesias foi eleito por maioria absoluta dos votantes. Ele obteve 176 votos contra 95 da sua concorrente, identificada como Conceição e que teria sido apoiada pela atual diretoria do sindicato. A votação durou o dia inteiro e só terminou as 18:00hs.
Filiado ao PTC do empresário Marco Lago e com forte atuação no grupo do ex-prefeito Chico Leitoa, Iglesias Alves é considerado um militante de oposição, e , por tanto, sua vitória está sendo vista por muitos como uma derrota do governo municipal. Iglesias foi candidato a vereador na eleição passada, obtendo mais de 300 votos. Ele concorreu na época pelo PSB do deputado Luciano Leitoa.
A vitória de Iglésias foi comemorada ainda ontem à noite por membros do PTC que estiveram reunidos discutindo a sucessão municipal, quando decidiram lançar a pré-candidatura do empresário Marco Lago à sucessão da prefeita Socorro Waquim.

Cerca de 500 servidores irão passar pela avaliação este ano
A saúde dos servidores do Poder Judiciário está sendo avaliada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Os exames ocupacionais e as perícias aos locais de trabalho estão sendo feitos pelo TJMA desde 2010, para identificação de possíveis casos de insalubridade e periculosidade no ambiente de trabalho. Neste ano, cerca de 500 servidores irão passar pela avaliação.
A continuidade do programa foi aprovada pelo presidente do Tribunal, desembargador Guerreiro Júnior, como forma de prevenir não só doenças relativas ao trabalho, mas aquelas que possam interferir na qualidade de vida e na produtividade do servidor. São investigados sintomas de stress, hipertensão, depressão, problemas visuais, respiratórios, cardiológicos, entre outros.
De acordo com dados coletados em 2011 pela Assessoria em Segurança & Saúde Ocupacional (SSO) – empresa contratada para diagnosticar a segurança e a saúde ocupacionais no Tribunal – fatores como falta de atividade física, obesidade, tabagismo, pressão arterial elevada e o consumo exagerado de álcool estão entre os que mais oferecem riscos à saúde dos servidores do Judiciário.
“São fatores de risco, mas se apresentam em escalas aceitáveis e podem ser revertidos com a mudança de comportamento e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis”, afirma a consultora em qualidade de vida da SSO, enfermeira Sabrina Manga.
O EXAME – Antes de ser atendido pelos médicos, o servidor responde a um questionário com os dados pessoais e informações sobre doenças pré-existentes.
Durante a consulta, é examinado o funcionamento do fígado, tireóide, rins, coluna vertebral, aparelhos respiratório e cardiovascular. A capacidade visual é avaliada em teste específico, assim como a pressão arterial, o peso, altura, circunferência abdominal, e o cálculo da massa de gordura corporal.
Além da prevenção, o programa contempla ações de recuperação e incentivo à melhoria da saúde dos servidores que apresentam alguma alteração nas condições de saúde. Por meio de parceria entre a SSO e a Divisão Médica do TJMA, nutricionistas, cardiologistas e clínicos gerais acompanham os casos que necessitam de maior controle.
“Apesar de ser um trabalho preventivo, quando detectada alguma alteração é importante garantir ou encaminhar o profissional aos tratamentos disponíveis e viabilizar a reabilitação do servidor”, acrescenta a médica Célia Leal, clínica-geral e especialista em medicina do trabalho.
SURPRESA – Para o auxiliar judiciário, Rômulo Antonio Amorim, a consulta trouxe algumas surpresas. “Não sabia que o sobrepeso já estava interferindo na minha pressão arterial. Vou voltar a me cuidar mais”, disse, ao ser encaminhado para acompanhamento pelo nutricionista e cardiologista.
O exame é agendado pelo telefone (98) 8200-0133 e 3222 4085. As consultas são realizadas na Unidade São Luis de Medicina Ocupacional da SSO, localizada no Edifício Colonial, à Rua do Sol, 141, sala 719, 7º andar (em frente ao Teatro Arhur Azevedo), São Luís – MA.
Irma Helenn Souza
Assessoria de Comunicação do TJMA
(98) 2106 9023/9024
Edilázio Júnior condena processo seletivo da Secretaria de Saúde e Luciano Leitoa denuncia falta de publicidade na escolha de funcionários do Alarico Pacheco

Agência Assembleia
A propósito do processo seletivo para contratação de profissionais da área médica nas UPAs, o deputado Edilázio Júnior (PV) protocolou na Mesa Diretora da Assembleia requerimento com quatro indagações. O parlamentar quer saber quais as UPAs que se beneficiaram do processo seletivo, qual o número de funcionários admitidos por cada unidade, especificando local e cargos, qual o tipo de publicidade sobre realização do processo seletivo usada para dar conhecimento à comunidade, informando data, local, edital ou qualquer forma de pregão que tenha chegado aos meios de comunicação e quais os critérios de pontuação do processo para aferir o mérito e a prioridade de convocação.
Edilázio afirma que o processo seletivo da SES é fajuto e que o nome deveria ser mudado para processo de indicação ou de apadrinhamento. O deputado parabenizou o secretário de Meio Ambiente, Victor Mendes, que noticiou o processo seletivo de sua Secretaria na imprensa, com inscrições em valores de R$ 30 e R$ 40, especificando o número de cargos, o valor do salário, “agindo com lisura e transparência”.
Lembrando que a cidade de Timon vai ser agraciada com uma UPA, Edilázio Júnior desafiou qualquer cidadão daquela cidade a levar até a Assembleia a publicidade do processo seletivo. “Uma nota de jornal, um outdoor, uma propaganda na TV, uma chamada no rádio, uma bike de som”, listou.
Citou também o exemplo de Codó, deduzindo que só quem é vidente ou teve informação privilegiada tomou conhecimento do processo seletivo da SES naquele município. Conforme o parlamentar, no processo seletivo realizado no sábado, apareceram alguns profissionais com currículos em mãos para entregar a uma Comissão que ele também não sabe como é formada. Diz Edilázio Júnior que a deputada Valéria Macedo, enfermeira formada e com pós-graduação, seria preterida no processo seletivo porque seu irmão é filiado ao PDT.
APARTES
Em aparte, o deputado Neto Evangelista lembrou que mesmo para as UPAs de São Luís houve apenas convocação através de emissoras de rádio para que os profissionais levassem currículos até o Hotel Praia Mar. Nesse caso, segundo Evangelista, também não houve processo seletivo. “Cem vagas foram preenchidas pelo QI (quem indica) e cem outras pelos melhores currículos” denunciou.
Edilázio Júnior acha que da maneira como vem sendo selecionados os profissionais para as UPAs, a Secretaria de Saúde está cerceando os sonhos de muitos jovens que estão saindo das faculdades. Foi aparteado em seguida pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) que lembrou que o secretário Ricardo Murad disse na Assembleia que não haveria concurso na área da saúde. “A regra que tem que prevalecer é a da Constituição Federal e da Constituição do Estado do Maranhão que prevêem o concurso público. Esse desvirtuamento chega, inclusive a desmoralizar o Programa Saúde é Vida”, reforçou Rubens Júnior.

Edilázio acusou Ricardo Murad de ferir cinco princípios constitucionais de uma só vez: o princípio da legalidade, o princípio da impessoalidade, o princípio da moralidade, da publicidade e eficiência. O discurso foi reforçado pelas palavras do deputado Luciano Leitoa (PSB) que também desafiou os cidadãos de Timon a mostrarem com documentos que tenha havido publicidade do processo seletivo da SES. Leitoa pediu a Edilázio Júnior que estendesse suas reclamações ao Hospital Alarico Pacheco que “também precisa de profissionais qualificados e faz parte da estrutura de saúde do Estado no município de Timon”.
O deputado Bira do Pindaré (PT) declarou que Ricardo Murad rasga a constituição federal e a estadual com esse tipo de medida. E destacou a luta dos enfermeiros e enfermeiras por um piso salarial e pela realização de concurso público. Edilázio Júnior respondeu que quando se fala em processo seletivo está se falando em pontuação, em notas, e o concorrente quer saber se ficou em primeiro lugar, em segundo, terceiro ou se passou a constar de uma lista de excedentes.
O deputado Marcelo Tavares (PSB) frisou que quando chegou à Assembleia uma medida provisória da governadora Roseana Sarney alargando o prazo das contratações temporárias por quatro anos, ficou claro que o governo não ia fazer concurso público. Segundo ele, a especialidade de Ricardo Murad não é gerir a saúde, não é construir hospital, não é fazer as coisas bem feitas, é transgredir a legislação.
“Morros de São Benedito”: o relevo predominante cede nome à comunidade
Visitamos neste domingo(20/11) a zona rural de Timon, mais precisamente na localidade “Morros de São Benedito” na casa de seu Pedro Felipe. Onde numa conversa amistosa ouvimos dos moradores daquela longínqua localidade e de adjacências, um relato em tom de apelo para que a administração pública se sensibilize com a situação da saúde, da educação e da manutenção das estradas vicinais.
A atendimento médico e odontológico, que era para ser periódico, passou a ser raro, e quando existe, não estão devidamente acompanhados de medicamentos ou anestesias, deixando a eficácia do atendimento de lado.
A Educação é feita aos trancos e barrancos, é assim mesmo, e não de forma literal, mas na acepção da palavra.
Contudo, a coisa anda, com a boa vontade dos educadores, de pais e mães que se viram e fazem o que podem para suprir a falta de estrutura básica e muitas vezes da ausência do transporte escolar, falta de material de expediente e de merenda escolar que são outros agravantes que vez por outra estão elencandos na lista da desídia.
Recentemente foi feita uma maquiagem em algumas vias vicinais que convergem para aquela região, cumprindo uma determinação judicial(Obrigação de Fazer) conseguida à duras penas, com a construção de um “abaixo assinado”, organizado por seu João Evangelista, morador dedicado da localidade. Contudo, o “serviço” não foi a contento, pois da forma que foi executada, não precisa ser um engenheiro de estradas para perceber que tão logo o rigor da chuvas se vigore, tudo aquilo vai se transformar em intransponível lamaçal.
Outra reinvindicação dos agricultores daquela região é com relação ao incentivo à produção, pois atualmente não existem políticas agrícolas voltadas àquela comunidade que implementem projetos ou programas no sentido de aumentar o volume e de dar qualidade na produção, e muito menos projetos para a fixação do homem ao seu local de origem, ou seja , no campo.
A “Declaração Universal dos Direitos Humanos” está grotescamente sendo violanda quando a administração pública ignora, educação e assistência medica de qualidade, e esquece de proporcionar lazer àquela população, direitos que estão devidamente citados na referida declaração. Vejam:
Artigo XXIV
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e férias periódicas remuneradas.
Artigo XXV
1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.
Dirijo-me aos habitantes daquela simpática localidade para agradecer a atenção e o carinho com o qual fomos recebidos e tratados, em especial às crianças e ao nosso anfitrião, Sr. Pedro Felipe e família que estampavam brilho de sincera alegria com a nossa presença.
Nosso anfitrião, seu Pedro Felipe …
… e a anfitriã, dona Ana, que fala aos amigos e aos vizinhos da localidade
O povo
A cópia da decisão da promotoria(Obrigação de Fazer), apresentada por seu João Evangelista.
A criançada
O Deleite

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realizou, nesta terça-feira (18), mais uma reunião de trabalho, cujo assunto principal, foi a problemática envolvendo o atendimento de pacientes maranhenses nas unidades de saúde do Piauí.
Durante a reunião, do qual participaram os deputados Dr. Pádua (PSD – presidente da Comissão), Antônio Pereira (DEM), Valéria Macedo (PDT), Vianey Bringel (PMDB), André Fufuca (PSD), Carlinhos Florêncio (PHS), Cleide Coutinho (PSB), Alexandre Almeida (PSD) e Luciano Leitoa (PSB), ficou acertado que, no próximo dia 8 de novembro, será promovido novo encontro para definir a data na qual os membros da Comissão irão conversar novamente com os deputados estaduais do Piauí.
“Nesta próxima semana, iremos conversar com técnicos do Ministério da Saúde que estarão em São Luís. Colheremos mais subsídios sobre o assunto e, no dia 08, iremos deliberar sobre a pauta que apresentaremos no Piauí”, explicou Dr. Pádua.
Na reunião desta terça-feira, os membros da Comissão ouviram novamente gestores de saúde dos 48 municípios integrantes da Macro Região de Caxias.
Eles foram unânimes ao defender uma reformulação do modelo de pactuação entre Maranhão e o Piauí. “Este novo modelo, que será desenhado e implantado na Programação Pactuada Integrada de 2012, tem que prever o aumento de recursos e até instalação de novos serviços de média e alta complexidade nos municípios maranhenses”, afirmou o secretário municipal de Saúde de Caxias, Domingos Vinícius.
Fonte: al.ma.gov.br
Leitoa pede apoio para solucionar atendimento hospitalar no Piauí

Waldemar Terr / Agência Assembleia
O deputado Luciano Leitoa (PSB) pediu, na sessão desta terça-feira (18), o apoio de todos os deputados estaduais maranhenses para tentar solucionar o problema da suspensão de atendimento a pacientes maranhenses na rede pública hospitalar de Teresina. Leitoa relatou o trabalho que a Comissão de Saúde da Assembleia, presidida pelo deputado Dr. Pádua (PSD), e de vários parlamentares, na tentativa de resolver o problema que está afetando principalmente os municípios da região dos Cocais, entre eles Timon.
De acordo com Luciano Leitoa, o debate em torno do assunto deve ser incorporado pela a Assembleia como um todo, independentemente do deputado ser de governo ou de oposição, em busca da solução para um problema que penaliza a população em decorrência da falta de atendimento em algumas especialidades no Piauí.
“Ou nós deputados assumirmos a responsabilidade de intermediar esses conflitos ou a população do Estado do Maranhão vai continuar sendo penalizada, porque de fato o Maranhão não tem uma medicina que possa atender à altura a população do Estado do Piauí, naquela região da beira do rio Parnaíba; não tem uma estrutura estadual e é por isso que boa parte da população recorre ao Estado do Piauí”, afirmou.
O deputado do PSB disse também que boa parte dos municípios daquela região não tem feita a parte de cada um, oferecendo atendimento de média complexidade, que também ocasiona um grande problema, porque Teresina acaba atendendo também o que era de responsabilidade dos municípios da região, que não fazem o dever de casa. Luciano Leitoa falou dos encontros já realizados para debater o problema e dos próximos que acontecerão, com a participação de representantes parlamentares do Piauí, cuja reunião está agendada para o dia 25 deste mês.
ELOGIOS E CRÍTICA
Antes de falar do problema da suspensão do atendimento a pacientes maranhenses, Luciano Leitoa elogiou o PPS e parabenizou a deputada Eliziane Gama pela convenção do partido que vai acontecer neste final de semana. “O PPS é um dos partidos que integra a oposição no Estado do Maranhão, inclusive fez parte da composição da candidatura de Flávio Dino, com o candidato a vice Miosótis, o mesmo PPS que Luciano Leitoa e seu grupo político apoiou o Simplício Araújo, na cidade de Timon, que teve 17.161 votos em 21 dias de campanha, o mesmo PPS que tem como primeiro suplente da nossa coligação para deputado estadual, Otelino Neto, e que tem como primeiro suplente para deputado federal Rib amar Alves”, contou.
No entanto, Luciano Leitoa afirmou que o mesmo PPS que integra a oposição no Estado do Maranhão, deixa dúvidas, porque em Timon acompanha e apoia a prefeita Socorro Waquim. “Acho que nós que fazemos parte da oposição, temos que ter o discurso e a prática nas relações das cidades que têm importância nesse cenário político, esse mesmo PPS que a senhora agora há pouco se reportou, é esse PPS que tem com o PSB essa grande relação do suplente deputado estadual, do suplente deputado federal onde o primeiro suplente Simplício Araújo teve o nosso apoio na cidade de Timon, e obteve 17.161 votos em 21 dias de campanha”, lembrou.
Waldemar Terr / Agência Assembleia

Os deputados Dr. Pádua (PP) e Luciano Leitoa (PSB) destacaram, na sessão de quarta-feira (28), a segunda reunião, realizada na terça-feira (27) pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, com secretários de saúde principalmente dos municípios da região dos Cocais, para tratar da suspensão de atendimento médico e hospitalar a maranhenses em Teresina (PI).
Dr. Pádua, que é presidente da Comissão de Saúde, disse que no dia 18 do próximo mês haverá nova reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia para que possam chegar a relatório apontando os principais problemas para que, no dia 25 de outubro, haja novo encontro com os representantes do Piauí.
Dr. Pádua lembrou que além da suspensão do atendimento feito pelo Piauí, o Estado vizinho ainda quer receber por supostos serviços prestados na área de saúde. “Sabemos também que existe outro problema, que é o do pagamento das dívidas existentes. Já teve uma CIB e nessa CIB houve uma Resolução, a n.º 49, se não me engano, em que os municípios se comprometiam em pagar essa dívida, mas sabemos hoje também que os municípios estão numa situação complicada, a sua capacidade de pagamento é pequena e eles relatam que não têm condição de pagar essa dívida”, contou. O parlamentar disse que teve a oportunidade juntamente com a Comissão de Saúde e com os demais membros tentar, junto ao secretário de Saúde do Estado, procurar uma solução que não venha penalizar os municípios e não tampouco o Estado. “Nós vamos chegar a um consenso”, garantiu.
O deputado Luciano Leitoa também falou sobre o assunto e informou que foram convidados mais de 40 municípios para a reunião da Comissão de Saúde da Assembleia, mas apenas seis mandaram secretários ou representantes (Codó, Coroatá, Caxias, Presidente Dutra, São Luís e Duque Bacelar), além do Governo do Estado. Leitoa contou que atendendo sugestão da deputada Cleide Coutinho (PSB) foi feita uma comissão especial com a participação de todos, para apontar todos os problemas da área.
“Após a conversa que tivemos com representantes dos municípios, fizemos uma proposta de que se formasse uma comissão integrada por um representante do Estado, pelo representante da Capital, por um representante da macrorregião de Caxias e o representante dos municípios, e ficou tratado na reunião de ontem que essa comissão se reuniria, agora no dia 4 de outubro, a fim de tirar o diagnóstico e apontar algumas alternativas para se chegar a um entendimento na solução do problema da saúde envolvendo, principalmente a cidade de Teresina”, explicou.
“Esse é um assunto de grande importância. Existe ainda hoje uma grande volta de pacientes do Estado do Maranhão, onde o Estado do Piauí, especificamente Teresina, tem se recusado a atender alguns pacientes em algumas áreas e eu tenho certeza de que esse problema que tem afligido a população há muito tempo procura uma solução. E, através desta Casa aqui e dos entendimentos encaminhados, que eu tenho convicção de que nós haveremos de encontrar uma alternativa pautável para encontrarmos uma solução”, afirmou.
Glaucio Ericeira / Agência Assembleia

Uma comissão, formada por representantes do Governo do Estado e das prefeituras que integram a chamada Macro Região de Caxias, irá apresentar, neste próximo mês, um relatório detalhado sobre a situação do setor da saúde de 48 municípios maranhenses, inclusive com sugestões para resolver a problemática envolvendo o atendimento de pacientes maranhenses nas unidades de saúde do Piauí.
A formalização do grupo de trabalho foi definida nesta terça-feira (27), durante reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Além dos deputados Dr. Pádua (PP – presidente da Comissão de Saúde), Alexandre Almeida (PT do B), Cleide Coutinho (PSB), Antônio Pereira (DEM), Luciano Leitoa (PSB), Gardênia Castelo (PSDB), Valéria Macedo (PDT), André Fufuca (PSDB) e Vianey Bringel (PMDB); participaram do encontro secretários municipais de Saúde de várias cidades que formam a Macro Região de Caxias.
“Os membros da comissão irão diagnosticar todos os problemas no setor da saúde destes municípios, inclusive os gerados em função desta problemática envolvendo Maranhão e Piauí. Com base neste relatório, iremos convocar uma nova reunião com as autoridades do Estado do Piauí [gestores estaduais de saúde e deputados estaduais] no intuito de encontrarmos uma solução definitiva para este impasse”, explicou Dr. Pádua.
Durante a reunião na Assembleia Legislativa, os secretários municipais de Saúde e representantes das prefeituras, além de cobrarem uma solução definitiva para o imbróglio envolvendo Maranhão e Piauí, também reclamaram da escassez de recursos financeiros, principalmente os repassados pelo Ministério da Saúde.
“Os municípios precisam ser fortalecidos, através da implantação de novos serviços de saúde e também por meio do aumento dos repasses por parte do Governo Federal. Com um sistema de saúde forte, os municípios maranhenses não precisarão depender do Piauí”, avaliou o secretário municipal de Saúde de Caxias, Vinícius Araújo.
Terezinha de Jesus Aquino, secretária municipal de Saúde de Presidente Dutra, cobrou a instalação imediata do PPI (Programação Pactuada e Integrada) como forma de definir os serviços que os municípios maranhenses poderão executar nas unidades de saúde de Teresina. “Com a pactuação, iremos delinear os serviços que cada cidade necessita. Além disso, através do PPI não haverá mais esta confusão de dívida entre os Estados”.
Maria do Socorro Furtado, secretária municipal de Saúde de Duque Bacelar, elogiou a iniciativa da Assembleia Legislativa, através da sua Comissão de Saúde, de tentar resolver a problemática e, desta forma, incentivar o desenvolvimento do setor da Saúde no interior do Estado.
Assecom/Gab. da dep. Cleide Coutinho

A deputada Cleide Coutinho (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na manha desta terça-feira (27) para convidar seus colegas a participar hoje, a partir das 15h, na sala de comissões, de reunião com a Comissão de Saúde da Casa com secretários municiais de saúde da macrorregião do município de Caxias.
Segundo a deputada Cleide Coutinho, após a reunião na Comissão de Saúde será elaborado uma extensa pauta, que culminará com nova audiência pública a ser realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão, com a participação de vários deputados maranhenses e piauienses, e representantes das secretarias de saúde dos governos do Maranhão e do Piauí.
Cleide reclama que o secretario da Saúde, Ricardo Murad, assinou um ofício, determinando que o débito da saúde do Maranhão com o Piauí tem que ser pago pelas cidades da macrorregião de Caxias. “Esses recursos já são deixados em São Luís pelas cidades de Caxias, Codó, Parnarama e Coroatá e outras. O povo não vem para a Capital, porque não tem dinheiro para pagar passagem e hospedagem”, lamenta.
De posse de uma portaria do Ministério da Saúde (MS) de 2010, a Cleide Coutinho esclareceu que o ministro da saúde, José Gomes Temporão, repassou R$ 40 milhões e R$ 16,3 milhões para a Secretaria de Saúde do Maranhão (SES). “Esse dinheiro seria incorporado para o teto de média e alta complexidade. Mas, estes recursos não chegaram à cidade de Caxias”, denuncia a deputada.
Para Cleide Coutinho, com esse dinheiro a Secretaria de Estado da Saúde deveria pagar, pelo menos, o débito com o sistema de saúde do Piauí, calculado pelo próprio secretário Ricardo Murad em R$ 1,7 milhão.
Confirmaram presença na reunião os secretários municipais de Caxias, Afonso Cunha, Barão de Grajaú, Buriti Bravo, Coelho Neto, Capinzal do Norte, Codó, Colinas, Coroatá, Duque Bacelar, Gonçalves Dias, Governador Eugênio Barros, Governador Luiz Rocha, Graça Aranha, Paraibano, Passagem Franca, Santo Antonio dos Lopes, São Domingos do Maranhão, Presidente Dutra, São João do Sóter, Senador Alexandre Costa, Timon e Tuntum.
A PAUTA
Na pauta da reunião a deputada Cleide Coutinho e os secretários querem saber sobre o pagamento do atendimento dos pacientes do Maranhão para o Piauí – de abril do ano de 2010, até a definição da Pactuação Interestadual – e sobre o fortalecimento dos municípios da macrorregião de Caxias, para diminuir ou evitar os encaminhamentos para o estado vizinho.
Serão abordados, também, as questões da análise da capacidade instalada e recursos humanos dos municípios da macrorregião de Caxias, para melhorar e aumentar o atendimento dos pacientes maranhenses e evitar encaminhamentos, os investimentos dos municípios da macrorregião do município de Caxias com potencial para aumentar o número de atendimentos.
A deputada e os secretários querem saber, ainda, acerca da devolução dos recursos de custeio retirados dos municípios pelo governo do Estado, da Pactuação Interestadual Maranhão/Piauí, dos procedimentos que o Maranhão precisa e que o Piauí pode oferecer (em quantidade), nos serviços de saúde de média e alta complexidade, e acerca da unificação dos salários dos médicos e paramédicos da região.